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30
Jun

Fim de caso

por Gabi

Leonor Macedo cometeu blogcídio. Matou o Subversiva.

O caramba.

Dona Leonor pensa que pode ir embora assim, sem mais nem menos? Pensa que vai nos abandonar dessa maneira?

Nunca.

E que explicação mais sem pé nem cabeça é essa? Tá certo que só o amor constrói, e que vírus de nerds são horríveis, e que a galera que joga uruca só cresce, mas pô, o que é que eu vou ler?

Quem vai me fazer dar risada de situações absurdas, contar as baladas da Ísis, falar do Corinthians, contar as aventuras de Luquinhas, as piadas de Seu Fausto, os resmungos de Dona Rose, fazer posts antológicos sobre as coisas mais simples, como um papelzinho de vidente, um e-mail tosco, um log bizarro?

Preciso confessar uma coisa: meu blog só sobreviveu e tomou a cara que tem hoje por conta de Lelê. Lendo o Subversiva me deu uma vontade louca de botar pra fora tanta coisa que me passava pela cabeça e de ter a coragem de escrever a minha vida, de abrir meu dia-a-dia pra quem quisesse ler.

A culpa ou o mérito de eu escrever desde 2002 é dela, toda dela. E do blog dela.

Órfãos de Subversiva, sejamos subversivos! Todos mandando e-mail, msn, sms, telefonemas, faixas na rua, cestas de café da manhã e caixas de trufas tradicionais para ela.

Leonor, volta pra nós. Nem que seja de vez em quando, só um pouquinho, quando ninguém estiver olhando.

Volta, Lelê.

27
Jun

Dia de folga é uma beleza

por Gabi

Estou com uma preguiça louca de descrever como foi que fiz meu piercing. Mas vamos lá.

Cheguei no estúdio acompanhada por meu fiel amigo comerciário Eric, que por um milagre de Nossa Senhora do Varejo também estava de folga.

Mostrei as tatuagens pro meu tatuador, que adorou minha cicatrização. Aí eu mencionei que queria fazer o piercing no travo. Ou trago. Ou trasgo. Até agora não entendemos o nome do local. Ele mandou chamar o piercer, e começou uma conversa bem amena pra me distrair:

- Ah, eu tinha um bem aí, mas a jóia enroscou no travesseiro, aí soltou e arrancou e….
*Gabi arregala os olhos*
- …er…moço, você não está colaborando com ela….
- Nem doeu na hora de colocar… o estranho é ouvir fazendo *tec* quando perfura.
*Gabi treme*
- Moço, você realmente não está colaborando!!
- Ah, desculpa….

Balbuciei algumas palavras, em transe de terror. Mas o fato é que fiz, não doeu nadica de nada e ficou lindo.

Fato também é que o Eric recebeu um telefonema da Lilian bem na hora do furo e teve uma crise de risos com as besteiras que ela falou:

- E aí, ela já furou?
- Vai furar agora.
- A orelha dela vai inchar muito, véi.
- Putz. Também acho.
- Vamos ter que comprar dois ingressos pro cinema, um pra ela e outro pra orelha.
- huahuahuahauhauhua
- huhuahauhauhauahuahua
*desligam*

- Eric, você vai me contar o que ela falou?
- Depois do furo, Gabi.

Foi melhor assim.

O furo em si não doeu, mas foi deveras estranho sentir aquela agulhona passando e aquele barulho de *tec* quando efetivamente rompe a pele. Mas não doeu, juro. Eu nem fiz muita cara feia. Perguntem pro Eric, ele testemunhará.

Depois, fomos ao cinema assitir ao Poseidon. Filme de merda, mas valeu pelas gargalhadas que a blogagi soltou. Começaram no trailer de Superman. Eu, do alto da autoridade nerd que lê todos os boatos de filme do mundo, comento:

- Pô, agora todo mundo vai olhar o pinto do cara, por causa do boato…
- Que boato, véi? Eu já tava olhando e nem sabia de boato nenhum….

Quase caí da cadeira de tanto rir.

Durante o filme, a cada olhar meloso do Richard Dreyfuss pro Kurt Russel ou praquele outro cara, eu dizia:

- Kiss me, you fool…
- …eu? …ah, o filme. Droga!

Julio soltava uma piada infame após a outra, como uma metralhadora. Lilian não se continha com as cenas piegas.

Numa das mais bonitas, o jovem casal se despede no que supostamente seria a última vez que se veriam:

- Say you love me…. you never say you love me…. I have to hear it…

- Pô, DR uma hora dessas????

Por sorte, são apenas uma hora e quarenta minutos de filme.

Depois, uma cervejinha no Asterix e casa.

Baladinha blogueira em plena segunda feira.

E foto do piercing no fotolog.

25
Jun

Um relato recente

por Gabi

Meu fim de semana está sendo tão deprê que nem vale a pena contar.

Por isso, vou contar um diálogo que tive há pouco tempo, durante um jogo do Brasil.

- … e eu respeito todas as religiões.

- Eu também. Já fui até em casamento wiccan.

- É mesmo, Gabi?

- É.

- Como é que rola?

- Bom, era no Ibirapuera. Eu achei que era pra ser no meio da natureza e tudo mais, mas sei lá porque foi na marquise, aí eu não entendi nada, todo aquele concreto.

- Tava chovendo?

- Nada, o maior sol. Aí pra variar eu cheguei atrasada, por causa do Roberto, claro. E quando nos aproximamos uma mulher de manto veio até nós e falou que tinha que abrir pra gente entrar, e fez uns movimentos com as mãos, tipo uma mímica de abrir porta. Aí ela explicou que tínhamos que andar no sentido horário. Mas você sabe que eu tenho um problema, né?

- Qual?

- Não faço a menor idéia de qual seja o sentido horário e antihorário. Então eu saí andando pra um lado aleatório e tirando muitas fotos. E de repente eu percebi que tinha uma gente atrás de mim, fazendo gestos místicos pra espantar o mal. Ou seja, se o casamento fracassasse seria totalmente culpa minha.

- Vixe.

- O pior veio depois. A cerimônia começou de fato, e tinha um sacerdote e uma sacerdotisa. Ela usava um crescente de prata na testa e ele usava uns galhinhos de metal, acho que pra representar um cervo.

- Ou um veado.

- É, pode ser, acho que os wiccans aceitam o homossexualismo numa boa. Mas eu comecei a ter crises de riso, com os galhinhos. Eu pensava onde diabos um cara compra um mini chifrinho de metal para colocar na testa.

- Deve ter mandado fazer.

- Sim, mas ligou no ourives e falou: Me vê aí um par de chifres? Tem coisa que não se fala, pôxa.

- Vai ver tem um ourives especializado.

- Pouco provável; duvido que a demanda seja muito grande….

- E o crescente de prata?

- Ah, esse tudo bem, era tipo um colar só que a mulher amarrou na testa. Aí veio um lance com uma vassoura, que ia tirar a virgindade de um dos dois…

- De piaçava?

- Era. Mas era o cabo que ia tirar a virgindade, eu acho. Aí de repente a cerimônia acabou e eles estavam casados – e eu sem entender nada. Aí fomos pra festa.

- Pô, teve festa?

- Teve, e eu esperava que fosse uma super festa pagã, com fogueiras, um javali assando no espeto, dançarinas seminuas, guerreiros bebendo hidromel em chifres, manja?

- Manjo.

- Isso é o mínimo que se espera de uma festa pagã. Pô, eu nunca tinha ido numa festa pagã, esperava até o sacrifício de virgens…

- E não teve?

- Virgens?

- Sacrifícios…

- Nada, a festa foi num rodízio de pizzas, super família. Mal tinha chope. Só se a gente sacrificasse o garçom.

- Ele era virgem?

- Eu não perguntei, então não sei; mas ele era um chato e não me levava pizza de alcachofra.

- Merece sacrifício.

- Pizza de alcachofra, pô.

- Olha o segundo tempo começando…

- Vai Brasil!!!

23
Jun

Sexta à noite

por Gabi

Como eu ia ficar sozinha em casa, resolvi responder a um questionário, roubado do As Dez Mais.

Era pra ser uma noite bem deprê e solitária, comendo chocolate sozinha na frente da TV, mas fui salva por amigos preocupados com minha forma física e mental.

Como eu já tinha respondido, então segue.

Se eu fosse…

Uma flor: maria sem-vergonha (heh)
Um brinquedo: boneca
Um mês: Maio
Uma brincadeira: Polícia e ladrão. Brincava até fazer bico.
Uma música: Hoje? The Scientist, do Coldplay (em loop)
Uma nota musical: Sendo desafinada, qualquer uma
Uma cor: Verde musgo
Um filme: Monty Python e o Cálice Sagrado
Um feriado: Páscoa
Uma comida: Chocolate
Uma bebida: Guaraná
Um disco: White Album, Beatles
Uma maquiagem: Gloss
Um dia da semana: sexta feira
Um periférico do PC: eu nem sei o que é isso, minha gente.
Um doce: pavê de chocolate
Um programa de tv: Friends
Um cômodo da casa: Quarto (heh)
Um instrumento musical: Baixo, óbvio.
Um objeto: Um copo.
Uma árvore: Mangueira
Uma fruta: Mexerica
Uma paisagem: Uma praia no frio.
Um bicho: Gato – os meus
Um lugar: Em minha casa.
Uma estação do ano: Outono, fácil.
Uma frase feita: Só o amor constrói
Uma peça de roupa: vestido da Zara!
Um elemento da natureza: Terra
Um objeto motorizado: Meu carro velho, batido, porém pago.
Um aparelho eletrônico: Aparelho de som
Uma pessoa da sua família: Minha mãe, de longe.
Um sentimento: Saudade
Um perfume: O meu. O dele. O nosso. Ui.
Um livro: Apanhador no Campo de Centeio
Uma parte do corpo: Ombros
Uma dúvida: O que vou fazer amanhã?
Uma marca: Tatuagens
Um eletrodoméstico: Batedeira.
Um jogo: Gato Mia (heh)
Um personagem de ficção: Gato de Alice
Uma profissão: Escritora
Um time de futebol: Vai Corinthians!!
Uma pessoa famosa: A Jolie, claro.

22
Jun

Rápidas

por Gabi

Hoje jogão do Brasil – até que enfim desencantou o tal quadrado mágico.

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Ganhei uma comunidade no Orkut de presente do Penin:
Casa da Gabi no Orkut

Entrem e me amem.

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Links aí do ladinho atualizados.
Uma preguiça de fazer isso…
Nhé.

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Com sono e cansada de guerra.

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Preciso comprar um vaso.

Aliás, falando em casa e jardim, meu ficus já era, as roseiras secaram, a azaléia está indo pro brejo…

Devo comprar sal grosso?

21
Jun

Spam

por Gabi

Eu tenho um fotolog agora.

Já tem foto minha de bobes na cabeça – Sexy!

Vão lá: http://ubbibr.fotolog.com/casa_da_gabi/

Depois eu boto um link aí do lado.

19
Jun

3 dias de fogueira

por Gabi

De volta à São Paulo, depois de fim de semana perturbado em Ubatuba.

Perturbado, porém delicioso.

Cheguei na quinta à noite, diretamente num forró. Isso mesmo, um forró, com trio com zabumba e tudo mais. Por falta de par adequado, não dancei nada. Onde estão os amigos gays quando a gente precisa deles?

Na hora de dormir, diálogo bizarro.

-…Gabi?
*ronca*
-…Gabi-iii?
- Hãn? Hein?
- Preciso te perguntar uma coisa séria…
- Manda.
- …você tá vendo uma luz piscando no teto…?
*olha*
- Tô.
- Que bom. Achei que eu tava delirando.
- Delírio seu foi me acordar, maledeto.

Na sexta, liderados pelo sempre animado Xan, fizemos uma leve caminhada. Apenas 50 minutos de subidas e descidas. Graças ao meu preparo físico adquirido em muitas horas de esteira, consegui chegar ao Bonete viva. Aí, pra me acabar de vez, fui dar um nadão.

Dar um nadão é uma atividade que consiste em mirar um ponto no horizonte e sair nadando na direção genérica da África. Depois, você volta pra terra firme. Ou tenta.

Cosnciente do meu cansaço, optei por dar um nadão ao longo da praia.

Caí na areia e dormi duas horas. Acordei sequinha e com fome. Lembrei que tinha que andar toda a volta. Cogitei a hipótese de morar no Bonete pra sempre. Chorei. Levantei e voltei fofocando com a Sabrina.

Chegando na quitanda, percebi que tinha perdido a carteira de motorista, o cartão do banco e 20 reais na caminhada, provavelmente na hora selvagem em que tirei a roupa (ui!) pra atravessar um rio a nado depois que a maré subiu horrores.

- Quer voltar pra procurar, Gabi??
- Valeu, Xan, eu prefiro cancelar tudo. Cansa menos ir ao Poupatempo.

Depois de convencer a dona da quitanda a vender fiado, organizamos uma festa junina, com fogueira, vinho quente, pé de moleque, uma beleza.

- Nossa, que fogueirona…
- De onde o Edy tira toda essa madeira, hein Gabi?
- Acho que ele está demolindo a casa. Aquilo não é um caibro?
- Putz.

Sábado, fui acordada com a notícia de que o Bussunda havia morrido. Fomos pra praia caminhar e exorcizar o mau colesterol. De repente, uma bolinha de borracha passa a milímetros da minha cabeça. Eram uns meninos jogando taco.

- Carai!
- Foi mal, tia!
- Carai!!!! Tia, meu???
- Putz, se fosse comigo acertava bem no meio da testa.
- Por que, Claudia?
- Ah, eu tenho um X na cabeça…
- Ãhn?
- Coisas que voam fatalmente vêm na minha direção.
- Nossa.

Cinco minutos depois, um frisbee desgovernado acerta a cabeça da menina. Juro.

Sensibilizados com a morte do humorista e o ataque dos frisbees assassinos, organizamos um luau, com fogueira, vinho quente, pé de moleque… essencialmente tudo que havia sobrado da festa junina.

- Olha que fogueirona de novo…
- Cara, essa é a viagem mais anti ecológica ever.
- Ah, Gabi…
- Vou ali abraçar uma árvore e já volto.
- Gabi, larga o vinho quente…
- Pô.

Na hora de dormir, de novo:

- …Gabi?
*ronca*
- …David?
*ronca também*
- Pô, acorda aí que eu tô vendo umas luzes brilhando no teto!!!
*sorriso mau no escuro*
- Que luz, Kwuahara?
- Ali, ó…
- Tô vendo nada… e você, David?
- Também não…
- Ai, merda, bebi demais.
*risadas maléficas*
- Gente… posso acender a luz?
- Era zoeira, Ku…
- É, a gente também está vendo… é a lâmpada que está ruim…
- Nada, vocês querem me enganar pra deixar a luz apagada e conseguir dormir… Se eu não durmo ninguém dorme!
- Droga.

No domingo, mesmo tendo dormido pouco graças à uma lâmpada com mau contato, acordamos pra ir pra praia. Por conta do frio siberiano, adivivinhem? Acendemos uma fogueira. Chico Mendes ficaria orgulhoso.

Depois, assistimos o jogo meia boca do Brasil, dormimos muito e voltamos pra São Paulo hoje de manhã.

Engraçado: as pessoas mudam muito e não mudam nada, ao mesmo tempo.

15
Jun

Intimidade é uma merda

por Gabi

Esses dias estava eu no msn com um amigo que não vou identificar para proteger sua já invadida privacidade.

Vamos chamá-lo de Telma, numa homenagem ao Junior.

No meio da conversa, ele informa que está indo ao banheiro fazer cocô.

Você responde ok.

Dali dois minutos, ele volta e avisa que já realizou suas necessidades fisiológicas.

Ao invés de dizer “Que nojo”, ou de explicar que não é necessário comunicar ao mundo os seus momentos de fezes, você responde.

- Puxa, hoje você foi rápido.

E é por isso que eu vou pra praia hoje. Porque intimidade é uma merda – algumas vezes, literalmente.

Assim terei alguns dias com amigos que não tem blogs. Alguns deles nem sabem direito o que é blog.

Aí poderei fazer o que quiser sem correr o risco de virar link.

14
Jun

Putz

por Gabi

Porque será que de vez em quando as coisas legais e boas acontecem nas horas erradas?

Posso ir dormir e acordar daqui uns cinco anos, no meio do verão europeu?

Ou daqui uns dez anos, cercada de filhos lindos?

Ou daqui uns vinte, me aposentando?

Ou daqui a cinco minutos, mas com tudo resolvido?

Eu vivo com um problema de timing. De vez em quando ouço uma coisa e depois de umas três horas penso: “É isso que eu devia ter respondido!”

Mas por vezes é exagerado.

Como agora.

13
Jun

Overdose

por Gabi

Agora eu escrevo em mais dois blogs.

Um é só de posts sobre coisas chatas, o outro é pra continuar minha brincadeirinha de colocar letras de músicas – aquela que ninguém gostou.

Blood Sugar, de músicas.

Ânsia de Vômito, de coisas chatas.

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- Somos nerds.
- Ah, nem tanto…
- Eu sou astrônomo.
- Eu tenho um blog.
- Somos nerds.
- Ah, mas eu já tentei surfar…
- Surfe é totalmente off-nerd.
- Tatuagem também.
- Por quê?
- Porque nerd é todo cheio de fobias e tem medo de agulha.
- Ah, eu também faço umas coisas não-nerds…




- Tá, eu sou nerd.

Diálogo realizado depois de um café duplo, depois de quatorze horas de trabalho.