18
Jan

Do não-reconhecimento da caridade alheia

por Gabi

O cabelo é muito importante na vida de uma mulher. Manter suas melenas em ordem, com um belo caimento, é uma obsessão. E tome produtos que prometem alisar os crespos, definir os cachos, dar volume aos finos ou acabar com os fios quebrados.

É uma indústria que só faz crescer, com produtos novos e revolucionários lançados diariamente.

Cabelereiros também: um salão pipocando atrás do outro. Um corte num salão bacana de São Paulo sai na faixa de 40 reais. Num salão da moda, sai por 70. Num salão estrelado à la Celso Kamura, mais de 150 pilas. Eu pago bem menos, como vocês já sabem.

Aí, no Rio, um cara rouba o cabelo de uma moça no ônibus. Mas eu tenho uma versão pra essa história.

Um cabelereiro estava naquele ônibus. Obviamente quando ele viu aquele cabelo descendo que nem uma samambaia até a cintura da moça, teve um surto. Fio reto, caimento pesado, um corte sem movimento, sem balanço, enfeiando a jovem. Aquele cabelo tradicional, castanho, cacheado, que as vendedoras de shopping que moram na zona Norte do Rio adoram usar.

Quando dois bandidos a ameaçaram com um revólver e pegaram sua carteira e celular, o cabelereiro percebeu sua chance. Intrepidamente levantou-se, foi até lá, e sacando as ferramentas de seu ofício transformou aquele cabelo feio num cabelo moderno, um corte chanel meio desfiado.

Basta ler a descrição: o pseudo-assaltante capilar ajeitou o cabelo dela três vezes. Oras, se fosse um bandido, cortaria de qualquer jeito! Não, era um homem com uma missão: salvar um corte de cabelo horrendo.

E aí a moça vai lá e faz um BO. Ganha um belo corte de cabelo e não fica feliz. Podia aproveitar isso pra superar o trauma do assalto, mas não. Ela não aceita. Preferia o cabelo batendo na bunda quando senta.

Tem mulher que é mal agradecida mesmo.

15 Responses to “Do não-reconhecimento da caridade alheia”

  1. Gabi says:

    HAHAHAHAHHAHA Quando li a matéria e vi o cabelo da mulher antes pensei a mesma coisa! Que cabelo enooooorme! Tava precisando cortar mesmo…

  2. Gabi says:

    Ah, deve ser um ladrão que ouviu dizer que pagam bem por cabelos, pra depois usarem em mega-hair…

  3. Gabi says:

    hauhauhauhauhuaahuahu…ai, Deus, so eu que nao vejo essas coisas… Alguem aih sabe o telefone desse cabelereiro paladino? Tou precisada de uma intervencao… :-s

  4. Gabi says:

    Esse bando de carioca mal-agradecido. � raça!

  5. Gabi says:

    Sorte a minha que sou homem, tenho o cabelo feio e ainda mantenho-o sempre raspado!

  6. Gabi says:

    As vezes eu leio esse tipo de coisa e percebo que minha visa e chata para caralho… E pior, isso jamais vai acontecer comigo, uma vez que sou um tanto quanto careca… Que vida chata… cadê a emoção e o meu velho topeta a lá elvis ….

  7. Gabi says:

    Aquele cabelo tradicional, castanho, cacheado, que as vendedoras de shopping que moram na zona Norte do Rio adoram usar. HAHAHSDJA, eu pensei nisso.

  8. Gabi says:

    Já não basta assaltar o povo no preço do corte, agora cabelereiro rouba o cabelo também. Vou embora deste país.

  9. Gabi says:

    Aqui pela primeira vez e lendo esse post, lembrei-me de uma coisa triste: Estou ficando careca… algum remédio?

  10. Gabi says:

    Tadinha da menina. Ela devia ser evangelica, e se ele cortasse o cabelo iria para o inferno.

  11. Gabi says:

    Hahahahaha, o Eric ainda nao comentou, ou seja, nao tem nenhuma piada dizendo que eu era o assaltante. Droga, agora tem… =P

  12. Gabi says:

    HAHAHAHAHA! Concordo em gênero, número e grau! Cabelo de crente me irriiiitaaaa!

  13. Gabi says:

    O ladrao foi o Julio. Ta feliz?

  14. Gabi says:

    Já tive cabelo MUITO grande e sobre o post sobre o valor de corte, em Goiânia eu pago sete pilas e acho MUITO… Pedi para a minha irmã corta… Ficou uma coisa linda. rs Cabelo da um dinheiro bom, pena não ter vendido o meu =( Agora to com vc cabelo reto, sem vida tá com nada! O meu esta do jeitinho q eu queria uma coisa estranha.rs

  15. Gabi says:

    Me lembro que nos anos 90 teve uma onda de assalto à cabelo. Meus amigos metaleiros cabeludos morriam de medo. Mal sabiam eles que bem seria um corte forçado, rs…

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