06
May

Os fakes do Orkut

por Gabi

Primeiro, era a alegria do Orkut: todo mundo visitava todo mundo, fuçava nos perfis, investigava as comunidades. Dava para paquerar o gatinho, vigiar o ex, saber o que seus amigos estavam aprontando, acompanhar os barracos em scrapbooks alheios… Tudo anonimamente, que delícia! Uma alegria só!

Era como antes do bina, quando você tinha quatorze anos e ligava pra casa do menino que você gostava, ele atendia e ficava falando Alô! Alô! e você desligava ofegante por ouvir a voz do seu querido.

O paraíso dos tímidos ao alcance de uma ligação ou de um clique do mouse.

Ai veio o bina, mas eu já era mocinha demais pra me importar muito.

Aí veio o visualizador de perfis e foi tudo por água abaixo. Sem aviso, as pessoas começaram a saber quem as havia visitado, diariamente.

Os incautos foram pegos no pulo: A-há!
E os pobres tímidos foram descobertos e se trancaram nos quartos e cobriram as cabeças com edredons fofinhos. E temeram por seu anonimato.

Como a necesside é mãe da invenção, alguns usaram a criatividade: criaram perfis fake para visitar o orkut alheio e fuçar sem receio de serem descobertos.

Hoje recebi duas visitas dessas. Um deles usa o tenebroso pseudônimo Trico Lor. O outro é um João Ribeiro e me visita quase diariamente.

Achei um horror: se esconder atrás de um alias em um espaço tão público quanto o Orkut é besteira. Sua vida está lá, aberta. Mais tranquilo é simplesmente desabilitar o visualizador – você não vê ninguém, ninguêm vê você. Coisa simples, como era antes.

Mas o fake é desonesto. A sensação é a de que alguém está interessado na sua vida e você não pode oferecer a contrapartida e se interessar pela vida alheia também. É injusto.

Fora o trabalho que dá: criar um e-mail falso, se convidar, aceitar, se cadastrar… Não tenho saco pra isso. Prefiro deixar meu nome lá, brilhando, e pronto.

Sejamos bisbilhoteiros assumidos!

8 Responses to “Os fakes do Orkut”

  1. Gabi says:

    Certa vez eu me ferrei com esse negócio de bina. Ligaram-me de volta e minha vó que atendeu. Delatou-me e ainda falou q eu era a maior “bruaca”, pra pessoa que eu tinha passado o trote =/

  2. Gabi says:

    Hmmm, eu desabilitei o troço… Sabe o que é? Eu não sou uma bisbilhoteira assumida… Besos!

  3. Gabi says:

    No momento eu sou um bisbilhoteiro assumido. Mas já habilitei e dasabilitei aquele negócio uma porção de vezes!

  4. Gabi says:

    Como curioso/bisbilhoteiro/imprensa marrom assumido, eu não consigo desabilitar e ficar na ansiedade de saber quem entrou ou não no meu profile. Não adianta, eu já tentei mas não rola… É por isso que eu canonizo o turco demoníaco que inventou o diabo do orkut… :o P Beijocas…

  5. Gabi says:

    Amei o que você escreve. Me identifiquei tanto que por um momento achei que era eu quem tinha escrito (Rsss) Tb sou paulista mas mora em Goiania. E tb adoro uma lazanha como tb sou neta de italianos. Felicidades para você e continue escrevendo o que a gente gosta de ler Beijos Andrea

  6. Gabi says:

    E a quantidade de tarados proliferou assustadoramente… Eu acho que eu vou criar um falso também. Um perfil detector de perfis falsos. E vou dar consultoria. Negocião! rs Pow, Gabi. Dormi no domingo… :-s

  7. ana laura cardoso says:

    Primeiro, era a alegria do Orkut: todo mundo visitava todo mundo, fuçava nos perfis, investigava as comunidades. Dava para paquerar o gatinho, vigiar o ex, saber o que seus amigos estavam aprontando, acompanhar os barracos em scrapbooks alheios… Tudo anonimamente, que delícia! Uma alegria só!

    Era como antes do bina, quando você tinha quatorze anos e ligava pra casa do menino que você gostava, ele atendia e ficava falando Alô! Alô! e você desligava ofegante por ouvir a voz do seu querido.

    O paraíso dos tímidos ao alcance de uma ligação ou de um clique do mouse.

    Ai veio o bina, mas eu já era mocinha demais pra me importar muito.

    Aí veio o visualizador de perfis e foi tudo por água abaixo. Sem aviso, as pessoas começaram a saber quem as havia visitado, diariamente.

    Os incautos foram pegos no pulo: A-há!
    E os pobres tímidos foram descobertos e se trancaram nos quartos e cobriram as cabeças com edredons fofinhos. E temeram por seu anonimato.

    Como a necesside é mãe da invenção, alguns usaram a criatividade: criaram perfis fake para visitar o orkut alheio e fuçar sem receio de serem descobertos.

    Hoje recebi duas visitas dessas. Um deles usa o tenebroso pseudônimo Trico Lor. O outro é um João Ribeiro e me visita quase diariamente.

    Achei um horror: se esconder atrás de um alias em um espaço tão público quanto o Orkut é besteira. Sua vida está lá, aberta. Mais tranquilo é simplesmente desabilitar o visualizador – você não vê ninguém, ninguêm vê você. Coisa simples, como era antes.

    Mas o fake é desonesto. A sensação é a de que alguém está interessado na sua vida e você não pode oferecer a contrapartida e se interessar pela vida alheia também. É injusto.

    Fora o trabalho que dá: criar um e-mail falso, se convidar, aceitar, se cadastrar… Não tenho saco pra isso. Prefiro deixar meu nome lá, brilhando, e pronto.

    Sejamos bisbilhoteiros assumidos!

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