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	<title>Comments on: Sobre samba e censura</title>
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		<title>By: Gabi</title>
		<link>http://casadagabi.com/sobre-samba-e-censura/#comment-2078</link>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 22:57:22 +0000</pubDate>
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		<description>Eu acho que deveriam ter censurado mais coisas. Afinal, o milésimo enredo sobre família real deve ser crime de lesa-majestade. Isso sem falar nas homenagens a cidades obscuras, ao cabelo e ao sorvete. Mesmo que a patrocinadora Kibon ficasse putinha</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu acho que deveriam ter censurado mais coisas. Afinal, o milésimo enredo sobre família real deve ser crime de lesa-majestade. Isso sem falar nas homenagens a cidades obscuras, ao cabelo e ao sorvete. Mesmo que a patrocinadora Kibon ficasse putinha</p>
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		<title>By: Gabi</title>
		<link>http://casadagabi.com/sobre-samba-e-censura/#comment-2077</link>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 22:57:12 +0000</pubDate>
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		<description>Até entendo seu ponto de vista, mas continuo não concordando com a proibição.

Questão de opinião.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Até entendo seu ponto de vista, mas continuo não concordando com a proibição.</p>
<p>Questão de opinião.</p>
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		<title>By: Gabi</title>
		<link>http://casadagabi.com/sobre-samba-e-censura/#comment-2076</link>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 22:57:01 +0000</pubDate>
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		<description>Mas você nunca vai conseguir falar sobre o aborto com mães felizes carregando seus bebês debaixo dos braços e um bonecão mexendo as perninhas. Isso não é aborto. O aborto é feio, triste e dolorido. Mas no entanto é algo a ser discutido. Assim como o Holocausto.

O caso é que o carnaval também é um espaço para levantar bandeiras, principalmente porque sempre foi uma festa independente de religiões. E a gente bem sabe que as religiões não deixam levantar nenhum estandarte de maneira geral, visto a campanha da fraternidade desse ano.

A gente tem é que saber reconhecer todos os espaços de diálogo que a gente tem. O carnaval também pode ser um deles.

O holocausto é algo que tem que ser contado mil vezes por dia, para que nunca mais chegue nem perto de acontecer (e a gente bem sabe que existe muito nazi por aí). Assim como os torturadores na ditadura militar, o massacre dos curdos, o apartheid, etc etc etc etc.

Bom, eu poderia conversar horas e horas e horas e horas sobre isso. Só comentei, na bem da verdade, por conta da comparação ao aborto! rs

Beijos</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas você nunca vai conseguir falar sobre o aborto com mães felizes carregando seus bebês debaixo dos braços e um bonecão mexendo as perninhas. Isso não é aborto. O aborto é feio, triste e dolorido. Mas no entanto é algo a ser discutido. Assim como o Holocausto.</p>
<p>O caso é que o carnaval também é um espaço para levantar bandeiras, principalmente porque sempre foi uma festa independente de religiões. E a gente bem sabe que as religiões não deixam levantar nenhum estandarte de maneira geral, visto a campanha da fraternidade desse ano.</p>
<p>A gente tem é que saber reconhecer todos os espaços de diálogo que a gente tem. O carnaval também pode ser um deles.</p>
<p>O holocausto é algo que tem que ser contado mil vezes por dia, para que nunca mais chegue nem perto de acontecer (e a gente bem sabe que existe muito nazi por aí). Assim como os torturadores na ditadura militar, o massacre dos curdos, o apartheid, etc etc etc etc.</p>
<p>Bom, eu poderia conversar horas e horas e horas e horas sobre isso. Só comentei, na bem da verdade, por conta da comparação ao aborto! rs</p>
<p>Beijos</p>
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		<title>By: Gabi</title>
		<link>http://casadagabi.com/sobre-samba-e-censura/#comment-2075</link>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 22:56:36 +0000</pubDate>
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		<description>Questao de TATO obviamente Gabriela.

Em 2001 um programa de televisão foi cancelado no Reino Unido por causa de piadinhas de mau gosto com pedofilia.

A diferenca reside no fato que o programa foi cancelado apos ser exibido.

Existe uma equipe de producao por tras do desfile e estes deveriam ser os censores. Acredito que a escola aprenderia uma licao muito pior se o desfile tivesse acontecido, e ao som de vaias da plateia e ojeriza da populacao.

Marketing negativo corre sete vezes mais rapido que o positivo e certamente a escola perderia muitos seguidores por causa de tal atitude, e as outras escolas pensariam duas vezes antes de tentar criar tematicas duvidosas.

Proibir o erro, cria apenas revolta por parte das equipes criativas. E a escola sempre se faz de vitima.

Explicar a falta de tato de sua producao criativa e se redimir com o publico ofendido seria uma tarefa muito mais dificil...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Questao de TATO obviamente Gabriela.</p>
<p>Em 2001 um programa de televisão foi cancelado no Reino Unido por causa de piadinhas de mau gosto com pedofilia.</p>
<p>A diferenca reside no fato que o programa foi cancelado apos ser exibido.</p>
<p>Existe uma equipe de producao por tras do desfile e estes deveriam ser os censores. Acredito que a escola aprenderia uma licao muito pior se o desfile tivesse acontecido, e ao som de vaias da plateia e ojeriza da populacao.</p>
<p>Marketing negativo corre sete vezes mais rapido que o positivo e certamente a escola perderia muitos seguidores por causa de tal atitude, e as outras escolas pensariam duas vezes antes de tentar criar tematicas duvidosas.</p>
<p>Proibir o erro, cria apenas revolta por parte das equipes criativas. E a escola sempre se faz de vitima.</p>
<p>Explicar a falta de tato de sua producao criativa e se redimir com o publico ofendido seria uma tarefa muito mais dificil&#8230;</p>
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		<title>By: Gabi</title>
		<link>http://casadagabi.com/sobre-samba-e-censura/#comment-2074</link>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 22:56:19 +0000</pubDate>
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		<description>O que é Holocausto? :-P</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O que é Holocausto? <img src='http://casadagabi.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':-P' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>By: Gabi</title>
		<link>http://casadagabi.com/sobre-samba-e-censura/#comment-2073</link>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 22:56:08 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://casadagabi.wordpress.com/?p=377#comment-2073</guid>
		<description>Olha. O. Tamanho. Desse. Comentário. Inagaki :O</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olha. O. Tamanho. Desse. Comentário. Inagaki :O</p>
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		<title>By: Gabi</title>
		<link>http://casadagabi.com/sobre-samba-e-censura/#comment-2072</link>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 22:55:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://casadagabi.wordpress.com/?p=377#comment-2072</guid>
		<description>Tudo isso é porque a Viradouro não quis colaborar com a grana da demissão do Henry Sobel. Pô, o Gravatinha vai levar R$ 7 milhões saindo da CIP! O.O</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo isso é porque a Viradouro não quis colaborar com a grana da demissão do Henry Sobel. Pô, o Gravatinha vai levar R$ 7 milhões saindo da CIP! O.O</p>
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		<title>By: Gabi</title>
		<link>http://casadagabi.com/sobre-samba-e-censura/#comment-2071</link>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 22:55:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://casadagabi.wordpress.com/?p=377#comment-2071</guid>
		<description>Gabi, vi o seu comentário no meu blog, li atentamente o seu post e peço desculpas de antemão pelo comentário-trolha que postarei aqui expondo meu ponto de vista, viu? :P

Todo esse imbróglio me fez lembrar de um certo cineasta que buscou inspiração nas histórias dos campos de concentração para filmar uma comédia. Isso poderia soar uma aberração tão dantesca quanto o tal carro da Viradouro, e no entanto &quot;A Vida é Bela&quot; ganhou vários Oscars da Academia. Independentemente do Roberto Benigni ser um chato de lascar, ele fez uma obra que respeita a tragédia dos judeus.

Acompanho os trabalhos de Paulo Barros desde 2004, quando ele comandou o desfile da Unidos de Tijuca e revolucionou o Carnaval carioca com um enredo que conciliava ciência e samba, marcando época com um carro de alegorias humanas simulando a estrutura do DNA. De lá pra cá, Paulo Barros tem trazido inteligência e complexidade aos enredos de samba. Quem viu o desfile da Unidos de Tijuca sobre ciência em 2004, ou o das peças de xadrez da Viradouro em 2007, sabe bem do que digo.

Pois bem: no episódio específico do carro censurado, Barros questionou: por que o cinema, o teatro e a literatura podem falar de assuntos que não devem e não podem ser esquecidos, como o Holocausto, enquanto uma escola de samba, que em um mesmo desfile concilia música, artes plásticas e cênicas não pode abordar o mesmo tema? É arte menor? Bem, há tempos os quadrinhos sofrem do mesmo estigma. Porém, quem leu &quot;Maus&quot; de Art Spiegelman, sabe que HQs não devem nada em complexidade e densidade a outras formas de arte.

O mesmo samba-enredo da Viradouro (do qual você pinçou uma estrofe para defender sua tese) faz uma necessária ressalva, em meio à alegria natural do Carnaval, a fim de resgatar momentos sombrios da História que seriam ilustrados pela alegoria censurada: &quot;Porém nem tudo são flores/ Há dissabores, infelicidades/ Vidas perdidas nesse mundo de maldade&quot;. Do mesmo modo que nos anos 70 compositores como Chico Buarque compunham sambas como &quot;Apesar de Você&quot; para descrever tempos ditatoriais, creio piamente que qualquer forma de expressão pode ser utilizada para fomentar o espírito crítico nas pessoas. Seja através de óperas, histórias em quadrinhos, blogs (que até pouco tempo atrás eram considerados meros &quot;diários virtuais&quot;) ou, por que não, de enredos carnavalescos.

Hitler já foi personagem de filmes, desenhos animados (inclusive um curta-metragem oscarizado da Disney com Pato Donald como um dos personagens), livros e óperas. Não seria muito diferente no enredo original de Paulo Barros, que previa que um passista estaria presente na polêmica alegoria, personificando porém um Hitler cabisbaixo, meditabundo, calado e de cabeça baixa diante da representação artística de suas atrocidades. Algo muito distante de se &quot;sambar sobre gente morta&quot;, pois: seria mais como abrir um hiato em meio ao Carnaval para relembrar um momento escabroso da História. Um resgate bastante apropriado em tempos nos quais torcidas de futebol na Itália, na Espanha e no Brasil entoam publicamente cânticos neo-nazistas, enquanto sites criados por imbecis desmemoriados surgem aqui e acolá absurdamente contestando a existência dos campos de extermínio. É preciso, pois, fomentar o surgimento de mais e mais debates públicos recordando o passado e relembrando a outras gerações as absurdas atrocidades cometidas pelos desmandos de um medíocre ditadorzinho (que inclusive promoveu a censura de obras de arte e a queima de milhares de livros). Debates até mesmo em caixas de comentários de blogs, diga-se de passagem. ;)

Não creio, enfim, que permitir que determinadas pessoas decidam por todas as outras o que possamos ou não ver, impedindo-nos de apreciar uma obra e contestá-la, questioná-la, fruí-la dentro de um determinado contexto, seja uma atitude defensável (isso sim me soa a total desrespeito, tanto à liberdade de expressão quanto às inteligências alheias de pessoas que querem formar suas próprias opiniões sobre algo que, no final das contas, sequer pudemos vislumbrar por causa da Censura). E penso assim por conhecer as obras anteriores de Paulo Barros (que passam muito ao largo de apenas &quot;quererem chamar a atenção&quot;), por ter visto outros enredos em Carnavais passados que tratavam de temas seriíssimos como direitos humanos, globalização e injustiça social, por enxergar nessa atitude uma intromissão ao estado laico brasileiro, assim como um preconceito arraigado com relação a uma expressão legítima, criada por artistas gabaritados e com formações nas mais diversas áreas: a concepção do desfile de uma escola de samba.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gabi, vi o seu comentário no meu blog, li atentamente o seu post e peço desculpas de antemão pelo comentário-trolha que postarei aqui expondo meu ponto de vista, viu? <img src='http://casadagabi.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Todo esse imbróglio me fez lembrar de um certo cineasta que buscou inspiração nas histórias dos campos de concentração para filmar uma comédia. Isso poderia soar uma aberração tão dantesca quanto o tal carro da Viradouro, e no entanto &#8220;A Vida é Bela&#8221; ganhou vários Oscars da Academia. Independentemente do Roberto Benigni ser um chato de lascar, ele fez uma obra que respeita a tragédia dos judeus.</p>
<p>Acompanho os trabalhos de Paulo Barros desde 2004, quando ele comandou o desfile da Unidos de Tijuca e revolucionou o Carnaval carioca com um enredo que conciliava ciência e samba, marcando época com um carro de alegorias humanas simulando a estrutura do DNA. De lá pra cá, Paulo Barros tem trazido inteligência e complexidade aos enredos de samba. Quem viu o desfile da Unidos de Tijuca sobre ciência em 2004, ou o das peças de xadrez da Viradouro em 2007, sabe bem do que digo.</p>
<p>Pois bem: no episódio específico do carro censurado, Barros questionou: por que o cinema, o teatro e a literatura podem falar de assuntos que não devem e não podem ser esquecidos, como o Holocausto, enquanto uma escola de samba, que em um mesmo desfile concilia música, artes plásticas e cênicas não pode abordar o mesmo tema? É arte menor? Bem, há tempos os quadrinhos sofrem do mesmo estigma. Porém, quem leu &#8220;Maus&#8221; de Art Spiegelman, sabe que HQs não devem nada em complexidade e densidade a outras formas de arte.</p>
<p>O mesmo samba-enredo da Viradouro (do qual você pinçou uma estrofe para defender sua tese) faz uma necessária ressalva, em meio à alegria natural do Carnaval, a fim de resgatar momentos sombrios da História que seriam ilustrados pela alegoria censurada: &#8220;Porém nem tudo são flores/ Há dissabores, infelicidades/ Vidas perdidas nesse mundo de maldade&#8221;. Do mesmo modo que nos anos 70 compositores como Chico Buarque compunham sambas como &#8220;Apesar de Você&#8221; para descrever tempos ditatoriais, creio piamente que qualquer forma de expressão pode ser utilizada para fomentar o espírito crítico nas pessoas. Seja através de óperas, histórias em quadrinhos, blogs (que até pouco tempo atrás eram considerados meros &#8220;diários virtuais&#8221;) ou, por que não, de enredos carnavalescos.</p>
<p>Hitler já foi personagem de filmes, desenhos animados (inclusive um curta-metragem oscarizado da Disney com Pato Donald como um dos personagens), livros e óperas. Não seria muito diferente no enredo original de Paulo Barros, que previa que um passista estaria presente na polêmica alegoria, personificando porém um Hitler cabisbaixo, meditabundo, calado e de cabeça baixa diante da representação artística de suas atrocidades. Algo muito distante de se &#8220;sambar sobre gente morta&#8221;, pois: seria mais como abrir um hiato em meio ao Carnaval para relembrar um momento escabroso da História. Um resgate bastante apropriado em tempos nos quais torcidas de futebol na Itália, na Espanha e no Brasil entoam publicamente cânticos neo-nazistas, enquanto sites criados por imbecis desmemoriados surgem aqui e acolá absurdamente contestando a existência dos campos de extermínio. É preciso, pois, fomentar o surgimento de mais e mais debates públicos recordando o passado e relembrando a outras gerações as absurdas atrocidades cometidas pelos desmandos de um medíocre ditadorzinho (que inclusive promoveu a censura de obras de arte e a queima de milhares de livros). Debates até mesmo em caixas de comentários de blogs, diga-se de passagem. <img src='http://casadagabi.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Não creio, enfim, que permitir que determinadas pessoas decidam por todas as outras o que possamos ou não ver, impedindo-nos de apreciar uma obra e contestá-la, questioná-la, fruí-la dentro de um determinado contexto, seja uma atitude defensável (isso sim me soa a total desrespeito, tanto à liberdade de expressão quanto às inteligências alheias de pessoas que querem formar suas próprias opiniões sobre algo que, no final das contas, sequer pudemos vislumbrar por causa da Censura). E penso assim por conhecer as obras anteriores de Paulo Barros (que passam muito ao largo de apenas &#8220;quererem chamar a atenção&#8221;), por ter visto outros enredos em Carnavais passados que tratavam de temas seriíssimos como direitos humanos, globalização e injustiça social, por enxergar nessa atitude uma intromissão ao estado laico brasileiro, assim como um preconceito arraigado com relação a uma expressão legítima, criada por artistas gabaritados e com formações nas mais diversas áreas: a concepção do desfile de uma escola de samba.</p>
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