<
21
May

Rinotraqueíte felina: o que é e o que fazer

por Gabi

No feriado de 1o. de Maio, eu e marido resolvemos adotar mais uma gatinha. Pegamos a hiper-fofa Penny Lane numa ong e levamos pra casa. Ela chegou super animada, os outros resmungaram um pouco mas depois a aceitaram e 2 dias depois já estavam todos se lambendo. Mas aí…

Penny antes de manifestar a rino, super animadinha

A pequena começou a espirrar, nariz entupido e muita secreção nos olhos. Como já sou esperta com gatos, na hora pensei “Rinotraqueíte!!” e saí correndo pro vet. Batata: era mesmo a porcaria da rino, e meus outros gatos também pegaram porque já estavam convivendo com a pequena. Agora está tudo bem, depois de 3 semanas de stress e antibioticos. Mas foram 3 semanas de sufoco! Então queria deixar umas dicas pra vocês, donos de gatos por aí afora. Tem uma epidemia de rino acontecendo em São Paulo, fiquem espertos porque a doença é séria e pode até matar se não for tratada.

Jack Black entupidinho, respirando de boca aberta :(

O que é: uma doença causada por vírus, semelhante a uma pneumonia. Começa como uma gripe, podendo “descer” pro pulmão e causar até a morte do gato.

Primeiros sinais: espirros, focinho escorrendo, secreção nos olhos.

Sinais de alerta: moleza, sono, falta de apetite, aftas na boca, dificuldade pra respirar.

O que fazer: levar no veterinário RÁPIDO pra entrar com antibiótico e colírio. Se tiver mais de um gato em casa, isole o gato doente assim que perceber os sinais. Corra mesmo, não demore, não arrisque.

Passa pra seres humanos? NÃO. A rinotraqueíte não é contagiosa pra seres humanos, nem pra crianças. Pode tratar sem medo de se contaminar.

Quanto tempo demora pra cuidar: o ciclo da doença é de cerca de dez dias. No fim, a secreção dos olhos fica mais sequinha e o gato espirra mais.

Tem que dar remédio e levar no veterinario: SIM! Não espere que vai se curar sozinha, tem que entrar com antibiótico específico. Veterinário neles!

Espero que tenha ajudado! Aqui tem mais infos técnicas. Gatinhos saudáveis, gente! :)

15
May

Polpetas e um filme lindo demais

por Gabi

Ontem foi dia das mães e eu passei o dia com a minha. A sogra veio, o sogro, a cunhada… Foi aqui em casa a comilança. Fiz canelone, porque a familia toda adora massa, e eu adoro fazer massas, molho de macarrão com tomate fresquinho, alho, cebola, sem manjericão porque a sogra não aprecia, mas com temperinho de sal, pimenta, do jeito que eles gostam. Minha mãe pediu polpeta, e quem sou eu pra não fazer? Acordei cedinho pra começar a preparar. Temperei a carne fresca, moída duas vezes, com sal, alho, cebola e pimenta. Deixei pegando gosto enquanto aprontava os ingredientes do molho. Botei o molho pra cozinhar em fogo baixinho, devagar.

Fiz as bolinhas, 2 quilos de carne pra fazer bolinha, haja bolinha. Aí fritei no óleo bem quente pra fazer casquinha por fora e ficar macia por dentro, porque a polpeta cozinha é no molho e não no óleo. Queimei o braço, não sei mais fazer coisas fritas. Sequei as polpetas com papel toalha bem absorvente e ploft, joguei as polpetas no panelão de molho, pra cozinhar por mais de uma hora, até ficar bem macia e cozidinha, porque minha mãe não come carne mal passada.

Montei os canelones, cobri com o molho, ralei queijo parmesão fresquinho pra gratinar. Foram três travessas de canelone, três! E as polpetas foram todas, também. Não contente, fiz tapioca pra ela, recheada com côco e leite condensado, quentinha na frigideira. Lavei umas 4 pias de louça enquanto preparava e mais uma depois. Sentei pra descansar eram umas quatro da tarde.

Mas eu não ligo, não ligo de ficar de pé o dia todo lidando na cozinha, ajeitando a casa, cuidando dos gatos, tudo ao mesmo tempo. Eu não ligo porque hoje a Babi Maués me mandou esse filme e eu chorei que nem uma boba vendo, porque eu vi direitinho a minha mãe e eu, as duas ali pulando faixa de trânsito, ela arrumando chuveiro e quase pondo fogo na casa, me ensinando a consertar a bicicleta e fazendo de mim quem eu sou hoje.

Obrigada, mãe.

08
May

Receita de Mãe

por Gabi

Sua mãe tem uma receita especial, não tem? Aquela que agrada todo mundo e que é a assinatura dela na cozinha? A GE quer saber qual a receita da sua mãe e ainda vai dar um presente pras histórias mais legais!

A minha, por exemplo, odeia cozinhar. Quer dizer, quando eu era pequena ela cozinhava, mas assim que conseguiu se livrar dessa função (ou seja, quando eu aprendi a fazer comida), comemorou. Mas até hoje ela cozinha pra mim. E ela faz uma comidinha que eu amo: sopa. A sopa da minha mãe não tem igual. É uma sopa de legumes com frango, ou com carne, ou só com legumes mesmo. Ela cozinha, tempera gostoso, depois esfria e bate no liquidificador pra ficar cremoso… eu amo essa sopinha.

Quando eu fico doente, ou triste, é essa sopa que eu quero. Ano passado, tirei a vesícula e minha mãe ficou uns dias cuidando de mim: lá veio a sopa. Eu almocei e jantei sopa uns 2 dias, sorrindo. Com um pãozinho fresco, crocante, um fiozinho de azeite… a sopa da minha mãe é sensacional. Tem gosto de casa, de infância, de colo… é sentir o cheiro da sopa cozinhando e eu volto a ter 7 anos. No frio, eu tento reproduzir a sopa em casa, mas a verdade é que não consigo, apesar de ficar super gostosa: a da minha mãe é ainda melhor.

Essa é a história da receita da minha mãe. Se você quiser contar a sua e concorrer a prêmios, a GE Eletrodomesticos dá uma mãozinha:

Você entra no Facebook, acessa a aba do concurso Receita de Mãe e escreve em até 250 caracteres o nome de uma receita típica da sua mãe e qual lembrança esse prato traz. As vinte melhores respostas ganharão a caixa VivaBrasil!+ que pode ser trocada por experiências incríveis de gastronomia, bem estar ou aventura pra presentear sua mãe. Você pode se inscrever até amanhã (09/05), às 16h. Então corre!

No twitter também dá pra participar: siga o @GeemCasa respondendo em até 140 caracteres com a hashtag #ReceitaDeMae, valendo 5 caixas de presente.

Tá esperando o quê? Vai lá que está acabando!

02
May

Minha mãe não tem preço

por Gabi

Minha mãe é o máximo. Do alto de suas seis décadas de vida ela usa o twitter, tem blog, é moderadora de grupo de facebook, joga videogame, tá doida pra ver Os Vingadores. Foi ela que me ensinou a gostar de Batman e a não depender de ninguém pra fazer as coisas: aprendi a puxar fio elétrico, pintar parede, cozinhar (este com uma mãozinha da Vó), organizar malas, fuçar no computador. Minha mãe fez com que eu tivesse uma infância incrível, cheia de livros, de passeios legais, de histórias pra contar. Ela me achou atrás do sofá brincando sozinha várias vezes (e me deixou lá mesmo sendo meio estranho), me deu a coleção da Enciclopédia Britannica pra que eu pudesse aprender as coisas, me deixava ficar descalça na terra por horas… Eu aprendi umas coisas sozinha também: sou eu que sei fazer penteados lindos nela, sou eu que consigo dar injeção nos gatos quando precisa, e mais umas coisinhas que são minhas.

Mas acho que a maior parte veio dela mesmo.

Quando eu era mais nova, ficava aquela vibe de “ai, credo, minha mãe”. Mas hoje eu olho pra ela e quero ser igualzinha quando eu crescer. Quero ensinar meus filhos essas coisas legais tipo consertar móveis, e quero que eles descubram outras coisas sozinhos pra que eu possa aprender com eles. Minha mãe me surpreendeu a vida toda com coisas novas, e eu acho que fiz o mesmo por ela algumas vezes.

Então vou aproveitar o aplicativo da MasterCard e mandar um recadinho pra ela:

Minha mãe não tem preço porque bordava a minha fantasia da escola com as próprias mãos e depois saía me apertando até a fantasia cair toda <3

Obrigada por ser uma linda, mãe. Feliz dia das mães. :)

Mande um recado pra sua mãe também: entre aqui no Facebook da MasterCard pra participar do Concurso Sua Mãe Não Tem Preço. Você vai curtir a página e usar o aplicativo para enviar sua foto. As melhores frases ganham prêmios: o primeiro colocado leva um colar da Vivara e os outros 6 ganham cestas lindas de produtos L’Aqua di Fiori! Já pensou dar um presentão pra mãe no domingo? \o/

26
Apr

#momentodelicia: qual o seu?

por Gabi

Estamos carecas de ver propaganda de margarina: sempre aquela familia feliz. O papai sorrindo, a mamãe passa margarina num pão perfeito e entrega pra um filhinho lindo enquanto o cachorro super fofo passeia pela casa. Mas 99% de nós não vive bem assim, né? O café da manhã é super corrido, quase de pé na cozinha, enquanto a gente se preocupa se a roupa do trabalho está boa, se lembrou de mandar o filho tomar banho ontem ou se o moleque foi pra cama de roupa suja mesmo, se o marido pagou a conta de telefone ou se esqueceu, se a faxineira vai vir hoje, se a chefe gostou do relatório… Aí a gente corre o dia inteiro e de noite cai na cama exausta, já pensando no que vai fazer no dia seguinte. Sempre essa maluquice, na correria do dia a dia.


Por isso que é importante dar uma paradinha. No café da manhã ou no meio do dia, a gente precisa parar e viver um #momentodelicia: aquela hora de fazer uma coisa que a gente gosta, seja usar uma roupa linda, comer um prato favorito, fazer cafuné no namorado, encontrar uma amiga querida, ouvir uma música muito legal… A vida da mulher está cheia de momentos gostosos encaixados na nossa rotina, momentos pequeninos que fazem a diferença.


Agora a Delícia resolveu fazer a gente enxergar melhor esses #momentosdelicia: a fanpage da marca está cheinha de conteúdo da Julia Petit, falando sobre moda, beleza, comportamento… São dicas bem legais pra gente ficar de olho e dar aquela paradinha pra ver com carinho qual foi o #momentodelicia que você teve no dia. Porque sempre tem um, mesmo que seja aquele ultimo momento antes de dormir, quando a gente deita depois de um dia cheio e relaxa a cabeça no travesseiro, sabe? Todo dia tem coisa boa na nossa vida. A gente só precisa parar um segundo pra enxergar.


Por exemplo, EU sei fazer baliza. :)


25
Apr

Drops

por Gabi

Fui à Brasilia no final de semana para o casamento de um amigo querido. A festa foi sensacional, decoração maravilhosa, comida boa, pista de dança, docinhos, tudo impecável, somado à cara de feliz da noiva e do noivo. Uma delícia, mesmo. Só que meu vestido estava largo e ficava caindo, mas meu sapato era tão lindo que acho que mesmo se ficasse semi pelada na pista ia continuar me achando sensacional e glamourosa só pelo sapato e era capaz de continuar dançando com meus saltos de cetim.

A cidade é bem ajeitadinha, mas fiquei impressionada com as construções, todas meio iguaizinhas. É estranho pra quem cresceu na zona que são os prédios e casas em SP. Tudo certinho, e a cidade meio vazia por causa do final de semana, o eco que rola ao bater palmas no meio do concreto. Niemeyer gosta de um concreto, impressionante. E o vento fortíssimo em qualquer ponto da cidade.

**************************************************

Aqui na firma tem um dos reservados no banheiro que tem uma janela. Sempre que vou ao banheiro escolho esse reservado. Aí eu aproveito pra abrir a janela e ver um pedacinho do céu – nessa época do ano o céu está lindíssimo. Aqui em SP quase todos os dias de outono tem céu azul, com poucas nuvens, e a luz está linda. Adoro o clima entre abril e junho. Quando está pra chover, eu vejo as nuvens se agrupando e escurecendo. É bonito esse pedaço de céu.

**************************************************

Hoje na volta do dentista parei na esquina pra atravessar. Um táxi se aproximou, com essa música rolando bem alto. O motorista era negro, tinha a cabeça raspada, usava óculos escuros enormes e uma camisa clara bem passada. Ele reduziu a velocidade  ao chegar no cruzamento e colocou pra fora da janela uma mão do tamanho de uma raquete de squash, fazendo um gesto elegante para que eu passasse. Ao mesmo tempo, sorriu um sorriso gentil de dentes branquinhos e regulares, piscou e disse com uma voz linda: “Pode passar, princesa”.

Acho que se eu não fosse casada, dava meu telefone. Ganhei o dia, quiçá a semana: Sou uma princesa.

17
Apr

É a dança do maxixe

por Gabi

No carro, a caminho do trabalho. Começa a tocar essa música:

 

- Já sabe que música é essa?
- Não.
- Ah, você é fã de dois aí.
*começa o vocal*
- Hum.
- Pela sua cara já vi que sabe quem é.
- Heh.
- E agora no refrão? Quem canta?
- Hummmmmm…. *dá risadinha*
- É, o Dave Ghrol. E quem mais?
- …eu?
- Não, né? É o John Paul Jones.
- Achei que era eu ali com eles e tal.
- Mas você não sabe tocar baixo.
- Ah, a gente tá falando de música? Desculpa, tava pensando em outra coisa.
- ¬¬

Sério, quem resiste a esses dois?

12
Apr

Lingerie pra todo mundo

por Gabi
Quem é gordinha sofre na hora de comprar lingerie. Eu  adoro usar lingerie bonita e prefiro ser chicoteada do que usar calcinha que parece coador de café de pano! Deeeeus me livre dos modelos “de vovó”, de cintura altíssima, beges… Gosto de calcinha bonita, de tamanho médio, que não marque as banhinhas e que ao mesmo tempo seja confortável.


E o sutiã no tamanho certo é fundamental pra gente. Quem tem seios grandes precisa de sustentação, quem tem seios pequenos precisa de proteção (e de um up no tamanho, se quiser), quem tem seios “vesgos” precisa de um modelo, quem tem seios caídos precisa de outro… peito é coisa séria! O sutiã certo evita dores nas costas, faz a roupa cair melhor e até emagrece, visualmente falando. Achei essa imagem num blog indiano (!) que não é de gordinha, mas ilustra super bem o que estou falando:



Viram que é a mesma mulher, com o mesmo tamanho de peito? A diferença é que o sutiã da esquerda não tá bom, e o da direita está certinho, dando a impressão que ela é mais magra ou que o peito seja maior. Então tem que escolher direitinho!


Vamos começar com peito. Tem gordinha que tem peitão e gordinha que tem peitinho. Por isso, só comprar o sutiã tamanho 48 ou 50 não resolve: o ideal é ter o bojo (a “taça” do sutiã) no tamanho certo.


Ano passado conheci a Loungerie. Lá elas medem seu tronco e os seios, pra combinar as medidas. Por exemplo, antes de começar a emagrecer eu usava 50B. Estou usando agora 48C (meu tronco reduziu com a perda de peso, mas meus seios não muito, eeee!!). Então o sutiã acaba vestindo muito bem. Tem peças pro dia a dia e peças sensuais e lindonas – e os preços são bem decentes! Só tem loja em SP. Tem loja em SP, no Rio e em Brasília.


A deusa Fluvia Lacerda: gordinha e linda de lingerie



A Liz lingerie tem uma linha com numeração diferenciada, a Fit Sense. No site você pode procurar as lojas que fazem a consultoria fitzsentse e ir na loja mais perto da sua casa. Tem no Brasil todo, hein? As peças da Liz são mais básicas, mas eu acho que mesmo no dia a dia a gente tem que se sentir linda e maravilhosa (e confortável). Os preços são bem bons e as meninas que me atenderam na loja Gardênia da Pompéia foram super simpáticas e pacientes.


Já calcinha é mais complicado. As marcas acima não tem muitas opções mais bonitonas em tamanho grande. A calcinha GG da Loungerie é equivalente a um 46/48 na melhor das hipóteses. As da Liz são mais básicas. Aí o ideal é ter muita paciência…  Vale fuçar em magazines como Tia Lingerie e Marisa. A Marisa tem loja online com fotos e detalhes das peças. Não tem lá muita variedade, mas dá pro gasto e são baratas.


Lojas especializadas são uma ótima pedida. Conheço algumas em São Paulo, como a Ana Lisboa, que tem peças lindas até o tamanho 58 e faz sob encomenda também. As peças pro dia a dia são umas graças também, olha esse de bolinhas que fofo:



A Yasil vende online. O site é feioso, mas os modelos são bonitos e tem também medidas diferenciadas de bojo/costas. E tem calcinhas bonitas em tamanhos maiores, tudo com preços bem bacanas.


O Clube da Lingerie tem peças LINDAS e de bom gosto, inclusive calcinhas menores, eba! Eles ficam em Campinas, mandei email pra ver se tem em outras cidades. Olha só a tanga:



Espero ter ajudado! A dúvida sobre lingerie em tamanhos maiores surgiu no Luluzinha Camp- o que eu mais gosto desse grupo é justamente que um dia a gente fala de coisa séria, no dia seguinte fala de calcinha… Tão bom ser mulher e poder conversar com as amigas. Pra entrar no grupo, acesse aqui e siga as instruções.
09
Apr

Severina tem que ser feliz de novo

por Gabi

Amanhã o STF vota uma ação importantíssima: a descriminalização do aborto de feto anencéfalo. Antes de começar, explico: Anencefalia é uma má-formação do tubo neural que faz com que o feto não tenha cérebro. A gravidez tem risco para a mulher e a criança nasce para morrer algumas horas ou dias depois. Não há cura. Não há hipótese de engano no diagnóstico. Ao ver as fotos de fetos anencéfalos fica claro: a cabeça é deformada, com um afundamento onde deveria estar o cérebro. Esta criança pode ser desejada, amada, esperada, mas não vai viver. Não há ciência ou oração que cure. A mãe carrega o feto por 9 meses e passa pelo parto apenas para enterrar seu filho. Simples assim.

O advogado Luís Roberto Barroso é o autor dessa ação e deu uma entrevista esclarecedora para o Estadão. Olha só esse trechinho:

“(…)essa hipótese não é de aborto. O aborto pressupõe a potencialidade de vida do feto. Como o feto anencefálico não tem potencialidade de vida extrauterina, nossa tese é que esse fato é atípico. Ele não é colhido pela definição de aborto do Código Penal. Por essa razão, a mulher deveria ser automaticamente autorizada a interromper a gestação.”

As Blogueiras Feministas fizeram post sobre o assunto. A jornalista Eliane Brum escreveu uma coluna muito tocante contando sobre o documentário por ela dirigido, que conta a história de Severina, uma agricultora que foi impedida de fazer o aborto de uma gravidez com feto anencefalico. É muito triste a história de Severina. O sofrimento dela e do marido, a familia que queria tanto esse filho. E não conseguiu: a gravidez terminou num parto de 30 horas e em um caixão pequenino, para o enterro do feto. Chorei algumas vezes ao longo dos quase 20 minutos de filme.

Eu espero que o STF acate a ação. Eu espero que as mulheres possam escolher fazer o aborto de um feto que não é um ser humano e nunca vai ser. É um corpo vazio, sem aquilo que nos faz humanos, sem inteligencia. É um bebê que nunca vai mamar,  andar, falar, sorrir. Nunca. Espero que ninguém mais precise passar pelo que passou Severina, que quis comprar uma roupa com touquinha para poder enterrar seu filho, para que na morte ele tivesse pelo menos uma parcela de dignidade. Também espero que as mulheres que queriam levar a gravidez de um feto anencéfalo até o fim sejam respeitadas em sua decisão. Mas a possibilidade de decisão deve existir – e deve ser sempre, sempre da mãe. Nunca de um juiz ou da igreja ou da pressão social. É a mulher que carrega o feto em seu ventre que deve escolher.

Ninguém pode obrigar uma mulher a parir um filho morto. Não é cristão obrigar uma mulher a parir um filho morto. Não é correto. Não é certo. Nada justifica lutar pelo direito de um feto que nunca vai viver. E a decisão de seguir ou não com essa gravidez é individual. E deve ser uma escolha terrível. Só posso imaginar que lá dentro a mãe sempre espere por um milagre, que fique triste, que se sinta mal seja levando a gravidez ou interrompendo.

Amanhã, Severina, seu marido Rosivaldo e seu filho Walmir estarão em Brasília, acompanhando a votação. Eu espero que a presença dela por lá ajude o STF a permitir que as Severinas do Brasil todo possam voltar a ser felizes, qualquer que seja a escolha delas.

 

05
Apr

Mind your own business

por Gabi

Se você é contra o casamento gay, não se case com um gay.

Se você é contra o aborto, não faça um aborto.

Se você é contra ver casal gay na novela, não veja a novela.

Se você acha que a família brasileira está sendo ameaçada, cuide da sua família.

Se você não gosta de negros, fique longe de negros (se seu chefe for negro, peça demissão)

Se você acha um absurdo uma mulher presidente, mude de país.

Se você acredita que todos devem se casar e ter filhos, case-se e tenha filhos.

Só por favor, cuide da sua vida. Deixe que da minha cuido eu.

 

Imagine se você pegar todo o seu ódio e usar essa energia pra cuidar da sua própria vida.