03
Jun

Pirata da Vila Ipojuca

por Gabi

E aí que eu queria ser pirata.

Essa semana, entre dias de trabalho de muitas horas e noites maldormidas consegui um tempinho pra sonhar, e no meu sonho eu tava no Caribe, de maiô Catalina, com um chapelão glamouroso e tomando um drink num abacaxi enquanto observava o mar azul turquesa por trás de enormes óculos de sol. Puro luxo.

catalinaEu só preciso emagrecer um pouquinho mais. ¬¬

Aí eu torci para que achei que o sonho fosse premonitório. E resolvi que eu vou pro Caribe dia desses, e não tô falando do motel ali na Barra Funda. Comecei a pesquisar um pouco, google vai, google vem, acabei descobrindo a energética história de Cartagena, na Colômbia, palco de muitas lutas entre piratas e os soldados da Armada Espanhola.

Aí lembrei que quando eu era pequena, queria muito ser pirata. Mas muito mesmo. Eu lia os romances de Robert Louis Stevenson e afins e descobria que era muito legal ser pirata! Porque pensa comigo: singrar os sete mares com um papagaio no ombro, gritando palavrões e imprecações e frases como “soltem a bujarrona!“, sem ter que ir pra escola, sem ter que fazer a lição, arrumar a cama, ajudar a lavar a louça e/ou escovar o gato seria MUITO MAIS LEGAL do que… bem, do que ter que fazer tudo isso aí em cima.

A Jolly Roger é a bandeira mais legal do mundo!

Eu brincava horas num balanço que tínhamos no quintal, me achando a Anne Bonny e supondo que o balanço era um navio. Porque, de fato, haviam piratas mulheres, aos montes. Muitas chegaram a capitanear seus próprios navios, vejam vocês. E isso no século XVI, imaginem! Enquanto a maior parte as mulheres estava em casa assando pernil pro jantar, as piratas estavam navegando por aí e enterrando tesouros.

E aí lendo a história de Cartagena, vi que montes de piratas lá estiveram, inclusive Calico Jack, Henry Morgan e seu inimigo mortal, Edward Teach, o Barbanegra, e Francis Drake – pirata espertão que depois seria promovido a cavaleiro na Inglaterra e, dizem, teve um caso com a Ranha Elizabeth I – fofoca histórica prazamiga.

Quem sabe meu sonho não seja mesmo premonitório? De repente, dia desses me mando pra Cartagena ou Maracaibo, acho um mapa de tesouro, roubo um navio e…. Io-ho-ho e uma garrafa de rum!

mapaMapa de tesouro obviamente verdadeiro e feito por um menino de 8 anos

7 Responses to “Pirata da Vila Ipojuca”

  1. Tati says:

    Olha, acho válido. Morei na fronteira com o Paraguay, então de pirataria eu entendo. Tendo uma vaga no convés, não hesite em me informar. :)

  2. sam says:

    se vai rolar um rum miliga porque até eu viro pirata

  3. Adriana says:

    TB queria ser pirata. Comecei a escrever um livro sobre uma menina que viajava o mundo e conheci pessoas, bichos e lugares historicos em um navio quando eu tinha 10 anos. Podia muito ter sido premonição né?

  4. Beijomeliga says:

    Eu quero ser o pirata da perna de pau, do olho de vidro, da cara de mau. Mas me contento com a caveira da bandeira e uma dose desse rum aí que cê vai achar.

  5. Larissa says:

    Bah… que maravilha! Não tive este mesmo desejo quando criança, mas agora, depois de adulta… hum… começa a me atrair a ideia! Quem sabe não nos encontramos pelos sete mares.

    Bjs!

  6. [...] com uma bela cultura local e repleta de histórias legais (pra quem é fã dos antigos piratas, como eu, é um prato cheio!). No Facebook também dá pra trocar dicas e informações, tanto de quem já [...]

  7. [...] Ninjas que se uniriam aos  Cowboys pra ajudar a derrotar os Aliens. – Podia ter PIRATAS, claro. Eu adoro piratas.  Eu queria ser pirata. – Isso, piratas. E zumbis, hein? – ALIENS ZUMBIS MALVADOS!!! Sendo [...]

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