Roda Viva
Hoje é dia 29 de Fevereiro, e inspirada pelo post do Inagaki resolvi relembrar o que eu estava fazendo há exatos quatro anos atrás. Como minha memória não é mais a mesma devido às farras devido à idade, resolvi reler uns arquivos do blog velho.
Em fim de fevereiro de 2004, eu trabalhava no emprego velho. Ganhava mal pacas. Aguentava a Elisa me enchendo o saco. Namorava o Beto. Tinha acabado de descobrir a existência de The Simple Life. Tinha trauma de bacalhau, que fazia com que eu trabalhasse até as 22hs em época de Páscoa. Naquele ano, assisti um pedaço do Oscar e fiquei contente com os prêmios levados pelo Peter Jackson.
Imaginava que tinha minha vida toda bem planejadinha à frente. Aliás, eu tinha planos nada ambiciosos: eram aqueles bem básicos, de casar, ter filhos, um cachorro, cunhados, sogra, amigos casais, viajar pro Nordeste no fim do ano e fazer churrasco aos domingos. Uma vida bem tranquila na doce classe média paulistana.
Fazia terapia e acupuntura, fazia regime, e achava que não ia conseguir viver sem o namorado, sem a terapeuta e sem o acupunturista. Sem chocolate eu tinha certeza que não ia conseguir mesmo. Achava que fazer 30 anos era o fim do mundo. E que eu tinha todo o controle do meu destino em mãos.
Mas eis que chega a roda viva, e leva o destino pra lá….
Mudou tudo. Mudei de casa duas vezes. Pedi demissão do emprego velho, porque tinha arrumado um novo, que não deu certo, e acabei voltando pro velho. Fui demitida, mas apareceu uma outra coisa rápido – e melhor. Ajuntei os trapos. Acabou tudo. Fiquei solteira. Morei sozinha. Com gatos. Com plantas. Com mais gatos. Com mais plantas. Com o namorado. Fiquei mais morena, depois loira. Fiquei ruiva. Fiquei sem um tostão. Tive grana sobrando no banco. Fui pro SPC. Fiz planos pra sair de lá. Deu tudo errado, e eu fiz novos planos. Depois mandei os planos às favas e resolvi fazer piadas com a mocinha da empresa de cobrança. Parei de brigar com a minha mãe. Arrumei uma faxineira, um dermatologista, um endocrinologista e parei com a terapia. Arrumei uns amigos novos aí. Mantive alguns dos velhos.
O que importa é que eu nunca imaginaria nada disso. Exceto pela parte de estar cercada de gatos, o resto todo é tão novo e maluco que acaba sendo divertido. Então eu nem vou tentar imaginar o que estarei fazendo daqui a quatro anos. Pelo andar da carruagem, é provável que esteja num retiro espiritual na Índia, comendo mangas frescas.
Delícia, né?


Ai, que saudade da Elisa!!! =)
Olá,
Estou entrando em contato novamente para tratar da Parceria Comercial mencionada via e-mail em 26/02/2008.
Continuamos interessados no site.
Aguardo um retorno para iniciarmos a negociação.
Grata e à disposição,
Stephanie Sarmiento
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Phone: 11 3178 2514
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Ainda bem que a vida muda!