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	<title>Casa da Gabi &#187; Memórias</title>
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		<title>Meu amigo tatu</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 13:03:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Essa semana tive uma notícia muito triste. Perdi um amigo, uma pessoa que me fez rir muito, me apoiou e me fez chorar algumas vezes ao longo dos anos. Um cara inteligente, um dos mais inteligentes que já conheci. Advogado que passou na OAB e jogou o diplominha na gaveta, depois virou historiador e arqueólogo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa semana tive uma notícia muito triste. Perdi um amigo, uma pessoa que me fez rir muito, me apoiou e me fez chorar algumas vezes ao longo dos anos. Um cara inteligente, um dos mais inteligentes que já conheci. Advogado que passou na OAB e jogou o diplominha na gaveta, depois virou historiador e arqueólogo, que tinha paixão por dar aulas e ensinar. Ele estava morando fora de São Paulo e veio pra cá passar o reveillon. Semana passada, marcamos uma cerveja e eu não pude ir. Tenho aqui o sms dele dizendo que duvidava que fôssemos tomar uma cerveja só, demos risada no telefone quando eu disse que se fosse Scottish Courage ia ser uma só mesmo, e marcamos pra quando ele voltasse pra cidade.</p>
<p>Eu estou muito triste e sei que amigos meus estão também muito tristes. Queria estar com eles agora, mas estou longe de casa, trabalhando, e não consegui voltar a tempo. Estou no Rio, num hotel, com uma conexão de internet péssima, cansada e chorando desde quarta, quando soube da notícia. Daqui de longe, estou pensando nele e em todos os meus amigos que estão em SP nesse momento, tentando lembrar dele como ele deve ser lembrado: o cara que me dava trabalho em sessões de RPG, que me ensinou o que eram sambaquis, o cara que ofereceu o ombro quando eu precisei muito, o cara que me levou pra tomar cerveja no Asterix, o cara que me ajudou a empurrar o carro quebrado, que ficou em pânico quando viu uma aranha na piscina, que disse &#8220;Auab&#8221; quando chegou em casa bêbado, que tropeçou no Supla na festa da MTV, que esqueceu uma sacola de linguiças na beira da Anhanguera, aquele cujo pai foi confundido com um caseiro, que era conhecido como tatu bêbado. Meu amigo.</p>
<p><a href="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2012/01/feijoada.jpg" rel="lightbox[2932]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2933" title="feijoada" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2012/01/feijoada-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Peninzito, essa é pra você. Go out in style e guarda uma cerveja pra mim.</p>
<blockquote><p>You may bury me with an enemy in mount calvary<br />
You can stack me on a pyre and soak me down with whiskey<br />
Roast me to a blackened crisp and throw me in a pile<br />
I could really give a shit &#8211; I&#8217;m going out in style<br />
You can take my urn to fenway spread my ashes all about<br />
Or you can bring me down to wolly beach and dump the sucker out<br />
Burn me to a rotten crisp and toast me for a while<br />
I could really give a shit &#8211; I&#8217;m going out in style</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe width="380" height="223" src="http://www.youtube.com/embed/D7g3RuoreRc" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
&nbsp;</p>
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		<title>Domingo é dia de macarrão</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 17:15:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
				<category><![CDATA[culinária]]></category>
		<category><![CDATA[Karma Trends]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias]]></category>

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		<description><![CDATA[Macarrão de domingo é um dever, uma obrigação para com a sociedade. Que churrasco, que nada: domingo é dia de comer macarrão e cochilar preguicentamente depois, pra acordar na hora do jogo. É uma das coisas que eu mais gosto de fazer: uma macarronada, um cochilo, uma preguiça, uma molezinha na frente da TV. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Macarrão de domingo é um dever, uma obrigação para com a sociedade. Que churrasco, que nada: domingo é dia de comer macarrão e cochilar preguicentamente depois, pra acordar na hora do jogo. É uma das coisas que eu mais gosto de fazer: uma macarronada, um cochilo, uma preguiça, uma molezinha na frente da TV.</p>
<p>E pra fazer macarrão é tão simples, que dá até pena de quem compra pomarola de caixinha pronto. Eu tenho vergonha quando vou ao mercado e compro molho de caixinha. Passo no caixa meio cabisbaixa, escondendo, e como aquelas pessoas que têm vergonha de comprar camisinha na farmácia e disfarçam comprando desodorante e aspirina junto, eu coloco coisas no carrinho pra desbaratinar. Coloco pão, leite, refrigerante, qualquer coisa pra distrair a mocinha e evitar que ela pense que sou do tipo que come molho pronto de caixinha. Porque eu não sou. Mas às vezes chego tarde em casa, às vezes o marido tá sozinho e com fome, e aí eu apelo pro molho pronto. Mas tenho vergonha.</p>
<p>O que gosto mesmo é de comprar polpa de tomate, extrato de tomate ou tomate pelado &#8211; ou ainda comprar tomate fresco bem maduro e aferventar até sair a pele depois de fazer um corte em cruz na bundinha dele. Enfim, eu bato esse tomate ou uso a polpa ou o extrato e fica bem melhor do que qualquer molho pronto.</p>
<p>Ralo cebola bem fininha, porque minha mãe não gosta de cebola e minha vó me ensinou assim. Refogo cebola ralada e alho batidinho no azeite até dourar, coloco carne moída duas vezes, uma carne magrinha e sem gordura porque o gosto é melhor assim, e refogo. Quando a carne fica marrozinha e começa a soltar água, coloco um copo de vinho tinto. Nele dissolvo um envelopinho de caldo de legumes ou de frango, pra dar sabor. Não uso cubo, tem muita gordura. Nessa hora, o gato vem trançar nas minhas pernas e eu o enxoto com o pano de prato. Acredito piamente que cozinheira que tem gato ou cachorro ou criança pra atrapalhar na hora de cozinhar faz a comida mais gostosa, sempre.</p>
<p>Espero ferver pra evaporar o álcool do vinho, e aí coloco a massa de tomate, misturo e vejo se a cor está bonita. Se não estiver bem vermelhinho, boto mais extrato de tomate pra ficar lindo e vermelho brilhante. Aí um pouco de pimenta do reino pra dar uma acordada na língua na hora de comer,  uma colher de açúcar pra quebrar a acidez e deixo ferver pra apurar e engrossar. Quando chega no ponto que gosto, desligo e enfio montes de folhas de manjericão bem lavadinhas. Manjericão e manjerona são as únicas ervas aceitáveis no molho do macarrão. Não sei o que leva um ser humano a colocar orégano no molho de macarrão. Amarga ao ferver e acaba com o sabor.</p>
<p>Esquento água, cozinho a massa, fresca ou seca, tanto faz. Nunca vai ser gostosa como a massa fresca que minha avó abria na mesa da cozinha e pendurava em cabos de vassoura pra secar. Eu não sei fazer a massa do macarrão. A minha fica seca e ruim. Melhor comprar logo no mercado. Cozinho, jogo o molho por cima, um pouco de parmesão ralado na hora, um pãozinho pra limpar o prato e é isso, o macarrão de domingo está pronto e na mesa. Eu bebo com coca cola mesmo. Muitos bebem com vinho, que combina muito bem.</p>
<p>Agora vamos comer que daqui a pouco tem jogo do Timão. Uma rodada de massa com vinho pro <a href="http://xicosa.folha.blog.uol.com.br/arch2011-12-04_2011-12-10.html#2011_12-04_06_39_02-161644940-0">Doutor</a>, que era do tipo que<a href="http://flaviogomes.warmup.com.br/2011/12/porra-doutor/" target="_blank"> comia, bebia e vivia</a>, e agora vai ver o Corinthians campeão lá de cima.</p>
<div id="attachment_2915" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/12/shutterstock_57435163.jpg" rel="lightbox[2914]"><img class="size-medium wp-image-2915" title="pasta pomodoro basilico" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/12/shutterstock_57435163-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Salute!</p></div>
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		<title>Too old to rock&#8217;n&#039;roll</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Sep 2011 10:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias]]></category>
		<category><![CDATA[vergonha alheia]]></category>

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		<description><![CDATA[A primeira vez que fui a um show do Red Hot Chili Peppers foi em 1993. Era a primeira vez deles no Brasil, eu tinha 15 anos e eles haviam lançado há pouco o disco mais incrível que jamais lançariam: Blood Sugar Sex Magic. Era o festival Hollywood Rock, era verão, fazia calor e eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira vez que fui a um show do Red Hot Chili Peppers foi em 1993. Era a primeira vez deles no Brasil, eu tinha 15 anos e eles haviam lançado há pouco o disco mais incrível que jamais lançariam: Blood Sugar Sex Magic. Era o festival Hollywood Rock, era verão, fazia calor e eu estava lá no Morumbi vendo o show de uma das minhas bandas favoritas. A censura era 16 anos, mas quem se importa com a lei quando se tem 15 anos e ingressos pra ver Red Hot, L7, Nirvana e Alice in Chains? Foram grandes shows e acho que foi ali que minha cabecinha se transformou em fã de rock para todo o sempre.</p>
<div id="attachment_2760" class="wp-caption aligncenter" style="width: 269px"><a href="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/09/RHCP1.jpg" rel="lightbox[2759]"><img class="size-medium wp-image-2760" title="RHCP1" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/09/RHCP1-259x300.jpg" alt="" width="259" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">No cantinho, parecendo deslocado, Arik Marshall, que durou pouco na banda.</p></div>
<p style="text-align: left;">O show do RHCP foi absurdo. Eles usavam saia, se apresentavam semi nus com lâmpadas gigantes na cabeça, pulavam sem parar e eu achei aquilo completamente maluco e maravilhoso. Eles <strong>abriram</strong> o show com <em>Give it Away</em>, o maior hit da banda, e quando uma banda abre um show com seu maior sucesso é meio que uma declaração de  &#8221;<em>Tocamos a música do rádio, agora a gente faz o que quiser</em>&#8220;. Isso cria uma expectativa. E eles cumpriram lindamente e eu fiquei muito feliz de estar ali.</p>
<p style="text-align: left;">Hoje, aos 34, eu deveria ser sábia o suficiente para ter consciência de que nada pode superar um show que você viu aos 15 anos, mas aparentemente, não sou. Ano passado <a href="http://casadagabi.com/life-to-the-pixies/" target="_blank">vi Pixies e foi tão incrível</a> que achei que seria lindo ver qualquer banda da minha adolescência ao vivo. O show do Red Hot no Anhembi provou que estava enganada. Poderia botar a culpa no hediondo sistema de som do Anhembi, no meu cansaço depois de um dia de trabalho ou na tpm, mas a verdade é outra. Red Hot envelheceu, e não de um jeito digno.</p>
<p>Enquanto bandas e artistas como Rolling Stones, Paul McCartney, Foo Fighters, Pearl Jam, Neil Young, Iggy Pop, Faith no More e Ozzy envelhecem perdendo um pouco do fôlego e mantendo a essência, outros como Metallica e Aerosmith se afastam tanto do que eram que soam irreconhecíveis. Red Hot lamentavelmente engrossa o caldo do segundo caso.</p>
<div id="attachment_2761" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/09/foto_rhcp_07.jpg" rel="lightbox[2759]"><img class="size-medium wp-image-2761" title="foto_rhcp_07" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/09/foto_rhcp_07-300x244.jpg" alt="" width="300" height="244" /></a><p class="wp-caption-text">O cãozinho é fofo, mas esse bigode...</p></div>
<p>Os últimos álbuns (<em>Stadium Arcadium, By The Way</em> e <em>Californication</em>) foram horrorosos. De uma banda cheia de energia, que conseguia misturar rock com funk tão bem que foi produzida pelo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=gjKFCYzqq-A" target="_blank" rel="lightbox[2759]">George Clinton</a>, viraram uma bandinha cheia de músicas meio emo, meio dançantinhas, sem batida, sem groove, sem alma. Desses 3 discos, se salvam algumas coisas como<em> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=OM9uMJWtNww" target="_blank" rel="lightbox[2759]">Hump the Bump</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=vbD94MBYgMk" target="_blank" rel="lightbox[2759]">I Like Dirt</a></em>,  e em menor grau <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=BfOdWSiyWoc" target="_blank" rel="lightbox[2759]">Can&#8217;t Stop</a></em>. O resto? Chatice, cansaço, nenhuma vontade de dançar e tiozinhos cumprindo tabela no show. O disco recém-lançado, <em>I&#8217;m With You</em>, é infinitamente melhor que esses 3, e me fez acreditar que a banda estava voltando à forma. mas não.</p>
<p>Na quarta feira, deu pra ver que Chad ainda espanca a bateria como se sua vida dependesse disso, Flea ainda é um dos melhores baixistas do mundo, mas o &#8220;novo&#8221; guitarrista não corresponde. E Anthony, o vocalista mais legal da década de 90, virou um bigodudo esquisito que perdeu a voz.</p>
<p>O que salvou o show pra mim foi Flea cantando &#8220;<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=2JGF2UfBJUw" target="_blank" rel="lightbox[2759]">Pea</a></em>&#8220;, uma das músicas mais fofas deles. De resto, vontade de chorar com o <a href="http://www.setlist.fm/setlist/red-hot-chili-peppers/2011/arena-skol-anhembi-sao-paulo-brazil-3bd01800.html" target="_blank">setlist péssimo</a>, que não se compara de maneira alguma com o que <a href="http://www.setlist.fm/setlist/red-hot-chili-peppers/1993/praca-da-apoteose-rio-de-janeiro-brazil-13d6197d.html" target="_blank">vi em 93</a>. Pelo que li em críticas por aí, o show foi bom pra muita gente. Pra mim, foi um horror. No fim do show, a banda não parecia cansada nem feliz. E eu só estava cansada mesmo.</p>
<p>Aí voltei pra casa pensando que estou <em>too old to rock&#8217;n'roll but too young to die</em>. Essa sensação está aqui até agora, me fazendo pensar se devo continuar gastando meus suados caraminguás em shows de rock. Talvez ir a shows de rock seja coisa a ser feita antes dos 30. Não sei.</p>
<p>Mas botei pra rodar um cdzinho aqui e tô chacoalhando a bundinha enquanto escrevo o post e cantando junto (baixinho pra não acordar os vizinhos), e  concluindo que o problema não é comigo. Eu sou uma jovem senhora animada. Meus amores do RHCP, nem tanto.</p>
<div id="attachment_2762" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/09/bssm.jpg" rel="lightbox[2759]"><img class="size-medium wp-image-2762" title="bssm" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/09/bssm-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">BLOOD SUGAR BABE SHE&#39;S MAGIC</p></div>
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		<title>Meu pai, um cara bacana</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jul 2011 15:41:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Memórias]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje estava no twitter acompanhando a saga maluca do Rob de postar 24 textos em 24 horas (não perguntem, coisa de doido) quando vi uns tweets da Deh falando sobre a morte do pai dela estar completando um ano, e como ela tinha saudades. Um dos tweets mexeu muito comigo: &#8220;Pronto. Chega de tristeza. Amor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje estava no twitter acompanhando a <a href="http://champ-vinyl.blogspot.com/2011/07/24horas24cronicas.html" target="_blank">saga maluca do Rob de postar 24 textos em 24 horas</a> (não perguntem, coisa de doido) quando vi uns tweets da <a href="http://twitter.com/#!/dehbora" target="_blank">Deh</a> falando sobre a morte do pai dela estar completando um ano, e como ela tinha saudades. Um dos tweets mexeu muito comigo:</p>
<blockquote><p>&#8220;Pronto. Chega de tristeza. Amor dá força pra gente, e meu pai me deu tanto amor q tenho reserva pra mto tempo. Vamo em frente.&#8221;</p></blockquote>
<p>Na hora respondi que o meu pai se foi há 20 anos, mas que essa reserva de amor que ele me deixou ainda estava aqui comigo. E que essa reserva dura muito, muito mesmo. E os tweets da Deh sobre o pai dela e como ele era bacana fizeram com que eu pensasse em como meu pai também era bacana, e daí pra achar que eles se conheceram lá do outro lado foi um pulo: já imaginei os dois falando de futebol e comendo churrasco. A <a href="http://twitter.com/#!/lidifaria" target="_blank">Lidi</a> entrou na brincadeira, com um pai que não gostava de futebol, mas que podia entrar na roda e na conversa. Porque eu acho que todos os pais bacanas merecem se encontrar no céu dos pais bacanas e fazer coisas legais, tipo comer churrasco, tomar cerveja, brincar com o cachorro, ver o time ser campeão, ler o jornal de domingo, deixar a barba crescer, ouvir música boa.</p>
<p>Eu acredito mesmo que pessoas boas, quando morrem, vão pra um lugar bom, onde elas podem fazer todas as coisas legais que faziam em vida. E meu pai era um baita cara legal. Ele me ensinou a gostar de Beatles, a acender churrasqueira, a comer pizza com guaraná no domingo de manhã. Me deixava nadar na piscina funda do clube, me ensinou a jogar sinuca, deixou eu ler Drácula escondida debaixo do cobertor à noite, me deu de presente a trilogia do Senhor dos Anéis, mandou uma flor pra mim quando fiquei menstruada pela primeira vez. Ele era corintiano, cervejeiro, militante de esquerda, barrigudo, com barba e bigode bem aparados.</p>
<p>Numa das fotos que tenho dele, ele está sentado no colo de um amigo que se vestira de Papai Noel, com uma cerveja na mão e uma baita risada no rosto. Não lembro desse dia, mas lembro do dia que ele me deu uns tapas quando eu estava me pendurando pelo varanda do apartamento no sexto andar, a única vez que ele me bateu &#8211; mais por medo de que eu caísse do que pra me punir, claro. Lembro também de uma vez na praia quando cavamos um buraco enorme e fizemos um castelo e a água levou tudo e eu chorei &#8211; e ele me ajudou a fazer outro castelo mais pra cima, onde as ondas não chegavam.</p>
<p>Ele me deu a primeira revista Superinteressante que li, jogava Atari comigo, tinha uma casinha de ferramentas nos fundos do quintal onde eu podia brincar à vontade. Me levou pra andar de moto e eu morri de medo e chorei e ele nunca mais insistiu. Uma outra vez, eu chorei de medo porque uma perereca grudou no meu braço, e ele só riu e falou que não tinha porque ter medo, e me ensinou que o bicho tava mais assustado que eu. Eu aprendi que tem medos que devem ser enfrentados, e outros respeitados.</p>
<p>Ele tinha muita paciência comigo, e assim como eu, sua raiva era fogo de palha &#8211; ele ficava p da vida e na sequencia, esquecia e dava risada de outras coisas boas. Ele tentava ver o lado bom de cada um,  e me ensinou que nem sempre devemos brigar, que as vezes é melhor aceitar o que não pode ser mudado e lidar com isso de uma vez.</p>
<p>Hoje, 20 anos depois que ele morreu, me lembro dessas coisas boas todas e penso que ele olha por mim de lá do outro lado. Cada vez que acontece alguma coisa importante na minha vida &#8211; formatura, primeiro emprego, emprego melhor, casamento &#8211; eu imagino que ele olha e fica orgulhoso de mim. E eu tento fazer coisas que o deixariam orgulhoso. Eu acho que ele se daria muito bem com o<a href="http://twitter.com/#!/ericfranco" target="_blank"> Eric</a>, mesmo ele sendo são-paulino e não tomando cerveja. Eles iam brigar muito, mas iam ser amigos. E acho que ele ia gostar dos meus amigos.</p>
<p>Eu acho que ele teria orgulho de mim pelo que sou hoje, e isso me deixa feliz.</p>
<p>Então, esse post é pra ele, pra ele saber que a filha dele cresceu, aprendeu um monte de coisas com ele e levou pra vida esse estoque de amor que a Dehbora falou. E o post é pra <a href="http://twitter.com/#!/dehbora" target="_blank">Deh</a> e pra <a href="http://twitter.com/#!/lidifaria" target="_blank">Lidi</a> e pra todo mundo que teve o pai mais legal do mundo, seja por quanto tempo foi, e que tem saudades dele, não importa há quanto tempo ele tenha partido.</p>
<p><iframe width="450" height="367" src="http://www.youtube.com/embed/HLobSQlet3s" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>O que você ainda não fez?</title>
		<link>http://casadagabi.com/o-que-voce-ainda-nao-fez/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 May 2011 03:23:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Karma Trends]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu já fiz tanta coisa. Já fui a lugares, conheci pessoas, li livros, vi novelas, beijei bocas, ouvi músicas, vi shows, andei caminhos, corri esteiras, comi doces, subi pedras, nadei rios, fiz comida, abracei costas. Já fiz muita coisa legal. Já chorei perdas, dei topadas, levei tapas, ouvi broncas, abaixei cabeça, engoli sapo, dei socos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu já fiz tanta coisa.</p>
<p>Já fui a lugares, conheci pessoas, li livros, vi novelas, beijei bocas, ouvi músicas, vi shows, andei caminhos, corri esteiras, comi doces, subi pedras, nadei rios, fiz comida, abracei costas.</p>
<p>Já fiz muita coisa legal.</p>
<p>Já chorei perdas, dei topadas, levei tapas, ouvi broncas, abaixei cabeça, engoli sapo, dei socos, menti, errei caminhos, comi coisas vencidas, embatumei bolos.</p>
<p>Já fiz muita coisa chata.</p>
<p>Quando olho pra trás nesses anos todos, penso que minha balança pende pro lado bom. Sinto que fiz mais coisas boas do que ruins, visitei mais lugares bonitos do que feios, beijei mais do que levei chutes. Então está tudo bem; arrependimentos tenho poucos e alegrias tive muitas.</p>
<p>Mas ainda tem muita coisa que quero fazer. A vida tem data de validade, então é preciso fazê-las antes de expirar. O que falta fazer? Onde ainda preciso ir, qual prato preciso comer, qual banda preciso conhecer, qual livro ainda não li?</p>
<p>O que me falta fazer, afinal?</p>
<p>Hoje quando cheguei em casa tinha um presente da<a href="http://www.i9bypowerade.com.br/1009coisas/index.do" target="_blank"> i9</a>, uma cesta linda de piquenique com comidinhas deliciosas. E o convite: Fazer uma coisa nova, um piquenique, um convescote, beber vinho ao ar livre acompanhado de castanhas e queijo e geléia de framboesa.</p>
<div id="attachment_2508" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/05/DSC00518.jpg" rel="lightbox[2506]"><img class="size-medium wp-image-2508" title="DSC00518" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/05/DSC00518-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Quanta coisa boa</p></div>
<p>Um convite pra fazer alguma coisa nova. Eu já fiz alguns piqueniques na vida, e hoje não quero mais. Mas usei o queijo e fiz uma tapioca de camembert com damasco, coisa que nunca tinha comido. E ficou boa pra caramba, de lamber os dedos. A <a href="http://www.i9bypowerade.com.br/1009coisas/index.do" target="_blank">campanha</a> convida a não perder tempo e a fazer coisas novas, e eu aceitei um pedacinho dela.</p>
<p>Talvez não tenha aceitado tudo que me indicaram fazer porque a campanha é pra fazer 1009 coisas antes dos 30, e eu, velha que sou, já passei dessa marca. Fico lisonjeada com o engano: achar que tenho menos de 30 é um elogio à minha aparência e ao meu humor de menina. Mas o convite de fazer coisas novas vale mesmo assim: talvez não as 1009, mas 1000? 500? 738? O que de novo eu vou fazer antes dos 40? E antes dos 50? Apesar do <a href="http://www.youtube.com/watch?v=IDVLnylpubo&amp;feature=channel_video_title" target="_blank" rel="lightbox[2506]">filmezinho da campanha ser meio bobo</a> e dizer que depois dos 30 não dá mais pra pular de pára-quedas, eu e o resto das pessoas das 3 décadas de vida estamos aqui pra provar que olha, dá pra fazer muita coisa antes dos 30 &#8211; mas depois dos 30 também damos um caldo. Conseguimos fazer muita coisa. Tipo escalar pedras num feriado só porque elas estão lá.</p>
<div id="attachment_2509" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/05/escalada.jpg" rel="lightbox[2506]"><img class="size-medium wp-image-2509" title="escalada" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/05/escalada-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Eu e Eric, subindo muito</p></div>
<p>Tipo correr <a href="http://casadagabi.com/nao-subestime-a-gorda/" target="_blank">10 quilômetros</a> sem motivo aparente ou usar uma fita ridícula na cabeça só porque é legal.</p>
<div id="attachment_2510" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/05/fita.jpg" rel="lightbox[2506]"><img class="size-medium wp-image-2510" title="fita" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/05/fita-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a><p class="wp-caption-text">oi</p></div>
<p>A cestinha linda serviu pra me fazer pensar em tudo que já fiz, no que faço agora e no que ainda farei no futuro. Os 30 anos são só um pedaço de tudo que eu quero fazer ainda. Só o começo. Você, que tem menos de 30, aproveite. E você, que tem mais de 30, desfrute. O caminho da vida é longo, e falta muito pra chegar no fim da jornada.</p>
<p>E enquanto medita nisso, aproveite pra achar os 2 (eu disse DOIS) gatinhos na foto abaixo. Quem achar ganha um beijo.</p>
<div id="attachment_2507" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/05/DSC00517.jpg" rel="lightbox[2506]"><img class="size-medium wp-image-2507" title="DSC00517" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/05/DSC00517-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Uma está fácil, hã?</p></div>
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		<title>É desconcertante rever o grande amor*</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Apr 2011 08:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Karma Trends]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias]]></category>

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		<description><![CDATA[Um amigo querido está passando por um momento difícil: fim de um namoro longo. Alguns anos felizes, um último ano triste e o fim chegando recentemente. Ele está triste, coração machucado de amar, pés exaustos com a longa caminhada, ombros cansados de suportar o peso. Meu amigo está se sentindo velho, cansado e sozinho. Aí [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um amigo querido está passando por um momento difícil: fim de um namoro longo. Alguns anos felizes, um último ano triste e o fim chegando recentemente. Ele está triste, coração machucado de amar, pés exaustos com a longa caminhada, ombros cansados de suportar o peso. Meu amigo está se sentindo velho, cansado e sozinho.</p>
<p><a href="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/04/amor1.jpg" rel="lightbox[2480]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2481" title="amor1" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/04/amor1-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p>Aí estava conversando com ele e ouvindo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=rYEDA3JcQqw" target="_blank" rel="lightbox[2480]">Adele</a>, e ouvindo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=fczPlmz-Vug" target="_blank" rel="lightbox[2480]">Regina Spektor</a>, e ouvindo essas <a href="http://www.youtube.com/watch?v=r5Or6-HOveg" target="_blank" rel="lightbox[2480]">músicas de coração partido</a> que me tocam sempre, mesmo o meu coração estando aqui bem inteirinho dentro do peito. Porque por mais que eu esteja aqui, feliz, bonitinha com tudo indo direitinho, eu sei que amar é um pouco dançar na beira do abismo. A gente está ali, e de repente cai, sem muito aviso e sem muito por quê.</p>
<p>Eu já amei e deixei de amar e sofri em cada momento. É difícil amar. É difícil deixar de amar e de ser amada. Dói de verdade no peito. Em uma das vezes que acabou um relacionamento, fiquei uns 2 minutos sem respirar. Puxei o ar e soltei e fiquei sentada olhando pros meus pés sem respirar de novo. Eu esqueci de respirar naquele momento porque estava doendo tanto me ver sozinha que eu nem sabia como ia respirar de novo sem ele. Como doía.</p>
<p>E um dia a dor passou e eu voltei a respirar direitinho sem ter nem que pensar nisso.</p>
<p>Isso que é o importante: saber que passa. Dói, muito, muito mesmo. E é importante que doa, porque se não doer a gente não dá importância pra uma história bonita que se viveu. Mas a dor um dia passa, e a gente precisa deixar que ela passe. Minha avó já me dizia &#8220;Um dia isso também vai passar&#8221;. E ela, como sempre, estava bem certa.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-2482" title="amor2" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/04/amor2-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></p>
<p>Mais do que pensar que os anos juntos foram jogados fora, que você errou por 2, 5 ou 10 anos, é fundamental saber que isso é bobagem. Nada se perde; em qualquer história se aprende algo. E por mais que o fim da história seja dolorido, sempre há o que veio antes: o início, as noites em claro, os dias sonhando, o cheiro do outro que lhe faz sorrir; e o meio, os tempos de conforto, de reconhecer os passos do outro à noite, de dormir na mesma posição, de colocar os pratos na mesa do jantar, de criar os filhos, de construir a vida. E logo que o amor termina, o que fica é a lembrança do fim que dói tanto, esquecendo o começo e o meio que foram bons. Os anos dessa história não são perdidos: são anos a serem lembrados com carinho por conta do amor que houve.</p>
<p>Amadurecer a dor da perda é isso: conseguir olhar pra trás e saber que nada foi desperdiçado, que a história tinha que ser contada desse jeito. Que sua história teve começo, meio e fim. Um dia, você olha pra trás e vê o meio da história, e lembra com carinho de alguma coisa boa &#8211; e não dói mais, como ferida cicatrizada que deixa marca, mas pára de doer.</p>
<p>E aí você vai começar a perceber que um dia vai achar um maluco pra dançar de novo na beira do abismo com você, porque se a gente não se a apaixona a vida é chata demais. Então sinta tudo que há pra sentir agora: chore e se entristeça, mas tenha certeza: isso também vai passar.</p>
<p>Parte da letra da <a href="http://www.youtube.com/watch?v=r5Or6-HOveg" target="_blank" rel="lightbox[2480]">música que eu linkei lá no começo do post</a> fala justamente sobre isso, sobre rever um antigo amor depois de anos, depois que passou o choque do fim e o tempo já cicatrizou os cortes:</p>
<blockquote><p>There&#8217;s one thing I have to say so I&#8217;ll be brave<br />
You were what I wanted<br />
I gave what I gave<br />
I&#8217;m not sorry I met you<br />
I&#8217;m not sorry it&#8217;s over<br />
I&#8217;m not sorry there&#8217;s nothing to say</p></blockquote>
<p>Porque isso tudo que você sente agora, meu amigo, isso também vai passar.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-2483" title="amor4" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/04/amor4-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(*fica uma menção honrosa a Tom Jobim e Chico Buarque, autores da música cujo trechinho roubei pra deixar no título, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ota5tKjuijo" target="_blank" rel="lightbox[2480]">Anos Dourados</a>. Nem ouso reproduzir a letra aqui, é genial demais pra isso)</p>
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		<title>Meu vício mais antigo (Parte 1)</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Mar 2011 02:29:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário]]></category>
		<category><![CDATA[Dias Felizes]]></category>
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		<category><![CDATA[Nerdice]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma coisa que nem todos sabem sobre mim é que sou filha única. O fato de viver numa casa onde não havia outras crianças causou basicamente duas coisas: minha imediata culpabilidade por qualquer objeto quebrado (não obstante minhas tentativas de apontar o cachorro como verdadeiro culpado) e o desenvolvimento da minha imaginação, criando histórias para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma coisa que nem todos sabem sobre mim é que sou filha única. O fato de viver numa casa onde não havia outras crianças causou basicamente duas coisas: minha imediata culpabilidade por qualquer objeto quebrado (não obstante minhas tentativas de apontar o cachorro como verdadeiro culpado) e o desenvolvimento da minha imaginação, criando histórias para brincar sozinha. Meus pais não apoiavam o uso de videogame &#8211; na minha época, caros e raros no Brasil &#8211; e preferiam fazer com que eu brincasse. E sozinha mesmo eu criava as histórias das minhas bonecas, que iam de festas chiques a perigosas travessias entre vasos do jardim, realizadas através de cordas secretamente roubadas de varais incautos.</p>
<p>Eu tinha um balanço que hora era carruagem, hora cavalo, hora carro de fórmula 1, por vezes nave espacial. E desde pequenina meus pais me enfiavam livros nas mãos, livros sobre aventuras e histórias. Piratas, Cavaleiros, Reis e Rainhas, Mosqueteiros, soldados corajosos, fadas ciumentas, cientistas inteligentes, dragões rancorosos e heroínas espertas conviviam nos meus livros.</p>
<div id="attachment_2381" class="wp-caption aligncenter" style="width: 234px"><a href="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/03/treefaerie.jpg" rel="lightbox[2376]"><img class="size-medium wp-image-2381" title="treefaerie" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/03/treefaerie-224x300.jpg" alt="" width="224" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Digam oi pra minha amiga. Ela morava numa árvore no meu jardim, eu juro. </p></div>
<p style="text-align: left;">Eu era uma menina atípica, cujas Barbies costumavam ser mais vezes tripulação pirata do que mocinhas casadoiras. E graças aos céus, tive pais que permitiam que assim fosse &#8211; e mais que isso, aos poucos iam enfiando na minha cabecinha mais curiosidade. Por conta disso, estudava a enciclopédia para descobrir que Maracaibo era a Capital Pirata, que o Rei Arthur vivia na Inglaterra, que por sua vez ficava numa ilha pertinho da França, que era onde os 3 Mosqueteiros defendiam a Rainha, bem próximo da Itália que fez parte da Volta ao Mundo em 80 Dias, que me levou à Africa selvagem e depois fez com que me afundasse a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Twenty_Thousand_Leagues_Under_the_Sea" target="_blank">bordo do Nautillus </a>- e claro que me identifiquei com <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Neverending_Story" target="_blank">Bastian Baltasar Bux e sua leitura maluca de uma história sem fim</a>.</p>
<div id="attachment_2379" class="wp-caption aligncenter" style="width: 241px"><a href="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/03/smaug.jpg" rel="lightbox[2376]"><img class="size-medium wp-image-2379" title="smaug" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/03/smaug-231x300.jpg" alt="" width="231" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Minha idéia de uma tarde agradável: conversar com um dragão</p></div>
<p>No fim da infância, meu pai me apresentou às aventuras de Bilbo Bolseiro, e li pela primeira vez O Hobbit, o que obviamente me levou ao <a href="http://www.theonering.net/" target="_blank">Senhor dos Anéis</a>. Li os 3 volumes com pressa, em pouco mais de 1 semana, escondida debaixo das cobertas para ninguém me ver virando as páginas no meio da noite, quando deveria estar dormindo. Acompanhei a aventura seguindo pelo mapa da Terra Média, chorei com as mortes dos personagens, me assustei com os Espectros, achei Tom Bombadil bobo e tremi diante do Balrog. Em pouco tempo estava completamente viciada em livros de fantasia. <del>Dizem as más línguas que no fim dos anos 90 eu participava muito ativamente de <a href="http://www.valinor.com.br/" target="_blank">certos círculos que discutiam o assunto</a>, mas suponho ser boato</del>. Com uns 10 anos de idade li Drácula e passei um mês dormindo de luz acesa, com medo do Conde aparecer.</p>
<p>E foi assim, antes dos 12 anos, que me apaixonei perdidamente por literatura fantástica. A tendência, a partir daí, era só afundar cada vez mais nesse mundo de magia, encantamento&#8230;e nerdice.</p>
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		<title>Pudim de leite com gosto de infância</title>
		<link>http://casadagabi.com/pudim-de-leite-com-gosto-de-infancia/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Feb 2011 18:11:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
				<category><![CDATA[bom e barato]]></category>
		<category><![CDATA[culinária]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha mãe não era exatamente uma cozinheira de mão cheia. Apesar de saber fazer muitas coisas, ela não curtia muito cozinhar, então evitava ao máximo sempre que podia. Talvez por isso, quando ela se metia a cozinhar com vontade as coisas ficassem tão saborosas. Até hoje, tem 3 coisas que ela prepara que eu acho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha mãe não era exatamente uma cozinheira de mão cheia. Apesar de saber fazer muitas coisas, ela não curtia muito cozinhar, então evitava ao máximo sempre que podia. Talvez por isso, quando ela se metia a cozinhar com vontade as coisas ficassem tão saborosas. Até hoje, tem 3 coisas que ela prepara que eu acho deliciosas e nunca comi igual: sopa cremosa, bolo de fubá e pudim de leite.</p>
<p><a href="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/02/pudim-de-leite.jpg" rel="lightbox[2322]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2323" title="pudim-de-leite" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2011/02/pudim-de-leite-300x225.jpg" alt="pudim-de-leite" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Hoje acordei com a boca cheia d&#8217;água querendo pudim de leite, furadinho, com calda de caramelo bem dourada em volta, geladinho, tremelicando no prato. Sabem do que estou falando? Aquele nem doce demais nem sonso, na medida do açúcar, sem gosto de ovo. Aquele mesmo.</p>
<p>Aí como não moro mais com a mamãe, vou ter que ir pra cozinha fazer pudim.</p>
<p>E pra quem quiser fazer, a receita muito simples:</p>
<p>Calda<br />
1 xícara de chá de açúcar</p>
<p>Pudim<br />
1 lata de leite condensado<br />
2 medidas (lata) de leite<br />
3 ovos</p>
<p>Prepare a calda esquentando o açúcar na panela até dourar. Adicione uma xícara de chá de água quente e deixe ferver até os torrões de açúcar dissolverem. A calda vai engrossar e pronto: é só forrar o fundo de uma forma de buraco no meio com ela e deixar esfriar.</p>
<p>Depois bata os ingredientes do pudim no liquidificador. Pra não dar gosto de ovo, tire a &#8220;pele&#8221; das gemas dos ovos com os dedos. Bata bem e coloque na fôrma com a calda. Cubra com alumínio ou use uma forma com tampa. Asse em banho maria no forno médio, por uns 90 min. Pra saber se está bom, espete um palitinho e veja se ele sai limpo. Deixe esfriar, coloque na geladeira e deixe por no mínimo 6 horas. Aí desenforme com cuidado (torcendo pra não quebrar) e coma alegremente.</p>
<p>Não dá muito trabalho e fica bem gostoso. E quem quiser se inspirar e ver um vídeo divertido, toma: GIGA PUDDING!!</p>
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		<title>2010 &#8211; O primeiro ano do resto de nossas vidas</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Dec 2010 15:28:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Memórias]]></category>

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		<description><![CDATA[Passei o finzinho do ano em recesso do trabalho. Depois desse ano maluco, ficar parada por alguns dias me fez um bem danado. E assim: só parei mesmo depois do Natal, porque antes estava maluquinha com compras, ceia, cozinha, receitas, etc etc. Então eu realmente só consegui respirar um pouquinho depois do dia 25. Uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passei o finzinho do ano em recesso do trabalho. Depois desse ano maluco, ficar parada por alguns dias me fez um bem danado. E assim: só parei mesmo depois do Natal, porque antes estava maluquinha com compras, ceia, cozinha, receitas, etc etc. Então eu realmente só consegui respirar um pouquinho depois do dia 25.</p>
<p>Uma das coisas que fiz foi rever 3 filmes que eu adoro. Os 3 da década de 80, bem datados mesmo. O primeiro é <a href="http://www.imdb.com/title/tt0088847/" target="_blank">O Clube dos Cinco</a>, dirigido por John Hughes, clássicaço sobre 5 estudantes que ficam em detenção e compartilham um pouco de suas vidas. Depois vi <a href="http://www.youtube.com/watch?v=4fSlI9ZpTxw" target="_blank" rel="lightbox[2253]">O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas</a>, com a Demi Moore mocinha &#8211; e igual ela é hoje, deve dormir no formol essa bandida &#8211; e uma história sobre jovens que se formaram na faculdade e estão em busca de si mesmos. E fechei com Say Anything,  primeiro filme dirigido pelo Cameron Crowe, delícia de filminho sobre um cara meio estranho que ama a menina mais linda da escola. É dele a clássica cena onde John Cusack levanta um rádio na porta da mocinha. Vejam que graça:</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-j379JbL-xM?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/-j379JbL-xM?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Say Anything é um dos meus filmes favoritos, porque amo o John Cusack, porque a mocinha não é uma boboca, porque o filme todo é um romance que não é melos: Dá pra ver e se sentir feliz sem ter a inteligência insultada. </p>
<p>Eu vi esses filmes há muitos anos e os revi algumas vezes depois.  O que esses três filmes têm em comum e que pude notar ao vê-los assim, um depois do outro, é que são sobre mudanças. Os três falam de gente aprendendo alguma coisa, seja a se livrar dos estereótipos da escola ou a amar alguém ou a achar um emprego. É sobre pessoas, sobre fazer alguma coisas, sobre não se deixar ficar para trás.</p>
<p>E 2010 pra mim foi um pouco assim: aconteceu tanta coisa, mas tanta, que parece que o ano durou uma década. Não sei se é assim em todos os anos final 0, mas em 1990 meu pai morreu, em 2000 eu tinha acabado de me formar e agora em 2010 eu tô aqui, vendo no que isso tudo deu. Meu trabalho, o casamento, os amigos&#8230; foram muitos assuntos diferentes esse ano, e eu repensei tudo, mudei algumas coisas, aceitei outras, fiquei brava com algumas e mudei o que dava pra mudar. Foi um ano bom.</p>
<p>Em 2011 imagino que outras coisas acontecerão &#8211; seria um ano bem chato se nada acontecesse, não é?365 dias parados, de marasmo. Aliás, uma curiosidade: quando os chineses querem desejar o mal pra alguém, eles dizem &#8220;que sua vida seja interessante&#8221;, pois entendem que se sua vida for bem sem graça, nada de ruim lhe acontecerá. Pois bem: nada ruim nem bom acontece numa vida desinteressante. Quem tem medo das coisas ruins que podem acontecer nunca faz nada, não faz carinho num gato de rua, nunca come uma torta de chocolate deliciosa, não sabe que gosto tem uma graviola, não bebe água na nascente, não sabe como chegar naquela cidadezinha perdida nas montanhas, não mergulha sem saber se dá pé, não anda sem saber pra onde vai. Quem tem medo de tudo não conhece nada.</p>
<p>Em 2011, espero conhecer muitas coisas. Tenho planos e idéias, e se tudo der certo, no fim do ano estarei aqui contando pra vocês. Se der errado, eu conto também.</p>
<p>E pra fechar o ano, fiquem com a cena final de Breakfast Club. Enquanto John Bender, nosso herói, anda pelo campo de futebol da escola, a narração está dizendo isso aqui, ó:</p>
<p><strong>Brian Johnson:</strong> Caro Senhor Vernon, aceitamos o fato de que tivemos que sacrificar um sábado inteiro na detenção pelo que quer que tenhamos feito de errado&#8230; Mas achamos que o senhor é louco por nos fazer escrever uma redação lhe contando quem a gente pensa que é. O senhor nos ver como quer, nos termos mais simples e definições mais convenientes. Mas o que achamos é que cada um de nós é um CDF&#8230;<br />
<strong>Andrew Clark:</strong> &#8230;e um atleta&#8230;<br />
<strong>Allison Reynolds:</strong> &#8230;e uma maluca&#8230;<br />
<strong>Claire Standish:</strong> &#8230;uma princesa&#8230;<br />
<strong>John Bender:</strong> &#8230;e um criminoso&#8230;<br />
<strong>Brian Johnson:</strong> Isso responde à sua questão? Atenciosamente, o Clube dos Cinco.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/18240925" width="400" height="300" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Feliz 2011 pra mim e pra cada um de vocês!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Memórias de Infância &#8211; Insetos e bichos</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 15:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabi</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Dias Felizes]]></category>
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		<description><![CDATA[Essa semana entrou uma maria-fedida em casa e meus gatos obviamente piraram. Ficaram cercando a bichinha, miando e abanando o rabo. Antes que acontecesse o pior (ou seja, a maria-fedida começasse a feder a casa toda) eu peguei um pote velho de sorvete, capturei o inseto com um gesto ágil e o catapultei pela varanda. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa semana entrou uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria-fedida" target="_blank">maria-fedida</a> em casa e meus gatos obviamente piraram. Ficaram cercando a bichinha, miando e abanando o rabo. Antes que acontecesse o pior (ou seja, a maria-fedida começasse a feder a casa toda) eu peguei um pote velho de sorvete, capturei o inseto com um gesto ágil e o catapultei pela varanda. Zero stress, trabalho de 5 minutos. Mas nem sempre foi assim, meus amigos. Eu já tive medo, muito medo de bichinhos e insetos.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2010/08/Borboleta.jpg" rel="lightbox[2004]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2022" title="Borboleta" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2010/08/Borboleta-300x277.jpg" alt="Borboleta" width="300" height="277" /></a><em>Foto ilustrativa de uma borboleta linda e formosa</em></p>
<p>Quando eu era pequena, uma vez vi uma borboleta saindo de um casulo. Em pânico, saí correndo aos berros e fui até a pessoa mais forte do mundo, aquela que iria me defender da borboleta malvada:</p>
<p>- Manhêêêêêêêêêê!!!</p>
<p>Ela calmamente me perguntou o que era o problema. Entre soluços, expliquei todo o drama:</p>
<p>- A borboleta tava saindo da casca, aí ela virou pra mim! Ela ia me pegar! Ela ia pular em mim!!!<br />
- Ora, minha filha. Se ela pular em você, você pula nela.<br />
- Mas e se ela me morder??<br />
- Filha, borboleta nem tem boca. Tem tromba.<br />
- Tromba é de elefante, mãe.<br />
- Que nada, chega aqui e vem ver na<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Encyclop%C3%A6dia_Britannica" target="_blank"> Britannica</a>, vem&#8230;</p>
<p><a href="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2010/08/proboscide.jpg" rel="lightbox[2004]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2023" title="proboscide" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2010/08/proboscide-300x236.jpg" alt="proboscide" width="300" height="236" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>MANO OLHA O TAMANHO DISSO PQP </em></p>
<p>Distraída com a tal tromba da borboleta (que se chama <em>proboscide</em>, veja na <a href="http://www.britannica.com/EBchecked/topic/336811/lepidopteran/39751/Evolution-and-paleontology?anchor=ref894487" target="_blank">Britannica online</a> que riqueza!), esqueci do trauma.</p>
<p>Algum tempo depois, ou antes &#8211; memórias antigas se confundem as vezes &#8211; aconteceu de novo. Fui molhar plantas numa floreira no canto do quintal com uma mangueira. O jato de água assustou uma pobre pererequinha, que pulou no meu bracinho gorducho e&#8230; grudou. Perereca gruda, porque tem ventosa. Sai novamente gritando, largando a mangueira no chão:</p>
<p>- Paiêêêêêêêêêêêêêê!!!!</p>
<p>Meu pai, muito preocupado em ler o jornal de domingo, levantou os olhos e&#8230;. desatou a rir:</p>
<p>- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA<br />
- Pai, socorro, uma perereca me atacou!<br />
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA<br />
- Paiêêêêê, tira essa perereca do meu braçoooooooo!!!!<br />
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA<br />
- Vóóóóó, o pai tá ficando roxo de rir e tem uma perereca grudada em mim, ME ACODEEEEEEE!!!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2010/08/perereca.jpg" rel="lightbox[2004]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2024" title="perereca" src="http://casadagabi.com/wp-content/uploads/2010/08/perereca-300x243.jpg" alt="perereca" width="300" height="243" /></a><em>A que grudou em mim era bem menorzinha. Acho. </em></p>
<p>Minha avó, sábia, pegou a mangueira e splash!, mandou um belo jato de água na perereca.  E ainda completou:</p>
<p>- Menina, se você soubesse quanta gente queria uma perereca&#8230;.</p>
<p>Não entendi na hora como alguem ia querer um bicho nojento como uma perereca. Eu era uma criança inocente.</p>
<p>Minha família e seus métodos educacionais. No fundo, foram ótimos: perdi o medo de bichos nojentos, me interessei por enciclopédias e aprendi uma piadinha de duplo sentido. Tem que amar uma família assim. <img src='http://casadagabi.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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