Eu andei de van com a Fresno
Algum tempo atrás, mudei de agência e comecei a trabalhar na Espalhe. Ao chegar aqui, logo fui escalada pra uma ação dos postos ALE com a banda Fresno. Confesso que no começo achei meio estranho: não conhecia a banda, e os rótulos que se atribuem a eles era de serem… emos. Aquela tribo esquisita que pinta os olhos de preto e basicamente se sente triste.
Fui na primeira apresentação nos postos com os dois pés atrás. Logo de cara, a surpresa: eles são simpaticíssimos, sorridentes, afáveis. Cumprimentam todo mundo, são gentis e profissionais: chegam na hora, passam o som, não reclamam de calor nem de frio. No primeiro dia, começamos cedíssimo. Vi um boteco na esquina e corri pra lá, em busca de um café. Um minuto depois entra o Vavo, encosta no balcão e toma um refri, enquanto conversa comigo e com o dono do boteco sobre cachorros e bichos de estimação. Super simpático.
Os shows foram rolando, e eu cada vez mais gostando da banda. Nas conversas com Carol, a produtora/empresária/mãe postiça de plantão, fiquei sabendo das histórias de estrada. Quem dorme no ônibus, quem joga videogame, quem vai bagunçando, quem tem medo de dentista. O segurança oficial, Tadeu, é um negão enorme, fortão, de dar medo, daqueles que a gente acha que vai matar a gente só com o olhar. Que nada: é um amor.
Hoje, eu cheguei e o Tadeu tava tomando um chimarrão, sentadinho na porta de casa. O Tavares, jogado no chão, batendo papo, coçando um vira-lata que deitava de barrigão pra cima. Entrei na van com eles dessa vez. E foi MUITO divertido. Eles são moleques bagunceiros. Falam mil palavras por minuto com um sotaque gaúcho cantadinho, daqueles que nem se entende, quase. Usam gírias do sul: Casa é baia. Menina é guria. Menina feia, bugra. Falam muito, muito, muito. Falam de comida, de internet, de música, de mulher, de shows, tudo ao mesmo tempo e se entendendo de um jeito que irmãos têm, de um falar e o outro entender mesmo com meia frase falada.
Na hora do show, eles tocam, cantam, interagem com os fãs. Esses, apaixonados, gritam muito, até que o Lucas vá lá cantar com eles. E o respeito deles pelos fãs é tanto, que no fim do show eles dão autógrafos, tiram fotos. O Bell, que na hora do show fica parado, tocando percussão, levanta e vai até os fãs pra dar atenção especial. Depois do show, de volta pra van, o cansaço começa a bater e eles tomam gatorade, água, coca zero. Nada de encher a cara no meio dos shows.
A coleguinha Cintia Costa e eu. Ao fundo, Tavares Metaleiro.
No último trecho, aproveitei o bate-papo pra saber mais deles. Tavares conta que é metaleiro, mas ouve Alpha FM em casa, pra relaxar. E gosta demais de Stevie Wonder. Ainda segundo Tavares, Vavo e Lucas ouvem mais hardore. E o Bell? “Ah, o Bell ouve qualquer coisa aí”. As influências musicais da banda são essas raízes metaleiras misturadas com o hardcore e somadas às letras de amor, de superação, de apaixonar.
Eles se provocam, inventam besteiras, tiram sarro com a cara uns dos outros. Não páram, fazem a maior farra. Têm uma energia boa, divertida. Comentam dos alunos das aulas de bateria do Bell. Falamos de videogames, de XBox versus Play3. Falamos de morar sozinhos e de fazer comida só pra um. E de mais um monte de coisas: eu sou uma matraca; eles também. Aí vira metralhadora de bate-papo mesmo.
Cheguei hoje na agência cansadona, mas felizinha. A energia positiva dos fãs, a simpatia dos meninos e a maluquice da ação (afinal, quem enfiaria uma banda numa van pra tocar em postos de gasolina?) me conquistaram de vez.
Vou virar fresneira.



Amigue, conta que essa sua franjinha nova aí foi por pura influência da ação, vai…
PS.: Foi na Van bonita? ¬¬
Nossa Gabi hOJE Foi perfeito Adorei Conhecer Voce e a Cintia..
Bjs Jho
O Tavares tá parecendo o Sr. Madruga nessa foto! #prontofalei
http://twitter.com/BrunnoBarranco/status/2677998059
Que nada, foi influência da minha compainha
eu confesso tenho paixonite pelo lucas, hahahahaa! ele é talentosíssimo e tem uma voz linda! apaixonei depois daquele especial mtv/coca cola com chitãozinho e xororó, hhahahaha! beijosss
Gabi, bem gostoso de ler. É bom poder conhecer de perto e ultrapassar os rótulos né? Q vc sempre possa voltar cansada, mas felizinha =)
a maioria dessas bandas emo são simpáticas, né? Acho que deve ser por causa do jeito como a maioria começou: sendo fã de alguma banda, criando blog/fotolog e divulgando a própria banda.. não sou muito fã da música, mas acho eles super simpáticos.
Adoro-os!
Lembro de um show que fui, na época paguei 10reáu. Demais… Mas a musica é boa e os guris são hiper divertidos, vale a pena pagar o que for para escuta-los (e ve-los).
Invejinha de ti por ter participado tanto desse momento com eles… :~
Beijo!
Oie! Gostei deles, mesmo sem conhecer! =)
Vi só agora. Shame on me. Faz tempo que não abro meu Google Reader e me acustumei a fazer do Twitter um leitor de feeds instantaneo. Eu sou suspeita pra falar porque conheço o Tavares desde que ele era apenas Rodrigo. O bacana dos caras – e é ai que quero chegar – é que o trabalho só é considerado ‘trabalho’ porque tem a burocracia do trabalho (contratos, compromissos, horarios). Mas nota-se, de longe, que tudo é uma grande diversão e no meio disso tudo, nunca esquecem o reconhecimento por parte daqueles que os apóiam. It’s only rock n’ roll, pero sin perder la ternura.
[...] Fresno nos postos ALE de são paulo, vitória, rio de janeiro e belo horizonte. fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]
SABE QM ESTÁ PARECENDO O SR.MADRUGA ? SEU (!@#$%¨&*) MEEEEEEEEEEEEEEEU Rodriigo Tavares seempre&seempre TEAMODEMAIISINCONDICIONALMENTE