por Gabi
Dinheiro na minha mão é vendaval. Não que eu seja uma grande gastadeira: não compro coisas muito caras, mas não posso ver uma lojinha de bijoux, uma liquidação de blusinhas, uma perfumaria ou um restaurante charmoso que já saio gastando o meu suado salário. Então pode não ser um vendaval-furacão, mas é uma ventanizainha…
Esses dias fui convidada pra um workshop promovido pela ANBIMA, e confesso que não estava lá muito empolgada. O assunto, investimentos, não é bem o tipo de coisa que dá uma vontade louca de conhecer, né? Ainda mais se você for como eu e achar que dinheiro, bancos, aplicações a afins são uma coisa alienígena. Cada vez que dou um pulo no banco e meu gerente começa a falar de aplicações, eu balanço a cabeça vigorosamente para concordar, faço uma cara de quem entendeu tudo e faço exatamente o que ele mandar com minhas poucas economias. Fui pro encontro arrastando os pés e esperando que fosse servido um lanchinho gostoso pra compensar.
Pois fiquei com cara de tacho. Apesar do bate papo ser curto, começamos a explorar um mundo novo, onde dá pra aprender sobre investimentos sem ser um bicho de sete cabeças. Mais do que “investimentos”, tivemos algumas noções de uso do dinheiro de dar nó no cérebro: por exemplo, quando a gente diz que “não tem dívidas”, o que queremos dizer é que não estamos no negativo, não temos nome sujo… mas e aquele financiamento do carro? E o parcelamento no cartão de crédito? Isso são dívidas e temos que pensar nelas desse jeito.
Na palestra do simpaticíssimo Fabiano Calil, aprendi também que o melhor a se fazer é tentar guardar a grana primeiro pra comprar depois, negociando à vista um bom desconto. Mas e aí, Calil, como é que eu resisto àquela bota linda da vitrine? E como faço pra não comprar o casaco divino que vi na Zara outro dia, numa bela oferta? Acho que nesse aspecto vou desapontar o Calil…

Uma outra coisa interessante: o site tem uma área só pra mulheres. Isso me chamou a atenção e perguntei o motivo. Descobri que as mulheres cada vez mais ganham seu próprio dinheiro e o gerenciam. As mulheres estão ganhando melhor, ocupando cargos de chefia e sendo bem remuneradas. Por isso, começam a investir mais. E somos mais interessadas em aprender sobre o assunto do que os homens: pedimos conselhos a consultores, aos amigos, aos gerentes do banco… Gostei bastante dessa área exclusiva, porque tem dicas pra vários perfis: a solteira, a casada (olhaí a dica, Cintia!), a com família grande, a que cuida da casa, a mais ousada nos investimentos e assim por diante. É legal ler com calma e aprender como gerenciar sua grana. Em tempos modernos, onde emprego com carteira assinada é cada vez mais raro, saber guardar seu dinheiro é sinônimo de sossego no futuro, né?
Gostei do papo, que por mim até poderia se estender: não foi nada chato e aprendi pacas. Agora é ir conversar com o gerente pra descobrir as boas aplicações e aprender a resistir às liquidações de sapatos.. ai, ai!
Ah, em tempo: tinha lanchinho e tava gostoso! o/