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21
Dec

Inverse My Fridge: Geladeira ao contrário!

por Gabi

Fim de ano, a gente sempre ganha presente. E pra acabar meu ano bem, a Brastemp me escolheu junto com Anita CavagnoliChris CamposCláudia MidoriAlexandre Inagaki, Leonor MacedoMarcelo CostaMarco Gomes & Gabriel PiresRicardo CobraSam Shiraishi pra ganhar uma Inverse, a geladeira que é ao contrário: o freezer fica embaixo, a geladeira em cima. E de quebra, transformariam minha geladeira antiga em uma obra de arte. É, eu também não entendi no começo. Mas é isso mesmo: minha geladeira foi mexida, pintada e virou outra coisa… Mas só depois eu mostro o que o Diogo Blanco, do Estúdio Deveras , fez com a geladeira véia…

Confesso que estranhei um pouco a Inverse no começo: eu tentava abrir a parte de cima pra pegar gelo, sabem? Mas aí é hábito. Já acostumei e agora sei que o gelo fica embaixo. E pôxa, a geladeira tem uma função que avisa quando o gelo está pronto, é bem bacana. Tá, eu sei que pode ser que isso exista faz tempo, mas pra mim é novidade. E tem uma série de outras funções, como um esquema de controle de temperatura, pra ficar sempre constante sem você precisar mexer no botão; outra função “compras”, que você usa ao descarregar suas compras e faz economia de energia…

Uma outra coisa estranha é que ela é muito alta. Nas últimas prateleiras, só na ponta do pé. Mas aí é um problema mais meu do que dela, eu que sou baixinha mesmo! :)

Pra comemorar a chegada da nova geladeira, a Brastemp patrocinou uma feijoada aqui em casa! Infelizmente durante a comilança eu estava mais preocupada em encher a pança do que em fotografar, mas fiquem com algumas imagens pra dar o gostinho…

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Já enchi a danada de ímãs… E a Cuca já estava lá em cima de tudo apreciando a vista.

por dentro

Ela é bem grande por dentro, na parte de cima.  Tava com montes de cerveja pra feijoada!

por dentro freezer

Cabe um peru de Natal na parte de baixo, viram? E mais dois potes de sorvete. Na parte de cima do freezer, tem um módulo de bar, onde você pode programar pra gelar garrafas ou latas de cerveja ou refrigerante, deixando no ponto perfeito de gelo. Ou seja, parece pequeno, mas é bem espaçoso. E o espaço da porta é super bem aproveitado.

jack

Jack Black ataca a Inverse depois de derrubar o lixo da cozinha. Não perguntem. ¬¬

E a obra de arte chegou no fim da semana! Eu vou mexer um pouquinho nela e depois mostro pra vocês aqui. Enquanto isso, fiquem com um pedacinho dela…

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Sim, é uma patinha de gato! =^.^=

10
Dec

Censura em Blogs: Mais um capítulo

por Gabi

O blog  Desencalhamos, sobre casamentos, sofreu censura e foi forçado a tirar do ar um post onde simplesmente expressava a sua opinião.

Eu ia escrever um post bravo, mas minha amiga Cintia Costa escreveu uns negócios tão legais que eu resolvi (com autorização, claro) reproduzir parcialmente aqui:

Um dos blogs mais legais de casamento que eu conheço é o Desencalhamos, da Lari e do Rô. Atualmente, eles estão com uma série muito legal sobre a saga da desgustação de docinhos de casamento. Eles vão a diferentes fornecedores, provam os quitutes, fotografam e fazem a avaliação no blog

Uma delas foi a Di Roma Chocolates.

Lari e Rô fizeram um post dizendo que não gostaram nem dos doces nem do atendimento, sem serem mal-educados nem baixarem o nível.

Em vez de aproveitar o puxão de orelha público para convidar o casal para uma nova degustação e mostrar seu melhor atendimento, a empresa preferiu acionar o advogado, que ligou para os dois e mandou retirar o post do ar para não manchar a imagem da Di Roma Chocolates (leia o post em que eles explicam o que aconteceu). Será que não percebem que, em matéria de manchar a imagem, a crítica da Lari e do Rô não foi nada perto da atitude que eles tomaram?

Como todo mundo aqui, Lari e Rô estão ralando para juntar grana para casar e não podem correr o risco perder um processo, como aconteceu com os blogueiros Cláudia Mello e Emilio. Então, tiraram o post do ar. Mas a história se espalhou pelo Twitter e pelas listas de e-mail e deixou todo mundo revoltado.

Não é a primeira vez que vejo uma noiva ser impedida de expressar sua opinião negativa em relação a um fornecedor.

Quando as empresas entender que as  mídias sociais (blogs, Orkut, Twitter etc.) são sinônimo de diálogo?

O que as pessoas falam entre si não pode ser controlado, mas essas conversas são um indicador do que seus consumidores não gostam e do que pode ser melhorado nos seus produtos e atendimentos.

Censura é, sempre, o pior caminho.

Update: a Lari acaba de contar que a Di Roma Chocolates entrou em contato convidando ela e o Rô para uma nova degustação. Porém, não retiraram o pedido para tirar o post do ar.

Não podemos nos calar frente à censura. Não podemos deixar que empresas nos impeçam de dar nossas opiniões. Qual a diferença de dizer em um blog “não gostei deste produto” ou de dizer isso em mesa de bar, no almoço de família ou no meio da rua? Se não há ofensa nem mentiras na nossa opinião, ela merece ser dita – e a empresa, ao invés de ameaçar de processo, deveria usar essa informação para melhorar seu atendimento.

Se a Di Roma Chocolates quiser um espaço neste blog para que haja direito de resposta, fico à disposição.

Update: Uma pessoa deixou um comentário anônimo com o link pra postagem original. Infelizmente não pude aprovar: não aceito comentários anônimos nessa postagem. A luta contra a censura não pode se esconder atrás do anonimato.

24
Nov

Tatuagem é coisa de família

por Gabi

Eu tenho 8 tatuagens. É, 8. Sou louca por desenhos na pele, e fiz o primeiro aos 19 anos e não parei mais. E nem vou parar. Convenci até minha mãe a fazer algumas.

Aí a Samsung me convidou pra ser uma das blogueiras do Estúdio Tattoo Samsung. É um projeto bacana que leva a personalização do celular ao extremo: Como o celular Samsung Corby tem capinhas coloridas pra trocar, que tal personalizar ainda mais? Tatuar o celular, como a gente tatua a pele. É uma brincadeira divertida, e pra quem não pode ou não quer tatuar a pele, é uma solução. =D

Vejam meu filminho – e prestigiem minha mãe, que aparece linda e lisa no vídeo ao meu lado! Não reparem nas minhas bochechas rosadas, tava mó calorão. Tipo 35 graus. ¬¬

Se você gostou da brincadeira, pode tatuar o seu celular também. Acesse o site Tatue seu Celular e veja a programação da Kombi do Corby. Ela vai estar no Rio essa semana, até dia 30, e depois em São Paulo no comecinho de dezembro.

Eu ganhei um Corby, achei fofíssimo. Ele é leve, tem o visor bem grandão e estou me adaptando ao esquema touch sreen, que nunca havia usado. A interface é bem intuitiva e fácil de usar. O que não gostei: pra colocar músicas nele é necessário baixar um programa, coisa que não é informada no manual do usuário. Ah, e ele podia ter uma opção de teclado qwerty, né? Mas mesmo assim dá pra navegar numa boa com plano de dados.

19
Nov

Blog não tem cor

por Gabi

Preconceito é jogo duro. A maior parte das pessoas têm, poucas admitem e menos ainda o fazem em voz alta. Mas o preconceito está ali, latente, o tempo todo. Eu, por exemplo, tenho preconceito contra patricinha-classe-média-cabelo-chapinha. Acho que todas são burras e fúteis. Desculpem-me as que não o sejam: é só preconceito mesmo.

Mas na blogosfera isso é um bocado diferente: ao ler um blog, não se sabe quem o escreve, a princípio. Principalmente se o blog for menos pessoal e mais voltado para algum assunto específico. Música, arte, culinária, nerdices.

A menos que o autor coloque fotinho na barra lateral, você pode ler blogs sem saber se o autor é negro, baixinho, gordo, gay… E quem sabe? Ao ler, você pode se apaixonar pela escrita, adorar esse blog. E se surpreender ao descobrir que o cara que manja muito de indie music é um negro gorducho que mora nos cafundós do Acre. E que se alguém te dissesse pra ler um blog sobre música indie escrito por um negro gorducho acreano, você diria não.

Eu acho isso muito engraçado. Talvez porque eu tenha sido criada num ambiente muito saudável, onde não havia a expressão “menina não pode isso” ou “preto não pode aquilo”, sabem? Eu acho que preto pode escrever sobre o que quiser, assim como branco pode escrever sobre o que quiser. É simples: basta gostar do assunto – e saber escrever.

Então, aproveitando o Dia da Consciência Negra, amanhã, vamos falar de uma blogosfera sem preconceitos?  Vamos ler blogs legais e pronto? Vamos não desprezar um blog apenas porque ele é “de mulherzinha”, “de macho”, daquele blogueiro chato”,  “daquela blogueira implicante”? Vamos esquecer por um momento quem é o autor da bagaça e gostar apenas do texto, das palavras? Porque é isso que importa num blog: o que se escreve ali.

Conteúdo é o que interessa e faz a diferença. O resto é consequência.

17
Nov

Luluzinha Camp – SP

por Gabi

No domingo, dia 22/11, vai ter a última edição do ano do Luluzinha Camp. Mais que um encontro de mulheres faladeiras, o Luluzinha Camp é uma reunião de amigas. A gente se junta pra fofocar, obviamente, mas principalmente pra falar de coisas bacanas em meio à petiscos deliciosos.

Pra essa edição, se rolar metade do que estamos combinando na nossa lista de discussão, vamos falar de internet no Brasil, sobre feminismo e o caso Geisy, lei Maria da Penha, vamos falar de automaquiagem, vamos falar de sustentabilidade, de ajudar o próximo…

Gostou da idéia? Pra participar, é extremamente simples. Inscreva-se aqui. Leve sua própria caneca, pra não gastar copinhos. Leve um prato gostoso, feito por você ou comprado na padoca. Leve um pacote de fraldas geriátricas, pra ajudar o próximo. Mas acima de tudo, leve a sua vontade de trocar conhecimentos, a sua mente inquieta, o seu desejo de se expressar.

No Luluzinha Camp, a gente pode (quase) tudo.

Eu sou uma Luluzinha!

24
Oct

Duas medidas

por Gabi

Imaginem a seguinte matéria:

O ajudante de pedreiro José da Silva, de 40 anos, estuprou a menina M.S., de 13 anos. A menina, que já havia mantido relações com um namorado da escola, estava embriagada e havia tomado remédios para dormir. Eles se econtraram na casa do amigo João da Silva. O pedreiro a levou para o banheiro e a fez sexo anal com ela. A menina disse diversas vezes que não queria fazer sexo com o pedreiro, mas ele ainda assim realizou o ato.”

Alguém seria a favor do pedreiro?

Agora troquem o nome e a profissão. Não é um pedreiro, é o diretor de cinema Roman Polanski. E isso que eu descrevi de fato aconteceu em 1978, quando uma menina com 13 anos foi, com sua mãe, até a casa de Jack Nicholson, onde conheceu o diretor. A menina bebeu e tomou comprimidos de quaalude. Roman disse que iria fotografá-la e fez diversas fotos dela seminua. Depois, foram para a banheira, onde ele fez sexo anal e vaginal com ela. A menina disse “não” diversas vezes, mas não lutou fisicamente.

Roman Polanski foi acusado de estupro, julgado e condenado nos Estados Unidos. Nos últimos 30 anos, Roman viveu na Europa, sem poder pisar em território americano. Recentemente, foi preso na Suíça, por conta da acusação. Eu espero que ele seja extratidado e punido pelo seu crime.

Não, não faz sentido mandar um homem de 76 anos para a prisão por 20 anos por conta de um crime que aconteceu 30 anos atrás. Mas ele tem que ser preso e cumprir pena, ainda que mais curta e atenuada. Ele tem que pagar pelo que fez. Um homem de 43 anos não pode, sob circunstância alguma, fazer sexo com uma menina de 13 anos. Ele sabia que ela tinha 13 anos; ela disse que não queria fazer sexo com ele; ele a pressionou para que isso ocorresse. Ele a estuprou.

Pra mim, é muito claro o erro de Polanski. Mas pessoas que leio e admiro, como a jornalista Barbara Gancia, ou mesmo uma blogueira feminista como a Lola defendem o diretor em seus artigos. Isto me assusta. Porque eu realmente acho que a justiça deve ser cega. Não importa se é um pedreiro, um diretor de cinema, um médico. Porque se a gente começa a dar dois pesos e duas medidas, daqui a pouco permitiremos qualquer cois aos talentosos: “Ah, ele tortura animais, mas é um músico incrível” ou “Veja bem, ele espancou o vizinho que ouvia música alta, mas ele é um médico competente!” podem virar frases corriqueiras? Então porque cargas d’água alguém acha que um diretor de cinema pode fazer sexo com uma menina de 13 anos e tudo bem?

Menos, minha gente, menos.

09
Oct

Post its pra todo lado

por Gabi

Em inglês, material de papelaria tem nome próprio: Stationary. E eu amo stationary. Amo cadernos, caderninhos, blocos, canetas, estojinhos, lápis coloridos, folhas com pauta ou sem… Gosto das cores, do cheirinho de caderno novo, as embalagens fechadinhas…

Aí cheguei em casa ontem depois de logo dia de trabalho, trânsito e mais meia dúzia de percalços e me deparei com um pacote enorme na portaria: A 3M me mandou um bilhão de post-its.

postitFoto roubada da Milena porque estou sem câmera

Tá, não é um bilhão, mas é um monte. Post it quadrado, retangular, de papel reciclado, colorido, grandes, pequenos, com pauta e sem. Eu nem sabia que existia Post-it pautado, por exemplo. E agora eu tenho um estoque de post it pra uma vida, e olha que ainda vou dar metade pra minha mãe, que também adora essas coisinhas.

Adorei o bloquinho de bolsa, com 3 tipos de post its e o reciclado. E o pautado também. Ah, droga, eu gostei de tudo! Veio também um banner grandão pra eu colar post its e formar o gatinho que está no logo do blog; vou tentar fazer no feriado e se rolar, eu dou um jeito de fotografar!

E se você quiser participar de uma promoção bacana da 3M, é só entrar aqui, ó: Promoção Postit Colado em Você.

07
Oct

Outubro Rosa – Amo meus peitos!

por Gabi

Como falei ano passado, tenho 2 peitos e gosto bastante deles. E quero que eles continuem saudáveis pra sempre.

Por isso eu faço auto-exame. E já fiz ultrassom de mamas quando achei um carocinho -e não era nada. Mas se fosse? era muito melhor descobrir enquanto ainda era um carocINHO! O diagnóstico precoce é a maior arma de combate ao câncer de mama.

Se diagnosticado no começo, o câncer de mama tem até 95% de chances de ser curado. Entenderam? NO-VEN-TA-E-CIN-CO-POR-CEN-TO. É muita coisa.

E agora, no Brasil, é lei: mulher a partir de 40 anos, com pedido médico, tem direito à mamografia gratuita pelo SUS. Então exija seu direito! Brigue, reclame. A lei, pra proclamar em alto e bom som quando disserem que não, é Lei Federal 11.664/2008, de autoria do deputado federal Enio Bacci.

No site Mulher Consciente tem muito mais informações e vídeos pra vocês. Visitem e se informem.

Dentro da mesma iniciativa, a lanchonete A Chapa criou um lanche chamado Rosa Burger: ao comprar o lanche, é feita uma doação pra Femama. E o lanche é cor de rosa. Só isso já valeria o rango.

Vamos lutar pela saúde dos nossos peitos! =D

05
Oct

Boteco São Bento – Um bar insosso

por Gabi

Motivada por toda a polêmica que se criou em torno do Boteco São Bento, esta humilde escriba muniu-se de coragem, um apcote de sms (20 sms por apenas 3,99!) e foi, acompanhada por seus amigos, conhecer de perto o mal-afamado local. Segue minha descrição, e fica aberto o espaço para os responsáveis pelo bar responderem às críticas.

Boteco São Bento precisa de tempero!
Chegamos cedo, pegamos uma mesa e rapidamente fomos abordados pelo garçom. Não vi a hostess que tem fama de maleducada, mas o garçom gorduchinho que nos atendeu foi bastante solícito, inclusive juntando duas mesas pra acomodar as pessoas. Pedimos o cardápio, pra sentir os preços. Um chope, $4,90. Uma porção de fritas, $19,00. Refri, $3,80 a lata. Quem disse que a blogosfera investigativa custa barato, minha gente?

Pedimos alguns chopes e uma caipirinha. Os chopes, de fato, vieram morninhos e eram Sol. A caipirinha de abacaxi não tinha gosto de nada, se bem que quando comi os gomos da fruta pareceu-me sentir um leve gosto de abacaxi. Ms pode ter sido psicológico. Os garçons rodeavam a nossa mesa. Teríamos sido descobertos? Será que seríamos desmascarados? Nada disso: a casa estava razoavemente vazia e assim ficou até perto das 22hs.

Nesse horário, começa o pega-pra-capar: os garçons saem correndo entre as mesas com bandejas cheias de chopes tirados (e por isso eles esquentam, veja bem!) e vão tentando repor os copos quando estes têm ainda 3 dedos de líquido no fundo. Mas bastava dizer não e eles não colocavam o chope na mesa.

Pedi uma H2OH, e o garçom foi bastante direto, pra não dizer grosseiro: “Não temos”. Antes que eu tivesse tempo pra pensar e pedir quiçá uma garrafa de whisky escocês que custa $1300 reais, segundo o cardápio, o garçom continuou: “A casa só trabalha com Aquarius, serve?” Depois de toda essa gentileza, não tive escolha senão dizer “Serve.” Tive medo de pedir gelo e limão, mas o copo veio com isso mesmo sem eu abrir a boca.

Pedimos uma porção de pastéis que chegou bem rápido e é muito gostosa (20 pilas) e mais uma de coxinhas. As coxinhas, a despeito do recheio saborosíssimo, estavam com a massa crua. Triste. Ainda mais porque eram 12 mini coxinhas pela bagatela de 20 reais.

Com a mesa cheia de amigos, deu pra relaxar e dar risadas. Quer dizer, até umas 22:30. Depois desse horário, a juventude dourada paulistana chega, o clima de paquera se instaura e a música altíssima impede qualquer conversa que não seja ao pé do ouvido. Como tínhamos outro lugar pra ir, pedimos a conta. Meu saldo: dois refris, meia porção de salgadinhos e uma capirinha por APENAS 20 reais. Pechincha.

Mas de fato: o São Bento não é o pior bar do sistema solar. É só… insosso. Ah, e importante: o Boteco São Bento não é um boteco. Boteco é um lugar onde um garçom de bigode te traz cerveja estupidamente gelada e guaraná sem rodela de laranja. O São Bento é mais um barzinho sem muita graça da Vila Madalena. Não difere dos outros 3 bares que há no mesmo cruzamento da Morato com a Aspicuelta, exceto pelo fato da concorrência servir chope na temperatura adequada.

Minha dica, se quiser um barzinho com cara de arrumadinho, é o Filial ou o Genésio, a duas quadras dali. Chopes mais gelados e garçons mais gentis.

Agora, se quiser um boteco de verdade, vá ao Valladares e peça uma Serramalte e uma porção de Batatas na Serragem. Ou vá ao Lapinha e peça um caldinho de feijão. Ou no Velloso, vá de caipirinha. Isso sim são botecos de primeiríssima linha onde gastamos pouco pra comer e beber bem.

Obrigada ao Eric, Trotta, Gui, Fugita, Wandeko e Olivia que me acompanharam na epopéia. Da próxima vez, prometo marcar num bar mais divertido.

01
Oct

Boteco São Bento – Será o pior bar do sistema solar?

por Gabi

Alguns de vocês certamente acompanharam a polêmica envolvendo o blog Resenha em 6 e o Boteco São Bento. Pra quem não sabe, um resumo: o blog publicou uma resenha muito negativa sobre o bar; uma pessoa que se identificou como funcionário do bar fez comentários agressivos e ameaçadores; o bafafá começou e o post teve mais de 1000 comentários. O bar chamou os advogados e estes mandaram uma notificação extrajudicial para que o post e os comentários fossem apagados. Outros blogueiros replicaram a postagem. O caldo entornou cada vez mais. Muita gente deu sua opinião (e esse post da LadyRasta está excelente).

Essa história me despertou um questionamento: Eu posso falar mal de um estabelecimento que me atendeu de maneira errada? Ou isso é crime?

fita

Pra descobrir, faremos uma experiência. Eu e mais alguns amigos vamos ao Boteco São Bento hoje, dia 1/10. Vamos nos sentar em uma das mesinhas e pedir comes e bebes. E vamos avaliar o atendimento, o sabor, a temperatura das bebidas…

E amanhã, vou publicar aqui no blog tudo que rolar. Sem ofender ou caluniar, vou relatar o que rolar comigo e com meus amigos. Se for bom, falarei que é bom. Se for ruim, direi como e por quê. E vocês todos estão convidados, desde que aceitando os termos abaixo:

A proposta: Fazer um NoB no Boteco São Bento, e de lá mesmo twittar ou postar sobre o local. Analisar a gentileza dos garçons, o sabor e temperatura do chope, sabor das comidas, o atendimento, tudo que vocês acharem válido. Publicar essas opiniões e dar ao Boteco São Bento direito de resposta às mesmas.

A data: Hoje, dia 1/10, a partir das 19:30.

O que NÃO pode de jeito nenhum: Fotografar funcionários contra a vontade deles ou sem autorização; inventar qualquer coisa sobre o atendimento ou a qualidade do chope; usar de qualquer forma de violência; ofender verbalmente ou por escrito os funcionários ou donos; usar palavras de baixo calão, criar pseudônimos falsos que tentem personificar os representantes do bar. Vamos mostrar que dá pra criticar o estabelecimento sem agressividade e ainda assim dar nossa opinião.

O que pode: levar celular ou note pra postar no blog e no twitter; fazer comentários engraçados; postar fotos do seu prato, do seu chope e de si mesmos.

E aí, quem topa um protesto pacífico?