Dois lados da mesma história: Tanto e Brüno
Essa semana tive oportunidade de ver uma peça e um filme sobre gays, com pegadas completamente diferentes.
A peça, chamada Tanto, fala de 3 homens. Um deles acaba de se separar. É amargurado, sério, triste. O outro é um enfermeiro fã de Elis Regina. Louca, bichona, divertida – e triste. E o terceiro é um garoto de programa gaúcho: jovem, solitário e muito, muito triste.

Os três se relacionam, conversam, avaliam suas vidas. O texto é denso, reflexivo. Faz a gente pensar muito nos nossos próprios relacionamentos, nas pessoas que nos cercam. Apesar de ser triste, eu gostei. Recomendo – desde que levem lencinhos!
Os atores são lindos, talentosos, vivem as emoções dos personagens com uma intensidade impressionante. Está em cartaz no Teatro Augusta até o fim do mês, e agora começou uma promoção de meia entrada pra todos. Vale cada centavo.
Na segunda vi a pré-estréia de Brüno, novo filme do Sacha Baron Cohen, o mesmo de Borat. Não é profundo, nem politicamente correto. Mas é engraçado. E é MUITO engraçado ver a reação real das pessoas ao afetadíssimo e estereotipado Brüno. Exilado da sua Europa natal, Brüno vai à América tentar ser famoso. Pra atingir seu objetivo, adota uma criança como Madonna, entrevista a Paula Abdul, tenta resolver a crise no Oriente Médio, procura um pastor que garante que vai “curá-lo” do homossexualismo… Vale tudo.
Aqui, Bruno e Alessandra Ambrósio juntinhos num ensaio pra Elle.
O legal é que a maioria das pessoas ali são pessoas reais, e não atores. As reações deles são as reações reais que eles teriam com um gay de 1,90 de altura vestindo um shortinho de couro. O pastor que “cura” gays é particularmente engraçado.
O que poderia ser um filme estereotipando os gays vira um filme que se preocupa mais em humilhar a sociedade americana e os imbecis que habitam por lá. Vale o ingresso, se você não se incomodar com algumas piadas nojentinhas e com uma cena de pintocóptero.
Não me perguntem o que é isso, sou moça de família.


Hahahahahah! Acho que a cena do pintocóptero vale todas as risadas!!!! rsrs
Genti, como uma pessoa pode sentir raiva de gay? Sei lá, pelo menos os que eu conheço, são ótimas pessoas, alegres, gentis, sinceros e engraçados. Acho que nessas horas o preconceito fala mais alto né!? Pena.
Aproveitando, não sei se vc já viu, mas o De Repente, Califórnia é também uma boa opção para desconstruir estereótipos =)
HAHAHAHA! eu vou ter que ir só pra ver a cena do pintocóptero! :B