She´s a Superfreak
Assistam Little Miss Sunshine. ASSISTAM.
É o melhor filme do ano. Sorry, Clint, foi mal, Martin, mas eu discordo da Academia: LMS é o filme que me fez sair do cinema dançando Superfreak, do Ricky James.
Pra quem não sabe, é a genial música da qual o MC Hammer chupinhou o riffzinho de “U Can’t Touch This”, aquele “pã-nãnãnã”
Enfim, com um roteiro diferentão, retrata a história de uma família tão disfuncional quanto a sua, que tenta levar uma garotinha pra participar de um concurso de beleza a um Estado de distância.
Se eles conseguem? Se ela ganha o concurso? Ah, não vou botar spoiler aqui não. Mexam suas bundas e vão até o cinema mais próximo*. AGORA.
O filme vale a pena, cada segundo dele. Há algum tempo eu não ria de verdade no cinema, de dar gargalhadas. Com um humor inteligente, diga-se de passagem, e não com piadas envolvendo cu de cachorro, por exemplo.
De maneira sensível e nada piegas, minha querida Toni Collete interpreta a mãe, Greg Kinnear o Pai, Alan Arkin o avô cheirador(papel que lhe valeu o Oscar), e dois estreantes interpretam a menina lindinha e seu irmão, um adolescente fã de Nietzsche que fez um voto de silêncio e não diz uma palavra há meses.
A surpresa fica por conta do papel do irmão suicida: Steve Carell, sem fazer caretas e sem dar vexames, dá vida a um personagem divertidíssimo.
A cena do bilhete “Please don´t kill yourself tonight” é impagável. Fio minha primeira gargalhada escancarada, logo nos dez primeiros minutos de filme.
E não parei por aí. Não mesmo.
*se você mora em Lajeado, vai ter que mexer a bunda um pouco mais que os outros, ok?
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Coisas estranhas vêm de três em três: hoje vi uma árvore caída em cima de um carro na Pompéia. No meio da avenida.
Fiquei imaginando como deve ter sido esse acidente. Imaginei a Parati preta subindo a avenida e de repente uma enorme árvore caindo sobre ela. Já vi no UOL que o motorista está ferido, mas parece que passa bem.
E o susto? E o medo? Esse homem deve estar deitadinho numa cama no São Camilo olhando pro teto e reavaliando toda sua vida; talvez se perguntando porque Deus ou algum poder superior de sua escolha tenha lhe dado uma segunda chance.
E talvez ele mude um monte de coisas na sua vida, passe a ir à Igraja, ou mude de Igraja. Talvez ele nunca mais dirija, talvez ele pegue o carro pra ir embora pra sua casa. Pode ser que ele tenha percebido que ainda é apaixonado por sua esposa, ou então tenha finalmente decidido pedir o divórcio.
Não sei. O fato é que segundas chances são raras o suficiente para se refletir sobre elas.
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A terceira coisa estranha do dia foi ir de metrô até o ponto final, na Vila Madalena. Nunca havia parado pra pensar em como o metrô voltava do ponto final. Imaginava vagamente que deveria haver um pátio de manobras ou coisa similar, onde os trens seriam virados.
Hoje descobri que não é assim: o trem vai até o fim, troca de trilhos e volta exatamente em direção ao lado oposto. Muito mais simples do que eu poderia conceber.
A parte legal é que o motorista/maquinista/condutor sai da ponta “da frente” do trem e um outro entra na ponta “de trás” do trem para seguir viagem na direção oposta.
Na minha mentezinha deturpada, já supus que poderia ser o mesmo condutor: ele correria de uma extremidade do trem à outra, em poucos segundos, e continuaria sua viagem.
Os metroviários seriam profissionais completos: atentos aos trilhos, com conhecimentos de informática para operar o trem e com fôlego de atleta.
100 metros rasos de condutores, ISSO sim seria divertido.

