by Gabi | August 14th, 2008
Depois de contar a história dos meus filhos, teve mais gente querendo que eu contasse a história dos filhos deles. Bora lá?
A querida Lilhá sempre ia à minha casa e pegava meus gatos no colo, apertava, fazia carinho, se acabava de curtir os felinos. E sempre dizia que queria um gato, que ia levar os meus e que queria muito ter um bichinho pra chamar de seu. No aniversário dela, resolvemos atender seus pedidos: fomos atrás de um gatinho pra ela. Não recomendo que ninguém dê um animal de presente, porque bicho não é objeto pra gente sair distribuindo. Mas nesse caso, sabíamos que ela queria mesmo um gatinho; ela inclusive já havia pedido que eu a levasse a uma feira de adoção. Nós só antecipamos o fato em umas semanas.
Aí fomos até a casa de um protetor pra escolher um filhote à pampa. Havia um monte de gatinhos - eu mesma tive que me segurar pra não pegar nenhum. Uma pequena tricolor saltou aos olhos, porque era a mais besta de todos: ela mordia a própria pata, pisava no próprio rabo e se divertia subindo no sofá e pulando de cabeça no chão. Ou seja, tão besta quanto Lilhá. Um par perfeito. Lilha instantâneamente se apaixonou pela gatinha e a batizou de Clementine. Resta saber quem é mais fofa: Clem ou a dona e suas bochechas mega-apertáveis. Ó:
Aliás, um desses acabou entrando na história da adoção quase sem querer. Zé, o maior nerd que jamais andou no meu carro, foi conosco. Chegando na casa do protetor, uma bola de pêlo cinza insanamente pulou em cima dele, o arranhou, deu um duplo twist carpado com giratória e aterrisou na garganta do Junior, o que fez com que o Zé gritasse:
É isso aí, mata o marvete!
Claro que foi amor à primeira vista para o nosso DCnauta, que levou a gatinha pra casa. Batizada de Arlequina, a felina conquistou o coração de Dona Finita, a amável mãe do Zé. Depois de um tempo, o pai dele cedeu aos encantos da bichinha e pronto: a gata ficou mais querida do que o Zé. E é mais bonita que ele, claro:
Por último, vamos à uma história de amor. Junior é um homem atormentado, que vive à sombra de fantasmas do passado, consumido pelo ódio à humanidade, torturado pela obrigação de ter que conviver com outras pessoas. Ou isso é o que ele quer que pensemos. Porque eu posso dizer: já vi Junior dar mostras de um amor muito profundo… por suas gatas.
A primeira que veio foi Ingrid, uma vira lata rajada da melhor estirpe. Metida, fresca, enjoada como só uma gata única pode ser, era a rainha da casa. Ingrid era linda e tinha aquele ar superior de gata egípcia, mas de vez em quando fazia das suas e aprontava lindamente, como deve ser com qualquer princesa.
Depois de um tempo veio a Sophie, uma gorducha preto-e-branco bem mais safada. As duas brigavam de vez em quando mas viviam uma relação de amor louco temperado à lambidas.
Infelizmente, Ingrid foi cruelmente assassinada por um vizinho para o qual eu desejo nada além do mais puro sofrimento. Junior ficou arrasado. E Sophie sofreu muito: miava de solidão.
Mas eis que uma mulher sábia colocou no caminho de Junior o gato mais safardana que o mundo já produziu: Francis Bacon, gato laranja, dengoso e fofissimo. Cheio de amor pra dar, Francis encheu o coração de Junior de alegria - e também encheu o saco dele, uma vez que esta pequena peste corre pela casa, derruba tudo, faz xixi no lugar errado… mas vejam que fofura:
Hoje Junior é um homem que voltou a sorrir.
A gata gosta disso. Eu acho.
E essas foram as adoções pelas quais me sinto diretamente responsável. No fundo, esses gatos são todos meus afilhados.
E quem mais tem histórias de gato pra contar? me mandem e eu compartilho com o resto do mundo!














olha o nível de autismo que ela já atingiu: http://br.youtube.com/watch?v=ih9ZG3YxKVQ
bebê da mãe ;~
Muita fofurice junta!
A Torpedinho só dorme.
Parece o pai.
Uma mulher sábia?!?!?!? o.O
Saudade da Gui…
ahhh só o Memphis é fofo até dilacerando a mão da gente hauhauhua: http://farm4.static.flickr.com/3286/2757634787_6d00b55c95.jpg?v=0
Meu namorado uma vez tava voltando pra casa, no maior temporal e viu um filhotinho de gato preto, raquitico, tentando se esconder da chuva. Ele pegou o filhote e pos no bolso e hoje o Nestor é o gato mais chato-de-tão-mimado da face da Terra.
Fiquei tentado a mandar a minha também. Minha vira-latinha também é um amor…
O Francis é o gato mais veado ever. Certeza que ele vai no show da Madonna… =P
Eu tenho dois bichanos, o Marques e o Belluno. O Marques é um lorde, realmente ele faz parte da realeza britânica, imennnso, garboso, meio esfinge. Não é muito de papo, aprecia o ser humano a distância… rsrs
Mas está sempre por perto, é super doce e gentil, fazendo companhia silenciosamente. Já o Belluno, irmão caçula, é pagodeiro, bagunceiro, carente e pidoncho. Geme o dia inteiro, conversa, mia, fala. Adora o ser humano, senta no colo, é agarradinho e nem liga.
Esses são os atuais. Um dia conto sobre os bichanos que tive. Tenho um link que já falei de gatinhos, é esse aqui:
http://revoadas.blogspot.com/search/label/Gatos
Adorei a história dos adotados, que bom que você fez mais gente feliz com os gatinhos felizes!
Minha mãe dizia que gatos eram os últimos bichos que ela teria. Eu sempre adorei gatos, e insisti pra ter alguns. Fomos cuidando dos que apareciam em casa, e já são 22 anos ininterruptos de gatos na casa dela.
Mas a minha “adoção” mais genial foi convencer o marido a adotarmos um gatinho. Ao invés de escolher um filhote, trouxe uma sialatinha superamorosa que estava grávida (e ia ser banida para a sociedade protetora, porque os donos não queriam cuidar de toda a gataria). Ela pulou no colo do marido no primeiro dia, eles se apaixonaram e hoje ele é o bichinho de estimação dela (que ele não leia isso, hahaha). Os cinco filhotes que ela teve acabaram ficando aqui em casa pra completar a família…
Acho que quem tem gato, tem história para contar! Eu sou apaixonada por esses felinos, cheguei a ter 8 de uma vez só, mas hoje estou sem nenhum… Como mudei de cidade - e estou morando em um apartamento pequeno - tive que procurar outro lugar para que eles morassem, foi difícil mas conseguimos um sítio para eles. A mais esperta - e mais metida a princesinha - chegou seduzindo o dono do sítio e hoje está na casa dele.
Sinto muita falta dos meus bichanos, não existe nada que substitua um gatinho gordo afofando a sua barriga e ronronando baixinho…
ih menina, se o que eu mais tenho são histórias de gatos pra contar