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25
Apr

Drops

por Gabi

Fui à Brasilia no final de semana para o casamento de um amigo querido. A festa foi sensacional, decoração maravilhosa, comida boa, pista de dança, docinhos, tudo impecável, somado à cara de feliz da noiva e do noivo. Uma delícia, mesmo. Só que meu vestido estava largo e ficava caindo, mas meu sapato era tão lindo que acho que mesmo se ficasse semi pelada na pista ia continuar me achando sensacional e glamourosa só pelo sapato e era capaz de continuar dançando com meus saltos de cetim.

A cidade é bem ajeitadinha, mas fiquei impressionada com as construções, todas meio iguaizinhas. É estranho pra quem cresceu na zona que são os prédios e casas em SP. Tudo certinho, e a cidade meio vazia por causa do final de semana, o eco que rola ao bater palmas no meio do concreto. Niemeyer gosta de um concreto, impressionante. E o vento fortíssimo em qualquer ponto da cidade.

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Aqui na firma tem um dos reservados no banheiro que tem uma janela. Sempre que vou ao banheiro escolho esse reservado. Aí eu aproveito pra abrir a janela e ver um pedacinho do céu – nessa época do ano o céu está lindíssimo. Aqui em SP quase todos os dias de outono tem céu azul, com poucas nuvens, e a luz está linda. Adoro o clima entre abril e junho. Quando está pra chover, eu vejo as nuvens se agrupando e escurecendo. É bonito esse pedaço de céu.

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Hoje na volta do dentista parei na esquina pra atravessar. Um táxi se aproximou, com essa música rolando bem alto. O motorista era negro, tinha a cabeça raspada, usava óculos escuros enormes e uma camisa clara bem passada. Ele reduziu a velocidade  ao chegar no cruzamento e colocou pra fora da janela uma mão do tamanho de uma raquete de squash, fazendo um gesto elegante para que eu passasse. Ao mesmo tempo, sorriu um sorriso gentil de dentes branquinhos e regulares, piscou e disse com uma voz linda: “Pode passar, princesa”.

Acho que se eu não fosse casada, dava meu telefone. Ganhei o dia, quiçá a semana: Sou uma princesa.

02
Mar

Berrini, aqui me tens de regresso – Parte 2

por Gabi

Aí já era hora de almoçar! Decidimos ir a um japonês incrível que tem ali perto. Ao sair do prédio, notamos uma nuvem negra do tamanho de Osasco transformando a Berrini numa Gotham City em pleno meio dia. Bravamente ignoramos os sinais e fomos em busca do salmão perdido. Entretanto, o destino conspirava para que eu disputasse o troféu Gata Molhada 2012 por bem ou por mal. Subitamente, uma tempestade despencou sem dó sobre nossas cabeças. Corri, de salto – mencionei que estava de salto? pois bem, estava – em busca de abrigo sob uma marquise, junto com todas as outras 37 pessoas surpreendidas pela chuva. Enquanto tentava evitar que minha blusa se tornasse pornográfica, fazíamos gestos para atrair um taxista que nos salvasse. Um deles se apiedou e conseguimos nos salvar.

Representação artística de uma gata de biquíni

Algumas horas depois, eu ainda tentava dominar o MacBook, criar uma apresentação no keynote, entregar uma lista de uns 70 links e decorar o nome de todo mundo. De novo, falhei miseravelmente. Quando o moço da TI me trouxe um mouse, eu quase o abracei e declarei amor eterno, porque aí eu pelo menos conseguia clicar nas coisas que queria ao invés de fechar as preciosas páginas que estavam abertas.

Na hora de ir embora, saí correndo antes que me demitissem por usar uma camiseta molhada no primeiro dia de trabalho. Piadista, o motorista do ônibus esperou pra sair do ponto 30 segundos antes de eu chegar. Poderia ter dado mais uma corrida de salto alto – afinal, já estou craque nessa habilidade – mas o receio de cair nas imensas poças do terminal Lapa e de fato virar a Gata Molhada me impediram.

Sem saber usar minha principal ferramenta de trabalho, descabelada, molhada, com os pés inchados, mas ainda viva, passei na padaria pra comprar pães antes de finalmente ir embora – e fomos atendidos pela balconista mais mal humorada e resmungona da história das padarias. Ao chegar no prédio o elevador estava parado no último andar.

E isso foi apenas o primeiro dia. Prevejo fortes emoções na minha vida.

Vai rindo, Gabriela.

28
Feb

Berrini, aqui me tens de regresso – Parte 1

por Gabi

Você sabe que seu dia será diferente quando ao chegar na estação de trem percebe que há uma mancha enorme na sua blusa branquinha. E é seu primeiro dia de trabalho na firma nova.

Recebida de braços abertos pelo peculiar e suave odor do Rio Pinheiros, desci do trem com os olhos brilhando e o coração cheio de esperança: apesar de amar a ex-empresa, a idéia na agência nova é de um trabalho diferente, mais criativo e tal, então a mudança é mais do que bem vinda.

Claro que cheguei mais cedo do que esperava, e aí aproveitei pra ir ao banheiro dar um jeito no cabelo, lamentavelmente comprometido pelo suor causado pelo agradável calor matinal, que se aproximava dos 28 graus antes das dez da manhã.

Ao lavar as mãos, a parte de cima da torneira soltou-se, a mola interna que controla a abertura alçou vôo, e muita água espirrou – na minha direção. Com os reflexos de quem já desviou de barata voadora na Estação Presidente Altino, pulei pra trás e escapei de ficar conhecida como Gata Molhada na empresa logo no primeiro dia. Depois de tentar consertar a torneira e falhar miseravelmente, procurei ajuda. A única pessoa por perto era a tia da Copa, que além de me consolar dizendo que a torneira  já estava solta, ainda me deu um café. Genial.

Só faltou o coelhinho no café. <3

Aos poucos os colegas foram chegando e eu fui notando que todos possuíam lindíssimos computadores Apple. Todo mundo de MacBook. Finos, design maravilhoso, de uma elegância ímpar. Comecei a me preocupar: eu não sei nem onde liga um Mac. Apavorada com a perspectiva de nunca conseguir trabalhar porque computador desligado não entrega proposta, fiz piada com a secretária, dizendo jocosamente “ah, quem começa hoje na firma não ganha Mac, né? Fica com o PC velho, ha ha ha!” e ela, super boazinha e achando que eu estava mesmo preocupada por não ter um mac, me deu a resposta que eu não queria: “Aqui todo mundo usa Mac, fica tranquila que você vai ter também!”. Engoli em seco e sorri nervosamente, tentando manter o ar de competência tranquila que todo recém contratado deve aparentar em seu primeiro dia – desde que não esteja toda molhada, descabelada e com uma mancha na blusa, bem entendido.

Exemplo de como eu me relaciono com MacBooks

O simpático moço da TI chegou com meu computador: um lindíssimo MacBook. Ele diligentemente me mostrou que o email estava configurado e que todos os programas que eu ia precisar estavam lá. Eu olhei pra tela, tentei clicar em meia dúzia de coisas e não consegui. Com um sorriso inabalável, perguntei aos colegas como deveria abrir o Gtalk. Eles solicitamente informaram que não há Gtalk no Mac, tem que usar um client (que não estava instalado no note, claro) Fui ao banheiro chorar um pouco logo depois, mas acho que ninguém notou, exceto a tia da Copa que me ofereceu mais um café. Melhor tia.

Aí já era hora de almoçar e é claro que mais emoções me aguardavam, inclusive uma segunda tentativa de receber o prêmio Gata Molhada 2012.

(este post continua em breve)

07
Feb

Viagem

por Gabi

Queria fazer um post super bacana sobre a viagem que fiz semana passada, porque eu andei descalça na grama e foi fantástico só por isso. E fui a um borboletário, uma espécie de criadouro de borboletas que vai soltando as bichinhas na mata conforme vão nascendo. Como eu nem sei como escrever sobre uma coisa tão bonita, tirei umas fotinhos. :)

 

 

29
Nov

Banda, banhas e bustos

por Gabi

A correria anda impressionante. E pra trabalhar correndo eu preciso de combustível: enfio os fones de ouvido e isolo o mundo exterior, pra me concentrar. Melhor coisa.

Essa semana vazou o novo do The Black Keys, banda que já nos brindou com muita música boa e um clipe ultra fofo. O link que eu tinha pra baixar já era, mas veja ae descontraidamente o El Camino disponível no Pirate Bay se você apoiar essa coisa horrenda que é a pirataria e tal. Olha só o primeiro clipe pra sentir a belezinha que é Lonely Boy, primeiro single a ser lançado.

Descobri que eu não sei agradecer algumas coisas. Por exemplo, encontro alguém que não me vê há algum tempo e a pessoa diz “Você emagreceu bastante!” e ao invés de agradecer eu digo “Emagreci, está sendo horrível de difícil e eu quero matar pessoas e chutar a parede, mas emagreci sim” ou alguma variante mais educadinha.

A real é que eu não vejo muito porque agradecer por uma coisa que só está acontecendo por um baita esforço da minha parte. Academia 3 vezes na semana, salada, nada de docinhos, isso tudo é um porre e o mínimo que tem que acontecer é eu emagrecer. Então se eu te encontrar e você me achar mais magra e eu não agradecer, não se ofenda. É só o meu jeitinho mesmo.

 

Comprei simplesmente 3 sutiãs na Loungerie. Apesar de não ter sido muito bem atendida na primeira vez que fui lá, o sutiã é tão fantástico que voltei e aí sim fui atendida direitinho.

Eles seguem a numeração americana, de medir o tronco e o busto, e aí chegar numa medida que sirva direitinho na taça e nas costas. Vale a visita (e espero que você seja bem atendida) e o preço é bem ok.

Enfim, essa é minha vida. Como vai a de vocês?

07
Nov

Resumão: a semana da blogueira

por Gabi

Semana movimentadíssima! Sério, não parei nos últimos dias e nem sei quando vou consegui parar. Mas né? É assim que funciona quando você nasce pobre e precisa trabalhar. =)

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Na sexta fui ao show do Pearl Jam. Maravilhoso. Tudo muito lindo. Pra começar, quando chegamos (já meio tarde por causa do trânsito) a arquibancada onde devíamos ver o show estava cheia e fomos encaminhados pra uma outra – BEM mais perto e de onde dava pra ver tudo. O show foi sensacional, setlist maravilhoso. Quase morri quando tocaram Black e depois Just Breath, e tocaram Even Flow e Once e Elderly Woman Behind a Counter in a Small Town e depois um cover de The Who que me fez quase cair dura.

Valeu esperar 20 anos pra ver de perto. Valeu o trânsito e o cansaço e a correria e o preço exorbitante do ingresso. Nada como ver uma das melhores bandas da atualidade em companhia de gente muito querida.

 

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Teve Planeta Terra também: o show do Strokes foi bem bacana, Interpol idem. Mas acho que tô ficando velha demais, sei lá. Mas eu postei uma foto que todo mundo disse que eu tô mais magra, então tá valendo.

Rapha, eu e Ariane, só as lindas

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Aniversário da mãe e da sogra: mega hit combo de almoços deliciosos e uma certa fuga da dieta, mas com galhardia. Doravante comemorarei apenas no Natal para emagrecer mais

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Uma iniciativa MEGA legal que acabou de acabar: a Loungerie cadastrou 1000 mulheres que vão trocar sutiãs usados em bom estado por sutiãs novinhos – e os usados vão ajudar mulheres que precisam de próteses de tecido por causa do câncer de mama. Vale o link na marca, mesmo tendo acabado essa ação, porque eles sempre fazem coisas bacanas.

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Outra iniciativa muito boa: o Projeto Pequerruchos. Você compra na lojinha deles e a grana vai pra ajudar bichinhos que precisam de lares e cuidados de saúde. E tem coisas fofas tipo essa camiseta que custa R$25:

 

E foi isso. Talvez por isso eu esteja tão cansada: 2 shows + aniversário da mamãe + aniversário da sogra + muito trabalho = Gabi exausta. Mas tava tudo bem gostoso e no fundo, quero de novo.

18
Oct

Quero ser Christina Hendricks

por Gabi

Estou de dieta.

De novo.

E assim, não é fácil. Nem um pouco fácil. Estou com fome e de mau humor. Mas eu vou até o fim dessa vez. Tenho um objetivo importante pro ano que vem e vou cumpri-lo nem que pra isso eu precise passar um pouco de fome!

Comprei uns kits da Keep Light pra ajudar a manter nessas primeiras semanas. Apesar do preço meio salgadinho, a comida é deliciosa. As porções são super reguladas, pra ficar nas 800 calorias diárias. Ou seja,  comida boa, mas não farta – e eu aqui, a gordinha, morrendo de vontade de comer mais. O lado bom é que eu como o dia todo, mas bem pouquinho: tem café da manhã, lanchinho da manhã, almoço, lanchinho da tarde, janta e ceia. Então não passo muito tempo sem mastigar alguma coisa, o que ajuda pacas.

Também finalmente comecei na Curves, aquela academia só pra mulheres. E confesso que estou adorando. Não tem aquele clima de academia, com um monte de gente gostosa malhando os músculos. São mulheres normais, magras, gordinhas, jovens e velhas. A aula dura só 30 minutos, num circuito com aparelhos hidráulicos que eu estou amando, pq não têm impacto nas articulações. Meu joelho não reclamou nadica, e eu saí de lá cansada, sentindo os músculos mexidos – mesmo sendo só 30 minutos.

Enfim, estou tentando, de novo, ser mais saudável, perder peso e conseguir fazer as pazes com a balança, num peso que seja bom pra minha saúde e ao mesmo tempo sem entrar na piração de ser super magra. Não quero tomar remédio pra emagrecer, porque isso engana demais – você emagrece e quando pára de tomar, já era.

Vou ter que fazer isso assim, eu e eu mesma. Me ajudem? Digam que eu vou conseguir? Porque olha, não é nada simples ficar sem comer bobagem enquanto a moçada do trabalho pede pizza, ou o marido quer jantar bife.

Nessas horas eu penso na minha musa inspiradora, a lindíssima e gorduchinha Christina Hendricks, choro um pouco de desespero mas fico sem comer nada da pizza nem do chocolate nem do docinho nem de nada.  Porque eu sou muito teimosa e quando enfio uma coisa na cabeça é difícil de tirar. Então vamos ver: daqui a 30 dias eu conto o quanto emagreci – e se for um monte, prometo que pinto o cabelo de vermelho, pra ficar assim:

(agradeço muito, muito mesmo, ao grupinho de Facebook que tá me ajudando demais. Cêis sabem quem são, seus lindos!!)

23
Sep

Too old to rock’n'roll

por Gabi

A primeira vez que fui a um show do Red Hot Chili Peppers foi em 1993. Era a primeira vez deles no Brasil, eu tinha 15 anos e eles haviam lançado há pouco o disco mais incrível que jamais lançariam: Blood Sugar Sex Magic. Era o festival Hollywood Rock, era verão, fazia calor e eu estava lá no Morumbi vendo o show de uma das minhas bandas favoritas. A censura era 16 anos, mas quem se importa com a lei quando se tem 15 anos e ingressos pra ver Red Hot, L7, Nirvana e Alice in Chains? Foram grandes shows e acho que foi ali que minha cabecinha se transformou em fã de rock para todo o sempre.

No cantinho, parecendo deslocado, Arik Marshall, que durou pouco na banda.

O show do RHCP foi absurdo. Eles usavam saia, se apresentavam semi nus com lâmpadas gigantes na cabeça, pulavam sem parar e eu achei aquilo completamente maluco e maravilhoso. Eles abriram o show com Give it Away, o maior hit da banda, e quando uma banda abre um show com seu maior sucesso é meio que uma declaração de  ”Tocamos a música do rádio, agora a gente faz o que quiser“. Isso cria uma expectativa. E eles cumpriram lindamente e eu fiquei muito feliz de estar ali.

Hoje, aos 34, eu deveria ser sábia o suficiente para ter consciência de que nada pode superar um show que você viu aos 15 anos, mas aparentemente, não sou. Ano passado vi Pixies e foi tão incrível que achei que seria lindo ver qualquer banda da minha adolescência ao vivo. O show do Red Hot no Anhembi provou que estava enganada. Poderia botar a culpa no hediondo sistema de som do Anhembi, no meu cansaço depois de um dia de trabalho ou na tpm, mas a verdade é outra. Red Hot envelheceu, e não de um jeito digno.

Enquanto bandas e artistas como Rolling Stones, Paul McCartney, Foo Fighters, Pearl Jam, Neil Young, Iggy Pop, Faith no More e Ozzy envelhecem perdendo um pouco do fôlego e mantendo a essência, outros como Metallica e Aerosmith se afastam tanto do que eram que soam irreconhecíveis. Red Hot lamentavelmente engrossa o caldo do segundo caso.

O cãozinho é fofo, mas esse bigode...

Os últimos álbuns (Stadium Arcadium, By The Way e Californication) foram horrorosos. De uma banda cheia de energia, que conseguia misturar rock com funk tão bem que foi produzida pelo George Clinton, viraram uma bandinha cheia de músicas meio emo, meio dançantinhas, sem batida, sem groove, sem alma. Desses 3 discos, se salvam algumas coisas como Hump the Bump, I Like Dirt,  e em menor grau Can’t Stop. O resto? Chatice, cansaço, nenhuma vontade de dançar e tiozinhos cumprindo tabela no show. O disco recém-lançado, I’m With You, é infinitamente melhor que esses 3, e me fez acreditar que a banda estava voltando à forma. mas não.

Na quarta feira, deu pra ver que Chad ainda espanca a bateria como se sua vida dependesse disso, Flea ainda é um dos melhores baixistas do mundo, mas o “novo” guitarrista não corresponde. E Anthony, o vocalista mais legal da década de 90, virou um bigodudo esquisito que perdeu a voz.

O que salvou o show pra mim foi Flea cantando “Pea“, uma das músicas mais fofas deles. De resto, vontade de chorar com o setlist péssimo, que não se compara de maneira alguma com o que vi em 93. Pelo que li em críticas por aí, o show foi bom pra muita gente. Pra mim, foi um horror. No fim do show, a banda não parecia cansada nem feliz. E eu só estava cansada mesmo.

Aí voltei pra casa pensando que estou too old to rock’n'roll but too young to die. Essa sensação está aqui até agora, me fazendo pensar se devo continuar gastando meus suados caraminguás em shows de rock. Talvez ir a shows de rock seja coisa a ser feita antes dos 30. Não sei.

Mas botei pra rodar um cdzinho aqui e tô chacoalhando a bundinha enquanto escrevo o post e cantando junto (baixinho pra não acordar os vizinhos), e  concluindo que o problema não é comigo. Eu sou uma jovem senhora animada. Meus amores do RHCP, nem tanto.

BLOOD SUGAR BABE SHE'S MAGIC

16
Aug

Eu sou o trânsito

por Gabi

Estou eu no meio de mais um congestionamento da cidade, agoniada, fuçando no Twitter – sim, o trânsito de SP pára a ponto de dar tempo de entrar no Twitter, e se bobear até daria de escrever este post – e dou de cara com esse tweet do Ariel:

Isso fez um barulho danado dentro da minha cabeça. Eu não estou presa no trânsito, EU SOU o trânsito. Estou no carro, na hora do rush. Sou eu que causo o trânsito. Não tive resposta pra dar pra ele: ele estava certo.

Larguei o celular, coloquei uma música pra relaxar e fiquei pensando no que eu podia fazer pra deixar de ser o trânsito. Moro na Lapa, trabalho no Paraíso e o marido trabalha no Itaim Bibi. De carro, levamos cerca de 50 min no percurso entre nossa casa, o trabalho dele e o meu trabalho.

De ônibus, ele demora uma hora e meia. Eu, de ônibus e metrô, mais ou menos a mesma coisa. São 80 minutos a mais por dia, pelo menos – 40 de manhã e mais 40 à noite. Isso porque não entramos cedo no trabalho nem saímos as 18hs, por isso acabamos fugindo um pouco do horário de pico.

O ônibus em SP custa inacreditáveis R$3,00. A integração ônibus + metrô sai por R$4. Então entre eu e marido, gastaríamos R$14,00 por dia, 70 por semana, 280 pilas por mês. Hoje, de carro, eu não gasto isso de gasolina – e não pago estacionamento, pois tenho vaga de garagem na empresa.

Então, pra mim ainda vale a pena ir de carro trabalhar. Minhas circunstâncias são específicas: um carro econômico, trajetos curtos e garagem. Isso faz com que o ônibus seja pior pra mim, agora. Talvez se houvesse um ônibus direto, ou se eu fosse apenas de metrô eu mudasse de idéia, mas são 2 conduções cada um de manhã e mais 2 à tarde. É o trânsito somado à espera no ponto e ao metrô lotado. É ruim demais.

Não sei nem porque estou escrevendo isso – no fim das contas, vão vir haters me xingar e dizer que eu devia ir de ônibus mesmo, parar de ser fresca e blablabla. Mas não consigo. Trabalho muitas horas por dia, perder mais uma hora e tanto por dia no trânsito – além do que já fico – é inaceitável. Tenho plena consciência de que estou sendo egoísta, mas nesse momento não está dando pra ser altruísta e pensar no bem comum. Sou mais um membro da classe média reclamando de barriga cheia.

Mas ao ler o tweet do Ariel fiquei incomodada pra caramba e talvez esse seja o primeiro passo: me incomodar comigo mesma. Acho que é assim que começa a mudança, com o incômodo.

 

28
May

Como tirar uma música da cabeça

por Gabi

Sabe quando aquela música GRUDA na sua cabeça? Entrei no Treta agora há pouco e fiquei com essa maravilha aqui pregada no cérebro a ferro:

 

Aí lembrei que tinham me falado de um site chamado UNHEAR IT. Ou seja, um site onde você pode ouvir outras músicas completamente chiclete até tirar aquela primeira música da mente. Tem de Ace of Base até Justin Bieber e Lady Gaga, só tranqueira pop grudenta pra tentar te livrar da maldição da música que adere.

O único risco é que uma das outras grude, óbvio. No meu caso, foi o que aconteceu: rolou uma versão de Weezer cantando a música da Toni Braxton, e aí fiquei aqui me perguntando como foi que eu vivi até hoje sem ouvir essa versão incrível e cantando junto que nem uma boboca e achando fofo o Rivers Cuomo desafinando:

 

Foi um pouco ridículo, mas pelo menos tirei a música do I LIKE TO MOVE IT MOVE IT da cabeça. ;)