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25
Aug

A mamãe Gansa mordedora de bundas, a vaca nelore e Julia, Sabrina & Bianca

por Gabi

Há muitos, mas muitos anos atrás, eu estava no Colegial. Aliás, faz tanto tempo, que o colegial se chamava colegial. Agora chama-se Ensino Médio. E eu odeio esse nome; parece que a gente vai aprender mais ou menos, sabem?

Mas divago. Fato é que eu estava no colegial, tinha uns 16 anos e uma amiguinha chamada Heloísa. A Helô era boazinha, gorduchinha e de olhos azuis. Morava perto da escola e a família dela tinha uma fazenda. Eu, bicho do mato que sou, quase morri de alegria quando fui convidada pela Helô pra ir pra fazenda com ela. Mamãe liberou e lá fomos nós, num carro enorme. Os pais dela, eu e ela, rumo à Fazenda.

Primeiro detalhe importante: a fazenda ficava bem longe, perto de Fernandópolis, quase no Mato Grosso do Sul, horas de viagem pela Washington Luiz afora. E a família dela adorava música sertaneja. Então eu passei cerca de 7 horas num carro enorme com um sistema de som igualmente enorme, ouvindo Leandro e Leonardo, Chitãozinho e Xororó e outros bichos.

Já meio traumatizada, chegamos ao local, uma imensa fazenda, tipo aquelas de novela de época, com direito à casa-grande e senzala. Lindas varandas, portas grandes de madeira maciça, pé direito alto e tudo mais. Nos instalamos em um dos quartos e descobri que a Helô era leitora voraz de romances estilo Sabrina, Julia e Bianca. Sabem o que é? É, mais coisa de velha, eu sei.

Lá pelo segundo dia, decidimos descer até o laguinho pra ver os patinhos, olha que meiguinho. Ali na beirada, jogamos pãozinho pros patinhos e peixinhos, comemos frutinhas e vimos filhotinhos de gansinhos. Aí a Helô berrou:
- CORRE!!!

Eu levantei meio confusa e não notei a tempo que um ganso assassino se aproximava de mim. Aparentemente, era uma gansa que achou que eu ia fazer mal à seus filhotes. O que eu não sabia era que ganso tinha dente. E que eles corriam tão velozmente. Muito menos que eles conseguiriam morder uma bunda vestida numa bermuda jeans. Pois isso tudo é verdade.

ganso-bundaImagem ilustrativa da situação

A mamãe gansa mordeu minha bunda e foi embora cuidar da cria. Eu me vi na beira de um laguinho, com meio pãozinho na mão, com a bunda dolorida. A Helô ria a não mais poder. Sério, ela sentou-se no chão pra rir. Ela chorou de rir. Eu não vi graça. Minha bunda doía e eu sabia que ia ficar roxo. Mas fazer o quê? Eu estava a quilômetros de qualquer lugar familiar.

No dia seguinte, já superado o trauma da mamão gansa e imbuídas de espírito aventureiro, fomos caminhar. Saímos pela fazenda, e a Helô me mostrou o pomar, a horta, a plantação de laranjas, os pastos… ah, os pastos! Enorme e quase totalmente plana, a fazenda era o local perfeito pra criação de gado. O tipo de gado escolhido era o Nelore, de carne tenra. Enquanto ela apontava as cabeças de gado, eu resolvi olhar pro outro lado.

Foi minha sorte.

Vinda não se sabe de onde, uma vaca assassina corria em nossa direção. Dessa vez fui eu que gritei “CORRE!!!” e saí correndo em direção à cerca de arame farpado. Apavorada, eu sentia aquele animal maléfico correndo atrás de mim e desejando me punir por todos os bifes de contra-filé que eu havia comido, por todos os churrascos que eu já ingerira!

vacamalvadaA vaca que me perseguiu, certeza.

Num movimento ninja que eu jamais seria capaz de reproduzir novamente, saltei agilmente sobre a cerca e fui parar do outro lado, onde apontei pra vaca e ri, espécie superior que eu era.

Notei um ar trocista na vaca e ao olhar pra baixo percebi que minha camiseta estava rasgada em diversos locais, que meu braço sangrava e que havia perdido um pé de tênis. A vaca, por sua vez, estava placidamente pastando bem ao lado do meu tênis perdido.

Novamente, minha amiga riu de mim. Mas eu aguentei, firme e forte!

No entanto, no terceiro dia, quando acordei e dei de cara com uma cobra na sala, virei as costas, me tranquei no quarto e li todas as edições de Julia, Sabrina & Bianca que encontrei.

Ao som de sertanejo, por óbvio.

19
Aug

Série incrível da semana

por Gabi

Viciada que sou em séries, costumo assistir a todas que consigo. Gosto muito de séries policiais, de séries de humor (humor bom, pelamordedeus, e não humor chulé-idiota-malfeito-preconceituoso) e das mais nerdzinhas. Mas também assisto sempre à séries das mais sérias – e se for documental, então, adoro. E me emociono com elas.

Conheci recentemente “The Alzheimer’s Project” (Projeto Alzheimer), a nova série da HBO que já está no ar no Brasil. É uma série que mostra pessoas afetadas pelo Mal de Alzheimer, suas famílias, sua relação com o mundo… O capítulo 2, “Grandpa, Do You Know Who I Am?” (Vô, Você Sabe Quem Eu Sou?)” me fez chorar de verdade, mostrando as crianças entre 6 e 15 anos que lidam com avôs e avós com Alzheimer.

alzheimer

Na minha família, não tivemos nenhum caso de Alzheimer até agora. Mas já convivi com idosos com essa doença, e é muito triste. É jogo duro ver quem você ama esquecendo de você – e até de si mesmo. Tem que ter paciência de ouvir as mesmas coisas muitas vezes, de explicar as mesmas coisas muitas vezes. Eu, que adoro velhinhos, fico bem tocada mesmo.

A série é bonita, sensível sem ser piegas, muitíssimo bem produzida. Merece ser vista por todo mundo.

13
Aug

Uma refeição pra cada view!

por Gabi

A campanha Adotar é Tudo de Bom da Pedigree é muito bacana. Eles realmente apóiam ONGs de doação de animais. Eles realmente estão fazendo alguma coisa pelos bichos abandonados.

Em 2009, a cada produto Pedigree vendido eles estão fazendo uma doação, podendo chegar a um milhão de reais doados pra ajudar os animais.

No vídeo abaixo, eles dão detalhes da campanha – e no fim, você fica sabendo que a cada view do vídeo, uma refeição será doada pra um animal abandonado. Portanto, assistam tudo, até o fim. ;)

12
Aug

CãoMinhada – Parte 1

por Gabi

Lembram-se que convidei todo mundo a participar da CãoMinhada, que acontece no CCZ de São Paulo? O Daygo foi e conta o que rolou:

Oi Gabi,

Tudo bom???
Gostaria de compartilhar alguns relatos (dividi para não ficar muito enorne) da minha experiência na Cãominhada. Sei que você luta em prol de adoção e talz, então, se você puder postar no seu blog, agradeço! ;-)

Quando vi pelo twitter – e pelo seu blog – que havia um projeto do Centro de Zoonoses com cãezinhos, fiquei bem comovido e com vontade de participar.

Afinal, eu AMO cachorro e nunca pude ter, ora por restrição do prédio, ora pelo meu estilo de vida. Mas o amor por eles é tão grande e fico até meio constrangido quando vou visitar algum amigo (a) que tenha um dog… eu costumo dar mais atenção ao bichinho. E geralmente, os “filhos” dos amigos já ganham bastante amor, comida e cuidados dos seus donos.

O que mais tocou meu coração foi que os animais do Centro de Zoonoses (CCZ) têm pessoas que cuidam da saúde – e que com certeza fazem isso por amor. Mas ficam confinados em ambientes precários 24h por dia, sem passeio, sem brincar, sem carinho.

O CCZ é um órgão que controla as doenças transmitidas de animais para humanos e de humanos para animais. Não é ONG, não é abrigo de animais abandonados, e nem tem a intenção de sê-lo. Portanto os bichinhos que são recolhidos nas ruas são confinados em locais não adequados, apertados…

Mas graças a Deus, o CCZ e o ProBEM criaram um programa pra melhorar a qualidade de vida desses animaizinhos. Como? Com trabalho voluntário, feito por pessoas que gostam de animais. É simples, mas faz diferença: passear com os cachorros aptos à adoção por aproximadamente 1h30 no domingo de manhã. É a única oportunidade que eles têm para sair, andar, ver os outros cachorros, “conversar” e receber carinho.

Mas para participar, é um pouco trabalhoso.

Primeiro, você precisa ligar e se cadastrar pelo setor de Educação do CCZ: 3397-8920.

Depois, é preciso assistir uma palestra que começa às 9h15 aos domingos e preencher uma ficha (antes do passeio, que começa às 10h) Menores de 18 anos não poderão manusear os animais, só poderão andar acompanhados do responsável.

Caso vocês conheçam alguém que está pensando em comprar um cachorro, diga que lá no CCZ existem “au-aus” de todos os tamanhos, idade, sexo, cor e temperamentos esperando por um lar. Eles são bonitos, saudáveis, vermifugados e castrados.

Ele vai contar depois como foi a caminhada em si, mas fica aí todo o processo de como participar, super detalhado. Adorei!

07
Aug

Cigarro? Não, obrigada

por Gabi

Eu não ia falar nada da nova Lei Antifumo pro Estado de São Paulo, mas não deu pra ficar quieta… Comecei um bate-papo no Twitter com Julio, Milena, Nayara e Tiago e parei pra pensar, refletir um pouco.

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Sou a favor da lei. Cigarro incomoda muito quem não fuma. Muito. A fumaça entra nas narinas, gruda no cabelo e nas roupas. Já trabalhei como garçonete e sei bem: no fim da noite, meus olhos ardiam e meu nariz coçava. Por isso, acho uma boa ter uma lei que proíba fumar em pistas de dança, em restaurantes ou bares fechados.

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Infelizmente, as pessoas não tem a menor noção. Houve vezes em que pedi a alguém pra apagar o cigarro dentro de um restaurante e fui chamada de folgada. Quando trabalhava em supermercado, fui ofendida por uma cliente que insistia em fumar lá dentro mesmo sendo proibido. E como o Eric bem lembrou hoje, tempos atrás um cara fumava dentro da farmácia. Sim, na farmácia, aquele lugar onde as pessoas compram remédios.

Uns anos atrás, antes da lei municipal, eu estava com crise de enxaqueca, na sala de espera do hospital. Enjoada, com muita dor, senti o cheiro do cigarro de um homem que fumava na porta, pro lado de fora do PS. Minha mãe foi até o cara e pediu que ele fosse mais pra longe fumar, pois eu estava passando muito mal. A resposta do imbecil: “Aqui eu posso fumar, lá dentro é que não pode.” Grosso, não? Eu ia vomitar nele em represália, porque não há lei contra vomitar na rua, mas minha mãe não deixou.

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Claro que o outro lado é verdadeiro: há pessoas grossas que mandam o fumante apagar o cigarro de maneira rude, xingando, agredindo. Desnecessário, claro. Educação é bom pros dois lados, como em tudo nessa vida.

Também acho a lei exagerada em alguns aspectos: Se estou em um boteco, do tipo com mesas externas, não acho necessário proibir o fumo. Se a área for aberta, como uma varanda ou algo assim, não há acúmulo de fumaça, mesmo se houver um telhado. Também me incomodo com a proibição dos fumódromos. Afinal, quem está num fumódromo está ali porque deseja fumar, né? Não tem fumante passivo num lugar desses!

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No fim das contas, como bom senso não impera na humanidade, a lei acaba sendo necessária. Espero que todo mundo se adapte: tenho amigos fumantes muito queridos e não quero deixar de encontrá-los nas baladinhas da vida porque o lugar tal não deixa sair pra fumar, por exemplo.

Eu ficaria mega feliz se todos parassem, na verdade. Mas não vou deixar de sair com eles porque eles fumam, né? Principalmente porque meus amigos são todos educadinhos e não fumam na minha casa, nem soltam fumaça em mim. Né, gentes?

05
Aug

Ouro negro

por Gabi

Oi, meu nome é Gabi e eu tomo café. Meu dia não começa sem um café delícia, e meu almoço não é digerido se eu não tomo um espresso na sequencia. O café me faz sair da cama. O café faz meu cérebro funcionar.

Já tomei café perto do Jack Bauer, já dividi o balcão do boteco prum café com a Fresno, já usei um café como combustível pra me arrastar correr 10km, tomei café com o ex-chefe, já pensei em usar uma garrafa de café de maneira heterodoxa, paguei um café prum deficiente físico, fiz um post só sobre tomar café, já fiz muita coisa com café nessa vida.

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Sem café minha vida seria menos feliz. Não sei como as pessoas conseguem não tomar café, juro. Naquelas horas vespertinas, depois do almoço e antes da hora de ir embora, se o café acaba eu choro. E faço mais, claro.

Por isso, indico o site Super Café: além de informações interessantes, tem joguinhos e animações voltadas ao café. Porque café é uma maravilha, minha gente.

cafe

Mas antes que vocês digam que café faz mal à saúde, já respondo: Não faz, desde que consumido em quantidade normal. Tudo em excesso faz mal pra saúde, até água.

Então façam um café gostoso e visitem o Super Café. Vale a pena.

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03
Aug

O Melon Cat ataca novamente

por Gabi

Meu dia não estava tão bom. A correria do trabalho – expliquem por que cargas d’água as coisas têm que acontecer a partir das 17hs? – e preocupações em geral me deixavam ensandecida desde logo cedo, mas eu tinha um objetivo em mente que ia melhorar minha vida: era sexta feira e eu ia sair do trabalho, resolver minha franja, jantar no Outback e ir ao cinema. Muitíssimo simples.

Saí do trabalho no horário (Mas acabei tudo que precisava. Oi, chefe! o/) e corri pro salão de cabelereiros. Elizete, minha nova cabelereira evangélica, me aguardava. Um aparte: as duas melhores coisas que me aconteceram na Berrini foram a Elizete e a Dra Janaína, dentista que usa uma touca de florzinhas. Voltando: Elizete já estava a postos, pronta pra chapar minha franja.

Há uns 20 dias, surtei e resolvi cortar uma franja. Franjão mesmo, estilo indigena. Cortei e adorei. A franja cobre as rugas da testa me deixa com ar jovial e leve, não fico mais bochechuda que o normal, então tá tudo bem. O problema básico é que meu cabelo é RBD rebelde e a franja tava com umas pontas estranhas, uma coia meio Princesa Cogumelo. Tava assim, ó:

eucorte1
Não tava ruim, mas eu não gostava das tais pontinhas pra fora. Então, resolvi ceder: ia fazer uma escova progressiva na franja pra domar a danada. Só na franja: eu gosto das minha ondas e cachos no resto do cabelo. Munida de coragem e de uma revista de fofocas, aguardei os produtos mágicos fazerem efeito. Depois de uma hora eu estava assim, ó:

meloncat

Sim, igual ao melon cat. Não, eu não vou tirar uma foto e postar aqui. Enfim, segundo Elizete isso vai melhorar. É só no dia que faz que fica assim – e não pode prender, nem lavar. Mas é o preço que se paga por uma franja linda, né? Decidi que meu dia só podia melhorar, e fui ao encontro de meu amado para irmos comer e ver um filminho bacana.

Ao chegar no Villa Lobos, descubro que não tem Outback lá. Frustradíssima, comi qualquer coisa. Aí fomos ao cinema. Na fila, uma zona: filas tortas e confusas, atendendes mais ainda. Depois de vários minutos, começaram os alarmes falsos: a gente achava que um caixa estava aberto – afinal o caixa estava vendendo entradas, coisa costuma acontecer quando um caixa está aberto, exceto por este, que estava fechado. Aliás, fenômeno: nunca vi um caixa fechado vender entradas exceto no Cinemark. Acabamos conseguindo comprar nossos ingressos pra ver Inimigos Públicos num dos caixas fechados abertos (ou não) e fomos pra sala. Lugares F 13 e 14, ótimos lugares numa sala já cheia.

Fomos pros nossos assentos. A letra da fileira é fácil de ver: está iluminada no chão. Já o número é impossível, uma vez que fica na propria cadeira, escondido. Chamamos a lanterninha: descobrimos que nossos lugares estavam ocupados. O casal que ocupava nossos lugares mostrou o seu bilhete: F 15 e F16, que ficam ao lado. Estes também estavam ocupados, desta vez por uma moça, que mostrou o bilhete: F15. Sim, o sistema vendeu duas entradas iguais pro mesmo filme e sessão.

À beira de um ataque de nervos, com o filme já começado, fomos pedir entradas pra outro filme. Não havia nada decente começando, por óbvio. Quase chorando de cansaço, convencemos o gerente a nos trazer dois vale-ingressos (que ele deve ter esculpido em mármore usando uma faca de manteiga, pelo tempo que levou), que usaremos em qualquer Cinemark que não seja o do Villa Lobos.

Infelizes, sem cinema e sem Outback, já nos resignávamos a ir pra casa tristonhos, quando nos lembramos da Cremeria Nestlè. Chegamos lá e fomos atendidos rapidamente, por uma mocinha muito simpática, que montou dois sovetes enormes pra gente.

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Cheios de calda e repletos de chocolate, os sorvetes estavam perfeitos. Enquanto comíamos nossas delícias, refleti que a Cremeria Nestlè é um pedaço do céu na terra, que a mocinha atendente merecia uma gorjeta polpuda e que o mundo, afinal, não é um lugar tão ruim.O açúcar, como já contei aqui, faz milagres pela nossa vida.

No entanto, meu cabelo ainda se parece com o do Melon Cat. :(