Tem sons que são tão gostosos que não dá pra não sorrir quando ouve. Por exemplo, gato ronronando. Aquele “purr purr purr” que eles fazem é delicioso. Mar batendo na praia de leve. Vento nas folhas, barulhinho de chaleira mostrando a água pronta pra virar café. Tudo isso me faz sorrir junto.
E risada de criança é a mesma coisa. Criança rindo faz a gente rir junto mesmo sem nem saber o por quê. Então juntar risada de criança com doações pra quem precisa é meio que a melhor combinação.
A Operação Sorriso funciona assim: é uma organização internacional que fornece cirurgia reconstrutiva para crianças com deformidades faciais, como lábio leporino e fenda palatina. E pra ajudar é MUITO simples: vá até o Facebook de Pepsi, curta a página e aperte o “play” para ouvir as crianças sorrindo. Para cada clique em uma das 5 risadas, a Pepsi doará U$0,50 para que mais cirurgias sejam feitas.
O total a ser doado será de U$100.000. Isso mesmo: Cem mil dólares pra ajudar crianças a levar uma vida mais sorridente. Você só precisa apertar o play e sorrir junto com elas.
Não tenho palavras pra expressar o quanto fiquei feliz com essa aprovação. Isso significa que na prática, os casais gays que residirem juntos poderão ter direito ao plano de saúde do companheiro, à previdência, seguro de vida, pensão em caso de falecimento. Assim como eu e meu marido, os casais gays podem assinar juntos documentos como compra de bens e imóveis.
Na prática, a união já existia, mas era tratada como sociedade civil; como se os dois parceiros fossem sócios de uma mesma empresa, e no caso de morte de um ou separação, o processo corria em varas cíveis e não de família. Aqui tem uma bela explicação sobre o assunto. Mas agora veio o reconhecimento do STF: os juízes e tribunais deverão acatar a decisão e pronto.
E é assim que deve ser. Os gays e lésbicas pagam os mesmo impostos que eu; são obrigados a votar como eu; têm desconto em carteira de trabalho como eu, respéitam a lei como eu. Pagam pedágio, usam bilhete único, devem no cartão de crédito, pagam as contas no final do mês assim como eu. Têm os mesmos deveres de cidadão que eu.
E mais que isso: os gays e lésbicas tem um coração, dois pulmões, olhos, boca e mãos. São feitos de ossos cobertos por músculo, gordura e cartilagem, cobertos por pele. Têm cabelos e unhas. Têm sangue nas veias, respiram, falam, caminham, amam, assim como eu. São tão humanos quanto eu.
Negar-lhes os direitos civis é negar a humanidade deles. E isso não podemos fazer jamais.
Por isso amanhã darei um pulo na Paulista para celebrar essa decisão histórica. Venha também e traga seu sorriso pra comemorar uma mudança tão importante.
:)
UPDATE: A globo.com publicou um tira-dúvidas. Vejam os detalhes clicando aqui.
Já fui a lugares, conheci pessoas, li livros, vi novelas, beijei bocas, ouvi músicas, vi shows, andei caminhos, corri esteiras, comi doces, subi pedras, nadei rios, fiz comida, abracei costas.
Já fiz muita coisa legal.
Já chorei perdas, dei topadas, levei tapas, ouvi broncas, abaixei cabeça, engoli sapo, dei socos, menti, errei caminhos, comi coisas vencidas, embatumei bolos.
Já fiz muita coisa chata.
Quando olho pra trás nesses anos todos, penso que minha balança pende pro lado bom. Sinto que fiz mais coisas boas do que ruins, visitei mais lugares bonitos do que feios, beijei mais do que levei chutes. Então está tudo bem; arrependimentos tenho poucos e alegrias tive muitas.
Mas ainda tem muita coisa que quero fazer. A vida tem data de validade, então é preciso fazê-las antes de expirar. O que falta fazer? Onde ainda preciso ir, qual prato preciso comer, qual banda preciso conhecer, qual livro ainda não li?
O que me falta fazer, afinal?
Hoje quando cheguei em casa tinha um presente da i9, uma cesta linda de piquenique com comidinhas deliciosas. E o convite: Fazer uma coisa nova, um piquenique, um convescote, beber vinho ao ar livre acompanhado de castanhas e queijo e geléia de framboesa.
Quanta coisa boa
Um convite pra fazer alguma coisa nova. Eu já fiz alguns piqueniques na vida, e hoje não quero mais. Mas usei o queijo e fiz uma tapioca de camembert com damasco, coisa que nunca tinha comido. E ficou boa pra caramba, de lamber os dedos. A campanha convida a não perder tempo e a fazer coisas novas, e eu aceitei um pedacinho dela.
Talvez não tenha aceitado tudo que me indicaram fazer porque a campanha é pra fazer 1009 coisas antes dos 30, e eu, velha que sou, já passei dessa marca. Fico lisonjeada com o engano: achar que tenho menos de 30 é um elogio à minha aparência e ao meu humor de menina. Mas o convite de fazer coisas novas vale mesmo assim: talvez não as 1009, mas 1000? 500? 738? O que de novo eu vou fazer antes dos 40? E antes dos 50? Apesar do filmezinho da campanha ser meio bobo e dizer que depois dos 30 não dá mais pra pular de pára-quedas, eu e o resto das pessoas das 3 décadas de vida estamos aqui pra provar que olha, dá pra fazer muita coisa antes dos 30 – mas depois dos 30 também damos um caldo. Conseguimos fazer muita coisa. Tipo escalar pedras num feriado só porque elas estão lá.
Eu e Eric, subindo muito
Tipo correr 10 quilômetros sem motivo aparente ou usar uma fita ridícula na cabeça só porque é legal.
oi
A cestinha linda serviu pra me fazer pensar em tudo que já fiz, no que faço agora e no que ainda farei no futuro. Os 30 anos são só um pedaço de tudo que eu quero fazer ainda. Só o começo. Você, que tem menos de 30, aproveite. E você, que tem mais de 30, desfrute. O caminho da vida é longo, e falta muito pra chegar no fim da jornada.
E enquanto medita nisso, aproveite pra achar os 2 (eu disse DOIS) gatinhos na foto abaixo. Quem achar ganha um beijo.
No sábado levei a mamis pra tomar vacina da gripe. Ela nunca tinha tomado e estava toda resmunguenta dizendo que ia doer, dar alergia, sei lá o quê. Mas eu enchi o saco dela: Tomo vacina todo ano há anos, e nunca tive nada além da dorzinha normal da picada. E fomos pro posto da Vitorino Carmilo na hora do almoço no sábado.
Estava vaziozinho, ela chegou, mostrou o RG pra provar que era maior de 60 anos, fez uma fichinha rápida e foi pra sala. Ali, uma fila de 3 pessoas e pronto, picadinha tomada e mamãe protegida. Minha mãe não gosta que eu fale a idade dela. Bobagem: pra quem tem mais de 60, ela tá lindona pra caramba. Aliás, a moça do posto de saúde achou que ela tinha dez anos a menos, então tá tudo no lucro.
Mamis impressionando as atendentes porque é muito linda
Essa primeira fase da campanha vai vacinar crianças entre 6 meses e 2 anos, maiores de 60 anos e gestantes. As grávidas podem e devem tomar a vacina, hein? Muito importante mesmo, pra proteger a si mesmas e aos seus bebês.
Pra saber qual o posto mais perto de você, veja esta lista dos postos de São Paulo. Se você mora fora de São Paulo, dê uma pesquisadinha – quem achar o link com a listagem dos outros estados pode colocar aqui nos comentários e eu publico pra todo mundo saber onde pode ir.
A campanha vai de 25 de Abril até 13 de Maio, os postos abrem cedinho e não tem desculpa: nem medo de agulha, nem nada. Se você está nas faixas indicadas, deve ir tomar a vacina pra ficar protegido! Mais pra frente, o resto da população vai ser vacinada, fique esperto pra saber quando será sua vez. Eu aviso por aqui, tá?
Um amigo querido está passando por um momento difícil: fim de um namoro longo. Alguns anos felizes, um último ano triste e o fim chegando recentemente. Ele está triste, coração machucado de amar, pés exaustos com a longa caminhada, ombros cansados de suportar o peso. Meu amigo está se sentindo velho, cansado e sozinho.
Aí estava conversando com ele e ouvindo Adele, e ouvindo Regina Spektor, e ouvindo essas músicas de coração partido que me tocam sempre, mesmo o meu coração estando aqui bem inteirinho dentro do peito. Porque por mais que eu esteja aqui, feliz, bonitinha com tudo indo direitinho, eu sei que amar é um pouco dançar na beira do abismo. A gente está ali, e de repente cai, sem muito aviso e sem muito por quê.
Eu já amei e deixei de amar e sofri em cada momento. É difícil amar. É difícil deixar de amar e de ser amada. Dói de verdade no peito. Em uma das vezes que acabou um relacionamento, fiquei uns 2 minutos sem respirar. Puxei o ar e soltei e fiquei sentada olhando pros meus pés sem respirar de novo. Eu esqueci de respirar naquele momento porque estava doendo tanto me ver sozinha que eu nem sabia como ia respirar de novo sem ele. Como doía.
E um dia a dor passou e eu voltei a respirar direitinho sem ter nem que pensar nisso.
Isso que é o importante: saber que passa. Dói, muito, muito mesmo. E é importante que doa, porque se não doer a gente não dá importância pra uma história bonita que se viveu. Mas a dor um dia passa, e a gente precisa deixar que ela passe. Minha avó já me dizia “Um dia isso também vai passar”. E ela, como sempre, estava bem certa.
Mais do que pensar que os anos juntos foram jogados fora, que você errou por 2, 5 ou 10 anos, é fundamental saber que isso é bobagem. Nada se perde; em qualquer história se aprende algo. E por mais que o fim da história seja dolorido, sempre há o que veio antes: o início, as noites em claro, os dias sonhando, o cheiro do outro que lhe faz sorrir; e o meio, os tempos de conforto, de reconhecer os passos do outro à noite, de dormir na mesma posição, de colocar os pratos na mesa do jantar, de criar os filhos, de construir a vida. E logo que o amor termina, o que fica é a lembrança do fim que dói tanto, esquecendo o começo e o meio que foram bons. Os anos dessa história não são perdidos: são anos a serem lembrados com carinho por conta do amor que houve.
Amadurecer a dor da perda é isso: conseguir olhar pra trás e saber que nada foi desperdiçado, que a história tinha que ser contada desse jeito. Que sua história teve começo, meio e fim. Um dia, você olha pra trás e vê o meio da história, e lembra com carinho de alguma coisa boa – e não dói mais, como ferida cicatrizada que deixa marca, mas pára de doer.
E aí você vai começar a perceber que um dia vai achar um maluco pra dançar de novo na beira do abismo com você, porque se a gente não se a apaixona a vida é chata demais. Então sinta tudo que há pra sentir agora: chore e se entristeça, mas tenha certeza: isso também vai passar.
Parte da letra da música que eu linkei lá no começo do post fala justamente sobre isso, sobre rever um antigo amor depois de anos, depois que passou o choque do fim e o tempo já cicatrizou os cortes:
There’s one thing I have to say so I’ll be brave
You were what I wanted
I gave what I gave
I’m not sorry I met you
I’m not sorry it’s over
I’m not sorry there’s nothing to say
Porque isso tudo que você sente agora, meu amigo, isso também vai passar.
(*fica uma menção honrosa a Tom Jobim e Chico Buarque, autores da música cujo trechinho roubei pra deixar no título, Anos Dourados. Nem ouso reproduzir a letra aqui, é genial demais pra isso)
Quando eu era criança diziam que se você conseguissE juntar 1000 anéis de latinhas de refri ou cerveja, poderia trocar por uma cadeira de rodas. Claro que era mentira, lenda urbana: ninguém nunca soube de posto de troca ou de nenhuma confirmação por parte das instituições.
Mas hoje, Primeiro de Abril, no Dia da Mentira, isso tá virando verdade.
A Espalhe criou um filme fofíssimo para o Guaraná Antartica. E a cada 1000 cliques em “gostei” no YouTube, uma cadeira de rodas vai ser doada para uma instituição beneficiente.
Imagine descobrir que você tem câncer. Agora imagine descobrir que seu câncer é bastante avançado, e que você vai viver só mais alguns meses. Agora imagine uma série de TV sobre isso.
Pode parecer deprimente, mas The Big C não é uma série triste: é uma série sobre uma mulher fazendo o que sempre quis fazer. A professora Cathy Jameson, vivida brilhantemente por Laura Linney, resolve que ao invés de se lamentar, vai fazer coisas que adiou a vida toda: viagens, festas, comer sobremesa antes do almoço, conversar de verdade com as pessoas. O casamento dela vai mal; o filho é um rebelde, a vizinha é uma velha chata, seus alunos são tediosos e entediados… Ela quer arrumar tudo isso e ser feliz antes que a inevitável morte chegue. O elenco é excelente – além da protagonista, tem Oliver Platt no papel de marido e Gabourey Sidibe como uma de suas alunas.
Pra entrar no clima da série, a HBO Brasil tem um aplicativo no Facebook pra você mesmo planejar o que fará este ano. A idéia é que ninguem precisa receber uma sentença de morte pra conseguir realizar alguns sonhos e viver uma vida mais leve e plena. Pra que esperar se dá pra ir pra praia no final de semana?
E falando em praia, tem sorteio: um super kit de praia pra quem comentar neste post até dia 31/01 dizendo “Eu quero ser feliz esse ano!” Porque em 2011 eu quero que todo mundo seja feliz.
Retomarei meu hábito de postar em pílulas – 2011 será um ano emocionante e merecerá muitos tópicos, eu sinto.
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Comecei o ano bem: logo depois da meia noite engoli um inseto OU um galhinho de árvore. Espero que tenha sido um galhinho. Se não é uma droga mesmo começar o ano comendo, sei lá, um besouro. ¬¬
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Pra compensar, ontem assisti a uma peça ótima: A Gaiola das Loucas, estrelada por Miguel Falabella e Diogo Vilella, esses lindos. Morri de rir. Já vi o filme, o adoro, mas a versão teatro-musical ficou super boa. Cenários incríveis, roupas maravilhosas e cheias de lamê. Eu tinha certeza que ia amar um musical cheio de drag queens cantantes, obviamente. Mas é muito, muito bom. Demos muita risada e vi o teatro inteiro dançandinho na hora da canção principal.
Falabella está ótimo no papel de Georges, e Diogo Vilella é um Albin/Zazá quase tão bom quanto o do filme original – um baita elogio, considerando que o original é Michel Serrault, super ator francês ganhador de milhões de prêmios.
Agradeço muito ao Bourbon que me enviou os ingressos e à super educada e competente Laura, que nos ajudou na porta do teatro quando vimos que estávamos em fileiras separadas, trocando nossos ingressos com um sorriso no rosto.
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O Eric voltou a blogar! o
Acessem o lindo blog SAIAM DO MEU GRAMADO e comentem o dia a dia resmungão do meu esposo.
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Nesse fim de ano ganhei uns presentes muito bacanas e vou sortear coisas aqui. Guenta aí que no fim de semana preparo os posts.
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Por fim, estou trabalhando em Pinheiros AND começo academia semana que vem. 2011 será um ano com restaurantes novos, eu sinto.
Passei o finzinho do ano em recesso do trabalho. Depois desse ano maluco, ficar parada por alguns dias me fez um bem danado. E assim: só parei mesmo depois do Natal, porque antes estava maluquinha com compras, ceia, cozinha, receitas, etc etc. Então eu realmente só consegui respirar um pouquinho depois do dia 25.
Uma das coisas que fiz foi rever 3 filmes que eu adoro. Os 3 da década de 80, bem datados mesmo. O primeiro é O Clube dos Cinco, dirigido por John Hughes, clássicaço sobre 5 estudantes que ficam em detenção e compartilham um pouco de suas vidas. Depois vi O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas, com a Demi Moore mocinha – e igual ela é hoje, deve dormir no formol essa bandida – e uma história sobre jovens que se formaram na faculdade e estão em busca de si mesmos. E fechei com Say Anything, primeiro filme dirigido pelo Cameron Crowe, delícia de filminho sobre um cara meio estranho que ama a menina mais linda da escola. É dele a clássica cena onde John Cusack levanta um rádio na porta da mocinha. Vejam que graça:
Say Anything é um dos meus filmes favoritos, porque amo o John Cusack, porque a mocinha não é uma boboca, porque o filme todo é um romance que não é melos: Dá pra ver e se sentir feliz sem ter a inteligência insultada.
Eu vi esses filmes há muitos anos e os revi algumas vezes depois. O que esses três filmes têm em comum e que pude notar ao vê-los assim, um depois do outro, é que são sobre mudanças. Os três falam de gente aprendendo alguma coisa, seja a se livrar dos estereótipos da escola ou a amar alguém ou a achar um emprego. É sobre pessoas, sobre fazer alguma coisas, sobre não se deixar ficar para trás.
E 2010 pra mim foi um pouco assim: aconteceu tanta coisa, mas tanta, que parece que o ano durou uma década. Não sei se é assim em todos os anos final 0, mas em 1990 meu pai morreu, em 2000 eu tinha acabado de me formar e agora em 2010 eu tô aqui, vendo no que isso tudo deu. Meu trabalho, o casamento, os amigos… foram muitos assuntos diferentes esse ano, e eu repensei tudo, mudei algumas coisas, aceitei outras, fiquei brava com algumas e mudei o que dava pra mudar. Foi um ano bom.
Em 2011 imagino que outras coisas acontecerão – seria um ano bem chato se nada acontecesse, não é?365 dias parados, de marasmo. Aliás, uma curiosidade: quando os chineses querem desejar o mal pra alguém, eles dizem “que sua vida seja interessante”, pois entendem que se sua vida for bem sem graça, nada de ruim lhe acontecerá. Pois bem: nada ruim nem bom acontece numa vida desinteressante. Quem tem medo das coisas ruins que podem acontecer nunca faz nada, não faz carinho num gato de rua, nunca come uma torta de chocolate deliciosa, não sabe que gosto tem uma graviola, não bebe água na nascente, não sabe como chegar naquela cidadezinha perdida nas montanhas, não mergulha sem saber se dá pé, não anda sem saber pra onde vai. Quem tem medo de tudo não conhece nada.
Em 2011, espero conhecer muitas coisas. Tenho planos e idéias, e se tudo der certo, no fim do ano estarei aqui contando pra vocês. Se der errado, eu conto também.
E pra fechar o ano, fiquem com a cena final de Breakfast Club. Enquanto John Bender, nosso herói, anda pelo campo de futebol da escola, a narração está dizendo isso aqui, ó:
Brian Johnson: Caro Senhor Vernon, aceitamos o fato de que tivemos que sacrificar um sábado inteiro na detenção pelo que quer que tenhamos feito de errado… Mas achamos que o senhor é louco por nos fazer escrever uma redação lhe contando quem a gente pensa que é. O senhor nos ver como quer, nos termos mais simples e definições mais convenientes. Mas o que achamos é que cada um de nós é um CDF… Andrew Clark: …e um atleta… Allison Reynolds: …e uma maluca… Claire Standish: …uma princesa… John Bender: …e um criminoso… Brian Johnson: Isso responde à sua questão? Atenciosamente, o Clube dos Cinco.
Um dia eu vou morrer. Você também vai. Ninguém gosta de pensar nisso, mas eis o fato mais real da vida: a cada dia, inexoravelmente, sua morte se aproxima. Não dá pra fugir, nem pra se esconder. E é por isso que eu acho importante falar assim, abertamente: vamos todos morrer. O Monty Python também acha:
Longe de ser um pensamento trágico, prefiro pensar nisso de maneira prática e realista. Morrer é apenas deixar o corpo físico da gente pra trás e ir pra outro lugar. Se você não acreditar em outras vidas ou em céu/inferno, mais fácil ainda: o corpo deixa de ser usado e por isso, perde a função, certo?
Então simples: A melhor coisa que se pode fazer é doar esse corpo. Muitos órgãos podem ser doados: coração, pulmões, pâncreas, vasos sangüíneos, fígado, rins, tendões, intestino, pele, coração, válvulas cardíacas, córneas, medula óssea… Tudo pedacinho de um corpo que você não vai usar mais. Das duas uma: ou sua alma foi pra algum lugar (se você acredita nisso) ou simplesmente acabou tudo. De qualquer jeito, doar seus órgãos não fará diferença alguma pra você.
Dado MUITO importante: Um único doador tem a possibilidade de salvar ou melhorar a qualidade de vida de mais de 20 pessoas. Imagine isso: você deixa de existir, e pode ajudar 20 pessoas a sobreviver. E pra doar órgãos, é muito simples: basta comunicar esse desejo ainda em vida. É só falar.
Acesse o site da campanha de doação de órgãos e se informe direitinho – tem até doações que podem ser feitas em vida, como sangue, medula, fígado… Eles me mandaram um coração de pelúcia super fofo pra divulgar, e eu adorei. Agora, cada um faz sua parte. Avise sua família e seus amigos que você deseja doar seus órgãos. Assim, quando chegar o momento, eles poderão fazer esta escolha, sabendo que esta é sua vontade.
De quebra, você ainda pode participar de um concurso cultural e ganhar uma bela grana em premios. Vejam aqui, ó!