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28
Jan

Chá de Sumiço

por Gabi

Minha gente, a coisa está feia. Semana passada fiquei enfurnada na Campus Party, vendo mil palestras, sentindo vergonha alheia por gente estranha, reclamando da comida e da segurança.

Essa semana estou prestes a me mudar. Mil e uma coisas rolando, desde colocação de piso até contratação de carreto, passando pela má vontade da minha ex-imobiliária. Em breve eu e o namorado vamos contar nossas histórias de casa nova.

Mas essa semana, desculpem. Não dá pra postar quando tenho que ir pra São Bernardo do Campo e lidar com a dor de barriga do pedreiro no mesmo dia.

23
Jan

Campus Party 2009 e os erros de organização

por Gabi

A Campus Party é um mega evento, repleto de palestras interessantes, um lugar excelente pra encontrar amigos e/ou fazer contatos profissionais. Isso não se discute. No entanto, o evento em si está cheio de cagadas, que estragam a diversão da gente:

- Rolo no cadastramento: Uma fila enorme se formava, o sistema estava lento. A solução? Pulseirinhas com o RG do campuseiro escrito à mão davam acesso ao espaço nos 2 primeiros dias. A partir de quarta feira, as filas diminuíram e foi possível se cadastrar e pegar o crachá.

- Alimentação ruim, cara e garçons exploradores: os estandes de alimentação cobram 3 reais por um refrigerante. Considerando que não tem lugar nenhum aqui perto pra comprar nada, a gente acaba pagando. Além disso, garçons ficam andando pela praça de alimentação. Eles insistem em pegar seu pedido, e não informam que há cobrança de 10%. Ontem, eu estava de pé fazendo meu pedido direto com a moça do caixa, e o garçon insistia em querer pegar meu pedido. O meu crepe, cujo preço anunciado era de R$6,00, foi cobrado por R$7,00. Reclamei e a moça descontou o valor. Mas e quem não reclama? Paga a mais sem saber?

- Taxistas abusando: O evento disponibilizou dois ônibus para levar as pessoas até o metrô Jabaquara. No entanto, no fim do dia, não é o suficiente e as filas se formam. Os taxistas que ficam dentro do espaço do evento desligam o taxímetro e querem cobrar 15 reais pela corrida até o metrô. Essa mesma corrida custa cerca de R$8,00, se cobrada corretamente. Até onde eu saiba, isso é proibido pela SPTrans, não? Na própria página da Associação dos Taxistas tem uma mensagem dizendo pra não aceitar corridas sem ser pelo taxímetro.

- Estacionamento confuso: No site da Cparty, é informado que há dois estacionamentos, um externo que custa R$10,00 e um interno que custa R$20,00. Na entrada, ao perguntar, ninguém sabe onde fica o estacionamento de dez reais. A moça da guarita me olhou como se eu fosse alienígena quando perguntei.

Espero de verdade que no ano que vem essa palhaçada não ocorra. Me sinto burra ao ser cobrada por um serviço que não pedi ou por ver taxistas passando a perna em desavisados.

UPDATE: Tem uma falha brutal na segurança do evento. Mais informações amanhã, pra não dar idéia.

20
Jan

Caderninhos fofos nunca são demais

por Gabi

Outro dia contei coisas aleatórias sobre mim e uma delas era que adorava caderninhos. Eu amo mesmo. Vou ajuntando em casa e usando aos poucos. Certeza que quando morrer vão haver centenas de caderninhos sem uso enfiados em algum armário.

O problema é que não consigo resistir a eles. E quanto mais fofo, melhor. De bichinhos, desenhinhos, coisinhas. A linha Plush Poison, da Tilibra, é exatamente o que gosto. Duas menininhas fofas, que têm bichinhos de estimação fofos, na capa de caderninhos fofos. Irresistível pra mim.

Adorei o site também, que tem downloads de emoticons, de gifs, de avatares de msn, de wallpapers e que está com um concurso bacaníssimo: você se cadastra, cria um avatar e a galera vota. O mais votado vira a terceira Plush Poison. Criei a minha, vejam:

Fofa, né?

Outra coleção é a Menininhas, essa com desenhos fofos, mas em outro estilo:

A coleção tem mais coisinhas, como estojos e canetas. E o site está repleto de downloads, como emoticons fofíssimos.

Preciso confessar: meu sonho é ter filhas meninas, pra poder comprar essas coisas todas pra elas. Porque com mais de 30 anos na cara tá começando a ficar meio constrangedor… Ou não, né? O melhor é fazer o que a gente gosta e pronto. ;)

19
Jan

Campanha Eleitoral

por Gabi

Meus amigos, minhas amigas, se eu for eleita prometo melhorar a merenda escolar, dar remédios de graça e… opa, campanha errada. Não tô concorrendo pra prefeita, nem mesmo pra síndica do prédio. Mas o Judão achou por bem me indicar pra um dos prêmios do Tchananã Awards.

O quê, você não sabe o que é o Tchananã Awards? É a votação mais bacana do mundo. Todo ano o Judão elege os melhores filmes, séries, quadrinhos, games e mais um monte de coisas nerds. Uma das categorias é “Gostosa Internética” e os meninos são bastante… criativos nas indicações.

Por exemplo, eu fui indicada nessa categoria. Isso porque eu sou gostosa pacaraleo gente fina. E porque o Judão tende a escolher meninas que não necessariamente estão naquele padrão de beleza tradicional. Somos todas meio diferentes, o que pode significar qualquer coisa, desde olho torto até quilos a mais, passando pela possibilidade de que alguma de nós tenha um rabo de macaco escondido por baixo do vestido. Na turma, tem menina magrela, tem gostosona, tem gorducha, tem cabelo curto, comprido, loira, morena e ruiva. Tem moças de todo tipo, mas com um traço em comum: são todas muito bacanas.

Estou em augusta companhia: na mesma categoria, tem um monte de meninas lindas. As que conheço, pelo menos, eu acho lindas: a Lelê, a Rachel, a Manu, a Joana e a Lia. E o legal é que dá pra votar em mais de uma em cada categoria. Não precisa cadastro, mas vale apenas um voto por ip, pra evitar do povo ficar clicando sem parar.

Então vão lá, votem em todas as categorias. E não esqueçam de votar em mim na categoria Gostosa Internética. Fica já mais pra baixo na página, nada de preguiça!

E se eu for eleita, prometo que a merenda escolar melhora! =D

12
Jan

Minha vida era assim

por Gabi

Passei boa parte do fim de semana comendo camarão até quase explodir assistindo à série My So-Called Life, que me foi emprestada por uma amiga querida. Essa série passou em 95, mais ou menos, e conta um ano de vida de Angela Chase (Claire Danes), uma estudante do segundo grau (sou velha, não sei como chama agora) que passa por tudo aquilo que todo mundo passa aos 16 anos: se apaixona, muda de amigos, fica confusa, briga com os pais, com a irmã, com os professores…

A grande diferença dessa série em relação às demais é que é tudo muito real. Angela tem uma vida muito normal. Não está preocupada em ser popular ou em dizer que as cheerleaders são más, ou em conquistar o bonitão do time de futebol americano. Talvez por isso tenha durado só uma temporada.

Vendo essa série hoje, quase 15 anos depois, entendo porque eu a assistia obsessivamente. Angela é real, e muito parecida comigo na mesma idade. Boa aluna, boas notas, mas meio deslocada. Eu não era nerd o suficiente pra me misturar aos cdf’s, nem popular o suficiente pra ser a bacana da classe. Eu tinha amigos estranhos. Tinha um cara, meu amigo, que eu achava que era gay, e ser gay aos 15 anos é bem difícil. Tinha uma amiga que cresceu muito e se achava alta demais e comia banana com aveia pra engordar e tentar ficar mais gostosona.

Aí, na série, Angela se apaixona pelo Jordan Catalano. O Jordan Catalano era lindo como só os meninos de 16 anos são lindos quando você tem 16 anos. Logo no primeiro episódio, ela diz que gosta do jeito que ele se encosta nas coisas. E que ele fecha os olhos como se estivesse pensando em algo muito difícil, e que é por isso que ela está apaixonada. Jordan tinha uma banda, Jordan usava roupas descoladas e tinha uma jaqueta de couro e usava botas incríveis. Jordan Catalano era igualzinho aos garotos que eu achava lindos naqueles distantes anos de colégio. Se eu fosse contar aqui quanto meninos

E eles ficam juntos e depois brigam, e eles sofrem como só se sofre aos 16 anos, daquele jeito que você acha que nunca mais vai parar de doer depois de levar um fora. Ver isso hoje dá saudade, bate uma nostalgia, um sentimento agridoce de saber que eu nunca mais vou me sentir assim. Aquele amor platônico de passar horas contemplando a nuca do cara na aula de biologia. Ou de ficar no intervalo olhando pelo canto dos olhos pra ver se ele foi comprar um refri, e ir casualmente na mesma hora, parar do lado, estender o braço com a fichinha da cantina, mas nunca, nunca mesmo, dizer a ele que está interessada.

Aqui tem um clipezinho bem piegas dos dois. Sim, é breguinha, é piegas, é bestinha. Mas é lindo demais. Ignorem as roupinhas.

Sim, a gente usava essas coisas estranhas nos anos 90. Eu tinha um vestido de flores largo e medonho, mas que eu achava lindo. E usava com botas, pra ficar ainda mais feio bacana.

Enfim, essa série me leva de volta àquele tempo bom que não volta mais. E eu me sinto meio triste por isso ter acabado, e meio feliz porque acabou. Porque convenhamos, não era nada fácil mesmo ter 16 anos.

08
Jan

Guia pra sobreviver à volta das férias

por Gabi

Enquanto não consigo parir meu post de historinha, fiquei pensando em como é difícil essa primeira semana de retorno do recesso de fim de ano. Nada acontece, as coisas ficam meio paradas, o tempo não passa… Pra sobreviver à volta ao batente, resolvi criar um incrível Guia de Sobrevivência no Retorno! São dicas simples e aplicáveis ao seu dia-a-dia, colega trabalhador, coisinhas que vão ajudar o proletariado nesse momento tão difícil!

1) Chegue sorrindo ao trabalho. Sorria pra recepcionista, pra moça do café, pra secretária, pro boy, pros seus colegas de mesa… a probabilidade de alguém vir te perguntar o que aconteceu é enorme. Aí você pode contar uma história incrível sobre seu fim de ano, tipo que seu carro foi arrastado por uma enxurrada, foi levado pra dentro de uma galeria, você passou por baixo das 4 pistas da Imigrantes e foi salvo por uma policial militar que praticamente te pescou de dentro do córrego. Você passará a tarde toda conversando com pessoas e o dia acabará mais rápido. E isso é uma história real, aconteceu com um colega aqui da firma.

2) Chegue com uma cara tristíssima ao trabalho. Rosne pra todo mundo mencionado acima. Aí quando alguém amis corajoso vier perguntar, você explica que seu fim de ano foi terrível, que você ficou em São Paulo, foi assaltado 3 vezes, seu carro foi arrastado na enxurrada, que sua sogra passou a semana na sua casa… novamente, você terá conversas garantidas.

3) Navegue loucamente. Por mais que certos sites sejam bloqueados no trabalho, saia googlando coisas como “mulheres+chocolate+sutiã”, ou “giannechini+sunga+chocolate”, a gosto do freguês. Eventualmente vai aparecer um site não-bloqueado e você conseguirá ver fotos bacanas e instrutivas.

4) Trabalhe. Mas não de verdade, né? Faça algum trabalho que ninguém quer fazer, tipo arrumar arquivos, organizar coisas no computador, ou mesmo ajeitar aquele armário de revistas. Você terá com que se ocupar e nenhuma encheção de saco, porque ninguém vai se oferecer pra ajudar. Use seu tempo pra entoar mantras enquanto trabalha e atraia energias positivas.

5) Tranque-se no banheiro da empresa. Ali você pode fazer muitas coisas: vale chorar, depressivamente. Vale tirar um cochilo pra relembrar as horas passadas dormindo na rede. Pode também ler um bom livro e fingir que aquele cheiro de desinfetante é maresia, que o azulejo é areia e as toalhas de papel são uma canga. Se alguém vier bater na porta, alegue que comeu caranguejo nas férias e está com uma reação horrenda. Se insistirem, dê detalhes dos sintomas, e faça-os soar bem nojentos. Eventualmente as pessoas vão desistir e você volta ao seu livro ou ao cochilo.

6) Vá pra casa da sua mãe. A genitora vai ficar tão feliz em te ver por lá que vai te paparicar, trazendo comes e bebes. Visualize um garçom no lugar da mamis, e finja que o bolo de fubá com café é uma porção de camarão com caipirinha. se bater a depressão e você não conseguir fingir, pode chorar um pouco. Se sua mãe perguntar o motivo diga que ficou com saudade dela nas férias.

7) Cada vez que passar numa rua asfaltada, repita sem parar “isso é bem melhor que aquela estrada esburacada de Maresias!!” ou “Ah, assim não estraga meus amortecedores” ou “Pelo menos aqui o ônibus toca pagode, é ruim mas é melhor que o axé que rolava lá em Porto Seguro!”. Repita várias vezes e tente acreditar. Aproveite que a cidade ainda está vazia e não tem (muito) trânsito.

Acho que com esse pequeno guia dá pra começar a viver de novo. E se tudo o mais falhar, lembre que faltam só 11 meses pras suas próximas férias….

06
Jan

Promessas, promessas.

por Gabi

As coisas aqui estão paradinhas, né?

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De vez em quando eu me lembro que isso aqui é um blog pessoal. Um blog pra falar de mim, um espaço onde eu digo o que penso. Foi pra isso que eu o criei: pra dar minhas opiniões e contar minhas histórias.

Os posts que mais gosto são os de histórias. O vestido da Zara. A cliente vidente. O sapato roxo. O gordinho e o Fiat 147. E são histórias bobas, simples. E minhas. Isso é que faz diferença: elas são minhas. Porque o que importa não é a história, mas sim como ela é contada. E quem vive a história, a conta melhor.

E eu ando meio sem pique de contar histórias.

Mas tô aqui trabalhando em uma envolvendo corretoras de imóveis, vizinhos funkeiros e um cabo de guarda-chuva. Sério.

Juro que quando sair, vai ser ótimo.