22
Feb

Amigo é coisa pra se guardar…

por Gabi

Plena terça feira, um calor que deus mandava. Depois de passar o dia trabalhando na Baixada Santista, me dirijo à Pompéia para retirar parte da família Martim de Macedo. E lá vamos eu, Dona Rose, Seu Fausto e Lucas em direção à São Judas para acompanhar de perto a colação de grau de Lelê.

Veja, tudo que precisa de testemunhas não presta. Por exemplo, no casamento civil, são requeridas duas testemunhas pra garantir que você realmente esteve ali e assinou o papel por livre e espontânea vontade. No caso de batizado, circuncisão judaica, divórcio e mais outros tantos, também são necessárias testemunhas. Se fosse coisa boa ninguém testemunhava. Vê lá se precisa de testemunha pra tomar sorvete de pistache, por exemplo.

Enfim, lá fomos nós prestigiar a queridona de beca, durante a linda cerimônia organizada pela Milleniun formaturas.Um coral começou a cantar canções pra animar a galera. Lucas odiou as músicas.

- Gabi, não vai parar essa música chata?
- Não, querido. Música chata nunca acaba.

Pelo menos não rolou Canção da América.

Um japonês com um cabelo enorme, estilo Jaspion com megahair, filmava tudo. Ao passar com a câmera na nossa direção, desviou. Me senti um pouco desprezada, mas tudo passou ao perceber que os professores que entravam usavam capinhas de cetim azul. Sem dúvida, era mais importante filmá-los do que a nós.

Logo de cara, Lucas se anima:

- Gabi, soltei um pum.
- Ai, Lucas, no meu colo?
- Manhêêêê!!! Soltei um pum!!!!
- Pára, Lucas.
- Fala mesmo, Lucas!
- Pára, Júlio.

Dali a pouco:

- Gabi….
- Fala, Lucas.
- Soltei outro.
- *suspiro* Que bom pra você.

Enquanto isso, no palco, um locutor com um topete de aproximadamente 9 centímetros falava belas palavras sobre amizade, profissionalismo e todas aquelas baboseiras de colação. De repente, ele inicia um discurso belíssimo, falando sobre como os pais se sacrificaram para pagar a mensalidade exorbitante. Trecho que ficou marcado:

- …E os pais deixaram de realizar suas necessidades, deixaram de lado seus sonhos, para que seus filhos pudessem se tornar jornalistas…
- Desculpa, mãe!

Era Leonor Maria gritando ao fundo. Não pude deixar de concordar com ela.

Depois, o coral cantou uma linda canção em homenagem aos pais: Fascinação, uma pérola do cancioneiro brasileiro. Tudo muito bonito, não fosse quando prestamos atenção na letra: “o teu corpo é luuuuuuzzz…. seduçãããããõooo….” Isso lá é coisa que se cante pra uma mãe???

Nada de Canção da América ainda.

Muitas músicas depois, os formandos sobem ao palco e recebem seus diplomas. Espero que depois sejam divulgadas as fotos de Lelê com sua beca e seu chapéu. Canudo na mão, fomos buscar o carro e nele entraram: seu fausto, dona Rose, Júlio, Lelê e Lucas. Não me perguntem como coube, mas o Celta é guerreiro. Dali a pouco, já quase chegando em casa….

- Gente, cadê meu celular?
- Aquele que você acabou de recuperar depois de ser roubada, Lelê?
- É…
- Vou ligar pra você.
- Ele tá no vibracall, Júlio! Seu Amaury*!!!
- Shhh!!…er, alô? Quem fala? Segurança da São Judas? Ahn.. nós perdemos esse celular e…

Pra resumir: deixei parte do clã em casa e voltamos pra faculdade pra buscar o celular de Lelê. Esta, usando uma camisa do Corinthians, foi ridicularizada por alguns seguranças palmeirenses, mas ainda assim conseguiu reaver o aparelhinho. E eu tive o prazer de ouvir Lelê e Júlio demonstrando toda a verve musical de galinhas. Sim, galinhas. No meio do Minhocão.

Um dia eu explico melhor, agora ainda está muito recente e minha mente está bloqueando parte do ocorrido. Eles cantaram músicas como galinhas. Não sei se quero lembrar.

Graças a deus, ao retornar pra caverna do clã Dona Rose havia providenciado esfihas, quibe cru, babaganuche, homus.. Uma noite árabe. Júlio quis dançar a dança do ventre, mas foi impedido a tempo.

Depois de assistir à eliminação do Big Brother, pude ir para minha casa, de barriga cheia e com as bochechas doendo de tanto dar risada.

Mais uma noite tranqüila com a família de Lelê. E eu ainda consegui passar por uma colação de grau sem ouvir Canção da América.

*Amaury? Perguntem pra eles. Nem sei, não estava lá, nem fui ao show.

5 Responses to “Amigo é coisa pra se guardar…”

  1. Gabi says:

    Mas que eu fiquei uma graça de odalisca, não há como neg… er…hum… Então, a história do Amaury não pode ser contada, ainda, de forma textual porque não registramos. E nós lá somos muito burros de dar uma Amauryzada dessa! :o P Agora eu vou falar um negócio: “Vê lá se precisa de testemunha pra tomar sorvete de pistache, por exemplo.” será copiado a exaustão Gabi! :o )

  2. Gabi says:

    vc conseguiu reportar a belezura q foi a colação de grau da Lele!Agradeço pela carona, pela companhia,pelas risadas,enfim por tudo…Lele ficou “sentida” comigo, pois eu q consigo chorar em “reclame” de margarina, não verti uma unica lágrima na colação!Vamos combinar outros lanches,ok?Beijocas

  3. Gabi says:

    Buáááááá! Essa foi a última facada no meu coração em frangalhos… :-( Mas que bom que tudo foi muito legal :-)

  4. Gabi says:

    Obrigado voce. Como conseguiu assistir a uma colação de grau até o fim e com o Luquinhas soltando seus “foguetinhos”! Brava gente brasileira ( voce esqueceu do hino nacional)com mãos no coração e tudo e professor Fazolli ” carimbando ” a cabeça de nossos novos jornalistas com aquele chapeuzinho esquisito! Mas valeu, eu chorei sim, escondidinho: ” pois a lágrima é tão maldita, que a pessoa mais bonita, cobre o rosto pra chorar, como diz outra página imorredoura de nosso cancioneiro popular…. Sniff, Sniff …

  5. Gabi says:

    Eu, em plena formação tecnológica de sei lá o que, ri horrores com seu post. Ontem foi bem engraçado. Valeu por dividir (mais) esse momento conosco. Amo tu, querida. E valeu pelas caronas!!!!!!!!!

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