Do meu sumiço e outras histórias
Sumi porque, como sempre, estava trabalhando como uma estúpida. E em casa a conexão é discada (até terça feira, quando chega o Giro) e eu não consigo postar nada em conexão discada.
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Se houver algum cubatãoense cubatãoano nativo de Cubatão lendo estas linhas, peço perdão antecipadamente.
Cubatão. Passei a semana pasada indo diariamente pra lá e voltando no fim da tarde. A cidade é quente, suja e cheia de cachorros sarnentos. Os habitantes são quase incapazes de dizer por favor e obrigada. Tem mosquito a dar com pau. O melhor restaurante do bairro serviu arroz com cabelo. E era um baita dum cabelão. Tem um canal fedido atravessando a avenida. Os caras saem na rua com bermudas que deixam aparecer o cofrinho e barrigas enormes de fora.
Em suma, tive uma semana indecente. Graças a Deus pela nova Imigrantes, que apesar de seu pedágio escorchante mantém uma excelente qualidade de pavimentação. E a empresa me paga pelo pedágio, claro.
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Aí, na sexta, eu achei que ia descansar e dormir o sono dos justos.
Primeiro descobri que teria que trabalhar no sábado de manhã. Já fui deitar meio injuriada. O Beto saiu com os amigos. Fiquei mais injuriada.
Por volta de quatro da manhã, acordei ouvindo sons estranhos. Meio adormecida, pensei que os gatos estivessem brigando. Mas eles dormiam tranquilamente nos pés da cama. Acendi a luz.
Foi aí que percebi do que se tratava.
Meu vizinho de cima é gay. E na madrugada de sexta ele levou uma pessoa pra casa e começou a festinha. Gemidos. Gritos. Palavras e expressões que eu, uma moça de família, não consigo nem escrever. E tudo isso gritado a plenos pulmões.
Abri a janela, com a intenção de mandar os rapazes calarem a boca. Meu porteiro, parado no corredor, olhava pra cima com olhar perdido. Eu, de camisola, descabelada, com olheiras, olhei desamparada para ele, e os dois perceberam que não havia o que fazer.
O que poderíamos fazer? Ligar no interfone? “Senhor fulano, a Dona Gabriela do primeiro andar está pedindo pro senhor gemer mais baixo.” Não dá.
A barulheira continuou até uma quinze pras cinco. Eu sei a hora com certeza porque um deles gritou “Ai, eu vou gozaaaaaar!” e eu olhei no relógio.
Aí o Beto chegou em casa com o Penin, pra fazer um trabalho no computador e eu relatei o ocorrido. Mas não havia mais nada a se fazer. Eu não dormi de novo e fui trabalhar irritada e com sono.
Voltei pra casa umas 4 da tarde, a tempo de ouvir o vizinho de cima acordando.
Apenas para constar: nada contra o homossexualismo, tudo contra gente que berra às 4 da manhã. Pra mim pouco importa se o cara faz sexo com um homem, uma mulher, uma boneca inflável ou uma melancia. Desde que seja quietinho.
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E meu aumento não veio de novo. Que legal.


Se eu fosse você, da próxima iria tocar no apartamento dele. Com um balde cheio de água gelada. Sifudê vizinho barulhento!
Porra meu ! A desgraça alheia, quando bem contada pode ser divertida. Olha, Gaby ! Sou teu amigo e gosto muito de ti mas, essa da “Festinha” fez eu me torcer de tanto rir. Espero que seu vizinho mude. pra bem longe.