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21
Apr

Pausa para a fofura – parte 1

por Gabi

Tive umas semaninhas daquelas. Parecia que estava tudo acontecendo junto, trabalho principalmente.

Por isso, vou fazer uma pausa – vou ficar esses dias meio escondida, no meio do mato, com marido e amigos, fazendo coisas que gosto: abraçando árvores, fotografando flores, contando os bois que enxergar quando passar na estrada. Essas pausas bucólicas me fazem bem e ajudam a ganhar folêgo pra continuar mais pra frente.

Pra ajudar a entrar nesse clima de sossego, que tal músicas com clipes mega-master-fofos? Vamos inaugurar sessão nova do blog? Va-moooos! \o/

Eis alguns dos meus clipes favoritos, aquelas que eu assisto fazendo “óun”, sabem?

Black Keys – Tighten Up
Música animada e crianças lindinhas, com uma história de amor – que acaba em uma briga sangrenta estranhamente fofa. Não acredita? Veja:

Fatboy Slim – The Joker
Uma versão de um clássico dos anos 70, com uma releitura mais moderninha e estrelado por… GATINHOS! Morram de fofura:

Blind Melon – No Rain
Gordinhas vestidas de abelhas ruleiam e no fim se dão bem! Cadê minha roupa de abelhinha?

Bright Eyes – First Day of My Life
Música gostosa, letra linda e gente que se ama de alguma maneira ouvindo o som em headphones.

Pedi ajuda da moçada no twitter e o post da semana que vem está garantido com as indicações fofuxas deles. E o seu clipe fofo favorito, qual é? Me conte nos comentários e eu vou postando por aqui.

15
Apr

Campos do Jordão for dummies

por Gabi

Ir a Campos do Jordão é uma instituição paulistana. Assim como no verão ansiamos por descer a serra e nos refestelar na areia da praia, basta esfriar um pouquinho pra querermos vestir o casaco com gola de pele e subir a serra pra encontrar Campos do Jordão, essa linda. E assim como a praia no verão fica cheia de gente chata, trânsito e falta de água, Campos no inverno vira um ponto de encontro de gente metida a rica, que desfila pelas ruas como se na Suíça estivesse.

Por isso que fui em Março.

Aproveitando o último fim de semana de folga do marido antes dele começar no emprego novo, nos metemos no Celtinha e lá fomos nós serra acima. A cidade estava bem vazia, tranquila e gostosa. Não pegamos trânsito, filas ou aglomerações. Mas pegamos uma certa neblina e um tiquinho de chuva. A minha época favorita pra ir pra Campos é entre Abril e Maio, quando já acabou a chuva, o friozinho começou mas os manés ainda não perceberam, e por isso ainda não subiram a serra com suas camisas listradas e suas botas de salto. Exceto este cachorro, mas ele era bem fofo:

Clica pra ver maior e observar a bota da moça logo atrás

 

Enfim, aproveitamos bastante a viagem. Nos hospedamos na Campos de Provence, que fica perto do centro de Capivari e tem preços geniais, especialmente se considerarmos que cada vez que eu entrava lá, era recebida por morango com chocolate, mini bombas de chocolate, copinhos de chocolate pra licor, chocolate em barra e o recepcionista era feito de chocolate e você podia comer o dedo dele enquanto ele fazia seu checkin. Os quartos são grandes, o café da manhã é farto e os funcionários são uns fofos.

Demos um pulinho no Pico do Itapeva pra ver a vista, mas o que vimos foi isso aqui:

PaulistasAFF

O lugar mais bonito que visitamos, pra mim, foi o Amantikir, um parque particular que tem dezenas de jardins lindos, cheios de flores, cores e plantas.

Flores! Cabras! Lagos! Eu de guarda-chuva da Vedacit!

Quando chegamos ao parque, estava sol ainda, mas no meio do passeio baixou uma neblina que deixou tudo mais lindo, com cara de sonho. No caminho tinha trem de ferro e cabritinhos passeavam pela encosta da montanha (mesmo). Um lugar lindo que custa baratinho pra entrar. Leve sua câmera e seja feliz.

No mesmo dia, só que à noite, fomo ao lugar preferido do Eric nessa viagem, quiçá do mundo todo: Libertango, um restaurante argentino que serve carnes incrivelmente macias, saborosas e cheirosas.

Foto emprestada pq eu tava ocupada comendo e rindo de pura felicidade ao invés de tirar fotos

(vejam o post de pessoas que não conheço, mas devem ser legais porque pelo visto também se apaixonaram pelo local)

O restaurante existia no Guarujá e uns anos atrás foi pra Campos. Os donos são uma família: o pai grelha as carnes, o filho atende no salão e a mãe fica na cozinha preparando todo o resto. São uns fofos, o atendimento foi incrível. Uma panqueca de doce de leite foi a minha sobremesa e olha, tava de comer rezando. O lugar não é dois mais baratos: uma refeição pra 2 pessoas sem bebida alcoólica sai por uns 120 reais, mas o sabor, o atendimento e o ambiente fazem valer cada centavo. Se eu pudesse, almoçava e jantava lá pra toda a vida.

Ainda aproveitamos pra fazer compras – não no centrinho de Capivari, onde tudo tem preços de São Paulo, mas numa vilinha perto da entrada do Teleférico, com montes de estandes vendendo as mesmas peças por preços 50% menores. Eu comi pinhão, dormi super bem, voltei da viagem relaxada e feliz – e sem pegar a cidade cheia. As fotos estão aqui no flickr do marido.

Por fim, uma imagem que simboliza bem o que foi o fim de semana: uma delícia.

Hihihihihihihihihihi

 

03
Mar

Músicas da semana

por Gabi

Essa semana ando rocker e animada. Aliás, música pra mim é essencial pra dar o tom dos dias. Trabalho de fones e fico dançandinho na cadeira enquanto encaro a correria do dia-a-dia.

A primeira é uma que ando ouvindo sem parar desde que descobri (depois de ver o episódio de Glee, confesso). Pra ser melhor ainda, a vocalista é lindíssima e tem o cabelo que eu eu pedi a Deus. A música é animada, o clipe é esquisito e a letra é enigmática. Pra mim, a expressão “Dog Days Are Over” significa que os dias de cão acabaram, e que o mais difícil ficou pra trás. Pode ser, né?

A segunda é o single novo do Strokes. Eu sempre resmungo que Strokes é chato e que as músicas são todas iguais e bla bla bla, mas não resisto: ouço, decoro a letra e daqui a pouco tou berrando a música no carro. Under Cover of Darkness é uma música que me lembrou demais as do Is This It, o meu disco favorito deles.

A terceira é a mais porradeira de todas: clipe novo do Dropkick Murphys, banda de punk rock irlandês que amo de paixão. A música é sobre um funeral irlandês, cheio de bebida, gritos e dança – e no final as cinzas do falecido têm um fim inusitado. As crianças fazendo careta são um bônus no clipe divertidíssimo. A letra é ótima. No refrão, berra-se a plenos pulmões “Burn me to a rotten crisp and toast me for a while - I could really give a shit – I’m going out in style“.  Ou seja, numa tradução bem livre  (e sem palavrão), “Me queime até virar uma carcaça crocante, me torre um bocado, eu não tô nem aí, tô indo embora com estilo”. Assim que quero ir embora um dia, com estilo.

A quarta é uma música velha pra caramba, mas cheia de estilo e com uma letra absolutamente incrível. A banda se chama The Zombies e é dos anos 60. Dá vontade de pegar essas bandinhas indie meia boca e mandar assistir até aprender.

A quinta e última da semana é mais velha ainda. Nem sei de que ano é a música, o vídeo é tosco, mas abstraiam e ouçam a voz. É incrível. Se no Brasil tivesse igreja gospel com esse estilo, eu ia todo dia na missa.

24
Nov

Quero te dar meu coração

por Gabi

Um dia eu vou morrer. Você também vai. Ninguém gosta de pensar nisso, mas eis o fato mais real da vida: a cada dia, inexoravelmente, sua morte se aproxima. Não dá pra fugir, nem pra se esconder. E é por isso que eu acho importante falar assim, abertamente: vamos todos morrer. O Monty Python também acha:

Longe de ser um pensamento trágico, prefiro pensar nisso de maneira prática e realista. Morrer é apenas deixar o corpo físico da gente pra trás e ir pra outro lugar. Se você não acreditar em outras vidas ou em céu/inferno, mais fácil ainda: o corpo deixa de ser usado e por isso, perde a função, certo?

Então simples: A melhor coisa que se pode fazer é doar esse corpo. Muitos órgãos podem ser doados: coração, pulmões, pâncreas, vasos sangüíneos, fígado, rins, tendões, intestino, pele, coração, válvulas cardíacas, córneas, medula óssea… Tudo pedacinho de um corpo que você não vai usar mais. Das duas uma: ou sua alma foi pra algum lugar (se você acredita nisso) ou simplesmente acabou tudo. De qualquer jeito, doar seus órgãos não fará diferença alguma pra você.

Dado MUITO importante: Um único doador tem a possibilidade de salvar ou melhorar a qualidade de vida de mais de 20 pessoas. Imagine isso: você deixa de existir, e pode ajudar 20 pessoas a sobreviver. E pra doar órgãos, é muito simples: basta comunicar esse desejo ainda em vida. É só falar.

Acesse o site da campanha de doação de órgãos e se informe direitinho – tem até doações que podem ser feitas em vida, como sangue, medula, fígado… Eles me mandaram um coração de pelúcia super fofo pra divulgar, e eu adorei. Agora, cada um faz sua parte. Avise sua família e seus amigos que você deseja doar seus órgãos. Assim, quando chegar o momento, eles poderão fazer esta escolha, sabendo que esta é sua vontade.

De quebra, você ainda pode participar de um concurso cultural e ganhar uma bela grana em premios. Vejam aqui, ó!

Eu quero te dar meu coração. E você?

23
Sep

O dinheiro nunca dorme mas compra celulares melhores

por Gabi

Nos idos de 1987, Michael Douglas era um homem bonitão  e tinha um celular.

douglas

Sim, isso na foto é um celular. Eu juro.

O filme se chamava Wall Street – Poder e Cobiça e foi um sucesso de público e crítica. Dirigido por Oliver Stone, o filme tinha no elenco também Charlie Sheen e Daryl Hanna, foi um filme-símbolo dos anos 80 e era bem inovador porque mostrava anti-heróis, personagens sacaninhas mas dos quais gostávamos.

20 e tantos anos depois, o personagem Gordon Gekko está de volta, tão inescrupuloso e divertido quanto sempre foi. O nome do filme é Wall Street – O dinheiro nunca dorme. Na continuação, Gecko está saindo da cadeia e novamente um jovem se aproxima dele. Dessa vez, é o novo queridinho de Hollywood Shia LaBeouf que interpreta esse jovem investidor, que por uma dessas alegrias do destino (ou não é coincidência?) é o noivo da filha de Gordon…

O filme parece bem bacana – Climão nervoso de jogadas na bolsa, personagens passando a perna uns nos outros, bons atores… e eu amei o cabelo da mocinha do filme, que vontade de cortar e tingir!!

Wall Street estréia amanhã e eu vou ver. :)

11
Sep

Arriscar e amar até o fim*

por Gabi

Hoje acordei romântica. Quer dizer, na verdade eu acordei tão cedo pra trabalhar que eu nem sei como posso estar romântica e bem humorada, mas estou. Aí twittei que o amor é lindo, é uma coisa bonita, faz bem. E me assustei com o número de replies dizendo que não, que não é. Que o amor é triste e cruel e que se apaixonar dói.

E eu posso ser uma Pollyana por isso, mas eu acredito no amor. Eu acredito de verdade em amar as pessoas. Amo meus amigos, minha família, meu marido. E acho muito, muito triste alguém que acha que o amor é ruim. Ou que amar é triste.

Não tô falando daquela paixão maluca pelo cara mais lindo da sua escola. Nem da vez que você conheceu uma gata na balada e a sacana quebrou seu coração ao pegar seu melhor amigo. Tô falando de amar mesmo. De gente com quem você quer dividir o resto da vida. Acordar junto, dormir junto, almoçar e jantar junto.

Amar é mais do que olhar pro outro e achá-lo a pessoa mais linda do universo. Amar é lembrar que a pessoa gosta de chocolate Kinder Bueno e levar um de presente. Ou mandar um email com o link pra baixar o novo álbum daquela banda que o outro gosta tanto. É aceitar as esquisitices, as idiossincracias e incongruências do outro. Não ligar pro ronco, entender as variações de humor, gostar do cheiro do outro. Ter assunto o tempo todo ou ficar em silêncio confortável. É aceitar dividir a vida com outra pessoa e permitir que a outra pessoa divida a dela com você.

E se apaixonar dói? Ah, dói. Eu lembro bem quando descobri que um menino gostava de outra menina, e não de mim. Eu chorei muito no banheiro da escola por isso e achei que ia morrer de tristeza. Teve um outro que me deu o fora por carta e eu fiquei puta da vida. Tive namoros longos que acabaram muito tristemente. E em cada uma das vezes que eu me apaixonei e levei um fora eu chorei, chorei até secarem as lágrimas e eu conseguir olhar pra frente de novo. E nem era olhar pra outra pessoa, era olhar pra vida mesmo! Querer sair de casa, cheirar uma florzinha, comer um prato favorito, rir com as amigas. Então passa.

Por isso, amem. Amem sempre e não tenham medo de amar. Se apaixonem, se desapaixonem, beijem, fiquem, namorem, casem, se enrolem. Amem, que o amor faz bem.

* o título é roubado da linda música da Marina, O Chamado. É triste e bem bonita.

13
Aug

Uma refeição pra cada view!

por Gabi

A campanha Adotar é Tudo de Bom da Pedigree é muito bacana. Eles realmente apóiam ONGs de doação de animais. Eles realmente estão fazendo alguma coisa pelos bichos abandonados.

Em 2009, a cada produto Pedigree vendido eles estão fazendo uma doação, podendo chegar a um milhão de reais doados pra ajudar os animais.

No vídeo abaixo, eles dão detalhes da campanha – e no fim, você fica sabendo que a cada view do vídeo, uma refeição será doada pra um animal abandonado. Portanto, assistam tudo, até o fim. ;)

29
Jun

Eu sei fazer moonwalk

por Gabi

- Vou fazer o moonwalk!
- Você vai é quebrar uma perna…
- Descalça não dá. Vou colocar uma meia.
- …
- Ok, vou colocar meus sapatos de dança.
- …
- Olha, amor! Tô fazendo o moonwalk!!
- Pior é que tá mesmo.

O que Eric não sabia é que eu não precisava aprender o moonwalk. Eu só precisava relembrar como fazer. Como andar de bicicleta, o moonwalk não se esquece. Perna pra trás, levanta de leve o quadril pra encaixar o movimento, troca a perna, repete, repete.

Em 86 eu sabia fazer o moonwalk. Causava sensação nas festinhas de garagem do bairro, com  meias brancas e botinhas combinando. Eu era a única menina que sabia fazer o moonwalk. Eu queria muito uma jaqueta vermelha, mas não tinha grana pra comprar. Um garoto da rua de cima arrumou uma, acho que o irmão tinha ido pra fora do Brasil tipo pro Paraguay e trazido pra ele. A gente achava o máximo aquilo.

Em 86 também sabia a coreografia de Thriller todinha – a gente ensaiava na garagem pra arrasar no bailinho no fim de semana. Em 87, saiu Bad, e aí toda a coreografia mudou, envolvendo saltos, brigas e uma bad ass attitude que eu simplesmente não conseguia ter. Os garotos se dedicavam e claro que aprenderam direitinho a fazer cara de mau.

Eu dancei de rostinho colado ao som de  I Just Can’t Stop Loving You, chacoalhei o esqueleto e cantei junto de Billie Jean, rebolei com Smooth Criminal. Aliás, ainda rebolo. E na sexta à noite eu fiz de novo o moonkwalk, lembrando do quanto Michael Jackson era foda. O quanto ele era bom. O quanto ele dançava e fazia movimentos impossíveis.

Depois ele pirou. Ficou branco, ficou maluco. Surgiram histórias muito mal contadas em relação à pedofilia. Ele viroui uma figura triste, uma piada de si mesmo. Eu prefiro lembrar dele arrasando, showman, dançando. Vejam esta apresentação de Man in the Mirror, no Grammy de 88. Vejam a expressão no rosto dele. O sorriso.

E reparem que a gente só vê como o palco é enorme quando nele entram dezenas de pessoas pra cantar. Até lá, é só Michael que a gente vê. Ele sim, estava enorme nesse palco.

20
Apr

Casamento gay, concurso de miss e o Brasil

por Gabi

Ontem rolou nos Estados Unidos o concurso Miss USA. Candidatas dos 50 estados americanos disputando pra ver quem era a mais bonita, carismática e tudo mais. Todas são lindas, claro. Tem carão: bocão, sorrisão, cabelão, corpão. Concurso de miss lá é coisa séria, a mulherada passa anos se preparando tanto fisicamente, com regime, malhação, cuidados com pele e cabelo, até ensaios das famigeradas perguntas pra determinar a personalidade das moçoilas.

Esqueçam aquela história de ler O Pequeno Príncipe: as moças se preparam pra perguntas mais polêmicas, como a que o blogueiro de fofocas e juiz Perez Hilton fez pra Miss California: “O que você acha da aprovação do casamento gay em mais um Estado americano? Os outros estados devem aprovar e por que?” A moça se embanana na resposta, como mostra o vídeo abaixo:

Numa tradução mais ou menos razoável, ela diz “Acho ótimo que os americanos possam escolher. Vivemos num país onde se pode escolher entre casamento entre pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto, mas querem saber? Na minha família acreditamos que um casamento deve ser entre um homem e uma mulher, sem querer ofender ninguém, mas é assim que fui criada”. Perez faz cara de pudim com a resposta da miss, que no fim perdeu a coroa pra Miss Carolina do Norte (igualmente linda), ficando em segundo lugar.

Rola agora por aí mais uma polêmica: dizem que a moça proferiu absurdos e que ela não pode falar isso. Perez começou uma mega campanha em seu blog pra dizer que a  moça é uma idiota. Eu discordo. Carrie (esse é o nome da miss) apenas falou o que pensa. Ela não foi ofensiva; não disse que os gays são feios, que vão pro inferno ou que devem morrer. Ela disse que desaprova. E pronto. Assim como eu desaprovo botas patas-de-bode, pagode e crianças que gritam e correm em restaurantes.

Combinemos: opiniões diferentes não são um problema. Principalmente se ditas de maneira respeitosa. Deixem Carrie em paz. Ela não quer que gays se casem, mas acha bom que no país dela eles possam ter essa escolha.

E aqui no Brasil? Aqui, gays moram juntos por anos, sem ter seus direitos de casal reconhecidos. Fazem testamentos detalhando a questão da herança, pois no caso da morte de um, o parceiro a princípio não tem direito a nada. O plano de saúde da empresa não cobre o parceiro de mesmo sexo, com honrosas e raras exceções. Muito aos poucos, acontecem decisões judiciárias que defendem os direitos do casamento gay. A custódia do filho de Cassia Eller, por exemplo, é uma vitória: o menino é criado por Maria Eugenia*, esposa de Cassia na época e mãe de criação do garoto. Agora, em São Paulo, um casal de lésbicas talvez consiga registrar seus filhos, gerados na barriga de uma com os embriões da outra, no nome de ambas. Essas pequenas conquistas mostram que aos poucos a mentalidade brasileira vai mudando – e quem sabe, nossas leis mudem também, pra proteger de maneira legal os direitos de que se une por amor.

*Obrigada pela correção, Chico!

11
Mar

Dicas de Filmes de Mulherzinha pra todas as idades

por Gabi

Eu adoro um filme de mulherzinha. Mas antes de jogar pedras e dizer que eu não tenho gosto, calma lá. Não gosto de filminhos açucarados da Meg Ryan onde ela fica com o Tom Hanks no final. Não senhor.

Eu gosto de filme de mulher de verdade. Filme que tem mulher fazendo coisas legais, exemplos, seja de coisas bobinhas ou de grandes realizações. Então tá aí, alguns dos que eu amo:

O Casamento do Meu melhor Amigo
Adoro esse filme, porque eu amo a Julia Roberts fazendo papel de mulherão. Com cabelão, bocão, completamente maluca e descompensada. Fora que o Rupert Everett nesse filme é tipo o melhor amigo gay da história dos filmes!

Kill Bill
O filme mais feminista do mundo: a mulherada resolve tudo na porrada e os homens que se lixem. Tem personagens ótimos e cenas de ação cheias de sangue cenográfico. Amo.

Nick and Norah´s Infinite Playlist
Um filme fofuxo, estrelado pelo meu novo amor-da-minha-vida-dessa-semana, o Michael Cera. Uma loser e um loser se encontram em busca do show perfeito da banda mais legal do mundo. A trilha sonora é a mais legal dos últimos tempos!

Juno
Não tenho nem o que falar. A história é todinha calcada nas mulheres. A Juno, a madrasta dela, a mulher que vai adotar o filho da Juno, a amiga da Juno, a irmãzinha da Juno. Os homens nem aparecem muito. E eu sempre, sempre choro no fim do filme, apesar dele ser bastante feliz.

E você? Qual seu “chick flick” favorito?

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Pras MUITAS meninas que comentaram no último post: a Lara está sorteando um rímel lá também! Entrem no puf verde e deixem seus comentários por lá!