Acabou a Copa, e o que ficou?
A Copa do Mundo acabou domingo; venceu a Espanha, terra da Paella, embalada (quem diria?) por um polvo profeta. Me parece que havia também um periquito, um panda e um crocodilo profetas, mas isso não vem ao caso. Nada disso vai numa paella.
O jogo do sábado foi mais bonito: Uruguai e Alemanha jogaram com emoção, numa vitória alemã com diferença de um gol. Esse gol o Uruguai foi até o último minuto de jogo tentar buscar, tentar levar pra uma prorrogação, pros pênaltis… mas não deu, e a Alemanha, emburrada, ficou com o terceiro lugar. O Uruguai levou um honroso quarto lugar conquistado com luta e esforço, de uma seleção que chegou à Copa sem perspectivas de brilhar muito.
Mas a Espanha. A Espanha levou sua primeira Copa e a alegria dos jogadores era contagiante. Pique, Fábregas chorando, Iñiesta elevado à categoria de herói, e o goleiro e capitão do time Iker Casillas levantando a taça em um pódio apertado, que obrigou o presidente da Fifa a se espremer entre dezenas de jogadores espanhóis para entregar o prêmio ao goleiro herói.
Ao longo da Copa, Casillas deixou de ser vilão pra ser mocinho: logo no primeiro jogo, levou um gol da Suiça, e deixou a Fúria estrear com derrota na Copa. Jornais espanhóis acusaram: o goleiro estaria distraído com a presença de sua namorada em campo, a bela jornalista Sara Carbonero. Nos jogos seguintes, Casillas recuperou sua concentração, defendendo chutes indefensáveis e comandando o time campeão.
Ao término da final, depois de erguer a taça, depois de chorar, de abraçar seus companheiros de time, de jogar o técnico pro alto, Iker Casillas deu uma entrevista, ao vivo. A repórter? Sua namorada. A cena é das mais românticas, digna de filme de amor:
Reproduzo aqui o texto do amigo Gabriel Louback, que sintetiza o que deve ter passado na cabeça do goleiro durante a entrevista:
o beijo de Casillas
Às favas o profissionalismo. Às favas as regras frias, e até desumanas, do jornalismo. Às favas o bom comportamento esperado e os protocolos. Sou campeão do mundo, salvei minha seleção e essa mulher linda não para de me olhar e de sorrir para mim. Não faz sentido tê-la ao meu alcance e me obrigar a manter distância. Não faz sentido falar nada, como se fosse uma desconhecida. Vem cá, minha nega.
Dessa Copa, pra mim fica o beijo de Casillas, a luta na campanha uruguaia, o bonito jogo de Gana, o golaço de Von Bronckhorst, o pênalti cavadinho do Loco Abreu, a música oficial, linda e cheia de significado. E até 2014.


E não podemos esquecer dos “bafana bafana” cantando antes de entrar em jogo! Fiquei bem emocionada, e olha que nem de futebol eu gosto! Bjs.
[...] This post was mentioned on Twitter by Gabriela Bianco. Gabriela Bianco said: Fiz um post sobre o fim da Copa e beijos roubados: http://bit.ly/amEYoB [...]