por Gabi
Os dois casamentos mais legais a que compareci foram muito especiais, porque ambos tiveram a cara de seus respectivos noivos. Ano passado, fui madrinha de um casal de amigos. Ele carioca, ela paulista. Acreditaram no amor e casaram-se pra morar na Cidade Maravilhosa e serem felizes. A festa foi incrível, com direito a padre falando nome errado, crianças correndo pra todo lado, roda de samba com velha-guarda, uma verdadeira bagunça. Claudia estava linda, Pablo estava babando, família chorando…

Na hora do noiva assinar os papéis, a irmã dela chorava tanto que esqueceu que tinha que pegar o buquê pra liberar as mãos da noiva. Vendo a cara de desespero da Clau, esta que vos fala apanhou o buquê e… não queria devolver. Mas devolvi.
Sábado agora fui num outro casório maravilha: Tayra e Borbs juntando seus trapos numa cerimônia celebrada por um amigo. Foi lindo: o cara conhecia a história dos dois, contou piadinhas internas, fez referencias nerds… tudo de bom. Na festa, músicas trash como os noivos gostam, variando de Balão Mágico a Madonna, passsando por Rosana e o Créu. Fotos disponíveis aqui, no Flickr do Fore.

Não reparem na minha cara de louca nas fotos. Enfim, a cerimônia foi linda, a festa uma delícia, comi muito bem e roubei uns 20 bem-casados. E voltei com uma conclusão: Quero casar.
Nunca tive aquele sonho infantil de casar – de véu, grinalda, buquê e tudo mais. Minhas amiguinhas tinham sonhos e brincavam de pular corda ao som de uma musiquinha assim: “Com quem será que a fulana vai casar? Loiro, moreno, careca, cabeludo, rei, ladrão, polícia ou capitão?” e davam risadinhas quando a menina errava o pulo e daí se descobria quem seria o futuro esposo. Mas eu nem ligava muito, ao contrário das meninas que chegavam a errar de propósito pra dizer que iam casar com um rei ou com um moreno.
Na época de faculdade, minhas colegas começaram a se casar e eu achava aquilo tudo muito demodê. Tipo a garota mais piranha da faculdade casando de branco, toda pura. Ok. E eu pensava que era muito moderninha e nem ligava pra isso.
Mas mudei de idéia. Quero casar. Não pra entrar de branco na igreja – aliás nem quero casar na igreja – mas sim pra fazer uma festa com meus amigos e família. Juntar as pessoas com as quais realmente me importo e poder me divertir com elas.
Duro vai ser convencer o namorado. O besta acha que morar junto já tá bom; que casamento é só pra gastar dinheiro e que ele não quer casar. Mesmo eu alegando que quero uma cerimônia simplíssima (buquê de margaridas, sem pompa e circunstância, trilha sonora só com músicas dos Beatles, bem-casados com champagne e olhe lá), ele se nega.
Me ajudem? Expliquem aí nos comentários porque ele tem que casar comigo. Quem conseguir convencê-lo, ganha um convite pra festa e um lugar de honra na primeira fila.