A tempestade, o modem e o atendimento da Telefônica
Finalmente, o modem de casa não resistiu às adversidades da tempestade de ontem e queimou.
Por bobo que possa parecer, a internet faz falta em casa. Descobrir coisas simples, como programação de cinema, telefone da TVA ou endereço de um local se torna uma epopéia. Toca comprar o jornal, desencavar contas antigas ou me afundar num guia de ruas de 1999 que está aos pedaços no piso do carro. Pagar contas, só na hora do almoço no trabalho.
As minhas obsessões, como saber o que está acontecendo no BBB, ver a previsão do tempo do dia seguinte, ler todas as atualizações do google reader, baixar músicas ilegalmente ou responder e-mails de listas de discussão estão temporariamente suspensas.
Já prevendo essas dificuldades, assim que o namorado me avisou do problema, liguei para aqueles que acreditei que iriam me ajudar: o provedor de banda larga.
Um atendente me informou que não poderia transferir a ligação porque havia uma fila de espera. Eu achava que filas de espera foram exatamente criadas para que você aguarde a transferência, mas a Telefonica não pensa assim. Quando há fila de espera, você deve retornar a ligação ou deixar seu telefone e “um técnico entrará em contato em até duas horas”. Da última vez que caí nessa, levou dois dias até o retorno. Então acabei desligando e ligando novamente até conseguir falar com alguém da técnica.
Para minha surpresa, descobri que a Telefônica, da qual assino o Speedy, não pode me vender um novo modem. Eu deveria ligar no meu provedor. Liguei. O UOL, meu provedor de internet, não pode me vender um modem. Deveria ligar para a empresa que consta na nota de entrega do modem. A Americanas.com, empresa que consta na nota fiscal do modem antigo, não pode me vender um modem. Voltei a ligar para o Speedy. O atendente de lá, sem fazer idéia de como resolver, chegou ao cúmulo de me orientar a comprar um modem na Santa Ifigênia para substituir.
Depois de uma hora de ligações irritantes, descobri que tanto o Speedy quanto o UOL somente fornecem modems aos novos assinantes. Aparentemente, mais vale aumentar a base de assinantes do que manter em casa assinantes antigos. Vale reforçar que não estou pedindo um modem novo de graça: quero comprar um. Pagando. Dando dinheiro a eles. Sabem, aquela mecânica moderna onde você dá dinheiro e a empresa te entrega um produto em troca do dinheiro. Manjam, Comércio? Então.
O descaso da Telefônica é impressionante. Não admira que seja empresa líder de reclamações no Procon e na Anatel. Parece que eles não estão nem aí.
E já que é assim, vou cancelar minha assinatura do Speedy e assinar outro provedor de banda larga. Tenho certeza que o Virtua, o AJato ou o Velox irão me dar um modem com o maior prazer. Afinal, serei uma nova cliente. Mas meu sexto sentido me diz que assim que ligar e quiser cancelar a assinatura, dezenas de modems aparecerão à minha disposição, magicamente. É (não) pagar pra ver.


Como bom carioca e usuário do velox sinto lhe informar que também é uma bosta, apesar que eles nunca negam um modem novo. E não cobram por isso. Apenas pedem que vc devolva se cancelar o contrato.
Por incrível que pareça, o mais prático e barato é comprar um modem novo numa loja de informática, mesmo…