Green hair, brown hair, purple hair
- Bóla comemorar o aniversário do Theo!
- Outs?
- Ah, não… e esse tal CB?
- Parece bom, vai ter show de uns caras e do Supla.
- Bóla, negrita!
E foi assim que acabamos num galpão enfumaçado na Barra Funda em pleno sábado à noite. O lugar é alternativo pacas, mesmo.
O primeiro show foi uma droga, uma dupla de baixo e bateria vestidos como integrantes do Miami Vice – o original, mangas de blazer enroladas e tudo – e tocando músicas bizarras. Zander adorou, claro. O resto de nós achou uma belezinha:
- Gabi, eles não vão… cantar?
- Acho que não, Rapha!
- Afe.
- Afe.
Mas aí… aí entrou o Papito no palco. À beira dos quarenta, olhos pintados com lápis, cabelos descoloridos, usando uma regata e uma jaqueta de couro, Supla canta, dança, grita. Suou como um porco, xingou a platéia chamando-os de burgueses, tirou a roupa, apresentou seus maiores hits. No meio do show, enfia lá uma versão hardcore de Imagine. Aos berros: “Imagine aaaaaaallll the peooopleeee!”
Um show lindo, minha gente.
Ao final, todos com os pés sujos e felizes da vida, fomos embora meio surdos. Na fila, um amigo dele diz:
- Paga aí pra nós, Supla!
- Ah, vai tomar no cu!
Era o Papito respondendo com classe. Que punk, que hardcore. Na hora que ele ia embora, um imbecil gritou:
- Traidor do movimento!
Traidor nada. Supla é o último – e primeiro – punk de butique do Brasil. Não há o que trair, sabem?
Pus foto no flog e tudo. Que emoção.
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Aproveitando: adorei conhecer a Rapha, uma daquelas pessoas que você sente que já conhece antes mesmo de conhecer, por conta da Monicake e suas descrições precisas.
Volta assim que puder, tá? Aliás, voltem ambas, venham morar em São Paulo, que tal? A gente faz uma república e chama de Casa das Balzacas. Chulio ia gostar, eu acho.
E a Lilhá ia falsificar o RG pra poder morar com a gente que eu sei.


Pera lá… A banda -Wash- era sensacional. Baixo e bateria. White Stripes na cozinha. Foda! E o Supla, valha-me nosso senhor do roquenrou, é qualquer nota. (Concordo com o punk de botique sim, fato, vero e ditto.)
HAUHUAHAUAHAUHAUHAUAH, CASA DAS BALZACAS! Patenteia isso! Ou monta uma banda roquenrou!
P
Ã? vero Gabi, Papito não pode trair um movimento cujo representante é apenas ele. Yeah! Abaixo a burguesia…
tenho medo do supla, acho que ele come criancinhas. ahahhahahah que fofa, um pack de “guaraná sabor brasil” ahahahhahahahahahahahahhha
Ah, po, isso num ia dar certo…ateh eu ia fugir de casa pra morar na Casa das Balzacas Felizes…rs
olha, eu falsifico qquer coisa, mas me deixem dormir em uma cama separada q eu nao quero acordar mijada.
Ufa! Gabi me fez o favor de não ter que escrever a resenha do show do Papito. Obrigado, Gabi.
Aqui no rio seria inimaginável um programa desses, mas parece que foi divertido. E tinha o Papito né, mano?
ouuuuummmmmm emocionei
/cry
Oi ! Fui num show desses outro dia… os galpões na Barra Funda, as vezes escondem programas malucos e alternativos. SUPER alternativos ! Beijocas mil Helena
Rapá, não entendi a hora que o Supla mandou vocês tomarem no cu. O SUPLA MANDOU PESSOALMENTE VOC�S TOMAREM NO CU? Ahhh capital, como te amo.
supla? ta de sacanagem – rsrsrsss
Acho q esse lugar deve ser que nem o Caverna la em Goiânia… Só os shows malucos…
A casa é das Balzacas, mas só entra homem menor de 25
hehe ¬¬ anos ou blogs? hauhauhauhauhau
supla.. supla. hahaha bom mesmo era aquele bar pegando fogo.
Em nenhum momento o Supla mandou a gente tomar no cu. Ele mandou o amigo dele sem nocao que queria furar fila. O cara eh um gentleman… punk, mas gentleman…