<
28
Jan

Quer ajudar o Haiti? E que tal ajudar São Luiz do Paraitinga?

por Gabi

Viu as imagens medonhas do terremoto no Haiti e se compadeceu? Viu a cidade de São Luiz do Paraitinga debaixo d’água e o coração apertou?

Tá a fim de ajudar e não sabe como? Doe dinheiro. Pode parecer estranho, mas muitas vezes se você doar uma quantia pequenina estará ajudando mais do que doando alimentos ou roupas. E pra quem está longe, é uma ótima solução.

Mas doe pra quem você sabe que vai usar direito seu dinheiro. Escolha uma organização confiável e segura e faça a doação de maneira tranquila.

O Itaú está com uma parceria com a Cruz Vermelha, disponibilizando duas contas pra doação. A Cruz Vermelha todo mundo conhece, né? É uma organização humanitária respeitadíssima, com voluntários que metem as caras em regiões de desastres, guerras, lugares assustadores. Esses homens e mulheres corajosos enfrentam de tudo pra levar água, medicamentos, alimentos e condições mínimas de vida pras vítimas de calamidades.

Eu já doei, um pouquinho só. Mas fico tranquila de saber que minha graninha vai pras mãos de gente séria como a Cruz Vermelha. Se puder doe, mesmo que seja pouco. Não tem limite mínimo.

Pra ajudar o Haiti:

Banco Itaú
Agência: 6480
Conta: 04751-0
CNPJ Cruz Vermelha: 07.127.753/0001-01

Pra ajudar São Luiz do Paraitinga:

Banco Itaú
Agência: 6480
Conta: 06310-3
CNPJ Cruz Vermelha: 07.127.753/0001-01

Ajudem e divulguem! =D

21
Jan

Fome de Viver

por Gabi

Oi, meu nome é Gabi e eu sou gorda.

Não é uma frase fácil de se dizer, tampouco de se ouvir. E eu admito, depois de muitos anos de terapia: sou gorda. E sou feliz assim. Não almejo ser magrinha, gosto de ter curvas. Gosto do meu rosto redondo, das coxas grossas. Não gosto de ter barriga, mas por sorte sempre fui uma gorda ajeitada, com cintura, peito e bunda, tudo bem definidinho. Nunca fui barriguda, sempre tive o peso distribuído em volta de tudo.

De uns tempos pra cá, percebi que estou gorda demais. O primeiro sintoma foi mesmo ver que estava aparecendo uma barriga, e isso me incomodou. Aí comecei um regimezinho, pra reduzir uns quilos. Não pra ficar magra: eu nunca, nunca vou ser magra. Nunca vou ser esbelta, silfídica. Por outro lado, eu nunca vou ser assim:

modelo

Isso aí em cima é uma modelo que desfilou na São Paulo Fashion Week, evento de moda prestigiadíssimo, quem sabe o maior do Brasil.

Essa moça está magra demais. Muito. Ela não parece saudável, elegante, esbelta como as modelos devem ser. Ela parece doente. Ela parece triste. Ela parece sofrer.

E quem levantou o coelho da magrza excessiva não fui eu, pobre publicitária gorda e potencialmente invejosa da beleza e juventude da moça. Quem falou que as meninas estão magras demais é gente ligada à moda, editores de moda e beleza. Vejam a matéria na Folha Online e o vídeo no Vírgula:

Virgula.com

Essas pessoas deveriam estar acostumadas à magreza e ao visual dessas moças. Não deveriam se chocar. Mas estão dizendo que estava demais a magreza. E se eles estão assustados, o que nós devemos pensar?

Essa moça magra, esquelética, me assustou. A imagem dessa moça, cujo nome nem sei, me perturbou sobremaneira.

Que mundo vivemos onde vendemos esse tipo de imagem? E eu, que sou uma gorda saudável, com todos os exames de saúde em dia, colesterol baixo e triglicérides sob controle, devo virar anoréxica pra almejar essa aparência.

Choquei, gente.

As Luluzinhas, moças espertas que são, estão blogando sobre o assunto.
Tem post no Trendencias e no A Letra Preta

14
Jan

La cucaracha

por Gabi

- Ai, tem OUTRA barata!!

Foi tudo que eu ouvi antes de sair correndo em busca de um homem pra resolver o problema. Atentem, era OUTRA barata, o que significa que já havia acontecido a primeira.

Tudo começou depois do almoço, enquanto fazíamos entrevista de emprego. Na nova agência, estamos em esquema de improviso: como vamos mudar em breve pra uma casa lindona e reformada, estamos numa casa pequena, onde não cabemos de maneira alguma, aguardando a reforma. Empilhados e apertados, improvisamos salas de reunião na recepção, no quintalzinho… E ea no quintal que estávamos, esperando a chuva cair e conversando com um potencial candidato.

Logo que sentamos, vi uma taturana gorducha andando no teto do gazebo. Munida de um cabo de vassoura e um pouco de coragem, peguei a bicha e joguei num cantinho, pra não correr o risco dela cair na minha cabeça. Me sentindo super corajosa e independente, começamos a entrevista.

No meio do papo, gritos: uma barata das grandes se aproximava. Eu, ainda me achando corajosíssima, peguei a vassoura e ploft! na cabeça da barata.

Aqui cabe uma observação: eu não mato nada. Não mato mosca, não mato barata… uso a vassoura pra tontear a bicha e varrê-la pra longe de mim. E foi o que fiz. Qual não foi minha surpresa quando a barata resolveu correr na minha direção? Em pânico, bati de novo. Ela correu pro lado oposto, sumiu de vista por alguns momentos e reapareceu mais adiante, no corredor. Ou ao menos achamos que era a mesma barata. Um colega vinha descendo as escadas e atendeu aos nossos gritos, esmagando a invasora.

Ao sentarmos de novo, já tranquilizadas pela rápida ação do nosso colega matador, a Bruna deu o berro que tá no começo do post. A barata tava ali do nosso lado! A que estava no corredor era OUTRA barata! E pôxa, estamos aqui falando de baratas imensas. Sem exagero, cada uma tinha pelo menos 7cm. Enormes, monstruosas, pantagruélicas. Medonhas. Fugimos dali e fomos pra uma outra sala disponível.

Em minutos, uma terceira barata apareceu e subiu pela porta de vidro. Ao fugirmos, aos berros, uma quarta surgiu. Derrotadas e apavoradas, conseguimos eventualmente acabar a entrevista.

Mas ando olhando pros lados agora, cruzo as ruas temerosa: Um exército de baratas pode tentar invadir o Paraíso.

Barata mostrada em tamanho natural