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	<title>Casa da Gabi &#187; vergonha alheia</title>
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		<title>Fome de Viver</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 17:43:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cagadas]]></category>
		<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[vergonha alheia]]></category>

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		<description><![CDATA[Oi, meu nome é Gabi e eu sou gorda.
Não é uma frase fácil de se dizer, tampouco de se ouvir. E eu admito, depois de muitos anos de terapia: sou gorda. E sou feliz assim. Não almejo ser magrinha, gosto de ter curvas. Gosto do meu rosto redondo, das coxas grossas. Não gosto de ter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oi, meu nome é Gabi e eu sou gorda.</p>
<p>Não é uma frase fácil de se dizer, tampouco de se ouvir. E eu admito, depois de muitos anos de terapia: sou gorda. E sou feliz assim. Não almejo ser magrinha, gosto de ter curvas. Gosto do meu rosto redondo, das coxas grossas. Não gosto de ter barriga, mas por sorte sempre fui uma gorda ajeitada, com cintura, peito e bunda, tudo bem definidinho. Nunca fui barriguda, sempre tive o peso distribuído em volta de tudo.</p>
<p>De uns tempos pra cá, percebi que estou gorda demais. O primeiro sintoma foi mesmo ver que estava aparecendo uma barriga, e isso me incomodou. Aí comecei um regimezinho, pra reduzir uns quilos. Não pra ficar magra: eu nunca, nunca vou ser magra. Nunca vou ser esbelta, silfídica. Por outro lado, eu nunca vou ser assim:</p>
<p><a href="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2010/01/modelo.jpeg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1867" title="modelo" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2010/01/modelo-250x300.jpg" alt="modelo" width="250" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: auto;">
<p>Isso aí em cima é uma modelo que desfilou na São Paulo Fashion Week, evento de moda prestigiadíssimo, quem sabe o maior do Brasil.</p>
<p>Essa moça está magra demais. Muito. Ela não parece saudável, elegante, esbelta como as modelos devem ser. Ela parece doente. Ela parece triste. Ela parece sofrer.</p>
<p>E quem levantou o coelho da magrza excessiva não fui eu, pobre publicitária gorda e potencialmente invejosa da beleza e juventude da moça. Quem falou que as meninas estão magras demais é gente ligada à moda, editores de moda e beleza. Vejam a matéria na <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u682199.shtml" target="_blank">Folha Online</a> e o vídeo no Vírgula:</p>
<p><embed src='http://virgula.uol.com.br/js/flvplayer.swf' width='480' height='362' allowscriptaccess=always  flashvars='file=http://virgula.uol.com.br/newadm2/repositorio/videos_arquivos/2010/01/21/5978.flv'/><a href=http://www.virgula.com.br >Virgula.com</a></p>
<p>Essas pessoas deveriam estar acostumadas à magreza e ao visual dessas moças. Não deveriam se chocar. Mas estão dizendo que estava demais a magreza. E se eles estão assustados, o que nós devemos pensar?</p>
<p>Essa moça magra, esquelética, me assustou. A imagem dessa moça, cujo nome nem sei, me perturbou sobremaneira.</p>
<p>Que mundo vivemos onde vendemos esse tipo de imagem? E eu, que sou uma gorda saudável, com todos os exames de saúde em dia, colesterol baixo e triglicérides sob controle, devo virar anoréxica pra almejar essa aparência.</p>
<p>Choquei, gente.</p>
<blockquote><p>As Luluzinhas, moças espertas que são, estão blogando sobre o assunto.<br />
Tem post no <a href="http://www.trendencias.com.br/o-mundo-da-moda/spfw-modelos-esqualidas-assustam-fashionistas/#more-4464"target="_blank">Trendencias</a> e no <a href="http://letrapreta.wordpress.com/2010/01/21/correio-aos-limitantes/"target="_blank">A Letra Preta</a></p>
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		<title>La cucaracha</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 20:59:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cagadas]]></category>
		<category><![CDATA[Mulherzinha]]></category>
		<category><![CDATA[vergonha alheia]]></category>

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		<description><![CDATA[- Ai, tem OUTRA barata!!
Foi tudo que eu ouvi antes de sair correndo em busca de um homem pra resolver o problema. Atentem, era OUTRA barata, o que significa que já havia acontecido a primeira.
Tudo começou depois do almoço, enquanto fazíamos entrevista de emprego. Na nova agência, estamos em esquema de improviso: como vamos mudar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>- Ai, tem OUTRA barata!!</p></blockquote>
<p>Foi tudo que eu ouvi antes de sair correndo em busca de um homem pra resolver o problema. Atentem, era OUTRA barata, o que significa que já havia acontecido a primeira.</p>
<p>Tudo começou depois do almoço, enquanto fazíamos entrevista de emprego. Na nova agência, estamos em esquema de improviso: como vamos mudar em breve pra uma casa lindona e reformada, estamos numa casa pequena, onde não cabemos de maneira alguma, aguardando a reforma. Empilhados e apertados, improvisamos salas de reunião na recepção, no quintalzinho&#8230; E ea no quintal que estávamos, esperando a chuva cair e conversando com um potencial candidato.</p>
<p>Logo que sentamos, vi uma taturana gorducha andando no teto do gazebo. Munida de um cabo de vassoura e um pouco de coragem, peguei a bicha e joguei num cantinho, pra não correr o risco dela cair na minha cabeça. Me sentindo super corajosa e independente, começamos a entrevista.</p>
<p>No meio do papo, gritos: uma barata das grandes se aproximava. Eu, ainda me achando corajosíssima, peguei a vassoura e ploft! na cabeça da barata.</p>
<p>Aqui cabe uma observação: eu não mato nada. Não mato mosca, não mato barata&#8230; uso a vassoura pra tontear a bicha e varrê-la pra longe de mim. E foi o que fiz. Qual não foi minha surpresa quando a barata resolveu correr na minha direção? Em pânico, bati de novo. Ela correu pro lado oposto, sumiu de vista por alguns momentos e reapareceu mais adiante, no corredor. Ou ao menos achamos que era a mesma barata. Um colega vinha descendo as escadas e atendeu aos nossos gritos, esmagando a invasora.</p>
<p>Ao sentarmos de novo, já tranquilizadas pela rápida ação do nosso colega matador, a Bruna deu o berro que tá no começo do post. A barata tava ali do nosso lado! A que estava no corredor era OUTRA barata! E pôxa, estamos aqui falando de baratas imensas. Sem exagero, cada uma tinha pelo menos 7cm. Enormes, monstruosas, pantagruélicas. Medonhas.   Fugimos dali e fomos pra uma outra sala disponível.</p>
<p>Em minutos, uma terceira barata apareceu e subiu pela porta de vidro. Ao fugirmos, aos berros, uma quarta surgiu. Derrotadas e apavoradas, conseguimos eventualmente acabar a entrevista.</p>
<p>Mas ando olhando pros lados agora, cruzo as ruas temerosa: Um exército de baratas pode tentar invadir o Paraíso.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/_u2u0XtrGc0Y/Rw-ME7i2kgI/AAAAAAAAA3o/grhSQVk4EOY/s400/barata1.jpg"><img class="aligncenter" title="barata" src="http://3.bp.blogspot.com/_u2u0XtrGc0Y/Rw-ME7i2kgI/AAAAAAAAA3o/grhSQVk4EOY/s400/barata1.jpg" alt="" width="300" height="299" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>Barata mostrada em tamanho natural</em></p>
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		<title>Duas medidas</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 11:43:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogolândia]]></category>
		<category><![CDATA[Cagadas]]></category>
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		<description><![CDATA[Imaginem a seguinte matéria:
O ajudante de pedreiro José da Silva, de 40 anos, estuprou a menina M.S., de 13 anos. A menina, que já havia mantido relações com um namorado da escola, estava embriagada e havia tomado remédios para dormir. Eles se econtraram na casa do amigo João da Silva. O pedreiro a levou para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Imaginem a seguinte matéria:</p>
<blockquote><p>O ajudante de pedreiro José da Silva, de 40 anos, estuprou a menina M.S., de 13 anos. A menina, que já havia mantido relações com um namorado da escola, estava embriagada e havia tomado remédios para dormir. Eles se econtraram na casa do amigo João da Silva. O pedreiro a levou para o banheiro e a fez sexo anal com ela. A menina disse diversas vezes que não queria fazer sexo com o pedreiro, mas ele ainda assim realizou o ato.&#8221;</p></blockquote>
<p>Alguém seria a favor do pedreiro?</p>
<p>Agora troquem o nome e a profissão. Não é um pedreiro, é o diretor de cinema Roman Polanski. E isso que eu descrevi de fato aconteceu em 1978, quando uma menina com 13 anos foi, com sua mãe, até a casa de Jack Nicholson, onde conheceu o diretor. A menina bebeu e tomou comprimidos de quaalude. Roman disse que iria fotografá-la e fez diversas fotos dela seminua. Depois, foram para a banheira, onde ele fez sexo anal e vaginal com ela. A menina disse &#8220;não&#8221; diversas vezes, mas não lutou fisicamente.</p>
<p>Roman Polanski foi acusado de estupro, julgado e condenado nos Estados Unidos. Nos últimos 30 anos, Roman viveu na Europa, sem poder pisar em território americano. Recentemente, <a href="http://diversao.terra.com.br/gente/noticias/0,,OI4002935-EI13419,00-Cineasta+Roman+Polanski+e+preso+na+Suica.html" target="_blank">foi preso na Suíça, por conta da acusação</a>. Eu espero que ele seja extratidado e punido pelo seu crime.</p>
<p>Não, não faz sentido mandar um homem de 76 anos para a prisão por 20 anos por conta de um crime que aconteceu 30 anos atrás. Mas ele tem que ser preso e cumprir pena, ainda que mais curta e atenuada. Ele tem que pagar pelo que fez. Um homem de 43 anos não pode, sob circunstância alguma, fazer sexo com uma menina de 13 anos. Ele sabia que ela tinha 13 anos; ela disse que não queria fazer sexo com ele; ele a pressionou para que isso ocorresse. Ele a estuprou.</p>
<p>Pra mim, é muito claro o erro de Polanski. Mas pessoas que leio e admiro, como a jornalista <a href="http://blogs.band.com.br/barbaragancia/index.php/tag/roman-polanski/" target="_blank">Barbara Gancia</a>, ou mesmo uma blogueira feminista como a <a href="http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2009/10/caso-polanski-existe-todo-um-contexto.html" target="_blank">Lola</a> defendem o diretor em seus artigos. Isto me assusta. Porque eu realmente acho que a justiça deve ser cega. Não importa se é um pedreiro, um diretor de cinema, um médico. Porque se a gente começa a dar dois pesos e duas medidas, daqui a pouco permitiremos qualquer cois aos talentosos: &#8220;Ah, ele tortura animais, mas é um músico incrível&#8221; ou &#8220;Veja bem, ele espancou o vizinho que ouvia música alta, mas ele é um médico competente!&#8221; podem virar frases corriqueiras? Então porque cargas d&#8217;água alguém acha que um diretor de cinema pode fazer sexo com uma menina de 13 anos e tudo bem?</p>
<p>Menos, minha gente, menos.</p>
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		<title>A mamãe Gansa mordedora de bundas, a vaca nelore e Julia, Sabrina &amp; Bianca</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 11:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dias Felizes]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias]]></category>
		<category><![CDATA[bichinhos]]></category>
		<category><![CDATA[vergonha alheia]]></category>

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		<description><![CDATA[Há muitos, mas muitos anos atrás, eu estava no Colegial. Aliás, faz tanto tempo, que o colegial se chamava colegial. Agora chama-se Ensino Médio. E eu odeio esse nome; parece que a gente vai aprender mais ou menos, sabem?
Mas divago. Fato é que eu estava no colegial, tinha uns 16 anos e uma amiguinha chamada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há muitos, mas muitos anos atrás, eu estava no Colegial. <span style="text-decoration: line-through;">Aliás, faz tanto tempo, que o colegial se chamava colegial. Agora chama-se Ensino Médio. E eu odeio esse nome; parece que a gente vai aprender mais ou menos, sabem?</span></p>
<p>Mas divago. Fato é que eu estava no colegial, tinha uns 16 anos e uma amiguinha chamada Heloísa. A Helô era boazinha, gorduchinha e de olhos azuis. Morava perto da escola e a família dela tinha uma fazenda. Eu, bicho do mato que sou, quase morri de alegria quando fui convidada pela Helô pra ir pra fazenda com ela. Mamãe liberou e lá fomos nós, num carro enorme. Os pais dela, eu e ela, rumo à Fazenda.</p>
<p>Primeiro detalhe importante: a fazenda ficava bem longe, perto de Fernandópolis, quase no Mato Grosso do Sul, horas de viagem pela Washington Luiz afora. E a família dela adorava música sertaneja. Então eu passei cerca de 7 horas num carro enorme com um sistema de som igualmente enorme, ouvindo Leandro e Leonardo, Chitãozinho e Xororó e outros bichos.</p>
<p>Já meio traumatizada, chegamos ao local, uma imensa fazenda, tipo aquelas de novela de época, com direito à casa-grande e senzala. Lindas varandas, portas grandes de madeira maciça, pé direito alto e tudo mais. Nos instalamos em um dos quartos e descobri que a Helô era leitora voraz de romances estilo <a href="http://www.novacultural.com.br/romances.asp" target="_blank">Sabrina, Julia e Bianca</a>. Sabem o que é? <span style="text-decoration: line-through;">É, mais coisa de velha, eu sei.</span></p>
<p>Lá pelo segundo dia, decidimos descer até o laguinho pra ver os patinhos, olha que meiguinho. Ali na beirada, jogamos pãozinho pros patinhos e peixinhos, comemos frutinhas e vimos filhotinhos de gansinhos. Aí a Helô berrou:<br />
- CORRE!!!</p>
<p>Eu levantei meio confusa e não notei a tempo que um ganso assassino se aproximava de mim. Aparentemente, era uma gansa que achou que eu ia fazer mal à seus filhotes. O que eu não sabia era que <a href="http://www.digital-nature-photography.com/nature/GR10/GRGG280405-2863.jpg" target="_blank">ganso tinha dente</a>. E que eles corriam tão velozmente. Muito menos que eles conseguiriam morder uma bunda vestida numa bermuda jeans. Pois isso tudo é verdade.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1452" title="ganso-bunda" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2009/08/ganso-bunda.jpg" alt="ganso-bunda" width="215" height="299" /><em>Imagem ilustrativa da situação</em></p>
<p>A mamãe gansa mordeu minha bunda e foi embora cuidar da cria. Eu me vi na beira de um laguinho, com meio pãozinho na mão, com a bunda dolorida. A Helô ria a não mais poder. Sério, ela sentou-se no chão pra rir. Ela chorou de rir. Eu não vi graça. Minha bunda doía e eu sabia que ia ficar roxo. Mas fazer o quê? Eu estava a quilômetros de qualquer lugar familiar.</p>
<p>No dia seguinte, já superado o trauma da mamão gansa e imbuídas de espírito aventureiro, fomos caminhar. Saímos pela fazenda, e a Helô me mostrou o pomar, a horta, a plantação de laranjas, os pastos&#8230; ah, os pastos! Enorme e quase totalmente plana, a fazenda era o local perfeito pra criação de gado. O tipo de gado escolhido era o Nelore, de carne tenra. Enquanto ela apontava as cabeças de gado, eu resolvi olhar pro outro lado.</p>
<p>Foi minha sorte.</p>
<p>Vinda não se sabe de onde, uma vaca assassina corria em nossa direção. Dessa vez fui eu que gritei &#8220;CORRE!!!&#8221; e saí correndo em direção à cerca de arame farpado. Apavorada, eu sentia aquele animal maléfico correndo atrás de mim e desejando me punir por todos os bifes de contra-filé que eu havia comido, por todos os churrascos que eu já ingerira!</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1453" title="vacamalvada" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2009/08/vacamalvada-225x300.jpg" alt="vacamalvada" width="225" height="300" /><em>A vaca que me perseguiu, certeza.</em></p>
<p>Num movimento ninja que eu jamais seria capaz de reproduzir novamente, saltei agilmente sobre a cerca e fui parar do outro lado, onde apontei pra vaca e ri, espécie superior que eu era.</p>
<p>Notei um ar trocista na vaca e ao olhar pra baixo percebi que minha camiseta estava rasgada em diversos locais, que meu braço sangrava e que havia perdido um pé de tênis. A vaca, por sua vez, estava placidamente pastando bem ao lado do meu tênis perdido.</p>
<p>Novamente, minha amiga riu de mim. Mas eu aguentei, firme e forte!</p>
<p>No entanto, no terceiro dia, quando acordei e dei de cara com uma cobra na sala, virei as costas, me tranquei no quarto e li todas as edições de Julia, Sabrina &amp; Bianca que encontrei.</p>
<p>Ao som de sertanejo, por óbvio.</p>
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		<title>O Melon Cat ataca novamente</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 21:39:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cagadas]]></category>
		<category><![CDATA[Diário]]></category>
		<category><![CDATA[Karma Trends]]></category>
		<category><![CDATA[Mulherzinha]]></category>
		<category><![CDATA[vergonha alheia]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu dia não estava tão bom. A correria do trabalho &#8211; expliquem por que cargas d&#8217;água as coisas têm que acontecer a partir das 17hs? &#8211; e preocupações em geral me deixavam ensandecida desde logo cedo, mas eu tinha um objetivo em mente que ia melhorar minha vida: era sexta feira e eu ia sair [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu dia não estava tão bom. A correria do trabalho &#8211; expliquem por que cargas d&#8217;água as coisas têm que acontecer a partir das 17hs? &#8211; e preocupações em geral me deixavam ensandecida desde logo cedo, mas eu tinha um objetivo em mente que ia melhorar minha vida: era sexta feira e eu ia sair do trabalho, resolver minha franja, jantar no Outback e ir ao cinema. Muitíssimo simples.</p>
<p>Saí do trabalho no horário (Mas acabei tudo que precisava. <a href="http://www.blogdeguerrilha.com.br/" target="_blank">Oi, chefe</a>! o/) e corri pro salão de cabelereiros. Elizete, minha nova cabelereira evangélica, me aguardava. Um aparte: as duas melhores coisas que me aconteceram na Berrini foram a Elizete e a Dra Janaína, dentista que usa uma touca de florzinhas. Voltando: Elizete já estava a postos, pronta pra chapar minha franja.</p>
<p>Há uns 20 dias, surtei e resolvi cortar uma franja. Franjão mesmo, estilo indigena. Cortei e adorei. A franja <span style="text-decoration: line-through;">cobre as rugas da testa </span>me deixa com ar jovial e leve, não fico mais bochechuda que o normal, então tá tudo bem. O problema básico é que meu cabelo é <span style="text-decoration: line-through;">RBD</span> rebelde e a franja tava com umas pontas estranhas, uma coia meio <a href="http://images.google.com.br/images?hl=pt-BR&amp;client=firefox-a&amp;rls=org.mozilla%3Apt-BR%3Aofficial&amp;um=1&amp;sa=1&amp;q=princess+peach&amp;aq=1&amp;oq=princess+p" target="_blank">Princesa Cogumelo</a>. Tava assim, ó:</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-1405" title="eucorte1" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2009/07/eucorte1-209x300.jpg" alt="eucorte1" width="209" height="300" /><br />
Não tava ruim, mas eu não gostava das tais pontinhas pra fora. Então, resolvi ceder: ia fazer uma escova progressiva na franja pra domar a danada. Só na franja: eu gosto das minha ondas e cachos no resto do cabelo. Munida de coragem  e de uma revista de fofocas, aguardei os produtos mágicos fazerem efeito. Depois de uma hora eu estava assim, ó:</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-1406" title="meloncat" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2009/07/meloncat-300x261.jpg" alt="meloncat" width="300" height="261" /></p>
<p>Sim, igual ao melon cat. Não, eu não vou tirar uma foto e postar aqui. Enfim, segundo Elizete isso vai melhorar. É só no dia que faz que fica assim &#8211; e não pode prender, nem lavar. Mas é o preço que se paga por uma franja linda, né? Decidi que meu dia só podia melhorar, e fui ao encontro de <a href="http://cegossurdoseloucos.com/" target="_blank">meu amado</a> para irmos comer e ver um filminho bacana.</p>
<p>Ao chegar no Villa Lobos, descubro que não tem Outback lá. Frustradíssima, comi qualquer coisa. Aí fomos ao cinema. Na fila, uma zona: filas tortas e confusas, atendendes mais ainda. Depois de vários minutos, começaram os alarmes falsos: a gente achava que um caixa estava aberto &#8211; afinal o caixa estava <em>vendendo entradas</em>, coisa costuma acontecer quando um caixa está aberto, exceto por este, que estava fechado.  Aliás, fenômeno: nunca vi um caixa fechado vender entradas exceto no Cinemark.  Acabamos conseguindo comprar nossos ingressos pra ver Inimigos Públicos num dos caixas <span style="text-decoration: line-through;">fechados</span> abertos  <span style="text-decoration: line-through;">(ou não)</span> e fomos pra sala. Lugares F 13 e 14, ótimos lugares numa sala já cheia.</p>
<p>Fomos pros nossos assentos. A letra da fileira é fácil de ver: está iluminada no chão. Já o número é impossível, uma vez que fica na propria cadeira, escondido. Chamamos a lanterninha: descobrimos que nossos lugares estavam ocupados. O casal que ocupava nossos lugares mostrou o seu bilhete: F 15 e F16, que ficam ao lado. Estes também estavam ocupados, desta vez por uma moça, que mostrou o bilhete: F15. Sim, o sistema vendeu duas entradas iguais pro mesmo filme e sessão.</p>
<p>À beira de um ataque de nervos, com o filme já começado, fomos pedir entradas pra outro filme. Não havia nada decente começando, por óbvio. Quase chorando de cansaço, convencemos o gerente a nos trazer dois vale-ingressos (que ele deve ter esculpido em mármore usando uma faca de manteiga, pelo tempo que levou), que usaremos em qualquer Cinemark que não seja o do Villa Lobos.</p>
<p>Infelizes, sem cinema e sem Outback, já nos resignávamos a ir pra casa tristonhos, quando nos lembramos da <a href="http://www.nestle.com.br/PortalNestle/Cremeria/" target="_blank">Cremeria Nestlè</a>. Chegamos lá e fomos atendidos rapidamente, por uma mocinha muito simpática, que montou dois sovetes enormes pra gente.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1407" title="brownie_supreme" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2009/08/brownie_supreme.jpg" alt="brownie_supreme" width="235" height="221" /></p>
<p>Cheios de calda e repletos de chocolate, os sorvetes estavam perfeitos. Enquanto comíamos nossas delícias, refleti que a Cremeria Nestlè é um pedaço do céu na terra, que a mocinha atendente merecia uma gorjeta polpuda e que o mundo, afinal, não é um lugar tão ruim.O  açúcar, <a href="http://casadagabi.com/como-o-acucar-me-fez-abracar-o-capitalismo/" target="_blank">como já contei aqui</a>, faz milagres pela nossa vida.</p>
<p>No entanto, meu cabelo ainda se parece com o do Melon Cat. <img src='http://casadagabi.com/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Eu sei fazer moonwalk</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 10:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Karma Trends]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[vergonha alheia]]></category>

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		<description><![CDATA[- Vou fazer o moonwalk!
- Você vai é quebrar uma perna&#8230;
- Descalça não dá. Vou colocar uma meia.
- &#8230;
- Ok, vou colocar meus sapatos de dança.
- &#8230;
- Olha, amor! Tô fazendo o moonwalk!!
- Pior é que tá mesmo. 
O que Eric não sabia é que eu não precisava aprender o moonwalk. Eu só precisava relembrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Vou fazer o <em>moonwalk</em>!<br />
- Você vai é quebrar uma perna&#8230;<br />
- Descalça não dá. Vou colocar uma meia.<br />
- &#8230;<br />
- Ok, vou colocar meus sapatos de dança.<br />
- &#8230;<br />
- Olha, amor! Tô fazendo o <em>moonwalk</em>!!<br />
- Pior é que tá mesmo. </p>
<p>O que <a href="http://www.cegossurdoseloucos.com" target="_blank">Eric</a> não sabia é que eu não precisava aprender o <em>moonwalk</em>. Eu só precisava relembrar como fazer. Como andar de bicicleta, o <em>moonwalk</em> não se esquece. Perna pra trás, levanta de leve o quadril pra encaixar o movimento, troca a perna, repete, repete.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1EEynvjfljU&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;color1=0xe1600f&#038;color2=0xfebd01"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/1EEynvjfljU&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;color1=0xe1600f&#038;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Em 86 eu sabia fazer o <em>moonwalk</em>. Causava sensação nas festinhas de garagem do bairro, com  meias brancas e botinhas combinando. Eu era a única menina que sabia fazer o <em>moonwalk</em>. Eu queria muito uma jaqueta vermelha, mas não tinha grana pra comprar. Um garoto da rua de cima arrumou uma, acho que o irmão tinha ido pra fora do Brasil <span style="text-decoration: line-through;">tipo pro Paraguay</span> e trazido pra ele. A gente achava o máximo aquilo.</p>
<p>Em 86 também sabia a coreografia de <em>Thriller</em> todinha &#8211; a gente ensaiava na garagem pra arrasar no bailinho no fim de semana. Em 87, saiu <em>Bad</em>, e aí toda a coreografia mudou, envolvendo saltos, brigas e uma <em>bad ass attitude</em> que eu simplesmente não conseguia ter. Os garotos se dedicavam e claro que aprenderam direitinho a fazer cara de mau.</p>
<p>Eu dancei de rostinho colado ao som de  <em>I Just Can&#8217;t Stop Loving You</em>, chacoalhei o esqueleto e cantei junto de <em>Billie Jean</em>, rebolei com <em>Smooth Criminal</em>. Aliás, ainda rebolo. E na sexta à noite eu fiz de novo o <em>moonkwalk</em>, lembrando do quanto Michael Jackson era foda. O quanto ele era bom. O quanto ele dançava e fazia movimentos impossíveis.</p>
<p>Depois ele pirou. Ficou branco, ficou maluco. Surgiram histórias muito mal contadas em relação à pedofilia. Ele viroui uma figura triste, uma piada de si mesmo. Eu prefiro lembrar dele arrasando, showman, dançando. Vejam esta apresentação de Man in the Mirror, no Grammy de 88. Vejam a expressão no rosto dele. O sorriso.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1zpTQCQEFhg&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;color1=0xe1600f&#038;color2=0xfebd01"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/1zpTQCQEFhg&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;color1=0xe1600f&#038;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>E reparem que a gente só vê como o palco é enorme quando nele entram dezenas de pessoas pra cantar. Até lá, é só Michael que a gente vê. Ele sim, estava enorme nesse palco.</p>
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		<title>Sorteio de Livro!</title>
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		<pubDate>Mon, 11 May 2009 21:31:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
				<category><![CDATA[promoção]]></category>
		<category><![CDATA[vergonha alheia]]></category>

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		<description><![CDATA[E aí que eu sumi, mesmo. Desculpem a ausência, e sim, de novo, vou jogar a culpa no trabalho. Acho que em breve as coisas devem melhorar. Enquanto isso&#8230;
&#8230;vamos fazer sorteio?
Ganhei da editora o livro Chic[errimo], fino e elegante manual de boas maneiras pro século XXI, escrito pela não menos fina Gloria Kalil. Ela dá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E aí que eu sumi, mesmo. Desculpem a ausência, e sim, de novo, vou jogar a culpa no trabalho. Acho que em breve as coisas devem melhorar. Enquanto isso&#8230;</p>
<p>&#8230;vamos fazer <strong>sorteio</strong>?</p>
<p>Ganhei da editora o livro <a href="http://www.ediouro.com.br/gloriakalil/" target="_blank">Chic[errimo]</a>, fino e elegante manual de boas maneiras pro século XXI, escrito pela não menos fina Gloria Kalil. Ela dá dicas de etiqueta em emails, em eventos, coisas práticas mesmo. Tipo &#8220;Com que roupa ir ao casamento do seu ex-marido&#8221; ou &#8220;o que fazer se a última <em>instant celebrity</em> do BBB chegar gritando na sua frente, na fila&#8221;. Super bem escrito, leve, direto e ilustrado, Glorinha ensina o riscado como ninguém.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-1299" title="gloria1" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2009/05/gloria1-208x300.jpg" alt="gloria1" width="208" height="300" /></p>
<p>Pra ganhar o livro, é muito simples. Basta deixar um comentário <strong>neste post</strong> contando qual a  maior gafe de etiqueta que você já cometeu. Vale ir de branco em casamento, perguntar se a gordinha está grávida, errar o nome do novo marido da tia&#8230; compartilhe seu mico!</p>
<p>Vou escolher a gafe mais divertida de todas e mando o livro! Como sou euzinha que vou mandar, <strong>só vale leitor de São Paulo</strong> &#8211; o sedex está com preços pela hora da morte, gente!</p>
<p>Vamos lá, abram seus corações e dividam a vergonha! Comentem até sexta feira, dia 15/05, tá bom?</p>
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		<title>Quero ser chata</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 20:45:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogolândia]]></category>
		<category><![CDATA[Nerdice]]></category>
		<category><![CDATA[vergonha alheia]]></category>

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		<description><![CDATA[Como nerd que sou, participo de algumas listas de discussão. Pra quem não sabe, funciona assim: manda-se um email pra um endereço e esse email vai para todos que se cadastraram nessa lista. Geralmente, agrupam-se em torno de um tema que interesse a todos. Uma das mais legais é a das Luluzinhas, onde a mulherada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como nerd que sou, participo de algumas listas de discussão. Pra quem não sabe, funciona assim: manda-se um email pra um endereço e esse email vai para todos que se cadastraram nessa lista. Geralmente, agrupam-se em torno de um tema que interesse a todos. Uma das mais legais é a das Luluzinhas, onde a mulherada fala de tudo e mais um pouco. Participo também de algumas outras, e numa dessas começaram a surgir discussões que me chocaram um pouco. </p>
<p>Semana passada, entrou em pauta um jogo cujo objetivo é estuprar uma mulher e suas duas filhas menores de idade, uma com cerca de dez anos. Não, você não leu errado. <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090324/not_imp343718,0.php" target="_blank">O objetivo do jogo é estupro e pedofilia.</a> O tal jogo, criado no Japão, chegou ao Brasil através de downloads ilegais e é vendido também de forma ilegal, por camelôs. Me indignei ao saber disso tudo, claro. Na minha opinião, quem faz um jogo desse tipo merece ser sodomizado por elefantes selvagens. E quem o joga, além de cometer crime, está em busca de um estímulo sexual doentio, envolvendo violência contra mulheres e crianças. Pra mim, não é só um jogo. Ao verbalizar isso, fui quase apedrejada, chamada de louca, de preconceituosa. Fui acusada de não entender o ponto de vista dos outros e de ser basicamente uma pessoa recalcada e sem fantasias sexuais. </p>
<p>Hoje surgiu ouitra discussão: O <a href="http://www.crisdias.com/2009/03/31/se-voce-segue-10-mil-pessoas-no-twitter-voce-esta-enganando-10-mil-pessoas" target="_blank">Cris Dias</a> fez um texto muito bom falando sobre a relação seguidos/seguidores no <a href="http://www.twitter.com/gabibianco" target="_blank">Twitter</a>. O texto é ótimo, mas a escolha da foto que o ilustra foi infeliz: a foto mostra um rapaz com sindrome de down mostrando uma plaquinha com um alto numero de followers. Achei de mau gosto: comparar uma criança que tem uma deficiencia mental com um imbecil que acha que o importante no twitter é ter numeros enormes é injusto com a criança. Ele não sabe o que faz, o imbecil tem discernimento pra saber o que faz. E ao falar isso, fui novamente acusada de ser &#8220;politicamente correta&#8221; e de não ter humor. </p>
<p>É preciso mesmo humilhar o outro pra fazer humor? É preciso desrespeitar a outra pessoa pra ser engraçado? Não dá pra fazer piada sem ser escroto? Peço um minuto de atenção pra ver este vídeo do George Carlin, um dos melhores comediantes de stand up da história: </p>
<p><center><object width="445" height="364"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/X_Di4Hh7rK0&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;color1=0xe1600f&#038;color2=0xfebd01&#038;border=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/X_Di4Hh7rK0&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;color1=0xe1600f&#038;color2=0xfebd01&#038;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"></embed></object></center></p>
<p>Viram? Piadas engraçadas. Cheias de palavrão, pra não dizer que sou pudica. E divertidas. E sem humilhar ninguém &#8211; talvez a humanidade como um todo, mas isso vem ao encontro do que quero demonstrar. </p>
<p>Desde quando respeito virou palavrão? Desde quando a gente precisa achar super normal uma pessoa zoar um deficiente, ou se excitar com pedofilia? Desde quando discordar disso virou ser chato? </p>
<p>Pelamor, minha gente. Se o patrulhamento pra ser politicamente correto é chato pra caramba, o inverso também é verdadeiro. Me deixem não rir de retardados ou de estupros, por favor. Me deixem ser chata. </p>
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		<title>Quando não se pode perdoar</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 11:47:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cagadas]]></category>
		<category><![CDATA[Karma Trends]]></category>
		<category><![CDATA[vergonha alheia]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo notíciais, a Rihanna e o Chris Brown estão se reconciliando. Pra isso, estão passando um tempo juntos na casa do amigo em comum Puff Daddy. Isso seria ótimo, se eles tivessem tido uma separação motivada por ciúmes, por discussões ou mesmo por uma briga daquelas, com gritos e choro.
Mas o que separou os dois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo <a href="http://www.people.com/people/article/0,,20262262,00.html?xid=rss-topheadlines" target="_blank">notíciais</a>, a Rihanna e o Chris Brown estão se reconciliando. Pra isso, estão passando um tempo juntos na casa do amigo em comum Puff Daddy. Isso seria ótimo, se eles tivessem tido uma separação motivada por ciúmes, por discussões ou mesmo por uma briga daquelas, com gritos e choro.</p>
<p>Mas o que separou os dois foi isso aqui:</p>
<p><a href="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2009/03/rihanna1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1197" title="rihanna1" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2009/03/rihanna1-224x300.jpg" alt="" width="224" height="300" /></a></p>
<p>Segundo o relato, Rihanna foi agredida pelo namorado com tapas, socos e mordidas. Ele bateu nela a ponto dos vizinhos chamarem a polícia. E agora eles estão se reconciliando.</p>
<p>Rihanna é independente financeiramente, famosa, talentosa, bem sucedida e não tem motivo algum pra continuar com um cara que bate nela. Ao contrário de muitas mulheres que são abusadas pelo parceiro e suportam por não ter pra onde ir, Rihanna pode ir pra qualquer lugar. Mas prefere ir pra casa do Puff Daddy fazer as pazes com o namorado. Será que ela é a mulher do velho tarado Nelson Rodrigues, aquela que gostava de apanhar?</p>
<p>Péssimo exemplo dessa cantora. Péssimo. Um homem que bate na mulher nao tem desculpa nem perdão. Ele não merece uma segunda chance. Ele merece ser preso. Isso é agressão. E das feias.</p>
<p>Aqui no Brasil, com alguns anos de atraso, foi aprovada a <a href="http://www.contee.org.br/secretarias/etnia/materia_23.htm" target="_blank">lei Maria da Penha</a>.</p>
<p>No texto dessa lei consta que pode-se pedir prisão preventina de marido ou companheiro que agrida; e ainda mais importante, a mulher não pode retirar a queixa. Muitas faziam isso por medo de ameaças do marido denunciado ou por pena, ou porque querem se reconciliar. Como o péssimo exemplo da Rihanna.</p>
<p>E se você vive ou conhece alguém que vive nessa situação, saiba que existem órgãos do govern pra apoiar a mulher agredida. No <a href="http://200.130.7.5/spmu/atendimento/atendimento_mnulher.php" target="_blank">site da </a><span class="style16"><a href="http://200.130.7.5/spmu/atendimento/atendimento_mnulher.php" target="_blank">Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres</a> você encmontra orientação por Estado e por serviço desejado. Tabém é possível ligar no telefone 180 e pedir orientação e socorro. </span></p>
<p><a href="http://copodeleite.rits.org.br/apc-aa-patriciagalvao/home/noticias.shtml?x=102" target="_blank">Aqui tem uma lista de serviços no Brasil inteiro</a>.</p>
<p><a href="http://www.lacobranco.org.br/index.php?goto=sobre.php" target="_blank">Aqui tem o site da campanha Homens Pelo Fim da Violência Contra a Mulher.</a></p>
<p>Não fiquem caladas. O silêncio é a maior arma que os agressores têm. Denuncie. Brigue. Peça ajuda. Não deixe de se afastar de um homem que bata em você. Não há desculpa pra bater na muler. Nem um tapa, nem um empurrão. Não importa se ele bebeu, se ele estava nervoso, se ele perdeu o emprego ou se o time dele perdeu o jogo. Denuncie. Nada é desculpa.</p>
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		<title>Campus Party 2009 e os erros de organização</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 17:47:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nerdice]]></category>
		<category><![CDATA[vergonha alheia]]></category>
		<category><![CDATA[campus party]]></category>
		<category><![CDATA[cparty]]></category>
		<category><![CDATA[erros cparty]]></category>

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		<description><![CDATA[A Campus Party é um mega evento, repleto de palestras interessantes, um lugar excelente pra encontrar amigos e/ou fazer contatos profissionais. Isso não se discute. No entanto, o evento em si está cheio de cagadas, que estragam a diversão da gente:
- Rolo no cadastramento: Uma fila enorme se formava, o sistema estava lento. A solução? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Campus Party é um mega evento, repleto de palestras interessantes, um lugar excelente pra encontrar amigos e/ou fazer contatos profissionais. Isso não se discute. No entanto, o evento em si está cheio de cagadas, que estragam a diversão da gente:</p>
<p>- Rolo no cadastramento: <strong>Uma fila enorme se formava, o sistema estava lento. </strong>A solução? Pulseirinhas com o RG do campuseiro escrito à mão davam acesso ao espaço nos 2 primeiros dias. A partir de quarta feira, as filas diminuíram e foi possível se cadastrar e pegar o crachá.</p>
<p>- Alimentação ruim, cara e garçons exploradores: os estandes de alimentação cobram 3 reais por um refrigerante. Considerando que não tem lugar nenhum aqui perto pra comprar nada, a gente acaba pagando. Além disso, <strong>garçons ficam andando pela praça de alimentação. Eles insistem em pegar seu pedido, e não informam que há cobrança de 10%.</strong> Ontem, eu estava de pé fazendo meu pedido direto com a moça do caixa, e o garçon insistia em querer pegar meu pedido. O meu crepe, cujo preço anunciado era de R$6,00, foi cobrado por R$7,00. Reclamei e a moça descontou o valor. Mas e quem não reclama? Paga a mais sem saber?</p>
<p>- Taxistas abusando: O evento disponibilizou dois ônibus para levar as pessoas até o metrô Jabaquara. No entanto, no fim do dia, não é o suficiente e as filas se formam. <strong>Os taxistas que ficam dentro do espaço do evento desligam o taxímetro e querem cobrar 15 reais pela corrida até o metrô</strong>. Essa mesma corrida custa cerca de R$8,00, se cobrada corretamente. Até onde eu saiba, isso é proibido pela SPTrans, não? Na própria<a href="http://www.adetax.com.br/taximetro.asp" target="_blank"> página da Associação dos Taxistas</a> tem uma mensagem dizendo pra não aceitar corridas sem ser pelo taxímetro.</p>
<p>- Estacionamento confuso: No site da Cparty, é informado que há dois estacionamentos, um externo que custa R$10,00 e um interno que custa R$20,00.<strong> Na entrada, ao perguntar, ninguém sabe onde fica o estacionamento de dez reais.</strong> A moça da guarita me olhou como se eu fosse alienígena quando perguntei.</p>
<p>Espero de verdade que no ano que vem essa palhaçada não ocorra. Me sinto burra ao ser cobrada por um serviço que não pedi ou por ver taxistas passando a perna em desavisados.</p>
<p>UPDATE: Tem uma falha brutal na segurança do evento. Mais informações amanhã, pra não dar idéia.</p>
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