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28
Jul

Quem quer um amigo?

por Gabi

Já falei aqui algumas vezes sobre adoção de animais. Mas é o tipo de assunto que não me cansa. Acho que cada um escolhe causas na vida. Uma das minhas é proteção animal. Fico doente de ver gente maltratando bicho. Me dá vontade de meter a mão na cara.

Quando eu tinha uns 14 anos, me meti no meio de um bando de moleques bem maiores que eu pra salvar uma gatinha preta que estava sendo chutada. A gatinha virou a Dinah, uma verdadeira pantera negra que morreu velhinha há dois anos.

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Talvez por isso, quando eu vi o site da nova campanha da Prefeitura de SP, achei incrível. Finalmente a prefeitura acordou e deu um jeitinho no site! Agora, no site da campanha “PROBEM de Cães e Gatos” há montes de informações sobre posse responsável, abandono de animais, animais achados e perdidos… um monte de coisas legais.

Tem também uma área de busca, vinculada ao Centro de Controle de Zoonozes, pra ajudar você a encontrar seu bichinho, seja cães ou gatos, com fotinhos dos animais – apesar de estarem em baixa resolução, pelo menos rola de ver a carinha deles – e algumas características, como idade do animal, sexo… Importantíssimo: todos os animais doados pelo CCZ estão castrados! Ótimo, né?

Ou seja, você adota um bichinho fofo, tira ele das ruas, ganha um amigo pra sempre e não gasta com castração. Perfeito.

E outra coisa muito legal: o CCZ tem um programa de voluntariado, sabiam? Os voluntários são aquelas pessoas que vão durante a semana e para isso assinam um termo de compromisso. Não basta só gostar de bichos, tem que se comprometer. E essas pessoas ajudam a dar banho, remédios, a dar atenção e um pouco mais de sossego pra esses animais abandonados. Pré requisito obrigatório para ser voluntário é apresentar comprovante de vacinação anti-rábica. É melhor mesmo, né? ;)

E se você não tem tempo durante a semana, que tal participar da CãoMinhada?

Basta comparecer ao CCZ aos domingos, as 10 da manhã e preencher um cadastro. Aí você leva um cão pra dar uma volta e dá pra ele um pouco de carinho e atenção, que ele acaba não recebendo nos outros dias. É um jeito muito legal de ajudar – e simples, e rápido!

Vamos lá domingo agora? Quem quiser, mande email pra casadagabi@gmail.com. Vamos formar um grupo legal e dar uma passeada com os cães!

Serviço:

Centro de Controle de Zoonozes
Endereço: R. Santa Eulália, 86 – Santana
Email: zoonoses@prefeitura.sp.gov.br
Telefone: (11) 2224-5500

16
Jul

Eu andei de van com a Fresno

por Gabi

Algum tempo atrás, mudei de agência e comecei a trabalhar na Espalhe. Ao chegar aqui, logo fui escalada pra uma ação dos postos ALE com a banda Fresno. Confesso que no começo achei meio estranho: não conhecia a banda, e os rótulos que se atribuem a eles era de serem… emos. Aquela tribo esquisita que pinta os olhos de preto e basicamente se sente triste.

Fui na primeira apresentação nos postos com os dois pés atrás. Logo de cara, a surpresa: eles são simpaticíssimos, sorridentes, afáveis. Cumprimentam todo mundo, são gentis e profissionais: chegam na hora, passam o som, não reclamam de calor nem de frio. No primeiro dia, começamos cedíssimo. Vi um boteco na esquina e corri pra lá, em busca de um café. Um minuto depois entra o Vavo, encosta no balcão e toma um refri, enquanto conversa comigo e com o dono do boteco sobre cachorros e bichos de estimação. Super simpático.

fresno_show

Os shows foram rolando, e eu cada vez mais gostando da banda. Nas conversas com Carol, a produtora/empresária/mãe postiça de plantão, fiquei sabendo das histórias de estrada. Quem dorme no ônibus, quem joga videogame, quem vai bagunçando, quem tem medo de dentista. O segurança oficial, Tadeu, é um negão enorme, fortão, de dar medo, daqueles que a gente acha que vai matar a gente só com o olhar. Que nada: é um amor.

Hoje, eu cheguei e o Tadeu tava tomando um chimarrão, sentadinho na porta de casa. O Tavares, jogado no chão, batendo papo, coçando um vira-lata que deitava de barrigão pra cima. Entrei na van com eles dessa vez. E foi MUITO divertido. Eles são moleques bagunceiros. Falam mil palavras por minuto com um sotaque gaúcho cantadinho, daqueles que nem se entende, quase. Usam gírias do sul: Casa é baia. Menina é guria. Menina feia, bugra. Falam muito, muito, muito. Falam de comida, de internet, de música, de mulher, de shows, tudo ao mesmo tempo e se entendendo de um jeito que irmãos têm, de um falar e o outro entender mesmo com meia frase falada.

Na hora do show, eles tocam, cantam, interagem com os fãs. Esses, apaixonados, gritam muito, até que o Lucas vá lá cantar com eles. E o respeito deles pelos fãs é tanto, que no fim do show eles dão autógrafos, tiram fotos. O Bell, que na hora do show fica parado, tocando percussão, levanta e vai até os fãs pra dar atenção especial. Depois do show, de volta pra van, o cansaço começa a bater e eles tomam gatorade, água, coca zero. Nada de encher a cara no meio dos shows.

cin_gab_tavaresA coleguinha Cintia Costa e eu. Ao fundo, Tavares Metaleiro.

No último trecho, aproveitei o bate-papo pra saber mais deles. Tavares conta que é metaleiro, mas ouve Alpha FM em casa, pra relaxar. E gosta demais de Stevie Wonder. Ainda segundo Tavares, Vavo e Lucas ouvem mais hardore. E o Bell? “Ah, o Bell ouve qualquer coisa aí”. As influências musicais da banda são essas raízes metaleiras misturadas com o hardcore e somadas às letras de amor, de superação, de apaixonar.

Eles se provocam, inventam besteiras, tiram sarro com a cara uns dos outros. Não páram, fazem a maior farra. Têm uma energia boa, divertida. Comentam dos alunos das aulas de bateria do Bell. Falamos de videogames, de XBox versus Play3. Falamos de morar sozinhos e de fazer comida só pra um. E de mais um monte de coisas: eu sou uma matraca; eles também. Aí vira metralhadora de bate-papo mesmo.

Cheguei hoje na agência cansadona, mas felizinha. A energia positiva dos fãs, a simpatia dos meninos e a maluquice da ação (afinal, quem enfiaria uma banda numa van pra tocar em postos de gasolina?) me conquistaram de vez.

Vou virar fresneira.

15
Jul

Dois lados da mesma história: Tanto e Brüno

por Gabi

Essa semana tive oportunidade de ver uma peça e um filme sobre gays, com pegadas completamente diferentes.

A peça, chamada Tanto, fala de 3 homens. Um deles acaba de se separar. É amargurado, sério, triste. O outro é um enfermeiro fã de Elis Regina. Louca, bichona, divertida – e triste. E o terceiro é um garoto de programa gaúcho: jovem, solitário e muito, muito triste.

tanto

Os três se relacionam, conversam, avaliam suas vidas. O texto é denso, reflexivo. Faz a gente pensar muito nos nossos próprios relacionamentos, nas pessoas que nos cercam. Apesar de ser triste, eu gostei. Recomendo – desde que levem lencinhos!

Os atores são lindos, talentosos, vivem as emoções dos personagens com uma intensidade impressionante. Está em cartaz no Teatro Augusta até o fim do mês, e agora começou uma promoção de meia entrada pra todos. Vale cada centavo.

Na segunda vi a pré-estréia de Brüno, novo filme do Sacha Baron Cohen, o mesmo de Borat. Não é profundo, nem politicamente correto. Mas é engraçado. E é MUITO engraçado ver a reação real das pessoas ao afetadíssimo e estereotipado Brüno. Exilado da sua Europa natal, Brüno vai à América tentar ser famoso. Pra atingir seu objetivo, adota uma criança como Madonna, entrevista a Paula Abdul, tenta resolver a crise no Oriente Médio, procura um pastor que garante que vai “curá-lo” do homossexualismo… Vale tudo.bruno

Aqui, Bruno e Alessandra Ambrósio juntinhos num ensaio pra Elle.

O legal é que a maioria das pessoas ali são pessoas reais, e não atores. As reações deles são as reações reais que eles teriam com um gay de 1,90 de altura vestindo um shortinho de couro. O pastor que “cura” gays é particularmente engraçado.

O que poderia ser um filme estereotipando os gays vira um filme que se preocupa mais em humilhar a sociedade americana e os imbecis que habitam por lá. Vale o ingresso, se você não se incomodar com algumas piadas nojentinhas e com uma cena de pintocóptero.

Não me perguntem o que é isso, sou moça de família. ;)

13
Jul

Vencedores da promoção

por Gabi

Eu gostei de todas as histórias. De verdade!

A minha favorita, sem dúvida, foi a de Mamãe, que conheceu papai no samba, sendo que ambos eram do rock. Mas não vou dar o kit pra ela porque vocês iam chiar muito.

(Mãe, tenho outro presente aqui pra você, fica brava não!)

Mas tinha que escolher dois, então….

A Julia Reis leva um kit! Adorei o lance das flores de papel crepom. Eu queria esse romance na minha vida! Aposto que você ouviu música tocando, né? =D

O outro kit vai pro Valtinho. A história dele é fofa, é gay e eu sou mulé-bicha. Não consigo pensar em algo mais fofo do que conhecer o sósia do padre da novela numa festa na Ilha Porchat!

Pra quem participou, parabéns!

Pra quem ganhou, em breve entro em contato pra mandar pra vocês!

06
Jul

Promoção Romântica

por Gabi

Aproveitando o clima de amor que estava no ar em Junho (pra mim um pouco mais, afinal, eu estava casando e assim por diante), o Boticário mandou pra mim e pro Eric uns kits lindinhos, com a versão masculina e feminina do novo Egeo Kiss Me.

Adorei as duas, e como sempre uso perfumes masculinos, já roubei o do marido pra minha penteadeira. Tá, eu não tenho uma penteadeira. Nem caberia no nosso pequeno apartamento um móvel desses. Mas eu coloquei na prateleira do banheiro que uso pra esse fim. E coloquei do meu lado da prateleira, uma vez que o lado do Eric consiste no espacinho onde ele deixa o desodorante e o creme de barbear.

Enfim, gostei do Kiss Me feminino porque ele tem um cheiro meio oriental, mas sem ser enjoativo. E eu sou chata pra perfume feminino justamente porque não gosto de perfumes doces. Mas esse eu gostei, é suave e fixa bem. O Egeo Kiss Me masculino não é muito cítrico, é mais frutado. Aprovei também.

E como eu quero meus leitores lindos e cheirosos, resolvi compartilhar com vocês uma parte do meu presente! Vou fazer uma promoção e dar DOIS kits Kiss Me pra vocês!

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O kit consiste de um sabonete, um hidratante e um óleo de massagem (ui!) super cheirosos, com uma fragrância unissex e que vai servir praqueles momentos a dois e tal. Infelizmente não tenho essa embalagem bacanuda, mas eu faço um pacote bem lindo pra vocês e coloco um laço decorativo romântico e tal.

Então funciona assim: conte nos comentários sua história de amor mais romântica. Pode ser a sua história, a de um familiar ou a de um amigo, desde que seja bem romântica mesmo. Ah, meu conceito de romance é estranho: lembrem-se que fui pedida em casamento em uma cantina feia pra dedéu. Então pode ser uma história bonita, engraçada, divertida… mas quero final feliz, hein?

Enfim, comentem e contem suas histórias. Na segunda feira que vem eu publico minhas duas escolhas. Não esqueçam de usar emails válidos, senão eu não consigo entrar em contato com vocês. ¬¬

Vamos lá, mãos à obra!

03
Jul

por Gabi

Quando conheci o Leozinho, ele era digno desse apelido. Filho do meio de uma família de três irmãos, loirinho e de olhos azuis, ele era um moleque magricela, pelo menos uma cabeça e meia mais baixo que o Leo que já havia na turma – daí pra virar Leozinho foi um passo. Os três irmãos eram muito parecidos: todos tinhas os olhos puxados e claros, como os de gato. Descendentes de espanhóis, sangue quente, os três.

De repente, o moleque começou a crescer. Além de ficar mais alto, ele começou a fazer academia e ficou enorme. Uma vez, estávamos na casa deles e vi o cara comer 6 bifes de uma vez. Ele andava com os moleques barra-pesada do bairro, conhecia todo mundo, e tinha um coração enorme. Outra vez, brigou pra defender um molequinho de uma turme de três outros. Também brigou com o cobrador do ônibus e arrancou o cara pela janela do coletivo. Ele ajudou na minha mudança, uma vez. Depois, foi trabalhar numa pizzaria e fazia as pizzas mais fantásticas, com a massa na medida certa, crocante na casquinha e macia por dentro. Ele jurou que estava mais calmo, então arrumei emprego pra ele no supermercado onde trabalhava e ele virou o pizzaiolo favorito do chefe. Depois que saí de lá, ele pediu demissão. Disse que a nova gerente era muito chata. Talvez fosse mesmo. Mas fato é que ele não brigou com ninguém por lá.

Hoje, soube que Leozinho morreu. Resistiu a um assalto. Não sei se fico brava com o mundo em que vivemos, onde a gente é pobre e é assaltado assim, por outro pobre, a troco de nada ou por dez reais que se levam na carteira. Não sei se fico brava com ele, com a cabeça quente de espanhol que sempre o metia em encrencas.

Sei que fazia anos que não o via; sei que ele tinha um coração de pudim no que dizia respeito a defender os mais fracos; sei que ele comia 6 bifes de uma vez. Acho que é o suficiente.