Síndrome de top model
Não me lembro qual Top Model uma vez disse que não saía da cama por menos de quinze mil doletas. Não lembro se foi a Naomi, a Linda ou a Cindy, mas foi umas dessas do antigo primeiro escalão, coisa de começo dos anos 90, clipe do George Michael e muito delineador e sombra fumê.
Eu queria ganhar dinheiro toda vez que eu levanto. Não importa o quanto eu trabalhe, a merreca no final do mês é sempre a mesma. E as contas não páram de crescer e ficar fortes e espadaúdas.
Se eu pudesse dar um único conselho às gerações futuras, seria: usem filtro solar o cacete não entrem no cheque especial. O cheque especial é mau e faz pessoas do bem se enredarem cada vez mais nas malhas terríveis dos juros. Porque as pessoas do bem que devem as calcinhas no cheque especial têm um grande defeito: elas querem pagar. E comprar Vagisil, mas isso é outra história.
Sim, as pessoas de nome limpo na praça, seres distantes do Serasa, a classe média espremida e judiada, aqueles cujo nome é o único bem que possuem; nós, os brasileiros honestos, trabalhadores e devotos de N. S. D´Aparecida. Nós somos devorados pelos nada bonzinhos ou afetuosos bancos.
Nós ligamos, e com voz firme comunicamos à mocinha do telemarketing: Devo, não nego, pagarei em suaves parcelas. E ela, magnânima, concede um desconto: ao invés de juros de 12% ao mês, lhe é oferecido um parcelamento a perder de vista, com juros muito menores, de apenas 11,5% ao mês. Um negócio da China.
Você, cidadão esforçado e cumpridor de leis, aceita. E se fode.
No fim das contas, a vontade é mandar tudo às favas e fugir da cidade. Montar uma barraquinha de sanduíche natural em Boiçucanga e ser feliz. Aí você, um empreendedor nato, lembra-se que o verão acabou. E no dia seguinte acorda e vai trabalhar de novo, lutando por seus minguados caraminguás no final do mês.
Mas ao voltar pra casa, preso num congestinamento monstro, você não consegue deixar de imaginar que uma barraquinha de sopas em Visconde de Mauá também pode dar um lucro razoável. Além de proporcionar uma bela vista.
Aí você engata a primeira, suspira e mete a mão na buzina por causa de um motoboy que te fechou, no meio da Marginal Pinheiros.
Ê, vida besta. Hoje acordei até mais cedo que o normal. Cadê meus quinze mil dólares?


Eu cobro mais pra sair da cama, uma vez que meu sono eh terrivelmente mais pesado do que o seu.
A partir de agora faca (eu ia botar ss, mas ai ia ser foda) assim: – Devo nao pago, nego enquanto puder! Ai a menininha diz que seu nome vai pro serasa, e vc diz: – Azar o seu, menininha! E realmente seu nome vai pro serasa, mas tres anos depois esta tudo limpinho, limpinho…
Uma judia falando mal de juros? Deixa o rabino saber disso… =P
Ai, minha santa periquita… :-S
Ue. Faca como eu. Quintuplique tua carga de trabalho, receba menos do que recebia antes, tenha o nome mais sujo que pau de galinheiro e tirando o trabalho apenas durma como alternativa de vida. Te garanto que eh otimo!
Sabe que eu tô quase indo vendeder sanduÃche no shopping? Poxa, se pegar uma clientela fiel, dá até uma graninha. Bora?
Esse negócio de ganhar dinheiro “a cada vez que levanta”, pode ter várias interpretações
hahahahah os bancos sao maus mesmo… eu quero que amilú villela se exploda com akele itaú!
Gabi amiga, Prefiro ficar engarrafada na Marginal Pinheiros do que vender sopa pra pessoas odara em Maua… E aqui no Rio o verao continua firme e forte! Pode vir vender sanduiche aqui, hehehe. BEIJOS!
pode deixar, Gabi. quando eu crescer eu não vou ter cheque especial. prometo.
Oh, vida ingrata, viu. Nao to no cheque especial, mas meu nome ta sujo nao eh de hoje…e perspectiva de ganhar dinheiro que eh bom…ufa!
cheque especial é coisa do demo, pqp. to tentando me desvencilhar, mas a cada mes q passa eles aumentam meu limite! Ja falei pra eles, não quero seu dinheiro! Eu sei q vcs dão e depois tiram! E mesmo assim eles não tiram… é foda.