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15
May

Polpetas e um filme lindo demais

por Gabi

Ontem foi dia das mães e eu passei o dia com a minha. A sogra veio, o sogro, a cunhada… Foi aqui em casa a comilança. Fiz canelone, porque a familia toda adora massa, e eu adoro fazer massas, molho de macarrão com tomate fresquinho, alho, cebola, sem manjericão porque a sogra não aprecia, mas com temperinho de sal, pimenta, do jeito que eles gostam. Minha mãe pediu polpeta, e quem sou eu pra não fazer? Acordei cedinho pra começar a preparar. Temperei a carne fresca, moída duas vezes, com sal, alho, cebola e pimenta. Deixei pegando gosto enquanto aprontava os ingredientes do molho. Botei o molho pra cozinhar em fogo baixinho, devagar.

Fiz as bolinhas, 2 quilos de carne pra fazer bolinha, haja bolinha. Aí fritei no óleo bem quente pra fazer casquinha por fora e ficar macia por dentro, porque a polpeta cozinha é no molho e não no óleo. Queimei o braço, não sei mais fazer coisas fritas. Sequei as polpetas com papel toalha bem absorvente e ploft, joguei as polpetas no panelão de molho, pra cozinhar por mais de uma hora, até ficar bem macia e cozidinha, porque minha mãe não come carne mal passada.

Montei os canelones, cobri com o molho, ralei queijo parmesão fresquinho pra gratinar. Foram três travessas de canelone, três! E as polpetas foram todas, também. Não contente, fiz tapioca pra ela, recheada com côco e leite condensado, quentinha na frigideira. Lavei umas 4 pias de louça enquanto preparava e mais uma depois. Sentei pra descansar eram umas quatro da tarde.

Mas eu não ligo, não ligo de ficar de pé o dia todo lidando na cozinha, ajeitando a casa, cuidando dos gatos, tudo ao mesmo tempo. Eu não ligo porque hoje a Babi Maués me mandou esse filme e eu chorei que nem uma boba vendo, porque eu vi direitinho a minha mãe e eu, as duas ali pulando faixa de trânsito, ela arrumando chuveiro e quase pondo fogo na casa, me ensinando a consertar a bicicleta e fazendo de mim quem eu sou hoje.

Obrigada, mãe.

26
Apr

#momentodelicia: qual o seu?

por Gabi

Estamos carecas de ver propaganda de margarina: sempre aquela familia feliz. O papai sorrindo, a mamãe passa margarina num pão perfeito e entrega pra um filhinho lindo enquanto o cachorro super fofo passeia pela casa. Mas 99% de nós não vive bem assim, né? O café da manhã é super corrido, quase de pé na cozinha, enquanto a gente se preocupa se a roupa do trabalho está boa, se lembrou de mandar o filho tomar banho ontem ou se o moleque foi pra cama de roupa suja mesmo, se o marido pagou a conta de telefone ou se esqueceu, se a faxineira vai vir hoje, se a chefe gostou do relatório… Aí a gente corre o dia inteiro e de noite cai na cama exausta, já pensando no que vai fazer no dia seguinte. Sempre essa maluquice, na correria do dia a dia.


Por isso que é importante dar uma paradinha. No café da manhã ou no meio do dia, a gente precisa parar e viver um #momentodelicia: aquela hora de fazer uma coisa que a gente gosta, seja usar uma roupa linda, comer um prato favorito, fazer cafuné no namorado, encontrar uma amiga querida, ouvir uma música muito legal… A vida da mulher está cheia de momentos gostosos encaixados na nossa rotina, momentos pequeninos que fazem a diferença.


Agora a Delícia resolveu fazer a gente enxergar melhor esses #momentosdelicia: a fanpage da marca está cheinha de conteúdo da Julia Petit, falando sobre moda, beleza, comportamento… São dicas bem legais pra gente ficar de olho e dar aquela paradinha pra ver com carinho qual foi o #momentodelicia que você teve no dia. Porque sempre tem um, mesmo que seja aquele ultimo momento antes de dormir, quando a gente deita depois de um dia cheio e relaxa a cabeça no travesseiro, sabe? Todo dia tem coisa boa na nossa vida. A gente só precisa parar um segundo pra enxergar.


Por exemplo, EU sei fazer baliza. :)


09
Mar

Existe amor em SP

por Gabi

Ano passado fez sucesso a música do Criolo, “Não Existe Amor em SP”. A música é bonita, mas eu discordo da frase. Existe amor em SP – a gente só precisa saber procurar. São Paulo é uma cidade meio fechada, meio cinza, meio triste, meio calabresa meio mussarela. O paulistano anda de cabeça baixa, apressado, lendo um livro, olhando alguma coisa no celular, aproveitando o trânsito pra adiantar o serviço. O paulistano corre demais e esquece de olhar pra cima e ver a cidade e as pessoas que estão à sua volta. Mas dentro de cada paulistano tem um coração – muitas vezes pequeno e apressado, mas está ali, eu juro.

Imagem do projeto Multigraphias

Um grupo de amigos fez uma coisa bem legal nesse final de semana. Na madrugada de domingo, saíram as ruas pra colar corações pela cidade. Estátuas, monumentos, paredes… Conversei com o Guima, um dos idealizadores do projeto, e ele me contou o que motivou a idéia:

A idéia surgiu de um grupo de amigos que queria fazer algo de diferente em suas rotinas e consequentemente na rotina de outras pessoas. Queriamos dar corações à estátuas de concreto.
Tirar as pessoas do lugar comum.
Fazer alguém sorrir.
Provocar.
Lembrar que sempre existe amor.
Os corações são de isopor, colorido com resina. A fita não danifica os monumentos e é fácil de remover. Tudo foi registrado e virou um filminho, pra gente poder ver um pedaço disso e quem sabe parar por um minuto pra pensar se existe amor em SP. As fotos tiradas na madrugada foram todas pro instagram com a tag #aquibateumcoracao.

Se você encontrar uma estátua por aí com um coração no peito, fotografe, publique onde quiser usando a tag #aquibateumcoracao e espalhe a idéia.
Afinal, aí também bate um coração.
06
Jan

Retrospectiva 2011 – Previsões 2012

por Gabi

Sei que estou atrasada nesse post, mas parafraseando um tweet da Vicky, eu comecei a fazer um post de retrospectiva de 2011 e fiquei deprimida. Porque assim, 2011 foi uma grande merda de um ano onde um monte de coisa deu errado em muitos campos da minha vida. De janeiro a dezembro, a cada mês fui surpreendida por uma bosta. Eu diria que quero esquecer 2011 pra sempre não fosse o fato do show do Pearl Jam ter sido em 2011 e eu ter achado um dos shows mais foda da minha vida. Everybody had a hard year, e 2011 foi um dos meus.

E eu não vou ficar aqui contando tudo que aconteceu, porque não quero ficar remoendo o passado, combinado?

Prefiro pensar no ano novo. 2012 começou num ritmo maluco, cheio de trabalho e correria. Não teve aquela semaninha sossegada do começo do ano, sabem? E acho que vai ser assim o ano todo: muito trabalho, mas muita coisa sendo feita, vendo resultados. Eu tenho grandes planos pra 2012 e acredito que tem que ser assim. A gente tem que olhar pra frente e  fazer acontecer o que quer.

Bora lá?

29
Nov

Banda, banhas e bustos

por Gabi

A correria anda impressionante. E pra trabalhar correndo eu preciso de combustível: enfio os fones de ouvido e isolo o mundo exterior, pra me concentrar. Melhor coisa.

Essa semana vazou o novo do The Black Keys, banda que já nos brindou com muita música boa e um clipe ultra fofo. O link que eu tinha pra baixar já era, mas veja ae descontraidamente o El Camino disponível no Pirate Bay se você apoiar essa coisa horrenda que é a pirataria e tal. Olha só o primeiro clipe pra sentir a belezinha que é Lonely Boy, primeiro single a ser lançado.

Descobri que eu não sei agradecer algumas coisas. Por exemplo, encontro alguém que não me vê há algum tempo e a pessoa diz “Você emagreceu bastante!” e ao invés de agradecer eu digo “Emagreci, está sendo horrível de difícil e eu quero matar pessoas e chutar a parede, mas emagreci sim” ou alguma variante mais educadinha.

A real é que eu não vejo muito porque agradecer por uma coisa que só está acontecendo por um baita esforço da minha parte. Academia 3 vezes na semana, salada, nada de docinhos, isso tudo é um porre e o mínimo que tem que acontecer é eu emagrecer. Então se eu te encontrar e você me achar mais magra e eu não agradecer, não se ofenda. É só o meu jeitinho mesmo.

 

Comprei simplesmente 3 sutiãs na Loungerie. Apesar de não ter sido muito bem atendida na primeira vez que fui lá, o sutiã é tão fantástico que voltei e aí sim fui atendida direitinho.

Eles seguem a numeração americana, de medir o tronco e o busto, e aí chegar numa medida que sirva direitinho na taça e nas costas. Vale a visita (e espero que você seja bem atendida) e o preço é bem ok.

Enfim, essa é minha vida. Como vai a de vocês?

22
Nov

Cartinha pro Dave Grohl

por Gabi

Querido Dave Ghrol, eu trabalhei até super tarde ontem num evento, e cheguei em casa cansada e com sono.

Mas aí eu fiquei acordada até muito tarde ontem esperando pra comprar ingresso. Não consegui. O site estava com excesso de acessos, Dave. Vai ver ninguém pensou que vocês iam gerar tanto acesso.  Hoje, acordei cedo pra tentar e não consegui de novo. O site continuava com excesso de acessos e estava fora do ar, desde as 6 da manhã. Mas eu fiquei tentando, apertando F5 de vez em quando, testando em vários navegadores. Sorte que trabalho na frente de um computador e na internet o dia inteiro, cara. Logo depois do almoço, rolou uma evolução: apareceu uma fila virtual e eu era número 8000 e cacetada. Passei boa parte da tarde nessa fila, com medo de cair o servidor, a internet e de travar meu computador, porque pobre só se fode.

 

Aí perto das 19hs finalmente consegui. Gastei um dinheirão, Dave, parcelei em 3 vezes pra caber no orçamento e ainda assim é caro pra caramba. Mas eu vou pagar, Dave. Porque assim, você é foda. A banda toda é foda. O Nate é foda. O Taylor é foda. O Pat é foda, mesmo parecendo um ator latino de filmes classe B. Até o Chris que nem aparece muito é foda. Quando vocês tocam, vocês são foda.

E esse nível de fodice faz com que eu arrume dinheiro do além, aguente pagar caro pra caramba por 2 ingressos, sabendo que vai rolar perrengue de trânsito, fila, que o lanche vai ser caro e ruim, que a cerveja vai estar meio quente, que eu vou ter dor nas pernas. A maravilha de banda que vocês são faz com que eu esqueça as bobagens que o Perry Farrel falou, faz com que eu abstraia a taxa de conveniência de 100 pilas e toda a merda que sempre rola nesses mega shows.

Porque eu quero muito ir ao show do Foo Fighters. De vocês espero só que sejam tão bons quanto sempre foram. Quero que vocês toquem as músicas que eu mais gosto. Que toquem como se estivessem na garagem de casa tocando por puro gosto, ou como se estivessem num estádio lotado com o Led Zeppelin, ou como porque banda boa é banda que gosta de se apresentar ao vivo. E eu tenho a impressão que vocês gostam, quando vejo como ao fim de um show vocês estão cansados, suados, sorrindo e felizes. Vocês curtem ser uma banda de rock e isso é o que importa pra mim.

Te vejo em Abril, Dave.

15
Nov

Diga algo gentil

por Gabi

Eu adoro os vídeos do Improv Everywhere: Eles são um grupo de pessoas que se dedica a fazer intervenções urbanas, causando uma “bagunça do bem” em locais públicos.

Por exemplo, eles já criaram musicais numa praça de alimentação e em um supermercado, onde pessoas de repente começavam a cantar e dançar. Também já fizeram duas edições do Black Tie Beach, com um monte de gente curtindo a praia vestido à rigor. Já colocaram 50 ruivos dentro de um vagão de metrô.  Já atrapalharam uma loja colocando 80 pessoas vestidas como vendedores lá dentro. Ou seja, coisas que causam bagunça, mas no fundo não prejudicam ninguém.

Há uns dias, vi um vídeo novo deles que achei a coisa mais legal até agora: colocaram um megafone no meio de Nova Iorque, com uma plaquinha “Say Someting Nice”, numa tradução livre algo como “Diga algo gentil”. E as pessoas atenderam. Olha só o vídeo, sem legendas mas acho que nem precisa:

É muito fofo. As pessoas realmente aproveitaram o megafone pra declarar seu amor à cidade, uns aos outros, à sua família, ao mundo inteiro. Adorei. Quero um desses na Paulista, um na Praça da Sé, um no Largo da Batata… Queria muito viver num mundo onde a gente aproveitasse megafones pra dizer coisas gentis. Todos os dias, de manhã, indo trabalhar, a gente ouviria coisas agradáveis, pessoas dizendo o quanto gostam umas das outras.

Aí sim. :)

24
Oct

Coçando e rodando

por Gabi

Essa noite/madrugada tive a pior reação alérgica da minha vida: não sei ainda o motivo mas basicamente meu corpo inteiro se encheu de bolinhas e vermelhidão e coceiras. Cata meu braço:

coça coça coça coça

Agora imagina que tava meu CORPO TODO desse jeito. Tudo coçava. Aí corri no hospital, tomei umas injeções muito loucas, me enchi de sono e agora tô aqui, linda, sem coceira e meio dormindo em pé. Os próximos passos são ir ao alergista descobrir a causa dessa porqueira e evitar pra sempre o que quer que tenha causado. Porque olha, coçar o corpo todo e depois tomar uma injeção que deixa sua bunda doendo por 3 dias não é fácil pra ninguem.

Entretanto, não sou mulher de me intimidar. Então, depois de dormir por quase 20 horas entre ontem e hoje, me sinto bem melhor – e hoje vou extravasar toda a minha melhoria em forma de canto. Isso mesmo, superando a doença e a coceira, irei mostrar meus inexistentes dotes vocais sob as luzes da ribalta. Meu repertório favorito consiste em alternar músicas bregas e músicas gays, misturadas a músicas gay&bregas ao mesmo tempo. Compartilho:

Amo essas músicas de 60 e poucos, acho chique e gostoso de ouvir e cantar. Fever é uma delícia, sexy, contida, e Peggy Lee é linda e elegante. Precisa mais?

Na mesma pegada, These Boots Are made for Walking é um primor na voz de Nancy Sinatra e eu faço questão de estragar sempre, porque obviamente não tenho o charme e a graciosidade dessa moçoila.

Iniciando a breguice, ROXETTE. A dupla finlandesa perpetrou diversos sucessos ao longo dos anos 90, sendo meu favorito Listen to Your Heart. Seguido de perto por It Must Have Been Love, mas LTYH é tipo um hino incrível dos meus bailinhos de adolescência.

Mais uma de amor: Bryan Adams é tão brega que é quase o Michael Bolton. Mas fazer o que? eu ouço e quero levantar os bracinhos e chacoalhar de um lado a outro com os olhinhos fechados.

E por fim, um travestismo que eu amo: Bad Romance é a música que merece a maior performance. Geralmente canto aos berros, danço e rebolo até o chão com a Milena e termino suada, cansada e feliz, porque karaoke é pra isso: se divertir, sem compromisso, sem cantar bem, sem achar que é a nova Elis Regina. Karaoke é pra rir, suar, cantar e espantar todos os males.

Essas são as minhas favoritas pra passar vergonha. Quem quiser, me conte aí nos comentários qual a sua favorita. E quem quiser vir ao karaoke hoje, está automaticamente convidado.

28
Sep

Vídeo fofo da semana!

por Gabi

Poucas coisas são tão fofas quanto pandinhas, certo?

Mas e se o panda for um bichinho meio… rebelde?

Essa série de propagandas de uma marca de queijo egípcio (!!) são a coisa mais fofa e perturbadora. Apesar de terem sido lançados ano passado, eu vi há pouco tempo e achei demais. Olha só:

19
Aug

Doe sangue e salve uma vida

por Gabi

Há uma semana, mais ou menos, a Carol foi atropelada por um ônibus. Assim mesmo, um instante de distração e a menina de um metro-e-meio de altura foi parar debaixo de um busão.

Ela já está bem – oba! – mas passou por 2 cirurgias, sendo que a primeira, de emergência, consumiu várias bolsas de sangue no Hospital do Servidor, aqui em São Paulo.

Já melhor, Tchulim resolveu abraçar a campanha de Doação de Sangue, pra que todo mundo que precise de sangue possa ser atendido. Olha o vídeo dela pedindo ajuda, que fofo:

Vale doar em São Paulo, no Rio, no Amazonas, na Paraíba… qualquer lugar onde você more. O objetivo não é ajudar a Carol – ela já consumiu o sangue e não precisa mais – mas qualquer pessoa que seja atropelada por um ônibus, sofra um acidente de carro, uma hemorragia inesperada 0u qualquer outro problema que precise de transfusão de sangue.

Doar sangue é super simples: é só ir até um hemocentro na sua cidade, preencher um cadastro e fazer sua doação. Qualquer um entre 18 e 67 anos pode doar, com alguns impedimentos (como gripe, gravidez, pesar menos de 50 quilos e outros) que você pode consultar aqui.

É importante DEMAIS a gente doar sangue. No começo do ano, eu tive um problema de saúde e perdi sangue pacas. Não cheguei a precisar de transfusão, mas foi quase. E se tivesse precisado, um doador anônimo teria salvado minha vida. Cada doação ajuda demais, salva vidas e não te prejudica em absolutamente nada.

E você ainda pode ser um fofo e mandar sua foto pro tumblr do #vaidoa, o movimento que a Carol está encabeçando mas que vai ajudar todo mundo!

E aí, #vaidoa? :)