Minha vida era assim
Passei boa parte do fim de semana comendo camarão até quase explodir assistindo à série My So-Called Life, que me foi emprestada por uma amiga querida. Essa série passou em 95, mais ou menos, e conta um ano de vida de Angela Chase (Claire Danes), uma estudante do segundo grau (sou velha, não sei como chama agora) que passa por tudo aquilo que todo mundo passa aos 16 anos: se apaixona, muda de amigos, fica confusa, briga com os pais, com a irmã, com os professores…
A grande diferença dessa série em relação às demais é que é tudo muito real. Angela tem uma vida muito normal. Não está preocupada em ser popular ou em dizer que as cheerleaders são más, ou em conquistar o bonitão do time de futebol americano. Talvez por isso tenha durado só uma temporada.
Vendo essa série hoje, quase 15 anos depois, entendo porque eu a assistia obsessivamente. Angela é real, e muito parecida comigo na mesma idade. Boa aluna, boas notas, mas meio deslocada. Eu não era nerd o suficiente pra me misturar aos cdf’s, nem popular o suficiente pra ser a bacana da classe. Eu tinha amigos estranhos. Tinha um cara, meu amigo, que eu achava que era gay, e ser gay aos 15 anos é bem difícil. Tinha uma amiga que cresceu muito e se achava alta demais e comia banana com aveia pra engordar e tentar ficar mais gostosona.
Aí, na série, Angela se apaixona pelo Jordan Catalano. O Jordan Catalano era lindo como só os meninos de 16 anos são lindos quando você tem 16 anos. Logo no primeiro episódio, ela diz que gosta do jeito que ele se encosta nas coisas. E que ele fecha os olhos como se estivesse pensando em algo muito difícil, e que é por isso que ela está apaixonada. Jordan tinha uma banda, Jordan usava roupas descoladas e tinha uma jaqueta de couro e usava botas incríveis. Jordan Catalano era igualzinho aos garotos que eu achava lindos naqueles distantes anos de colégio. Se eu fosse contar aqui quanto meninos
E eles ficam juntos e depois brigam, e eles sofrem como só se sofre aos 16 anos, daquele jeito que você acha que nunca mais vai parar de doer depois de levar um fora. Ver isso hoje dá saudade, bate uma nostalgia, um sentimento agridoce de saber que eu nunca mais vou me sentir assim. Aquele amor platônico de passar horas contemplando a nuca do cara na aula de biologia. Ou de ficar no intervalo olhando pelo canto dos olhos pra ver se ele foi comprar um refri, e ir casualmente na mesma hora, parar do lado, estender o braço com a fichinha da cantina, mas nunca, nunca mesmo, dizer a ele que está interessada.
Aqui tem um clipezinho bem piegas dos dois. Sim, é breguinha, é piegas, é bestinha. Mas é lindo demais. Ignorem as roupinhas.
Sim, a gente usava essas coisas estranhas nos anos 90. Eu tinha um vestido de flores largo e medonho, mas que eu achava lindo. E usava com botas, pra ficar ainda mais feio bacana.
Enfim, essa série me leva de volta àquele tempo bom que não volta mais. E eu me sinto meio triste por isso ter acabado, e meio feliz porque acabou. Porque convenhamos, não era nada fácil mesmo ter 16 anos.



Ah, a Angela Chase era tão possível…
Pena que o Jordan virou emo, hahahahaha
Beijo miguxa, bom saudosismo procê o/
Mas ele até que tá bem apresentável em Lord of War[/viadagem]
Compartilho dos mesmos sentimentos em relação à série. Já postei sobre ela uma vez também.
Jordan era o cara. E ainda adoro vestidos floridos com botas!
Gabi! Sigo lendo teu blog apaixonadamente, porque me identifiquei muito com teu humor, tuas histórias e palavras. Mas para que não seja uma mão-única (será que tem hífem?), quero me apresentar (para esclarecer: deixei um comment há pouco no posto sobre adoção de gatos!):
Sou Adriana, far from Porto Alegre, recém entrada nos 37 aninhos (2/1 foi o dia!), casada com um ariano maravilhoso e mammy do Theodoro Jones, gatinho amarelo e super chiclete, adotado em maio de 2008. Sou jornalista, atualmente trabalhando como assessora de Comunicação, e blogueira (P de Pinguim Feliz é o nome dele!), se bem que em 2008 fui bem displicente com o blog querido e amado). Continuarei a te ler! Ah! e acredito muito em hobbits…aliás, queria muito ser um!!!
AH, então… Séries que a gente via quando era mais novo são gostosas demais. Quem está investindo nas séries da nossa infância é a Nickelodeon com o Nick at nite… Liga lá depois das 22 que você vê de A Feiticeira e Jeannie é um gênio a Alf, o ETeimoso e Clarissa. Show de bola. Beijo.
guria, vc sabe onde eu consigo comprar o box dessa série? (pode perguntar pra sua amiga?)
minha irmã quer faz teeeempo e eu não sei nem por onde começar
Nossa, que saudade desse seriado… Gostava muito de ver uma personagem como a Angela, que era tão “normal” quanto qualquer adolescente, tão normal quanto eu eu mesmo era naquela idade. Bons tempos… (que saudosista que eu fiquei! kkk)
[...] in Brincadeirinha, Eu, Pensando na vida Acabei de ler um post no Casa da Gabi e meu bateu uma saudadezinha gostosa dos meus 16 anos (mais ainda dos meus 12, 13 anos). A Gabi [...]
Eu lembro dessa série. Lembro de um capítulo em que a Angela vai a casa de uma amiga que tem a mãe hiponga que diz que ela é tão linda que dá vontade de morder o seu rosto. Lembro de outro em que o amigo zé ruela dela, começa a flertar com uma gordinha, ele vacila, fica sozinho e ela curte a pista de dança. Achava o galã bundão sabe, pq a Claire Danes é linda p#rra, e o cara vinha com uns papinho:”Pq vc é desse jeito?” “Que jeito?” “Do jeito que você é”. Sucker!!! No sbt, o nome era Minha vida de cachorro. Foi na época da moda grunge que passava essa série, e eu achava que tinha muito haver.
Querida, que post mais lindo, nossa que saudades dessa época adolescente. Coitados das figuras de agora, tem que se contentar com coisas tipo malhação!
Eu vivia assistindo essa série, amava aquela amiga locona dela, que uma vez enrou para a banda dos meninos legais mas não conseguiu fazer o show, lembra?
Bom, obrigada pelas recordações, bj!