Um paralelo coerente
Todos – ou quase todos – sabem da minha fascinação por baixistas. Numa longa conversa no Frangó, expliquei detalhadamente minha teoria para Alê Félix,
Carol e Lilian:
- Seguinte, meninas: Vocalista é sempre muito ego. Muito centrado, manja? Eles se acham o centro de toda a atenção e o umbigo do universo. Logo, não vão te dar a devida atenção.
- Certo.
- Guitarristas são gênios criativos torturados. Eles acham que são muito inteligentes e que se não fosse por eles a banda não ia parar em lugar nenhum.
- E ia?
- Claro que ia,pô! Ainda mais se for de punk rock, qualquer um toca aqueles três acordes. Aí o guitarrista e o vocal entram numa batalha de egos e as groupies – nós, claro – acabam sendo usadas num cabo de guerra emocional entre os dois metidões.
- Baterista é legal…
- Não é. Eles só ficam por ali pegando as groupies desprezadas pelos guitarristas e vocalistas…
- Nossa…
- Pois é. Enquanto isso, quem está ali no cantinho, tirando um som, pensando na vida? O Baixista. Ele sim é um homem sensível e preocupado com nossos corações.
- Pô, faz sentido…
- Claro que faz. É uma teoria super embasada!
- Como assim, Gabi? Você já teve experiências com baixistas?
- Éééé…..
- E com guitarristas?
- Bem…
- E com bateristas?
- Er… ah, deixa pra lá. Olha ali um cachorro na praça, ó que bonitinho!
*toma gole de guaraná diet e disfarça*
Assistindo desinteressadamente aos jogos da Itália, percebi que o mesmo raciocínio pode se aplicar aos gramados.
Veeeeejam, os atacantes são as estrelas da fita. Os caras que vão lá e fazem o gol. Egocentrados e tal.
Já os centroavantes e laterais são como os guitarristas: acham que é deles todo o mérito da jogada, que são os reais alicerces da história.
O goleiro, coitado, fica lá atrás fazendo gestos grotescos e gritando, tal qual o baterista. Pegam as modelos e ajudantes de palco desprezadas pelos atacantes.
E quem é que está ali, quietinho, fazendo sua parte? Os zagueiros, estes incompreendidos. Verdadeiras muralhas, são eles que fazem todo o embasamento do time – mas só são lembrados quando erram alguma coisa ou quando não estão ali.
Por isso eu digo: Vai Canavarro!!!! Do alto de seu 1,75m de pura zagueirice, ele capitaneia a Squadra Azzurra com classe e elegância.
E deve tocar baixo nas horas vagas.
Eu sou Itália desde pequenininha mesmo. Que Lúcio que nada.


Quero ver encarar Lúcio, Juan e Cris. Tem que ser muito guerreira. Eu tenho uma amiga que só dá em cima de pandeirista de grupo de pagode. Será que é a mesma coisa que o baixista?
Hahahahahahahaha, já que não tem Canavarro, vai de Betão Gabi…
P
Nossa Gabi, não sabia que você tinha tanta… experiência musical!
E esse “veeeejam” foi muito Gerson…
Valha! Dá pra assistir “desinteressadamente” a um jogo da Itália? Eu presto uma atençããããão…
Droga. O Tabulas voltou. E cadê os créditos pra mim por causa da idéia? Quanto ao post, baixista eu sempre quei ser, agora, quanto a ser zagueiro eu passo, já que minha pança só me permite ser dublê do Ronaldo Fenômeno.
Tocar baixo é a parte mais divertida da banda, se você erra ninguém percebe, sempre sai legal nas fotos (pq dá pra fazer pose e desencanar de tocar enqto a foto é tirada), é o que carrega menos coisas e tem só 4 cordas pra afinar! E eu até que sou um bom zagueiro…
Pois é.. concordo com sua teoria.. rsrs mto massa o blog.. beijos gabi
Se for assim, então todo muleque italiano é um baixista em potencial. Aqui no Brasil toda pivetada quer ser Ronaldinho; na Itália, Maldini.
A foto do Canavarro no meu album está meio babada. *beija*
Bah, essa tara por baixistas só existe porque vc nunca conheceu intimamente um gaitista /heh
Esclareceu minha mente. Sempre fui fascinada pelos baixistas e super concordo com sua teoria. *__*