11
Nov

We are The Walking Dead

por Gabi

Tenho conversado com algumas pessoas sobre The Walking Dead, a série da AMC que no Brasil é exibida pela Fox (com 2 dias de delay, apenas, palmas pra Fox!) Muita gente diz que a série é lenta, que aparece pouco zumbi, que falta ação. Vou tentar explicar aqui meu gosto pela série sem spoilear nada além do que já passou no Brasil (Episódio Cherokee Rose, passou terça feira por aqui).

O meu gosto pela série não vem da TV, mas sim dos quadrinhos, que estão na edição 90. Cada 6 edições formam um arco e contam um pedaço da história. A série é fiel em alguns pontos e destoa em outros. Por exemplo, na TV tem o sensacional Daryl Dixon, minha nova paixão-de-5-minutos da TV. O personagem é genial, bem construído e cabe direitinho na dinâmica do roteiro.

FUCK YEAH DARYL DIXON

Outro exemplo, o Shane na série de TV está aí, vivão. No quadrinho, é diferente: ele morre logo no fim do primeiro arco. Não me entendam mal, na TV o personagem funciona muito bem e o ator é ótimo, mas no quadrinho a morte dele é um dos primeiros passos para o caminho que a série quer seguir: The Walking Dead, surpreendentemente, não é sobre zumbis.

Os zumbis estão lá fora. São um problema, mas são como o trânsito, a neve ou uma greve de ônibus: você sabe que o problema está lá e ele te incomoda pra caramba, mas você sabe lidar com ele. Pra evitar o trânsito fuja do horário de pico, pra matar um zumbi esmague a cabeça dele. Simples. Mas e o cara que está ao seu lado no trânsito? Quem é ele? E na hora de matar zumbis, quem são as pessoas com as quais você é forçado a conviver? Acredito que o Shane vivo na série de TV também abre o mesmo caminho pro questionamento: ao atirar em Otis, será que Shane quis salvar Carl ou a si mesmo?

No quadrinho, essa mudança de “policial gente fina” pra “maluco líder durão de plantão” é percebida descaradamente em Rick. Sem spoilers, mas aos poucos Rick vai mudando. Lá pela metade dos volumes atualmente publicados, um fato importante acontece e isso termina de pirar nosso herói: até atender ligação telefônica de gente morta ele atende, com direito a conversas profundas e existenciais. Ele começa a questionar a própria sanidade, a saúde mental dos que o cercam, até de pessoas que ele ama muito. E vai virando um cara seco, duro, embora ainda justo.

No more Mr Nice Guy

O ritmo dos quadrinhos é igualmente lento. Mas com 90 edições publicadas e outras tantas a caminho, fica mais fácil ver o quadro completo e entender o que Kirkman está criando: um questionamento do que é mais importante, eu ou o todo? Altruísmo existe mesmo? Como as pessoas lidam com uma situação-limite? Os zumbis não importam, no fim. Rick Grimes diz em determinado momento dos quadrinhos: “We are the walking dead”. Ou seja, aquele monte de zumbis são os habitantes da Terra. Nós, sobreviventes, somos os errados, os mortos, os que vagam pelo planeta em busca de um lugar seguro pra dormir ou de uma lata de sardinhas pra comer.

O quadrinho é bacaníssimo, violentíssimo e assustador. Tem algumas passagens, como a da prisão, que eu nem sei como vão colocar na TV aberta de tão horrenda a situação, tanta violência, vingança, terror. Personagens legais como a Michonne e o Abraham vão aparecer, um monte de gente morre, o grupo aumenta e diminui a cada arco. Já saiu no Brasil uma boa parte, e vale a compra.

Se quiser conhecer antes de comprar, visite a área do Walking Dead BR com as edições pra ler na web. Tem em inglês e em português. E pra quem quer um gostinho da série sem muito spoiler, cata o Carl aqui:

E agora?

Isso é The Walking Dead: um garotinho com chapéu de cowboy cercado de zumbis malvados. Eu gosto.

5 Responses to “We are The Walking Dead”

  1. Um caso legal em que a série TAMBÉM é legal, apesar de ser completamente diferente do original. Confesso que me irrito um pouco com a direção de atores de vez em quando com o próprio Rick, a Lori e, principalmente o T-Dog, que é bizarro.

    Mas enfim, sobre a questão zumbi, recomendo essa leitura:
    “O iminente apocalipse de zumbis: por que o mundo moderno parece morto-vivo”, http://www.oesquema.com.br/conector/2011/01/04/zumbis.htm

    que me parece uma síntese muito bacana pra esse fenômeno zumbizeiro (como já premeditado pelo Terra Samba)

    Bêjo gabreela

  2. Páua Lima says:

    Adoro a série, meu personagem preferido é o Daryl e o que mais odeio é aquele velho pela saco que fica vigiando (fora as crianças porre e a mlr de cabelo curto que vive chorando) Afff. Eu vi os quadrinhos tmbm, são legais, vi os que falavam mais sobre a 1ª temporada, mas como nunca é igual, prefiro assistir e depois ler…

    Acho que a série é mais sobre os conflitos que ocorrem no grupo, do que os zumbis em si. Acho que o conflito do momento é o shane que passou de líder a “ex amigo fura olho excluído”.

    P.s. Eu to torcendo p/ menina sumida ser comida por zumbis.

  3. Liz Rodrigues says:

    Oi Gabi,

    Adorei seu post pq amo o seriado. Não curto quadrinhos, mas eu adoro a série de tv, e eu não acho ela parada não,acho ela intensa isso sim… Estou acompanhando louca pra saber se a garotinha vai ser encontrada.

    Bjuss

  4. markin says:

    eu acho a serie bem legal.. a unica coisa q eu acho ruim é q até hj não mostrou como surgiram os zumbis. não fala se foi alguma esperiência de laboratório q deu errado nem nada do tipo!

  5. Bruan says:

    a shofia e mordida pelos zumbi e e preza no seleiro e o rick que da o tiro,adoro a serie e a melho que ja vi de zumbis,eu nunca deixo de ve to lUCA PRA VE OS QUADRINHO MAS ACHU QUE NAO E A MASMA COIZA …

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