05
Oct

Coluna de Política

por Gabi

*modo sério on*

Dia 23/10 tem plebiscito. Vamos votar se o comércio de armas deve ser proibido no Brasil. E eu digo: votem sim.

70% das mortes por arma de fogo no Brasil acontecem por acidentes ou crimes passionais.

Acidente: criança brincando com arma, adolescente que se exibe mostrando a arma do papai.
Crime passionais: marido traído, briga de trânsito, desentendimento entre amigos.

Ou seja: de cada dez brasileiros que morrem com um tiro, apenas 3 são assassinados por bandidos.

Outra coisa: das armas apreendidas pela polícia, apenas 28% são ilegais ou contrabandeadas. 72% delas começaram como armas legais, compradas por gente honesta, que queria se defender. Aí essas armas são roubadas, emprestadas, vendidas e acabam caindo nas mãos do bandido. Aquele mesmo bandido que o cidadão pensava eliminar com sua arma.

Mais um ponto: no Estado de São Paulo, quem reage a um assalto à mão armada aumenta em 184 vezes a possibilidade de ser morto.

Isso mesmo: se você tentar reagir, é mais provável que você seja morto.

E colecionadores eraticantes de tiro esportivo poderão continuar com suas armas.

Entendo o medo, entendo que muitas pessoas se sentem mais protegidas com uma arma em casa ou debaixo do banco do carro. Entendo que as pessoas acham que a polícia está falida, que não temos segurança.

Mas peço que se considerem os números. Considerem que o secretário de segurança pública de São Paulo,a maior parte dos policiais, o secretário de saúde e o ministro da defesa são a favor do desarmamento.

E dia 23 votem sim.

*modo sério off*

Além disso tudo, na campanha do sim tem Chico Buarque, Maitê Proença, Fitipaldi, Marieta Severo, entre outras pessoas elegantes, finas e gentis.

Na campanha do não tem o Fleury e mais um monte de gente feia, esquisita e mal vestida.

A-Rá. I rest my case.

2 Responses to “Coluna de Política”

  1. Dona Rose says:

    É lógico q votaremos SIM!!!!Beijocas querida

  2. Penin says:

    Taí. Vou repassar seu texto pra minha mãe, que endoidou de vez e é a favor do não…

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