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29
Jun

Eu sei fazer moonwalk

por Gabi

- Vou fazer o moonwalk!
- Você vai é quebrar uma perna…
- Descalça não dá. Vou colocar uma meia.
- …
- Ok, vou colocar meus sapatos de dança.
- …
- Olha, amor! Tô fazendo o moonwalk!!
- Pior é que tá mesmo.

O que Eric não sabia é que eu não precisava aprender o moonwalk. Eu só precisava relembrar como fazer. Como andar de bicicleta, o moonwalk não se esquece. Perna pra trás, levanta de leve o quadril pra encaixar o movimento, troca a perna, repete, repete.

Em 86 eu sabia fazer o moonwalk. Causava sensação nas festinhas de garagem do bairro, com  meias brancas e botinhas combinando. Eu era a única menina que sabia fazer o moonwalk. Eu queria muito uma jaqueta vermelha, mas não tinha grana pra comprar. Um garoto da rua de cima arrumou uma, acho que o irmão tinha ido pra fora do Brasil tipo pro Paraguay e trazido pra ele. A gente achava o máximo aquilo.

Em 86 também sabia a coreografia de Thriller todinha – a gente ensaiava na garagem pra arrasar no bailinho no fim de semana. Em 87, saiu Bad, e aí toda a coreografia mudou, envolvendo saltos, brigas e uma bad ass attitude que eu simplesmente não conseguia ter. Os garotos se dedicavam e claro que aprenderam direitinho a fazer cara de mau.

Eu dancei de rostinho colado ao som de  I Just Can’t Stop Loving You, chacoalhei o esqueleto e cantei junto de Billie Jean, rebolei com Smooth Criminal. Aliás, ainda rebolo. E na sexta à noite eu fiz de novo o moonkwalk, lembrando do quanto Michael Jackson era foda. O quanto ele era bom. O quanto ele dançava e fazia movimentos impossíveis.

Depois ele pirou. Ficou branco, ficou maluco. Surgiram histórias muito mal contadas em relação à pedofilia. Ele viroui uma figura triste, uma piada de si mesmo. Eu prefiro lembrar dele arrasando, showman, dançando. Vejam esta apresentação de Man in the Mirror, no Grammy de 88. Vejam a expressão no rosto dele. O sorriso.

E reparem que a gente só vê como o palco é enorme quando nele entram dezenas de pessoas pra cantar. Até lá, é só Michael que a gente vê. Ele sim, estava enorme nesse palco.

11
May

Sorteio de Livro!

por Gabi

E aí que eu sumi, mesmo. Desculpem a ausência, e sim, de novo, vou jogar a culpa no trabalho. Acho que em breve as coisas devem melhorar. Enquanto isso…

…vamos fazer sorteio?

Ganhei da editora o livro Chic[errimo], fino e elegante manual de boas maneiras pro século XXI, escrito pela não menos fina Gloria Kalil. Ela dá dicas de etiqueta em emails, em eventos, coisas práticas mesmo. Tipo “Com que roupa ir ao casamento do seu ex-marido” ou “o que fazer se a última instant celebrity do BBB chegar gritando na sua frente, na fila”. Super bem escrito, leve, direto e ilustrado, Glorinha ensina o riscado como ninguém.

gloria1

Pra ganhar o livro, é muito simples. Basta deixar um comentário neste post contando qual a  maior gafe de etiqueta que você já cometeu. Vale ir de branco em casamento, perguntar se a gordinha está grávida, errar o nome do novo marido da tia… compartilhe seu mico!

Vou escolher a gafe mais divertida de todas e mando o livro! Como sou euzinha que vou mandar, só vale leitor de São Paulo – o sedex está com preços pela hora da morte, gente!

Vamos lá, abram seus corações e dividam a vergonha! Comentem até sexta feira, dia 15/05, tá bom?

31
Mar

Quero ser chata

por Gabi

Como nerd que sou, participo de algumas listas de discussão. Pra quem não sabe, funciona assim: manda-se um email pra um endereço e esse email vai para todos que se cadastraram nessa lista. Geralmente, agrupam-se em torno de um tema que interesse a todos. Uma das mais legais é a das Luluzinhas, onde a mulherada fala de tudo e mais um pouco. Participo também de algumas outras, e numa dessas começaram a surgir discussões que me chocaram um pouco.

Semana passada, entrou em pauta um jogo cujo objetivo é estuprar uma mulher e suas duas filhas menores de idade, uma com cerca de dez anos. Não, você não leu errado. O objetivo do jogo é estupro e pedofilia. O tal jogo, criado no Japão, chegou ao Brasil através de downloads ilegais e é vendido também de forma ilegal, por camelôs. Me indignei ao saber disso tudo, claro. Na minha opinião, quem faz um jogo desse tipo merece ser sodomizado por elefantes selvagens. E quem o joga, além de cometer crime, está em busca de um estímulo sexual doentio, envolvendo violência contra mulheres e crianças. Pra mim, não é só um jogo. Ao verbalizar isso, fui quase apedrejada, chamada de louca, de preconceituosa. Fui acusada de não entender o ponto de vista dos outros e de ser basicamente uma pessoa recalcada e sem fantasias sexuais.

Hoje surgiu ouitra discussão: O Cris Dias fez um texto muito bom falando sobre a relação seguidos/seguidores no Twitter. O texto é ótimo, mas a escolha da foto que o ilustra foi infeliz: a foto mostra um rapaz com sindrome de down mostrando uma plaquinha com um alto numero de followers. Achei de mau gosto: comparar uma criança que tem uma deficiencia mental com um imbecil que acha que o importante no twitter é ter numeros enormes é injusto com a criança. Ele não sabe o que faz, o imbecil tem discernimento pra saber o que faz. E ao falar isso, fui novamente acusada de ser “politicamente correta” e de não ter humor.

É preciso mesmo humilhar o outro pra fazer humor? É preciso desrespeitar a outra pessoa pra ser engraçado? Não dá pra fazer piada sem ser escroto? Peço um minuto de atenção pra ver este vídeo do George Carlin, um dos melhores comediantes de stand up da história:

Viram? Piadas engraçadas. Cheias de palavrão, pra não dizer que sou pudica. E divertidas. E sem humilhar ninguém – talvez a humanidade como um todo, mas isso vem ao encontro do que quero demonstrar.

Desde quando respeito virou palavrão? Desde quando a gente precisa achar super normal uma pessoa zoar um deficiente, ou se excitar com pedofilia? Desde quando discordar disso virou ser chato?

Pelamor, minha gente. Se o patrulhamento pra ser politicamente correto é chato pra caramba, o inverso também é verdadeiro. Me deixem não rir de retardados ou de estupros, por favor. Me deixem ser chata.

02
Mar

Quando não se pode perdoar

por Gabi

Segundo notíciais, a Rihanna e o Chris Brown estão se reconciliando. Pra isso, estão passando um tempo juntos na casa do amigo em comum Puff Daddy. Isso seria ótimo, se eles tivessem tido uma separação motivada por ciúmes, por discussões ou mesmo por uma briga daquelas, com gritos e choro.

Mas o que separou os dois foi isso aqui:

Segundo o relato, Rihanna foi agredida pelo namorado com tapas, socos e mordidas. Ele bateu nela a ponto dos vizinhos chamarem a polícia. E agora eles estão se reconciliando.

Rihanna é independente financeiramente, famosa, talentosa, bem sucedida e não tem motivo algum pra continuar com um cara que bate nela. Ao contrário de muitas mulheres que são abusadas pelo parceiro e suportam por não ter pra onde ir, Rihanna pode ir pra qualquer lugar. Mas prefere ir pra casa do Puff Daddy fazer as pazes com o namorado. Será que ela é a mulher do velho tarado Nelson Rodrigues, aquela que gostava de apanhar?

Péssimo exemplo dessa cantora. Péssimo. Um homem que bate na mulher nao tem desculpa nem perdão. Ele não merece uma segunda chance. Ele merece ser preso. Isso é agressão. E das feias.

Aqui no Brasil, com alguns anos de atraso, foi aprovada a lei Maria da Penha.

No texto dessa lei consta que pode-se pedir prisão preventina de marido ou companheiro que agrida; e ainda mais importante, a mulher não pode retirar a queixa. Muitas faziam isso por medo de ameaças do marido denunciado ou por pena, ou porque querem se reconciliar. Como o péssimo exemplo da Rihanna.

E se você vive ou conhece alguém que vive nessa situação, saiba que existem órgãos do govern pra apoiar a mulher agredida. No site da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres você encmontra orientação por Estado e por serviço desejado. Tabém é possível ligar no telefone 180 e pedir orientação e socorro.

Aqui tem uma lista de serviços no Brasil inteiro.

Aqui tem o site da campanha Homens Pelo Fim da Violência Contra a Mulher.

Não fiquem caladas. O silêncio é a maior arma que os agressores têm. Denuncie. Brigue. Peça ajuda. Não deixe de se afastar de um homem que bata em você. Não há desculpa pra bater na muler. Nem um tapa, nem um empurrão. Não importa se ele bebeu, se ele estava nervoso, se ele perdeu o emprego ou se o time dele perdeu o jogo. Denuncie. Nada é desculpa.

23
Jan

Campus Party 2009 e os erros de organização

por Gabi

A Campus Party é um mega evento, repleto de palestras interessantes, um lugar excelente pra encontrar amigos e/ou fazer contatos profissionais. Isso não se discute. No entanto, o evento em si está cheio de cagadas, que estragam a diversão da gente:

- Rolo no cadastramento: Uma fila enorme se formava, o sistema estava lento. A solução? Pulseirinhas com o RG do campuseiro escrito à mão davam acesso ao espaço nos 2 primeiros dias. A partir de quarta feira, as filas diminuíram e foi possível se cadastrar e pegar o crachá.

- Alimentação ruim, cara e garçons exploradores: os estandes de alimentação cobram 3 reais por um refrigerante. Considerando que não tem lugar nenhum aqui perto pra comprar nada, a gente acaba pagando. Além disso, garçons ficam andando pela praça de alimentação. Eles insistem em pegar seu pedido, e não informam que há cobrança de 10%. Ontem, eu estava de pé fazendo meu pedido direto com a moça do caixa, e o garçon insistia em querer pegar meu pedido. O meu crepe, cujo preço anunciado era de R$6,00, foi cobrado por R$7,00. Reclamei e a moça descontou o valor. Mas e quem não reclama? Paga a mais sem saber?

- Taxistas abusando: O evento disponibilizou dois ônibus para levar as pessoas até o metrô Jabaquara. No entanto, no fim do dia, não é o suficiente e as filas se formam. Os taxistas que ficam dentro do espaço do evento desligam o taxímetro e querem cobrar 15 reais pela corrida até o metrô. Essa mesma corrida custa cerca de R$8,00, se cobrada corretamente. Até onde eu saiba, isso é proibido pela SPTrans, não? Na própria página da Associação dos Taxistas tem uma mensagem dizendo pra não aceitar corridas sem ser pelo taxímetro.

- Estacionamento confuso: No site da Cparty, é informado que há dois estacionamentos, um externo que custa R$10,00 e um interno que custa R$20,00. Na entrada, ao perguntar, ninguém sabe onde fica o estacionamento de dez reais. A moça da guarita me olhou como se eu fosse alienígena quando perguntei.

Espero de verdade que no ano que vem essa palhaçada não ocorra. Me sinto burra ao ser cobrada por um serviço que não pedi ou por ver taxistas passando a perna em desavisados.

UPDATE: Tem uma falha brutal na segurança do evento. Mais informações amanhã, pra não dar idéia.

08
Jan

Guia pra sobreviver à volta das férias

por Gabi

Enquanto não consigo parir meu post de historinha, fiquei pensando em como é difícil essa primeira semana de retorno do recesso de fim de ano. Nada acontece, as coisas ficam meio paradas, o tempo não passa… Pra sobreviver à volta ao batente, resolvi criar um incrível Guia de Sobrevivência no Retorno! São dicas simples e aplicáveis ao seu dia-a-dia, colega trabalhador, coisinhas que vão ajudar o proletariado nesse momento tão difícil!

1) Chegue sorrindo ao trabalho. Sorria pra recepcionista, pra moça do café, pra secretária, pro boy, pros seus colegas de mesa… a probabilidade de alguém vir te perguntar o que aconteceu é enorme. Aí você pode contar uma história incrível sobre seu fim de ano, tipo que seu carro foi arrastado por uma enxurrada, foi levado pra dentro de uma galeria, você passou por baixo das 4 pistas da Imigrantes e foi salvo por uma policial militar que praticamente te pescou de dentro do córrego. Você passará a tarde toda conversando com pessoas e o dia acabará mais rápido. E isso é uma história real, aconteceu com um colega aqui da firma.

2) Chegue com uma cara tristíssima ao trabalho. Rosne pra todo mundo mencionado acima. Aí quando alguém amis corajoso vier perguntar, você explica que seu fim de ano foi terrível, que você ficou em São Paulo, foi assaltado 3 vezes, seu carro foi arrastado na enxurrada, que sua sogra passou a semana na sua casa… novamente, você terá conversas garantidas.

3) Navegue loucamente. Por mais que certos sites sejam bloqueados no trabalho, saia googlando coisas como “mulheres+chocolate+sutiã”, ou “giannechini+sunga+chocolate”, a gosto do freguês. Eventualmente vai aparecer um site não-bloqueado e você conseguirá ver fotos bacanas e instrutivas.

4) Trabalhe. Mas não de verdade, né? Faça algum trabalho que ninguém quer fazer, tipo arrumar arquivos, organizar coisas no computador, ou mesmo ajeitar aquele armário de revistas. Você terá com que se ocupar e nenhuma encheção de saco, porque ninguém vai se oferecer pra ajudar. Use seu tempo pra entoar mantras enquanto trabalha e atraia energias positivas.

5) Tranque-se no banheiro da empresa. Ali você pode fazer muitas coisas: vale chorar, depressivamente. Vale tirar um cochilo pra relembrar as horas passadas dormindo na rede. Pode também ler um bom livro e fingir que aquele cheiro de desinfetante é maresia, que o azulejo é areia e as toalhas de papel são uma canga. Se alguém vier bater na porta, alegue que comeu caranguejo nas férias e está com uma reação horrenda. Se insistirem, dê detalhes dos sintomas, e faça-os soar bem nojentos. Eventualmente as pessoas vão desistir e você volta ao seu livro ou ao cochilo.

6) Vá pra casa da sua mãe. A genitora vai ficar tão feliz em te ver por lá que vai te paparicar, trazendo comes e bebes. Visualize um garçom no lugar da mamis, e finja que o bolo de fubá com café é uma porção de camarão com caipirinha. se bater a depressão e você não conseguir fingir, pode chorar um pouco. Se sua mãe perguntar o motivo diga que ficou com saudade dela nas férias.

7) Cada vez que passar numa rua asfaltada, repita sem parar “isso é bem melhor que aquela estrada esburacada de Maresias!!” ou “Ah, assim não estraga meus amortecedores” ou “Pelo menos aqui o ônibus toca pagode, é ruim mas é melhor que o axé que rolava lá em Porto Seguro!”. Repita várias vezes e tente acreditar. Aproveite que a cidade ainda está vazia e não tem (muito) trânsito.

Acho que com esse pequeno guia dá pra começar a viver de novo. E se tudo o mais falhar, lembre que faltam só 11 meses pras suas próximas férias….

21
Dec

Presentinhos de fim de ano

por Gabi

Nesse fim de ano ganhei uns presentinhos. O primeiro foi um pen drive da Sprite com um recadinho do Rei do Elogio. A gente tinha visto esse site na agência e mandamos um monte de ligações pra pessoas que a gente gosta de encher o saco, tipo o chefe. A cara dele quando atendeu o telefone foi impagável. O cara é tão chato (o rei do elogio, não meu chefe. Meu chefe é um cara bacana) que ninguém aguenta ouvir tudo. Pra mandar o recado, tem que clicar no telefone que aparece na montagem.

O outro presente foi uma caixa bonita que recebi da H Stern. Chegou aqui em casa com um pequeno atraso de uma semana em relação aos outros blogueiros e não continha nem mesmo um mísero brinquinho de platina, um reles diamante ou quiçá uma módica safira, o que muito me frustra, uma vez que não é todo dia que chega uma caixa da HStern aqui em casa.

Roubei a foto do Bem Legaus, porque minha máquina tá uma droga

Enfim, o babado todo é que o Niemeyer completa 101 anos esse ano e a H Stern lança uma linha de jóias inspiradas nos desenhos do véio. Eu implico à beça com isso, por vários motivos.

1) Niemeyer traiu o movimento: o cara é comunista. Co-mu-nis-ta, entendem? E gente comunista não devia acreditar no capitalismo e vender seu nome pra maior marca de jóias do Brasil fazer coisas com ele. Isso me leva a crer que o Nie tá gagá. Então tudo bem, estando gagá a gente perdoa isso porque ele certamente não se lembra mais quem é Karl Marx, mesmo tendo convivido com ele na escolinha dominical em 1842.

2) Niemeyer gosta de concreto. Eu gosto de árvores. São interesses conflitantes. O cara gosta de fazer coisas como o Memorial da América Latina, um enorme páteo de concreto com uma mão assustadora e sangrenta no meio.

3) Os desenhos dele são de dar medo. Sério, o gênio não é o Niemeyer, é a pessoa que o acompanha todos esses anos e explica pros engenheiros o que o cara quis dizer com aqueles rabiscos. Saca só:

Acho que isso aqui é o Auditório Ibirapuera. Ou Brasília. Na duvida, sempre chuto Brasília. Ali embaixo, um  corpo no chão? Não sei.

Essa é a Lilica Ripilica. Certeza. Ou um… cachorro cocker? ou… Brasília? Sei lá.

4) E pra amarrar tudo isso, a música tema da parada foi composta por Carlinhos Brown, George Israel e Jaques Morelenbaun. Nada contra o Kid Abelha ou o incrível trabalho de Morelenbaun como instrumentista e arranjador, mas… Carlinhos Brown? Argh.Vejam por sua conta e risco o vídeo. Tem uma animação fofinha, eu pus no mudo e ficou bacana.

Enfim, vejam todas as jóias aqui no Flickr da ação e julguem por si mesmos. As peças são muito mais bonitas do que meu post poderia deixar transparecer. Gostei do bracelete e dos anéis Copan, com linhas curvas que realmente lembram bem a cara do prédio no centrão de SP.

Gostei dos presentinhos. Tava precisando de pendrives Foi legal conhecer a Linhameyer antes do lançamento, e o recado do Rei do Elogio serviu pra torturar meus coleguinhas de trabalho. Tudo em cima nesse fim de ano!

04
Dec

Vou explicar uma vez só

por Gabi

Meus queridos e amados leitores, peço desculpas pelo post a seguir. Vocês, que vêm aqui e gostam do que encontram, não merecem a minha malcriação. Mas tem gente que merece. Então desculpem o desabafo, mas preciso fazê-lo.

Sempre que faço publieditorial por aqui, sinalizo. Agora, além de colocar na categoria Publieditorial, tenho colocado um selinho, pra deixar claro que aquele artigo é uma propaganda. Tenho princípios bem claros e não é um valor que vai me fazer mudar isso.

Já falei pra caramba disso aqui. Não vou ficar me justificando, mas faço questão de deixar uma coisa muito clara: só falo de coisas que gosto. Já disse não pra diversas coisas que não conheço, marcas que não uso, música que não gosto.

E aí hoje recebi isso:

“…por isso topei divulgar aqui o lançamento do conteudo High School Music nos aparelhos Nokia 5220 XpressMusic da Tim”

Puta hipocrisia. Topou divulgar pq pagaram. Se bobear nem gosta dessa merda, passou a “gostar” pq compraram seu gosto. Tem vergonha não?

Esta pessoa merece levar uma bronca. Essa pessoa não me conhece. Essa pessoa nunca deve ter lido o blog. Essa pessoa não tem nem coragem de deixar seu nome ou seu email pra abrir o diálogo. Essa pessoa entra aqui e acha que pode sair falando besteira impunemente. Então eu quero falar duas coisas:

Primeiro: isso aqui é a meu blog. Não é um espaço democrático. É minha casa. E todo mundo que entra aqui e gosta, é bem-vindo. Quem não gosta, sugiro que aperte o botãozinho com um “x” ali do lado direito superior do navegador.

Segundo: Moço do comentário, usei meus poderes misteriosos de internet e… bom, veja seu email! Espero que você goste do meu recadinho. Um beijo!

11
Nov

Dívidas

por Gabi

Pois é, eu sei que tô sumida.

Estou devendo postagens. Tô devendo o meme da Rachel, o relatório do que foi o Planeta Terra Festival, tô devendo o link pra postagem da Tayra sobre pançudinhos, tô devendo explicações sobre o estado de saúde do James Brown, meu gato-abajur, tô devendo post contando sobre filmes que vi e peças de teatro que assisti.

Mas a coisa não tá fácil por aqui, amiguinhos. Tô devendo também pro banco, pra minha mãe, pra faxineira e pra agiotas mafiosos que ameaçaram quebrar meus joelhos.

Trabalhando loucamente e batalhando grana em outras frentes também (todas honestas e dentro da lei, que conste dos autos).

Por esse motivo decidi colocar aqui no bloguxo uma coisa nova: a Boo-Box.

O que é essa tranqueira, tia Gabi?
Bem, trata-se de uma espécie de anúncio. É assim: Cada vez que eu falar de algum produtinho legal por aqui, ou de um filme, ou de qualquer coisa bacana, a Boo-Box vai abrir uma espécie de “vitrine” se vocês clicarem no link, que é uma bolinha laranja em cima da imagem. E se você comprar algum produto ali anunciado, uma parte do dinheirinho será revertida para caridade com moças paulistanas de 31 anos moradoras da pompéia desesperadas por dinheiro donas de 4 gatos e namoradas do Eric pra mim.Olha só: se eu estiver fazendo um texto e disser que amo o cabelo da Carrie comprido e ondulado, e colocar essa foto:

E vocês comprarem um desses incríveis livros e dvds, eu ganho dinheiro.

Se vocês não quiserem clicar, tudo bem. O link fica discretinho, não agride e não polui. Clica quem quiser comprar ou quem quiser me ajudar. Simples, né?

Enfim, me digam o que acham disso, sim? Estou insegura em relação à colocar essas coisas e vocês acharem que eu quero ganhar rios de dinheiro e faturar em cima dos meus queridos leitores e… bem, acho que passei a idéia. Fico no aguardo das vossas opiniões.

Aceito também depósitos em conta corrente, transferência eletrônica e doação de ração de gato.

23
Sep

Virgem? Eu também, nasci em 30 de Agosto.

por Gabi

No meu tempo, moça virgem era aquela que se preservava, se guardava prum cara especial. Nem tô falando de casar virgem, porque isso já tá super fora de moda, mas de esperar aquele cara legal. Sério, você pode esquecer do segundo, do terceiro e do trigésimo-quinto, mas o primeiro sempre vai ficar na sua lembrança. Por isso é bom esperar pelo tal cara especial: é legal anos depois poder pensar que o Fulano era inteligente, gente fina, engraçado… e não que ele era um idiota que se aproveitou do dia que você bebeu demais.

Mas estou divagando. Fato é que na minha adolescência, as virgens eram realmente virgens, no sentido que nunca tinham tido nenhum tipo de relação sexual. Ou vocês acham que virgindade é só uma pelezinha que fica na entrada da vagina? É só o hímen? Eu acho que não. A virgindade envolve muito mais do que a penetração de um órgão no outro. Mas essa parece ser uma opinião em desuso. Contemplem Caroline Miranda.

Carol é sobrinha se passou por sobrinha da Gretchen, o que por si só é demérito. Fingir ser parente de uma celebridade em decadência é deprimente o suficiente. Mas não. A moça achou por bem dizer ao mundo todo que era virgem. Sim, ela fez um funk proclamando aos quatro ventos a sua suposta pureza. Aqui está o vídeo. Por favor, assistam-no. Eu esperarei.

Viram? Não quero perder o selinho, eu só quero dar beijinho, ela diz. Pois bem, Carol resolveu dar mais do que beijinho. Resolveu dar o cu. Sinto muito por usar esse termo chulo, mas é a verdade. Carol vai fazer um filme pornô, mas garante que continuará virgem, pois fará apenas sexo anal. Isso mesmo.

Vou dar um minuto pra vocês digerirem essa informação.

Pronto? Vamos em frente.

Na verdade não há mais nada pra ir em frente. É isso: vivemos numa realidade onde uma moça que faz um filme pornô, faz sexo anal e oral, e ainda diz que é virgem.

Ok.