20
Feb

Hava Nagila

por Gabi

Continuando a saga de festas temáticas, depois da festa surfista, fui a uma festa judaica no sábado.

Explico: minha grande amiga Cyntia é judia. Uma judia meio fajuta, é verdade, mas ainda assim judia. E ela tem uma amiga que também é judia e só tem amigos judeus. E essa amiga resolveu fazer uma festa juntando os amigos dela com os amigos goy* da Cyntia.

E foi engraçado. Festas judaicas sempre têm:

- Muita comida
- Muita bebida
- Uma pessoa chamada Sara ou David
- Uma ou mais pessoas fumando um narguilé com tabaco aromatizado de laranja ou coisa que o valha
- Uma ou mais meninas com voz anasalada
- Muitos narizes
- Cabelo liso para as meninas, crespo para os rapazes
- Piadas internas com expressões em íidiche
- Mais comida
- Mais bebida

No fim, foi bem divertido. Mas no fundo eu queria mesmo estar na areia de Copacabana gritando “Miiiickyyyyyyy!!!!”.

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Contando uma história:

era uma vez uma ratinha muito fofa. Na verdade, ela era uma esquila da mongólia, mas todo mundo achava que ela era uma rata mesmo. Ela morava numa casinha muito legal, com duas gaiolas pra ela correr, rodinha pra brincar e muitas palhinhas para dormir.

Mas Papoula (esse era o nome dela) era uma rata louca. Não se contentava em correr, comer e dormir como as outras ratas.

Ela fugia da gaiola. Aprendeu a abrir a portinha da comida e escapava e corria pelo escritório. Ela batia nos gatos que rondavam sua casinha de vez em quando. Quando eles aproximavam os focinhos gulosos, ela esticava a pata e arranhava sem dó.

Tinha o comportamento de um presidiário rebelado: Quando estava com fome, batia a panelinha contra as grades. Se a palha ficasse um pouco suja, jogava tudo pra fora.

Papoula, a rata higlander, viveu quatro longos anos, quando a expectativa de vida de sua raça é de pouco mais de dois.

Na última sexta, Papoula se fingiu de morta. Digo que ela se fingiu, porque uma rata highlander não ia morrer assim, sem mais nem menos. Aí a enterramos ao pé de uma linda árvore bem alta.

Tenho certeza que assim que viramos as costas, Papoula saiu de debaixo da terra, chacoalhou umas poeirinhas e saiu correndo pela praça.

Cuide-se, rata louca.

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Ontem, confusa por conta do fim do horário de verão, caí da cama as 8 da manhã e resolvi ir dar uma andadinha no Av Sumaré.

Com este corpinho boticceliano que deus me deu, vesti uma roupinha esportiva e lá fui eu.

Garrafa d’água na mão, cabelinho preso, uma beleza. O objetivo: chegar até o Parque Antartica e voltar, tentando não desmaiar.

Na ida, muita tranquilidade, só descida, até apertei o passo. Fui andando, cruzando com moças saradas, cachorros, homens cardíacos com cicatriz de cirugia e tudo. Uma verdadeira fauna.

Cheguei até o Palestra, mostrei a língua e fiz a volta. Depois de uns 5 minutos, amaldiçoei a hora em que resolvi sair de casa. Cogitei pegar um táxi.

Caminhei um total de 50 minutos. Minhas pernas latejavam, eu suava, um horror.

Cheguei em casa, tomei um banho e dormi por 2 horas. Acordei com uma fome de leão e comi um saudável arroz integral, salada e bifinho. Tudo pra compensar as cerveja e caipirinhas que comecei a tomar na quinta e continuei tomando até sábado.

Eu sou um símbolo da geração saúde, não é?

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O título Hava Nagila: Essa música é muuuuito tradicional e sempre é cantada em casamentos e outras festas judaicas. Significa algo como alegria, felicidade, sorte, sei lá.

*Goy é qualquer um que não seja judeu. Ou seja, naquela festa, eu, o Kwuahara e o Chan. E só.

3 Responses to “Hava Nagila”

  1. Gabi says:

    Mazeltov mulher! :o ) Faltou você lá nos Stones Gabi. Promete para mim que no da Madonna você vai. Nem que peguemos a Dutra a pé… :o ) E a palavra deste post é: “anasalada”… Beijocas… PS: é a quarta vez que tento comentar aqui, mas hoje tá uma caca o internet da senzala…:o

  2. Gabi says:

    Faltou você mulher!

  3. Gabi says:

    Gabi, que geração saúde que nada. O negócio é fazer exercício pra depois poder comer torta de chocolate com marzipan sem culpa… geração doença 100%!

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