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29
Dec

Balanço geral

por Gabi

2009 foi um ano maluco. Maluco. Aconteceu muita coisa comigo, na maior parte coisas boas, e uma ou outra coisa ruim. E uma parte disso eu contei aqui no blog. Outras coisas eu não contei, preferi guardar pra mim.

Esse blog nasceu como um diário virtual mesmo. Eu escrevia aqui, ainda no finado weblogger, textos sobre minha vida, minha casa, meu trabalho, meus amigos… Ia contando meu dia-a-dia e não assinava o nome. Na época (estamos falando de 2001, minha gente) eu trabalhava num lugar bem careta, onde se eu dissesse que tinha um blog provavelmente seria levada pra enfermaria pra colocar um band-aid nele. Então eu não dizia meu nome, nem onde eu trabalhava, nada.

De uns anos pra cá, especialmente depois de 2006, comecei a dar nomes aos bois. Assinei tudo, comecei a colocar fotinhos, entrei no Twitter com meu nome de verdade e tudo mais. A persona Gabi, do blog, se misturou com a persona Gabi, da vida. E foi melhor assim: o blog me trouxe amigos, me abriu as portas pra uma mudança radical de área profissional, me deu montes de oportunidades.

Me deu algumas dores de cabeça, bem poucas. Meia dúzia de comentários anônimos malcriados, um ou outro xingamento… Mas no geral, acontecem coisas boas por aqui. No geral, minha vida blogueira é boa. Eu gosto. :)

E eu sei que deveria escrever mais aqui. Eu sei, eu sei. Mas o problema é que eu gosto demais desse espaço. E por gostar demais, odeio fazer textinho meia-boca, burocrático, só pra constar. Só pra dizer que postei, sabem? Não gosto, não quero.

E por isso tomei minha resolução de ano novo: vou escrever mais aqui, e com mais carinho. Vou falar mais de casa, das graças que os gatos fazem. Vou colocar fotos do meu armário torto, do gato dormindo com a pata na cara, da minha epopéia pra comprar biquini, da minha aflição e pavor quando encontrei uma barata escondida numa gaveta. Em 2010 vou contar mais histórias. Quaisquer histórias.

Porque história boa é aquela que se conta com graça, com riso ou lágrima, com vontade de gritar ou de dar uns tapas em alguém.

Porque meu blog é diarinho, sempre foi,  e me orgulho disso.

E em 2010, eu quero muito poder me orgulhar de quem eu sou e do que eu faço.

Feliz ano novo pra todo mundo – e que o 2010 de vocês seja tão fantástico quanto eu pretendo que o meu seja.

09
Sep

I’m Alive!

por Gabi

Queria vir aqui contar que meu feriado foi o máximo, na praia, cercada de gente que amo, comendo churrasco e bebendo coca zero geladinha enquanto olhava o mar; jogando Imagem e Ação, truco, lendo e dormindo à beça.

Também queria dizer que o Luluzinha Camp foi o máximo apesar de eu estar exausta no dia, que por coincidência foi meu aniversário, e que quando eu cheguei lá as meninas me cantaram um parabéns estrondoso e sincero; e que lá tinha comidinhas deliciosas e que matei um pouquinho a saudade de gente querida que mora longe, como a Lu, a Bia, a Lolló.

Queria dizer que o trabalho novo é muito bom, muito legal e muito, muito maluco. Mas que estou amando.

Queria falar sobre tanta coisa, mas tanta… Pena que não vai dar tempo.

Merda.

03
Aug

O Melon Cat ataca novamente

por Gabi

Meu dia não estava tão bom. A correria do trabalho – expliquem por que cargas d’água as coisas têm que acontecer a partir das 17hs? – e preocupações em geral me deixavam ensandecida desde logo cedo, mas eu tinha um objetivo em mente que ia melhorar minha vida: era sexta feira e eu ia sair do trabalho, resolver minha franja, jantar no Outback e ir ao cinema. Muitíssimo simples.

Saí do trabalho no horário (Mas acabei tudo que precisava. Oi, chefe! o/) e corri pro salão de cabelereiros. Elizete, minha nova cabelereira evangélica, me aguardava. Um aparte: as duas melhores coisas que me aconteceram na Berrini foram a Elizete e a Dra Janaína, dentista que usa uma touca de florzinhas. Voltando: Elizete já estava a postos, pronta pra chapar minha franja.

Há uns 20 dias, surtei e resolvi cortar uma franja. Franjão mesmo, estilo indigena. Cortei e adorei. A franja cobre as rugas da testa me deixa com ar jovial e leve, não fico mais bochechuda que o normal, então tá tudo bem. O problema básico é que meu cabelo é RBD rebelde e a franja tava com umas pontas estranhas, uma coia meio Princesa Cogumelo. Tava assim, ó:

eucorte1
Não tava ruim, mas eu não gostava das tais pontinhas pra fora. Então, resolvi ceder: ia fazer uma escova progressiva na franja pra domar a danada. Só na franja: eu gosto das minha ondas e cachos no resto do cabelo. Munida de coragem e de uma revista de fofocas, aguardei os produtos mágicos fazerem efeito. Depois de uma hora eu estava assim, ó:

meloncat

Sim, igual ao melon cat. Não, eu não vou tirar uma foto e postar aqui. Enfim, segundo Elizete isso vai melhorar. É só no dia que faz que fica assim – e não pode prender, nem lavar. Mas é o preço que se paga por uma franja linda, né? Decidi que meu dia só podia melhorar, e fui ao encontro de meu amado para irmos comer e ver um filminho bacana.

Ao chegar no Villa Lobos, descubro que não tem Outback lá. Frustradíssima, comi qualquer coisa. Aí fomos ao cinema. Na fila, uma zona: filas tortas e confusas, atendendes mais ainda. Depois de vários minutos, começaram os alarmes falsos: a gente achava que um caixa estava aberto – afinal o caixa estava vendendo entradas, coisa costuma acontecer quando um caixa está aberto, exceto por este, que estava fechado. Aliás, fenômeno: nunca vi um caixa fechado vender entradas exceto no Cinemark. Acabamos conseguindo comprar nossos ingressos pra ver Inimigos Públicos num dos caixas fechados abertos (ou não) e fomos pra sala. Lugares F 13 e 14, ótimos lugares numa sala já cheia.

Fomos pros nossos assentos. A letra da fileira é fácil de ver: está iluminada no chão. Já o número é impossível, uma vez que fica na propria cadeira, escondido. Chamamos a lanterninha: descobrimos que nossos lugares estavam ocupados. O casal que ocupava nossos lugares mostrou o seu bilhete: F 15 e F16, que ficam ao lado. Estes também estavam ocupados, desta vez por uma moça, que mostrou o bilhete: F15. Sim, o sistema vendeu duas entradas iguais pro mesmo filme e sessão.

À beira de um ataque de nervos, com o filme já começado, fomos pedir entradas pra outro filme. Não havia nada decente começando, por óbvio. Quase chorando de cansaço, convencemos o gerente a nos trazer dois vale-ingressos (que ele deve ter esculpido em mármore usando uma faca de manteiga, pelo tempo que levou), que usaremos em qualquer Cinemark que não seja o do Villa Lobos.

Infelizes, sem cinema e sem Outback, já nos resignávamos a ir pra casa tristonhos, quando nos lembramos da Cremeria Nestlè. Chegamos lá e fomos atendidos rapidamente, por uma mocinha muito simpática, que montou dois sovetes enormes pra gente.

brownie_supreme

Cheios de calda e repletos de chocolate, os sorvetes estavam perfeitos. Enquanto comíamos nossas delícias, refleti que a Cremeria Nestlè é um pedaço do céu na terra, que a mocinha atendente merecia uma gorjeta polpuda e que o mundo, afinal, não é um lugar tão ruim.O açúcar, como já contei aqui, faz milagres pela nossa vida.

No entanto, meu cabelo ainda se parece com o do Melon Cat. :(

15
Jul

Dois lados da mesma história: Tanto e Brüno

por Gabi

Essa semana tive oportunidade de ver uma peça e um filme sobre gays, com pegadas completamente diferentes.

A peça, chamada Tanto, fala de 3 homens. Um deles acaba de se separar. É amargurado, sério, triste. O outro é um enfermeiro fã de Elis Regina. Louca, bichona, divertida – e triste. E o terceiro é um garoto de programa gaúcho: jovem, solitário e muito, muito triste.

tanto

Os três se relacionam, conversam, avaliam suas vidas. O texto é denso, reflexivo. Faz a gente pensar muito nos nossos próprios relacionamentos, nas pessoas que nos cercam. Apesar de ser triste, eu gostei. Recomendo – desde que levem lencinhos!

Os atores são lindos, talentosos, vivem as emoções dos personagens com uma intensidade impressionante. Está em cartaz no Teatro Augusta até o fim do mês, e agora começou uma promoção de meia entrada pra todos. Vale cada centavo.

Na segunda vi a pré-estréia de Brüno, novo filme do Sacha Baron Cohen, o mesmo de Borat. Não é profundo, nem politicamente correto. Mas é engraçado. E é MUITO engraçado ver a reação real das pessoas ao afetadíssimo e estereotipado Brüno. Exilado da sua Europa natal, Brüno vai à América tentar ser famoso. Pra atingir seu objetivo, adota uma criança como Madonna, entrevista a Paula Abdul, tenta resolver a crise no Oriente Médio, procura um pastor que garante que vai “curá-lo” do homossexualismo… Vale tudo.bruno

Aqui, Bruno e Alessandra Ambrósio juntinhos num ensaio pra Elle.

O legal é que a maioria das pessoas ali são pessoas reais, e não atores. As reações deles são as reações reais que eles teriam com um gay de 1,90 de altura vestindo um shortinho de couro. O pastor que “cura” gays é particularmente engraçado.

O que poderia ser um filme estereotipando os gays vira um filme que se preocupa mais em humilhar a sociedade americana e os imbecis que habitam por lá. Vale o ingresso, se você não se incomodar com algumas piadas nojentinhas e com uma cena de pintocóptero.

Não me perguntem o que é isso, sou moça de família. ;)

17
Feb

Nescau, energia que tá em falta

por Gabi

Prezada Dona Nestlé,

tenho 31 anos e sou bebedora fiel de Nescau desde que me entendo por gente. Na minha mamadeirinha, mamãe colocava o delicioso achocolatado em pó no leitinho morno e eu bebia tu-do. Mamãe ficava orgulhosa e eu ficava feliz e com minha barriguinha aquecida.

Imagem roubada daqui, um blog bem bacana.

Cresci, virei uma mocinha, mas nunca abri mão do hábito de tomar um copão de leite com Nescau de manhã. Eu adoro leite, e adoro Nescau, então era tudo lindo! Acordar e virar meio litro de leite gelado bem batido com Nescau é tipo o paraíso.

Minha vida era boa, colegas.

No entanto, nada que é bom dura pra sempre. Em 2007 , eu acho, você lançou no mercado o tal Nescau Power, Dona Nestlé.  E era uma porcaria. Com gosto de Nescau velho. Blergh. Mas tudo bem, meu tradicional Nescau continuava à disposição. Aí de uns 2 anos pra cá veio a perdição: Nescau 2.0.

Oi? Que porcaria é essa, Dona Nestlé? Tem uma família inteira dessa tranqueira, com diversas embalagens? Mas não dissolve! É doce demais! É muito ruim! Tem gosto de Toddy! Pelamor, como assim gosto de Toddy, Dona Nestlé? Esse poderia ser o mote da propaganda, até: “Gosta de Toddy? Tome Nescau 2.0, é tão ruim quanto!”

Mas tudo bem. Você pode lançar quantos produtos quiser, Dona Nestlé. Eu ainda teria o meu bom e velho e delicioso Nescau original, tradicional, imaculado.

Mas não.

Não acho mais Nescau normal pra comprar em lugar nenhum. Já fui em vários mercados aqui em São Paulo e o que os atendentes informam é que a Nestlé não está entregando mais esse tipo. COMO ASSIM???

Indignada, liguei no 0800-7702411, o telefone de atendimento e reclamações da Nestlé. Lá, a mocinha informa que está tudo normal. Como assim normal se eu não acho em mercado nenhum?

Sabe o que eu fiz, Dona Nestlé?

Comprei Ovomaltine. E vou continuar comprando enquanto não houver volta do meu amado e idolatrado Nescau Tradicional.

PS: Milkshake de Ovomaltine é uma delícia. Já o de Nescau nem existe, né? =P

12
Jan

Minha vida era assim

por Gabi

Passei boa parte do fim de semana comendo camarão até quase explodir assistindo à série My So-Called Life, que me foi emprestada por uma amiga querida. Essa série passou em 95, mais ou menos, e conta um ano de vida de Angela Chase (Claire Danes), uma estudante do segundo grau (sou velha, não sei como chama agora) que passa por tudo aquilo que todo mundo passa aos 16 anos: se apaixona, muda de amigos, fica confusa, briga com os pais, com a irmã, com os professores…

A grande diferença dessa série em relação às demais é que é tudo muito real. Angela tem uma vida muito normal. Não está preocupada em ser popular ou em dizer que as cheerleaders são más, ou em conquistar o bonitão do time de futebol americano. Talvez por isso tenha durado só uma temporada.

Vendo essa série hoje, quase 15 anos depois, entendo porque eu a assistia obsessivamente. Angela é real, e muito parecida comigo na mesma idade. Boa aluna, boas notas, mas meio deslocada. Eu não era nerd o suficiente pra me misturar aos cdf’s, nem popular o suficiente pra ser a bacana da classe. Eu tinha amigos estranhos. Tinha um cara, meu amigo, que eu achava que era gay, e ser gay aos 15 anos é bem difícil. Tinha uma amiga que cresceu muito e se achava alta demais e comia banana com aveia pra engordar e tentar ficar mais gostosona.

Aí, na série, Angela se apaixona pelo Jordan Catalano. O Jordan Catalano era lindo como só os meninos de 16 anos são lindos quando você tem 16 anos. Logo no primeiro episódio, ela diz que gosta do jeito que ele se encosta nas coisas. E que ele fecha os olhos como se estivesse pensando em algo muito difícil, e que é por isso que ela está apaixonada. Jordan tinha uma banda, Jordan usava roupas descoladas e tinha uma jaqueta de couro e usava botas incríveis. Jordan Catalano era igualzinho aos garotos que eu achava lindos naqueles distantes anos de colégio. Se eu fosse contar aqui quanto meninos

E eles ficam juntos e depois brigam, e eles sofrem como só se sofre aos 16 anos, daquele jeito que você acha que nunca mais vai parar de doer depois de levar um fora. Ver isso hoje dá saudade, bate uma nostalgia, um sentimento agridoce de saber que eu nunca mais vou me sentir assim. Aquele amor platônico de passar horas contemplando a nuca do cara na aula de biologia. Ou de ficar no intervalo olhando pelo canto dos olhos pra ver se ele foi comprar um refri, e ir casualmente na mesma hora, parar do lado, estender o braço com a fichinha da cantina, mas nunca, nunca mesmo, dizer a ele que está interessada.

Aqui tem um clipezinho bem piegas dos dois. Sim, é breguinha, é piegas, é bestinha. Mas é lindo demais. Ignorem as roupinhas.

Sim, a gente usava essas coisas estranhas nos anos 90. Eu tinha um vestido de flores largo e medonho, mas que eu achava lindo. E usava com botas, pra ficar ainda mais feio bacana.

Enfim, essa série me leva de volta àquele tempo bom que não volta mais. E eu me sinto meio triste por isso ter acabado, e meio feliz porque acabou. Porque convenhamos, não era nada fácil mesmo ter 16 anos.

06
Jan

Promessas, promessas.

por Gabi

As coisas aqui estão paradinhas, né?

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De vez em quando eu me lembro que isso aqui é um blog pessoal. Um blog pra falar de mim, um espaço onde eu digo o que penso. Foi pra isso que eu o criei: pra dar minhas opiniões e contar minhas histórias.

Os posts que mais gosto são os de histórias. O vestido da Zara. A cliente vidente. O sapato roxo. O gordinho e o Fiat 147. E são histórias bobas, simples. E minhas. Isso é que faz diferença: elas são minhas. Porque o que importa não é a história, mas sim como ela é contada. E quem vive a história, a conta melhor.

E eu ando meio sem pique de contar histórias.

Mas tô aqui trabalhando em uma envolvendo corretoras de imóveis, vizinhos funkeiros e um cabo de guarda-chuva. Sério.

Juro que quando sair, vai ser ótimo.

21
Nov

O bem de um descanso

por Gabi

Como alguns acompanharam no Twitter, trabalhei até de madrugada essa semana. Mesmo tendo dormido bem na noite seguinte, ainda acordei exausta. Foram precisas duas noites longas de sono pra começar a me sentir bem de novo. Aí dei umas dicas no Blog da Nivea [bb]pra ajudar a minimizar essa desgraceira que é dormir mal.

O descansi ajudou a botar a cabeça no lugar, a voltar a escrever…. Também ajudou a ter tempo de fuçar num site incrível, indicado pela Lia: Como saber se seu gato quer te matar. Vale a navegada em outras páginas do mesmo site, como “Como transformar seu carro numa máquina assassina“, “Razões pra deixar crescer uma barba muito longa“, “9 motivos pra não sair com um tiranossauro rex” e “10 razões pra namorar um unicórnio“. Tudo em inglês, mas vale a vista com carinho e os desenhos são ótimos.

Também quero arrumar meu blogroll e colocar mais gente fina, elegante e sincera ali. Me mandem links de blogs bons, faz favor?

Ah, e nesse feriado eu pretendo descansar – apesar de ter que dar uma trabalhada hoje – e ver meus amigos queridos. Sinto falta das pessoas queridas que me cercam e acho que estou enlouquecendo o Eric com toda a minha necessidade de amor e carinho. Essa vida de trabalho não pode impedir a gente de ver os amigos.

Então amanhã estou marcando uma coisa gostosa na hora do almoço. Quem quiser, entre em contato. Não vou cozinhar, mas envolve comida!

06
Oct

Eu nunca…

por Gabi

…acreditei que fosse ter um tênis mais perua que meu all star de oncinha dourado, até que mamãe me presenteou com um assim, de paetês dourados:

…pensei que conseguisse comer mais de 30 nigiris de polvo, até que fui almoçar no japonês aqui do lado e comei exatamente isso, acompanhado de shimeji e camarão.

….achei que iria num casamento tão legal como o que fui no sábado – essa semana sai um post mais detalhado, prometo.

…imaginei que as pessoas iriam vir me encher o saco achando que o post da Contém1g foi jabá. Não foi, bando de energúmenos! Eu gosto mesmo da marca e pretendo falar de outras que gosto aqui, sem ganhar um tostão por isso, apenas porque os produtos são bons. Sempre que o post for patrocinado ele estará na categoria “Publieditorial”. Manés.

20
Sep

A day in life

por Gabi

Cara, odeio o despertador do celular. Acordar o namorado. Dar beijo na bochecha, pra ser meiga, mas assim ele não acorda. Melhor levantar rapidinho e dar comida pros gatos. Nossa, a ração tá acabando, vou ver se compro amanhã. Banheiro, escovar dentes, baita bafão uma hora dessas. Acordar de novo o namorado e esse puto não acorda. Vou jogar água nele. Nada. Vou jogar o gato nele. Nada. Vou jogar a televis…ah, acordou. Despachar namorado pro trabalho é um saco mesmo. Cadê minha blusa preta? Cadê meu sapato preto?  Caramba, bora jeans-blusa amassada-casaco de sempre-all star. Acho que hoje não tem reunião. Acho. Espero que não. E se tiver? Ah, já era.

Agora buscar o carro no mecânico, ficou pronto hoje. É longe esse mecânico, ainda bem que é descida. Uia, uma feira, faz tempo que não passo na feira. Ai, a barraca do pastel. Vou comer pastel. De pizza, nham. Caldo de cana com limão, claro. Delícia, gelado. Tem pastelzinho de vento, vou levar um pro pessoal. Mais uns quarteirões até o mecânico. Caraca, ficou caro esse conserto. Tô sem dinheiro. Mas pelo menos o Abel cobrou um terço do que a autorizada tinha pedido. mesmo assim, de onde vou tirar essa grana? Merda. Ele parcelou em duas vezes, acho que foi dó de mim. E parece que agora vai ficar uma luzinha acesa direto no painel. Lindo, tenho um carro com luz eterna. Tipo uma rave no celtinha. Bacana. Que trânsito esse. Gente muito folgada, olha o cara em fila dupla. E esse outro a dez por hora no meio da rua.

Achei vaga rápido, que lindo. Trabalho, estagiário novo começa hoje. Buchas e mais buchas pra resolver. Apresentação pra entregar. Tem dia que não aguento mais ver powerpoint na minha frente. É hoje que eu mando um tomar no cu. Ainda bem que tem equipe forte aqui, pra rir e pra trabalhar duro. Almoço. Coca-cola pra aguentar a tarde. Mais trabalho. Mais, mais. Como assim eu tenho que entregar uma parada pra segunda? Hoje é sexta, cazzo. Mas que bosta, ainda bem que é sexta e amanhã eu não trabalho. Acho. Ou trabalho, acabaram de pedir um treco gigante de coisas de antes de eu assumir a área e que eu não faço idéia de como fazer. Trabalharei, certeza. Tô cansada.

Rodízio, só saio as 20hs. O tempo não passa, mesmo com milhares de coisas pra fazer. Passou. Saí, parei o carro meio longe, a rua tá escura, que medo. Mas tudo bem, caminho de casa. Encontrar namorado e amigos pra cerveja e petiscos no Tiro Liro. Desmaiado é o melhor doce do mundo, tudo que eu precisava. Risadas, abraços e casa.  Ler um pouco. Livros bagunçados, misturando com os outros livros que estão do lado da cama. Mas amanhã eu guardo tudo isso, sábado é dia de arrumar a casa, e porque diabos tô aqui pensando no trampo de amanhã se hoje ainda é sexta à noite? Esquece, hoje não dá pra ler, cansada cansada cansada. Graças a Deus eu tenho amigos e namorado, e aí acabou mais uma semana, é sexta e amanhã é sábado, e eu agora vou dormir.

Puta que pariu, acabou a semana.