Cartinha de Natal
Hoje me peguei pensando na transitoriedade do tempo. Reflexões profundas e tal.
Na escola, os 20 minutos do recreio pareciam durar horas. Como a gente brincava tanto em vinte minutos? Hoje o tempo parece voar. Eu pisco, e pronto, lá se foram vinte minutos. Ou meia hora. Um episódio de Scrubs. Ou… puta merda, já é dia oito de dezembro de 2006.
Preciso montar a árvore de natal. E escrever minha cartinha pro Papai Noel:
“Querido Papai Noel, fui uma boa menina o ano todo. Tá, não o ano todo, mas boa parte dele. Ok, fui legal em alguns momentos. Menos naquela hora que briguei com a mocinha do McDonald´s. Ou quando mandei a vizinha tomar no cu. Ou quando roubei um sutiã. E quando… Tá, tá, eu fui um horror de menina, mas eu reciclo, amo os animais, tô tentando parar de comer carne e torço pelo Corinthians. Isso deve valer alguma coisa, né?
Enfim, será que o senhor poderia me trazer um emprego de natal? Não precisa ser nada demais, só um empreguinho básico. Coisa simples, mesmo. Só quero pagar minhas contas e sonhar com um vestido da Zara de vez em quando. Aliás, se não der pra trazer um emprego, traz o vestido da Zara, eu vou ficar feliz igual. Ou então um all star dourado. Ou a paz mundial. Qualquer coisa me satisfaz, cara.
Pra terminar, mande um beijo pros gnomos e pare de explorá-los com trabalho escravo, ok?
Um abraço, Gabi”
Pronto. Será que cola?

