by Gabi | November 13th, 2008
Ó, o Planeta Terra Festival foi muito bom. Muito bom mesmo.
Shows pontuais, banheiros limpos, preços justos na praça de alimentação (refri a 3 reais e cerveja e 4, preço de qualquer baladinha meia-boca aqui na capital), line up bem feitinho, e glória das glórias: esteiras colocadas estrategicamente sob uma imensa árvore, pras pessoas se jogarem.
Chegamos bem na hora do show da Malluzita, e meu único comentário foi:
- Que fofinha!
A menina é novinha, mas tem jeito pra coisa. Segurou os fãs, ignorou os insultos dos mal-educados fãs de Offspring, tocou Beatles e usou uma cartolinha. Tudo fofinho. Daqui uns anos a gente avalia de novo: certeza que com um pouco mais de experiência ela mandará melhor.
Fofinha, né?
Depois, vi Jesus and Mary Chain, uma amostra maravilhosa de como se faz um show de rock: 5 caras no palco, zero produção, e muita música boa. Muito boa. Os anos 80 de volta na voz e no som dos irmãos Reid. William cantava um pouco, depois virava de costas, bebia algo de um copinho misterioso, olhava pro irmão… uma atitude absolutamente blasè de quem já viu de tudo nessa vida. Na hora que tocaram Just Like Honey, um morcegão voejou por cima da galera, desaparecendo em cima do palco. Recordações do Madame Satã povoaram meus pensamentos e eu dei uma dançadinha virada pra parede, em homenagem.
Infelizmente nessa hora chegou uma visitante infeliz: minha enxaqueca. Começou como sempre, um formigamento nos ombros e pescoço. Corri no posto médico pra tomar um negocinho e tentar ficar mais tempo no show. O médico, escolado em festivais com pessoas usando diversos tipos de substâncias, me fez um interrogatório:
- Você bebeu?
- Não.
- Usou drogas?
- Não.
- Tem certeza? Veja bem, uma dor de cabeça assim violenta é…
- Doutor, tenho 31 anos, sou tiazinha e tenho enxaqueca. Me dá logo um paracetamol pra eu tentar evitar o hospital e a injeção na veia, faz favor.
- Ok.
Munida de analgésicos, consegui assistir o show do Foals e foi incrível. Os caras possuídos, tocando como se não houvesse amanhã, gritando palavras desconexas em português – e algumas que até faziam sentido se a gente avaliasse o estado dos caras, tipo “Maconhaaaaa!
” Vejam bem o guitarrista e me digam:
Acham que rola “Maconhaaaaa!” ou não?
Depois, Offspring. Dexter pode estar meio velhinho e estar com o cabelo igual ao do Bon Jovi, mas ainda sabe levantar a galera. Um show cheio de hits, com as mais conhecidas, um tributo aos anos 90. E Noodles, apesar dos 45 anos, estava se divertindo bastante. Pulou, dançou, fez piadas, bebeu cerveja, levantou a camisa da seleção brasileira pra mostrar a pança… uma belezinha, pra diversão dos fãs. Tudo bem quadradinho, burocrático e feito pra agradar a turma do SK8 NA VEIA MERMÃO. Agradou. O bom é que depois deles, muita gente foi embora e sobrou espaço.
Na sequência, tentei ver o show do Bloc Party, mas não rolou. Achei meio… chato. Aí migramos pra ver Breeders, mas minha enxaqueca não me deixou passar de Cannonball. Fui forçada a ir pra casa e perdi o show que eu mais queria ver esse ano: Kaiser Chiefs
.
E o Ricky Wilson mandou um recado pra mim:
Bunda pra você, Gabi!
Eu ando muito cagada mesmo, porque dizem que o show foi incrível. Meh.
O importante é que o festival foi do caraleo, e se ano que vem mantiver-se o mesmo pique, será lindo. E eu estarei ainda mais tiazinha, então suponho que vai rolar reumatismo, no lugar da enxaqueca. Mas eu vou lá. E ainda vou estacionar na vaga de idosos.











Não sei quem é a “Malluzita” ou o que ela toca (além de cover dos Beatles, o que não deixa de ser bom sinal), mas pôxa vida, ela é a CARA da Jodie Foster!! Olha bem lá na sua foto, não é igualzinha??
Isso também conta pontos!
A “Malluzita” parece uma versão “mini” da vocalista do Pretendes (uns 200 anos mais nova).
Beatles é top. Não se discute. Na voz de uma coisa fofinha, deve ter ficado o bicho.
Nem todo fã do Offspring é mal-educado. Eu nem falo palavrão (quando estou calado).
Infelizmente não tive o prazer de ir à este festival, pois sou do interior (interior do mundo). Na minha cidade, só tem um festival e tá mais pra “kid”.