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11
Nov

Dívidas

por Gabi

Pois é, eu sei que tô sumida.

Estou devendo postagens. Tô devendo o meme da Rachel, o relatório do que foi o Planeta Terra Festival, tô devendo o link pra postagem da Tayra sobre pançudinhos, tô devendo explicações sobre o estado de saúde do James Brown, meu gato-abajur, tô devendo post contando sobre filmes que vi e peças de teatro que assisti.

Mas a coisa não tá fácil por aqui, amiguinhos. Tô devendo também pro banco, pra minha mãe, pra faxineira e pra agiotas mafiosos que ameaçaram quebrar meus joelhos.

Trabalhando loucamente e batalhando grana em outras frentes também (todas honestas e dentro da lei, que conste dos autos).

Por esse motivo decidi colocar aqui no bloguxo uma coisa nova: a Boo-Box.

O que é essa tranqueira, tia Gabi?
Bem, trata-se de uma espécie de anúncio. É assim: Cada vez que eu falar de algum produtinho legal por aqui, ou de um filme, ou de qualquer coisa bacana, a Boo-Box vai abrir uma espécie de “vitrine” se vocês clicarem no link, que é uma bolinha laranja em cima da imagem. E se você comprar algum produto ali anunciado, uma parte do dinheirinho será revertida para caridade com moças paulistanas de 31 anos moradoras da pompéia desesperadas por dinheiro donas de 4 gatos e namoradas do Eric pra mim.Olha só: se eu estiver fazendo um texto e disser que amo o cabelo da Carrie comprido e ondulado, e colocar essa foto:

E vocês comprarem um desses incríveis livros e dvds, eu ganho dinheiro.

Se vocês não quiserem clicar, tudo bem. O link fica discretinho, não agride e não polui. Clica quem quiser comprar ou quem quiser me ajudar. Simples, né?

Enfim, me digam o que acham disso, sim? Estou insegura em relação à colocar essas coisas e vocês acharem que eu quero ganhar rios de dinheiro e faturar em cima dos meus queridos leitores e… bem, acho que passei a idéia. Fico no aguardo das vossas opiniões.

Aceito também depósitos em conta corrente, transferência eletrônica e doação de ração de gato.

23
Sep

Virgem? Eu também, nasci em 30 de Agosto.

por Gabi

No meu tempo, moça virgem era aquela que se preservava, se guardava prum cara especial. Nem tô falando de casar virgem, porque isso já tá super fora de moda, mas de esperar aquele cara legal. Sério, você pode esquecer do segundo, do terceiro e do trigésimo-quinto, mas o primeiro sempre vai ficar na sua lembrança. Por isso é bom esperar pelo tal cara especial: é legal anos depois poder pensar que o Fulano era inteligente, gente fina, engraçado… e não que ele era um idiota que se aproveitou do dia que você bebeu demais.

Mas estou divagando. Fato é que na minha adolescência, as virgens eram realmente virgens, no sentido que nunca tinham tido nenhum tipo de relação sexual. Ou vocês acham que virgindade é só uma pelezinha que fica na entrada da vagina? É só o hímen? Eu acho que não. A virgindade envolve muito mais do que a penetração de um órgão no outro. Mas essa parece ser uma opinião em desuso. Contemplem Caroline Miranda.

Carol é sobrinha se passou por sobrinha da Gretchen, o que por si só é demérito. Fingir ser parente de uma celebridade em decadência é deprimente o suficiente. Mas não. A moça achou por bem dizer ao mundo todo que era virgem. Sim, ela fez um funk proclamando aos quatro ventos a sua suposta pureza. Aqui está o vídeo. Por favor, assistam-no. Eu esperarei.

Viram? Não quero perder o selinho, eu só quero dar beijinho, ela diz. Pois bem, Carol resolveu dar mais do que beijinho. Resolveu dar o cu. Sinto muito por usar esse termo chulo, mas é a verdade. Carol vai fazer um filme pornô, mas garante que continuará virgem, pois fará apenas sexo anal. Isso mesmo.

Vou dar um minuto pra vocês digerirem essa informação.

Pronto? Vamos em frente.

Na verdade não há mais nada pra ir em frente. É isso: vivemos numa realidade onde uma moça que faz um filme pornô, faz sexo anal e oral, e ainda diz que é virgem.

Ok.

12
Sep

Um texto de política

por Gabi

Ontem à noite rolou debate entre os candidatos à prefeitura da cidade de São Paulo. Os ilustres senhores e senhoras trocaram farpas, expuseram seus planos de governo, criticaram os adversários e apresentaram suas idéias de governo.

Nem vi.

A eleição atual não me estimula a participar. Os candidatos são ridículos. Vamos a um rápido perfil dos maiores:

Geraldo Gilberto Kassab é o atual prefeito de São Paulo, mas ninguém votou nele. Kassab assumiu a prefeitura depois da renúncia de José Serra, que havia prometido ficar até o fim do mandato mas renunciou no primeiro ano para concorrer a governador. Como paulista é um bichinho burro, Serra venceu a eleição. Engraçado que quando falo do Kassab acabo sempre falando dos outros. Talvez porque o governo dele seja pífio e entre suas maiores realizações esteja a tentativa de fechamento do Autorama e o hábito de xingar cidadãos de vagabundos e fazer piadinhas sobre o desastre no metrô em Pinheiros.

Marta Suplicy, sempre com um belo penteado fixado à base de um tubo de laquê, prima pela quantidade de botox na cara pela capacidade de responder à tudo com a frase “eu criei o Bilhete Único”. Então é mais ou menos assim:
- A senhora pode explicar as dívidas da prefeitura quando seu mandato acabou?
- Eu criei o bilhete único.
- E a taxa de lixo que a senhora inventou, e que aliás não pagou a do seu próprio apartamento?
- Eu criei o bilhete único.
- E quanto às subprefeituras e as denúncias de corrupção?
- Eu criei o bilhete único.
Um primor de genialidade.

Paulo Maluf pra mim é o Chuck Norris da candidatura. O homem não pode ser derrotado. Se houver uma eleição, lá estará o glorioso Maluf, altaneiro, garboso e disposto. Pode ser pra prefeito, governador, presidente, síndico do prédio, noivinho de festa junina. Se houver candidatura, contem com ele. Mas peço desculpas, não consigo falar da história do Maluf, porque tenho nojinho. Mas aqui tem um videozinho onde ele passa ridículo tenta se defender da medonha frase “estupra mas não mata”, proferida por ele em uma palestra na faculdade de medicina, se fazendo de vítima. Uma graça. E o cabelo de Dona Sílvia no fim vale cada segundo.

E tem a Soninha, poverella. Uma graça de menina. Anda de moto, defende o uso da bicicleta, quer diminuir a poluição, defende os blogs e a inclusão digital, denuncia a corrupção,  é super bem intencionada. Mas né? Não vai se eleger. Poucos votos e tal. E até que ponto adianta o prefeito em si, se todo o resto da cambada continua lá? Mas vejam como ela é bonitinha. Se eu votasse em alguém, seria nela.

Mas esse ano, novamente, votarei nulo. Sei que aquela história de que x% de votos nulos anula a eleição é balela, mas mesmo assim: não dá pra votar em quem não acredito. Só lamento que o voto seja eletrônico e a gente não possa eleger o Cacareco de novo.

Esse é meu candidato!

08
Sep

Quero meu cabelo bom de volta!

por Gabi

Sempre tive o cabelo bom. Como diz a Sarah, cabelo bom é aquele que fica do jeito que a gente quer, não tendo absolutamente nada a ver com ser liso ou crespo. O meu era naturalmente cacheado, com fios finos, loiro escuro, que uso há algum tempo logo acima dos ombros – ou abaixo do queixo, como queiram.

Na infância meu cabelo era liso e escorrido. Minha mãe sofria para prender os fios na hora da aula de ballet. A professora era categórica: nada de cabelos soltando do coque. E tome Gumex, fivelas tic-tac, grampinhos, cuspe e orações pra segurar aquele cabelo fininho e lisinho. Na adolescência, com o advento dos hormônios, o cabelo cacheou. No começo, odiei, acordava 5 da manhã pra secar na escova. Depois de um tempo, desisti de lutar e assumi os cachos, primeiro à contragosto e depois com orgulho.

Essa menininha seria expulsa da minha aula de ballet, mas ao menos ela parece estar se divertindo.

Ter cabelo bom significa que o bichinho não me dava trabalho. Lavava, passava o leave in pra definir os cachos e pronto, secava no vento e ele ficava com um volume ótimo. Se estivesse com vontade de sair de cabelos lisos, era só secar no secador, e rapidinho ele assentava. Se a vontade era cachear ainda mais, um punhado de mousse e um difusor me deixavam com os cabelos bem “tóin-tóin-tóin”, com os cachos parecendo molas.

Eu de madrinha de casamento, com um cabelo ó-te-mo.

No começo do ano, estava com o cabelo pra baixo do ombro e resolvi dar um trato. Fui ao SoHo Hair, unidade Pompéia. Não lembro o nome da cabelereira, infelizmente. Porque foi ela a causa do meu horror. Pedi uma hidratação daquelas caprichadas e um corte mais curto e moderninho, pra cima do queixo. Expliquei que meu cabelo era naturalmente cacheado e que gostava dele assim. Ela concordou com tudo, sugeriu um corte com camadas pra garantir o movimento e com a nuca aparecendo. Topei.

E arruinou meu cabelo.

Eu devia desconfiar do fato de todos os looks do site terem cabelos lisos. Mas fui ingênua. O fato é que a infeliz cabelereira meteu a navalha no meu cabelo. E eu não percebi a tempo. Pra não dizer que nada prestou, o comprimento ficou ótimo. Mas o corte…

As pontas ficam armadas pra fora, despontadas, amassadas, mastigadas. Os cachos não se formam mais. Fica um liso desbeiçado, sem volume, sem movimento. A aparência geral é de alguém que fez escova progressiva e não deu certo. Sabem aquele ar mastigado nas pontas? Ficou uma merda, com M maiúsculo.E não, não tenho foto. Tenho vergonha de tirar foto dele. É tipo aquele parente chato que nunca sai nas fotos de família, saca? 

Desde então, tenho que ter cuidado extra pro meu cabelo ficar pelo menos decente. Touca térmica toda semana, hidratação, massagens com cremes e tudo mais. Como não tenho grana sobrando, tenho que me virar com produtos nacionais de preços baixos. Os que achei mais legais foram os da Amend pra hidratação, a linha Dove Brilho Therapy, principalmente o leave in que dá um brilho muito bacana, e comecei agora a usar a linha Colorama – Garnier, que tem uma versão de leite de côco super cheirosa pra cabelos cacheados.

Lentamente o cabelo está voltando ao normal, mais de seis meses e dois cortes depois. Alguns cachos começam a aparecer e a franja já está bacana. Atrás, entretanto, continua medonho. Vivo de cabelo preso e virei refém de fivelas e elásticos. Depois de 30 anos de cabelo bom, é impossível aceitar o cabelo ruim.

*sai na rua de boné*

Nah, ainda não cheguei nesse extremo. Mas ó: tô quase.

01
Sep

Nike Human Race: vejam meu tempo!

por Gabi

Eu achei que não ia me dar muito bem na Nike Human Race, mas estava enganada. Segundo o site da Nike, meu tempo foi sensacional: abaixo de uma hora. Vejam nesta imagem o que aparece na busca do meu nome:

Nesta outra, aparece minha classificação dentre as mulheres de São Paulo:

Estranhamente, o número associado ao meu nome é diferente do que estava na minha camiseta. Quando busco o número que estava em meu peito, descubro isso:

Mas esse Osvaldo é muito ruim, hein? Demorou uma hora e 46 minutos pra completar a prova! Curiosamente, esse é exatamente o tempo que eu vinha levando em meus treinos amadores na esteira do prédio. Mas quem sou eu pra duvidar da tecnologia, certo? Se meu nome está associado a um número diferente do que estava na inscrição, deve haver um bom motivo.

Tudo que posso dizer é que em algum lugar há um cara muito bravo chamado Osvaldo.

28
Aug

Eu não vou ao show da Madonna

por Gabi

Que conste dos autos que eu sou fã de Madonna. A primeira música em inglês cuja letra traduzi munida de um pequeno dicionário Michaelis e muita boa vontade foi Open Your Heart, de True Blue, album de 1986. Like a Prayer, de 1989, virou um mantra. Além de vir com cheirinho de patchouli na embalagem, as músicas eram geniais e eu as decorei todas. Music é uma das coisas mais dançantes que já ouvi. Tenho todos os discos dela, até American Life, o mais fraquinho. Vi todos os filmes. Acho Madonna a grande diva do pop, sempre se reinventando, acompanhando as tendências musicais e fazendo canções perfeitas pra bater cabelo na pista de dança, dublar usando o desodorante como microfone ou cantar a plenos pulmões no congestionamento na Marginal.

Meu visual favorito pra ela: cabelão loiro escuro, magra sem ser musculosa e lindona, sorrindo

Quando soube que ela vinha pra cá esse ano, ovulei. Fiz uma dancinha alegre e mil planos com as ameeegas. Aí chegou o e mail dele avisando que tinha que se cadastrar num site pra poder comprar o ingresso. Fui lá me cadastrar. O site deu pau diversas vezes. Depois de um longo processo, consegui deixar meus dados e descobri os valores dos ingressos. O mais baratinho, arquibancada laranja, custa 120 reais. Vejam no mapa abaixo exatamente AONDE fica a arquibancada laranja.

DO OUTRO LADO DO ESTÁDIO. No fim do mundo. De onde se vê tudo, mas muito, muito pequenininho. Tipos que na minha TV de 21 polegadas a imagem é maior. E o som nesse lugar? Deve ser bem ruim mesmo. Pra melhorar, pela internet e por telefone  há uma taxa de conveniência de 20%. E só será possível comprar ingressos com cartão American Express ou Bradesco, o que já foi até alvo de reportagem. Não tenho nem um, nem outro. Então teria que ir à fila.

Pra não pagar a tal taxa de 20%, precisaria ir até a Av Nações Unidas, pra lá da Ponte João Dias, uma vez que as bilheterias do Parque Antartica ou do Ibirapuera, bem mais próximas da minha casa, são também consideradas pela empresa Tickets for Fun como “estruturas adicionais de venda”, o que quer que isso signifique, e portanto passível de cobrança de taxa.

Ah, os ingressos começam a ser vendidos dia 03/09. Uma quarta feira. Então, vamos recapitular: para ir ao show eu tenho que ir até a pqp, num dia de trabalho, pegar uma fila que certamente estará repleta de gente que vai dormir lá 2 dias pra garantir lugar, pagar 120 reais pra ficar absolutamente longe do palco?

Ah, tá.

Lembrei na hora do post do Marco Aurélio falando sobre o show do João Gilberto e as mesmas dificuldades enfrentadas. Empresas diferentes, mesma palhaçada. Fato é que eu não vou ao show da Madonna a menos que esse ingresso se materialize magicamente na minha mão. Minha esperança jaz no fato de que aos 50 anos a Tia Madge tá inteira, gostosa, toda boa e fazendo shows a rodo. Quem sabe daqui uns anos ela volte e eu seja milionária? Aí mando meu estagiário escravo assistente resolver isso tudo pra mim enquanto tomo mojitos light à beira da piscina.

Fica pra próxima, tia.

Adorei os óculos novos, amiga.

20
Aug

Escolhas impensadas, consequências engraçadas

por Gabi

Sabem, de vez em quando a gente toma decisões absolutamente estúpidas. A gente faz coisas que se arrepende e fica pensando no que fazer pra sair da roubada em que se meteu. A gente bota a mão na cabeça e pensa “OH MY GOD, e agora? O que eu fiz”

E você se tortura e imagina como vai escapar dessa situação medonha, dessa sinuca de bico. Claro que seus amigos sempre te apóiam e dividem essas coisas com você. Sem eles, seria impossível sequer sonhar com uma coisa dessas.

Mas mesmo assim você se tortura por sua decisão e grita no meio da Avenida Rebouças:

COMO ASSIM EU VOU CORRER A NIKE 10K????

Pois é. Eu, Eric, Julio, Lelê e Lilhá vamos participar da Nike Human Race: um circuito de 10km, em pleno domingo de manhã. Ano passado o Eric correu e levou a uma história engraçadíssima envolvendo minha fuga para a Cobasi. Esse ano, só Deus sabe. Algo me diz que essa história vai acabar assim:

Sério, hoje mesmo eu desço pra treinar. Ou pra comer um pão de queijo ali na padoca da Sumaré, sei lá.

Dessa fantástica equipe de cinco pessoas, só têm alguma chance de sobrevivência a Lilhá, que virou rata de academia, e a Lelê, que pratica kung fu e pode nocautear qualquer um que tentar tirar sarro dela quando ela desmaiar. Eu e Julio já combinamos nos encontrar no posto médico número 2, ou no boteco que tiver no caminho, porque pretendemos aproveitar o circuito de rua pra tomar aquela cachacinha matinal e comer um torresminho pra rebater. Já o Eric é reincidente, então ele que se dane. Sério, um cara que faz isso uma vez e depois repete só pode ter problema mental.

As inscrições são cortesia de Dona Lilian, mas estou achando que ela fez isso pra tipos acabar com a amizade. Não quer mais falar comigo, é só avisar, Lili! Não precisa tentar me matar! Essas pessoas malvadas acabam comigo. Obrigada, Lili querida!

07
Aug

Paris Hilton poderia ser presidente dos Estados Unidos

por Gabi

o candidato à presidência americana John McCain lançou um video no qual compara seu adversário Barack Obama à celebridades inúteis como Britney Spears e Paris Hilton e diz que o democrata não está pronto para governar e liderar a América. O que ele não esperava era que tivesse troco. Paris Hilton gravou um vídeo resposta, no qual, de maiô e salto alto, responde à provocação e ainda se lança como candidata concorrente (de brincadeira, claro).

Enquanto o vídeo de campanha republicana tem cerca de 2 milhões de views em uma senana, em apenas um dia à disposição na web o vídeo resposta de Paris Hilton para McCain já tem mais de quatro milhões de views. Ou seja, parece que a loira ganha em votos, disparado.

No vídeo, Paris diz:

Como aquele outro cara de cabelo branco, eu também sou uma celebridade. Mas ao contrário dele, não prometo nada – só sou gostosa.

E segue tirando o maior sarro com o republicano:

O cara de cabelo branco me usou como anúncio de campanha e eu agradeço a exposição – e digo que estou super pronta pra liderar a América“.

O videozinho tem cerca de 2 minutos e infelizmente não está disponível com legendas. o Junior me arrumou a versão legendada. Vejam, porque dá pra ter uma boa idéia da piada: todos os clichês dos videos de campanha política estão ali, desde o close de perfil – com direito a participação de Tinkerbell, o cãozinho de Paris – até a bandeira americana tremulando no final.

A loira aproveita pra dizer que McCain é velho o suficiente pra se lembrar de quando dançar era pecado e o compara a uma múmia. Bacana. mal posso esperar pra esse tipo de coisa chegar ao Brasil e a gente ver a Mulher Melancia fazendo um vídeo pra apoiar o Kassab.
24
Jul

A derrocada do proletariado

por Gabi

Aí que eu sou pobre exigente com minha alimentação e trago marmita pra agência todo dia. Trago o famoso trivial variado, aquele arroz-com-feijão moleque que aparece nas marmitas de todos os trabalhadores do país. Minha marmita cheira bem; sempre tem alguém dando uma olhadinha no conteúdo e fazendo “nham!”. Acho que é porque eu sempre trago comida “de mãe”, coisa que a moçada que mora sozinha nem sabe o que é.


Minha mãe de verdade é morena e só cozinha se for obrigada.

Hoje descongelei uma feijoada, trouxe com arroz branco, farofa e uma verdurinha, além de duas mexericas. Diliça. Na hora do almoço, a cozinha fica meio cheia, é tipo um rush na copa. E rola uma fila, a gente organiza as marmitas em fileira porque o microondas só dá conta de um prato por vez. Hoje, inocentemente, furei a fila e esquentei meu rango antes que o Guilherme, do Atendimento.

Furioso, ele jogou minha marmita no chão e pisou em cima. Sem querer, ao colocar a dele no microondas, o cara bateu a mão na minha marmita e ploft!, tudo foi parar no chão. E eu fiquei assim:


so sad

O Guilherme, feliz da vida por arruinar meu almoço muito chateado com o ocorrido, fez de tudo: me ofereceu a própria marmita, pediu desculpas, e no fim pagou meu almoço no restaurante tailandês gostosinho que tem aqui perto. Tá, tava bem gostoso e eu dei risada com o pessoal, mas ter a marmita derrubada é tipo um trauma. Vou pedir pra ele me dar um liquidificador pagar a terapia.

Porque assim: hoje o dia foi meio que uma experiência do capitalismo. Eu saí da ponta do proletariado (marmita) pro topo da cadeia alimentar (restaurante chiquezinho), em questão de segundos. Tô até agora tentando pensar se eu tô chateada por perder a feijuca ou feliz por ganhar um almoço.

Aceito sugestões.

11
Jul

Eletrodométicos funcionam debaixo d’água?

por Gabi

Planeta: Terra. Cidade: Tóquio. São Paulo. Era uma noite como qualquer outra na cidade nua. A megalópole. O frio que vinha da rua só aumentava meu desejo de chegar em casa e deitar em minha cama quentinha. O que eu jamais imaginaria era que uma catástrofe impediria meu descanso. E a catástrofe começara em minha área de serviço. Mais especificamente, no meu aspirador de pó.

Tudo começou com uma feijoada e um saco de gelo: na melhor das intenções, uma boa alma colocou o saco de gelo dentro de uma bacia, que por sua vez ficava na área de serviço, sobre uma caixa onde estava o aspirador de pó. Por mais que isso soe um equilibrismo estranho, aqui em casa as coisas tendem a ficar empilhadas, uma vez que temos 45m², dois computadores, quatro gatos, dezenas de livros, plantas, pares de sapatos em número inenarrável e equipamento culinário suficiente para elaborar um jantar de 6 pratos.

Fato é que ontem o saco de gelo ficou na bacia. Fato também é que gelo derrete, mesmo no inverno paulista. Depois de uma noite e um dia, era natural que o gelo voltasse a seu estado líquido. E ao chegar em casa as 22:30, depois de um dia longo no emprego 1, complementado pelas longas horas no emprego 2, notei um fato estranho.

Na cozinha, uma certa quantidade de água empoçava-se no chão. Já estava achando que era sangue subindo do chão, oh noes, a casa está possuída ou estou com varizes um vazamento de algum cano. Mas a água não vinha dos canos nem das paredes. Parecia vir do chão, dali de perto da bacia, na qual estava um saco vazio de gelo e… opa. Peralá. Cadê o gelo? Cadê a água do gelo? Vejam no vídeo abaixo:

A alegria do Eric ao ver a água escorrendo do aspirador é indescritível, não?

Por isso, caros leitores, fica o apelo: Brastemp, que já nos deu a Eggo em um sorteio tão singelo, Consul, que apareceu na foto da minha geladeira, Electrolux, que foi citada textualmente no vídeo, ou qualquer fabricante ou vendedor de aspiradores de pó, aceitamos doações. Prometo fazer um post bem bonito contando como vocês foram bonzinhos e simpáticos me dando um aspirador novo. Tirarei fotos, filmarei a mim mesma limpando o chão.

Ah, e se você, amigo leitor, é dono de uma assistência técnica de aspiradores em São Paulo, não me farei de rogada se me for oferecido um conserto por conta da casa.