Polpetas e um filme lindo demais
Ontem foi dia das mães e eu passei o dia com a minha. A sogra veio, o sogro, a cunhada… Foi aqui em casa a comilança. Fiz canelone, porque a familia toda adora massa, e eu adoro fazer massas, molho de macarrão com tomate fresquinho, alho, cebola, sem manjericão porque a sogra não aprecia, mas com temperinho de sal, pimenta, do jeito que eles gostam. Minha mãe pediu polpeta, e quem sou eu pra não fazer? Acordei cedinho pra começar a preparar. Temperei a carne fresca, moída duas vezes, com sal, alho, cebola e pimenta. Deixei pegando gosto enquanto aprontava os ingredientes do molho. Botei o molho pra cozinhar em fogo baixinho, devagar.
Fiz as bolinhas, 2 quilos de carne pra fazer bolinha, haja bolinha. Aí fritei no óleo bem quente pra fazer casquinha por fora e ficar macia por dentro, porque a polpeta cozinha é no molho e não no óleo. Queimei o braço, não sei mais fazer coisas fritas. Sequei as polpetas com papel toalha bem absorvente e ploft, joguei as polpetas no panelão de molho, pra cozinhar por mais de uma hora, até ficar bem macia e cozidinha, porque minha mãe não come carne mal passada.
Montei os canelones, cobri com o molho, ralei queijo parmesão fresquinho pra gratinar. Foram três travessas de canelone, três! E as polpetas foram todas, também. Não contente, fiz tapioca pra ela, recheada com côco e leite condensado, quentinha na frigideira. Lavei umas 4 pias de louça enquanto preparava e mais uma depois. Sentei pra descansar eram umas quatro da tarde.
Mas eu não ligo, não ligo de ficar de pé o dia todo lidando na cozinha, ajeitando a casa, cuidando dos gatos, tudo ao mesmo tempo. Eu não ligo porque hoje a Babi Maués me mandou esse filme e eu chorei que nem uma boba vendo, porque eu vi direitinho a minha mãe e eu, as duas ali pulando faixa de trânsito, ela arrumando chuveiro e quase pondo fogo na casa, me ensinando a consertar a bicicleta e fazendo de mim quem eu sou hoje.
Obrigada, mãe.








