Segunda feira é sempre uma beleza
Hoje foi um dia de fortes emoções para mim.
Depois de muito trabalhar no final de semana, aproveitei o dia de folga lindamente: acordei bem tarde, sem sonhos com anões.
Depois almocei com o ex-marido e o obriguei a comer comida saudável, num restaurante natural, para que ele relembrasse os bons momentos de nosso relacionamento.
Aí fui pra 25 de Março, em busca de complementos para minha fantasia de diva, que usarei na próxima sexta. Comprei uma linda coroa de brilhantes e mais umas bobagens que eu precisava.
Na saída de uma da lojinhas, uma gangue de assaltantes lutadores de kug fu me abordou e tentou roubar minha nova coroa. Eu reagi, mandei um sidekick no peito de um, soltei um hadouken na cara do outro, dei um rabo-de-arraia no mais distante e eles desistiram.
Mentira, na verdade foi só um moleque de rua que puxou a alça da minha bolsa. Eu puxei de volta e gritei:
- Tá louco, moleque??
- A bolsa aê, tia!
- A bolsa o cazzo! Larga isso!!!
- Foi mal aê, tia…
Ele desistiu do roubo e foi achar uma vítima menos resistente.
Na hora de vir embora, estava eu tranquilamente sentada no metrô, devaneando sobre o momento no qual eu chegaria em casa e colocaria minha coroa, quando as luzes se apagam, o ar condicionado desliga e eu começo a sentir um cheiro de queimado.
Quando você se vê numa situação de possível pânico, a primeira coisa a se pensar é se as pessoas próximas a você parecem personagens de filme de ação.
No vagão comigo tinha um gay, um casal de adolescentes, um rapaz negro, uma senhora de idade, um rapaz fortão e uma moça com blusa decotada. Pensei:
- Ferrou. Só faltou uma freira e uma criança doente. Eu e o negro bonito ali vamos ter que salvar os demais de uma bomba no metrô.
Eu já imaginava os créditos iniciais de um filme do Will Smith, quando chegamos à Estação Clínicas. O trem parou, abriu as portas e…
- Gente, olha a fumaça!!
Era a senhora de idade que apontava para o meu banco e mostrava um monte de fumaça cinza que saía dali.
Levantei correndo, pra deixar claro que não era pum.
Pânico. As pessoas do nosso vagão saíram e ficaram na plataforma. Como eu previa, o rapaz deu uma de herói e fez todos saírem do trem. A moça decotada, sabendo que seria a primeira a morrer, já se aproximou do fortão. O gay fez uma piada. Eu, como sou bem mais sensata que mocinha de filme de ação, fui até o telefone de emergência da plataforma e chamei a SSO ao invés de abraçar o rapaz e dizer uma frase de efeito.
Em segundos, surgiu uma profissional do metrô com um radio. Comunicando-se sem parar, ela abriu uma tampinha do lado do trem:
- Xiiiiii.
Isso não é uma coisa boa de se ouvir a caminho de casa e com uma coroa de brilhantes na sacolinha. A funcionária falava e falava no rádio. Depois de alguns minutos, ela nos liberou para que entrássemos em outros vagões e o trem pôde seguir sua viagem. Um pouco desapontada por não poder mostrar meus dotes de kickboxer, desci na Sumaré e fui pra casa.
Chegando em casa, abri ansiosamente os pacotes e…
A coroa ficou lindíssima, é claro.
Estou usando-a agora.
Mentira, não estou. Mas estou com vontade.


Ladrãozinho de fundo de quintal esse hein? É só dizer que não que o infeliz vai embora e ainda pede desculpas?
Passa a bolsa aê Tia. Pfffff, tia. Tia. TIA? HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAIDUHOUIHSADOHDPOHPIAHD!
ghAHahAHaAH, a idéia da coroa foi de quem? ãhn?
Oi mulher! Vc foi a festa do copo? Eu tb! Faz favoe de me procurar na próxima vez hem?
Beijos e saudades da Carol PS: fotos da festa: http://www.cinefiladeplantao.blogger.com.br PS2: sim eu estou gorda!
Você verificou se as mãos estavam amarelas quando a fumaça subiu?
P
Isso tudo foi verdade mesmo? Se for a sua vida é super interessante. PS: Não coloquei seu link no post sobre a Lilhá pois não conhecia seu blog. Agora conheço, então sinta-se invadida. Fui!
Muitas emoções mesmo!! E aí, usou?