by Gabi ~ July 3rd, 2009

Quando conheci o Leozinho, ele era digno desse apelido. Filho do meio de uma família de três irmãos, loirinho e de olhos azuis, ele era um moleque magricela, pelo menos uma cabeça e meia mais baixo que o Leo que já havia na turma - daí pra virar Leozinho foi um passo. Os três irmãos eram muito parecidos: todos tinhas os olhos puxados e claros, como os de gato. Descendentes de espanhóis, sangue quente, os três.

De repente, o moleque começou a crescer. Além de ficar mais alto, ele começou a fazer academia e ficou enorme. Uma vez, estávamos na casa deles e vi o cara comer 6 bifes de uma vez. Ele andava com os moleques barra-pesada do bairro, conhecia todo mundo, e tinha um coração enorme. Outra vez, brigou pra defender um molequinho de uma turme de três outros. Também brigou com o cobrador do ônibus e arrancou o cara pela janela do coletivo. Ele ajudou na minha mudança, uma vez. Depois, foi trabalhar numa pizzaria e fazia as pizzas mais fantásticas, com a massa na medida certa, crocante na casquinha e macia por dentro. Ele jurou que estava mais calmo, então arrumei emprego pra ele no supermercado onde trabalhava e ele virou o pizzaiolo favorito do chefe. Depois que saí de lá, ele pediu demissão. Disse que a nova gerente era muito chata. Talvez fosse mesmo. Mas fato é que ele não brigou com ninguém por lá.

Hoje, soube que Leozinho morreu. Resistiu a um assalto. Não sei se fico brava com o mundo em que vivemos, onde a gente é pobre e é assaltado assim, por outro pobre, a troco de nada ou por dez reais que se levam na carteira. Não sei se fico brava com ele, com a cabeça quente de espanhol que sempre o metia em encrencas.

Sei que fazia anos que não o via; sei que ele tinha um coração de pudim no que dizia respeito a defender os mais fracos; sei que ele comia 6 bifes de uma vez. Acho que é o suficiente.

Eu sei fazer moonwalk

by Gabi ~ June 29th, 2009

- Vou fazer o moonwalk!
- Você vai é quebrar uma perna…
- Descalça não dá. Vou colocar uma meia.
- …
- Ok, vou colocar meus sapatos de dança.
- …
- Olha, amor! Tô fazendo o moonwalk!!
- Pior é que tá mesmo.

O que Eric não sabia é que eu não precisava aprender o moonwalk. Eu só precisava relembrar como fazer. Como andar de bicicleta, o moonwalk não se esquece. Perna pra trás, levanta de leve o quadril pra encaixar o movimento, troca a perna, repete, repete.

Em 86 eu sabia fazer o moonwalk. Causava sensação nas festinhas de garagem do bairro, com  meias brancas e botinhas combinando. Eu era a única menina que sabia fazer o moonwalk. Eu queria muito uma jaqueta vermelha, mas não tinha grana pra comprar. Um garoto da rua de cima arrumou uma, acho que o irmão tinha ido pra fora do Brasil tipo pro Paraguay e trazido pra ele. A gente achava o máximo aquilo.

Em 86 também sabia a coreografia de Thriller todinha - a gente ensaiava na garagem pra arrasar no bailinho no fim de semana. Em 87, saiu Bad, e aí toda a coreografia mudou, envolvendo saltos, brigas e uma bad ass attitude que eu simplesmente não conseguia ter. Os garotos se dedicavam e claro que aprenderam direitinho a fazer cara de mau.

Eu dancei de rostinho colado ao som de  I Just Can’t Stop Loving You, chacoalhei o esqueleto e cantei junto de Billie Jean, rebolei com Smooth Criminal. Aliás, ainda rebolo. E na sexta à noite eu fiz de novo o moonkwalk, lembrando do quanto Michael Jackson era foda. O quanto ele era bom. O quanto ele dançava e fazia movimentos impossíveis.

Depois ele pirou. Ficou branco, ficou maluco. Surgiram histórias muito mal contadas em relação à pedofilia. Ele viroui uma figura triste, uma piada de si mesmo. Eu prefiro lembrar dele arrasando, showman, dançando. Vejam esta apresentação de Man in the Mirror, no Grammy de 88. Vejam a expressão no rosto dele. O sorriso.

E reparem que a gente só vê como o palco é enorme quando nele entram dezenas de pessoas pra cantar. Até lá, é só Michael que a gente vê. Ele sim, estava enorme nesse palco.

Teste - Mini Inspiron 9

by Gabi ~ June 25th, 2009

Já ouviram falar de netbook, meus tecnológicos leitores? Eu nem sabia que isso existia, até recentemente: a Dell me contatou pra testar um tal Inspiron Mini 9. Como meus conhecimentos técnicos sobre computadores se resumem a saber onde fica o botão de liga/desliga, fui sincera e falei a verdade.

mini2

Aí veio a surpresa: eles queriam alguém que realmente NÃO manjasse de tecnologia, mas que ao mesmo tempo usasse bastante o computador, e que precisasse de mobilidade. Bom, aí eu servia, né? O bichinho foi entregue em casa e fiquei com ele por um período pra testar todas as features.

A primeira coisa que salta aos olhos é o tamanho. Ele tem 9 polegadas, cerca de 22 centímetros. É bem pequeno mesmo, pouca coisa maior que um livro, e é levinho. Resultado: cabe na bolsa. Sabe quando você adoraria levar o notebook pra algum lugar mas vai andar de ônibus, metrô, fica com medo de dar bandeira com ele? o Mini é perfeito pra isso: fica discretíssimo dentro da bolsa. Nem precisa ser mochila, pode ser a bolsa de todo dia mesmo, tamanho médio.

mini1
Mesmo sendo pequenino, ele é confortável. Nos primeiros dias, o teclado me confundiu um pouco - a ausência das teclas F (F1, F2, essas coisas) me incomodou deveras no início. Mas com um pouquinho de adaptação, usei numa boa. As teclas são macias e confortáveis, e pras minhas mãozinhas ficou tudo bem. Acho que se eu fosse um homem com mãozonas seria ruim.

Usei-o bem pra ler emails, escrever textos curtos, navegar na internet em locais fora de casa. Levei-o ao Luluzinha Camp e a mulherada adorou e achou fofo. =D

Também assisti séries e filmes nele, uma belezinha pra levar pra ver filmes na cama. Ele não esquenta muito (esquenta menos que meu note Itautec) e é leve, e por isso não fica desconfortável.

Ele tem 3 entradas USB, muito bom: numa vai o mouse, que eu adoro; na outra entra o pen drive, e ainda fica mais uma pra conectar câmera, celular, o que quiser.

A bateria dura MUITO. Mesmo, aguentou cerca de 4 horas ligado e em uso; em stand by passou um fim de semana inteirinho e ainda sobrou pra usar na segunda mais uma hora. Realmente bom pra levar por aí. O carregador também é pequeno, não tem aquela parte grandona que os tradicionais têm. Cabe junto com o mini  na bolsa, sossegado. ;)

Lado ruim: Ele não serve pra fazer planilhas: fica pequeno demais e não dá pra enxergar direito a planilha. Ele também não aguenta armazenar grandes quantidades de informação. Com cerca de 10 episódios de séries ele começou a ficar meio lerdinho e a dar aquela maledeta mensagem do Windows XP de “Espaço Insuficiente em Disco”. Nhé! (A opção nesse caso é comprar um Hd externo e jogar lá as tranqueiras todas, mas eu tenho preguiça disso).

Sinceramente: achei que ele vale o preço, a partir de R$1200. Leve, prático, perfeito pra mim, que vou a eventos e preciso estar online neles, vou em cliente e preciso estar online, vou pra agência e preciso estar online, vou pra pqp - e preciso estar online até lá na pqp mesmo.

Em tempo: não recebi nada pra fazer esse post. É só minha opinião sincera. Achei o produto bom para as minhas necessidades - e o devolvi depois de testar.

Quantas conduções, seu prefeito?

by Gabi ~ June 17th, 2009

Como falei aqui outro dia, estou trabalhando na Berrini. Pra mim, fica bem longe de casa. Atravesso boa parte da cidade pra chegar aqui. Tenho vindo de trem, o que é mais econômico e menos poluente, apesar de mais demorado. Mas tudo bem: o acesso ao trem é fácil e não pego transito.

O trem é quase o único acesso pra cá. Chegar aqui de ônibus, pra quem vem de regiões centrais - ou de qualquer região que não seja a sul - é uma epopéia. Há trânsito, poucas linhas, ônibus lotadíssimos de nem parar no ponto nos horários de pico.

Estacionamentos são insuficientes. Os que têm vaga pra mensalista cobram muito caro. Mas na maioria não há vagas. Alguns têm fila de espera, que chega a meses.

Em suma, o caos pra quem não consegue vir de trem.

Há fretados, que atendem quem vem de regiões mais distantes, como Zona Leste ou Zona Norte. A câmara de vereadores quer tirar esses fretados daqui e fazê-los parar em estações de metrô.

E essa semana tem novidade aqui na rua. Apareceram aquelas sinalizações no chão, que marcam onde vai ter Zona Azul. Daí eu concluo: a prefeitura quer tirar os fretados e vai encher as ruas de Zona Azul.

E não vai apresentar nenhuma solução pro transporte público? Como as pessoas vão vir trabalhar? De que maneira a gente chega aqui? A pé? Ou só pode trabalhar na Berrini quem mora na Zona Sul, ou do ladinho de estação de trem?

E aí, Seu Kassab? Como fica?

kassab

É só pegar 4 conduções, galerinha!

Festa no dia dos namorados - sorteio!

by Gabi ~ June 10th, 2009

Sexta agora tem festa no Teatro Oficina! O nome da balada é Pro Mundo Ficar Odara e vai ser bem bacana: o tema, como não podia deixar de ser, será o amor. Vai rolar também uma homenagem à atriz Cacilda Becker.

Filmes de amor e filmes da atriz vão rolar no telão, atrações surpresa… O DJ vai tocar samba, funk, groove, rock, partido alto, black music e surpresas. Vejam o flyer:

odara_cacilda_eros

Gostaram? Então tá: os dois primeiros que comentarem no post ganham um par de ingressos (cada) pra curtir a festa na faixa!

Vamos lá? é só comentar dizendo “eu quero ir na festa” e deixar um email válido e você ganha. Óbvio que só vale pra quem mora na cidade de São Paulo - ou pra quem vai estar por aqui no feriado…

Tempurá & Merengue

by Gabi ~ June 3rd, 2009

Trabalho novo nova, vida nova! Mudanças mil! Ou pelo menos assim eu pensava ao trabalho novo, na segunda feira.

Vejam vocês: o novo local de trabalho fica bem longe de casa. Então decidi vir de trem: economia de gasolina e estacionamento! Preservação do planeta com menor emissão de gases poluentes! E ainda por cima, um exercício leve de caminhada. E nessa pegada saudável, decidi que ia almoçar no quilo diariamente em busca da saudabilidade perdida. Muita salada, filé de frango, aquelas coisas que a gente já sabe.

salada

Firme em minha convicção, hoje fui ao restaurante aqui em frente, munida do valor do almoço e de um espírito guerreiro. A fila era grande, mas nem cogitei ir pro pastel: ia comer salada. Peguei o prato e lá fui, triunfante na direção da rúcula. Coloquei todas as coisas verdes possíveis. Uns tomates, cenourinha ralada, um teco de abacaxi. Nos pratos quentes, peguei arroz integral e um filé de frango lindamente dourado. Até que cheguei naquela parte safada do quilo onde eles sempre colocam pastelzinho, batata frita, coxinhas e outras delícias imersas em óleo. Resisti, resisti…

Aí chegou um senhor oriental vestindo um jaleco branco com o nome do restaurante. Ele tinha em mãos uma travessa fumegante cheia de… tempura. Olhando fundo nos meus olhos, ele sorriu e colocou a travessa no balcão aquecido.

tempura

O cheiro entrou em minhas narinas. Tempura quentinho. De cenoura, de cebola e… de camarão. Olhei de volta pro japonês. Ele deu uma risadinha e empurrou a travessa na minha direção. Peguei um tempurazinho bem pequenininho. Ele franziu o cenho e empurrou de novo a travessa. Peguei mais um pedaço, maior. Ele pareceu feliz e eu continuei.

Cheguei à parte das sobremesas e bebidas. Peguei meu refri zero e bravamente me dirigia para a balança quando o senhor Myagi cover apareceu de novo, como se brotasse do chão. Ele serviu uma travessa de merengue de morango.

merengue

Nem discuti: peguei logo uma porção. Pra quê argumentar se no fim ele ia vencer de novo? Feliz, ele pesou meu prato, entregou o papelzinho e sorriu. Eu, vencida, fui pra mesa e comi meu tempura e o merengue. Estava tudo uma delícia. Droga.

Na volta, tentei passar na catraca do prédio com o bilhete único pela segunda vez no dia, depois de quase ter escovado os dentes com gloss labial, mas isso é outra história.

Beleza Mundial: um concurso diferente

by Gabi ~ June 2nd, 2009

Semana passada fui chamada pro lançamento do concurso Beleza Mundial, organizado pela Joy Models (do John Casablancas) e patrocinado pela Mundial, marca que produz alicates, pinças e os esmaltes Impala (aliás, daqui a pouco tem promoção)

As meninas presentes ao evento contaram o que aconteceu em muitos posts bacanas (estão no fim do post os links)  então não vou me alongar demais aqui: foi um evento pra lançar o concurso e pra mim o ponto alto foi nossa conversa com o John Casablancas, super esclarecedora (apesar dele não me dar o telefone do Julian, filho dele e vocalista dos Strokes)

crystal_renn

O que me marcou do bate papo foi ele dizer que prefere trabalhar com modelos de mais de 16 anos, por conta de questões de trabalho, facilidade nas viagens internacionais e também porque o público tem exigido mulheres mais parecidas com elas mesmas. Ou seja, a gente quer se identificar com as modelos. Eu, como mulher de 31 anos, quero comprar de mulheres da minha idade, e não de meninas de 15 anos. E além disso, conversamos sobre padrões de beleza e sobre a leva de Plus Size Models, as modelos mais cheinhas - e lindas - que têm aparecido por aí.

whitney-thompson

Aliás, concordo com ele: o mundo da moda seria mais justo se todas as modelos fosse maiores de idade. Meninas de 12 anos não têm maturidade pra ouvir o “não” do casting ou pra ouvir uma scouter dizer que ela está “gorda”. Adorei saber que o regulamento do concurso permite a inscrição de meninas entre 15 e 28 anos. Amei saber que as meninas estarão um pouquinho mais maduras,  pelo menos um pouquinho. E que com a inscrição de mulheres de 25, 28 anos talvez eu tenha nas capas de revista uma mulher com a qual eu me identifique… o mundo da moda está nos enxergando mais, né? E olha que a gente ocupa espaço… =)

fulvia2

As fotos deste post são de modelos Plus Size: Crystal Renn, Whitney Thompson e Fulvia Lacerda, que é brasileira.

Posts sobre o evento:

Mão Feita
Trendy Twins
MAKEUPalooza
Pimenta Rosa
Futricô
Unha Bonita
Charme Feminino
Shopaholic

#prontocasei

by Gabi ~ May 28th, 2009

- Quer casar comigo?

Pisquei e não entendi a pergunta direito. Depois de quase 3 anos de namoro e mais de um ano morando junto, ele vem me perguntar isso numa noite de maio, numa cantina feia que tem na frente do prédio. Na mesa do lado, um gordo bêbado tocava uma música no violão. Acho que era Ticket to Ride, mas ele cantava algo como “shigotchatchiqtchuva-ái”.

Mas era isso mesmo. O pedido de casamento menos romântico do mundo, até porque estávamos discutindo a conveniência do plano de saúde. A solução mais prática e econômica seria mesmo casar. Ou seja, foi a coisa menos romântica do mundo, de longe. Nem precisava ter um gordo bêbado por lá cantando Beatles num ritmo todo próprio.

Mas tudo bem. A gente se conheceu no bar, por amigos em comum. Naquela noite eu usava um esmalte que combinava com o cachecol e ele chegou tarde, porque estava trabalhando. Antes de nos conhecermos, tínhamos algo em comum: ambos eram conerciários, com semana de trabalho de 6 dias e muitas horas extras não-remuneradas.

gabieric1

Com o tempo, veio a vontade de ficar junto e um belo dia, depois de um incrível jogo de futebol da Copa do Mundo, rolou. Eu morrendo de medo de me meter em novo relacionamento, ele fingindo que nem ligava. Aos trancos e barrancos a coisa foi pra frente. Segundo o Junior, só começamos a namorar porque ele morava longe e eu tinha preguiça de dar carona.

O tempo passou e ele foi trabalhar com nossa amiga Alê Félix, nas Perdizes. Era do lado do ex-apartamento, e aí ele veio morar em casa.  Afinal, não fazia sentido  ele ficar indo e voltando pro Tucuruvi se poderia ir trabalhar a pé, não é?

Isso faz tempo, já. Depois disso, ele mudou de emprego de novo; eu perdi um emprego e achei outro e depois outro; amigos chegaram, o Corinthians caiu pra segunda divisão e voltou, o Julio finalmente achou alguém que o ature pra amar, a Lelê namorou, noivou e teve 5 relacionamentos firmes, além de mudar de faixa no kung fu 4 vezes (segundo ela mesma); a Cyntia casou e teve uma filha linda; o V. separou do magrelo e ficou muito mais gato; eu fiquei sem um tostão, depois tive aumento; virei profissional de mídia social; minha mãe criou um blog e quebrou o pé; o pai dele foi trabalhar fora de SP; briguei com a imobiliária; alugamos um apartamento escolhido pelos dois e cujo aluguel e despesas são firmemente divididas; adotamos mais dois gatos.

E aí hoje, na hora do almoço demos um pulinho no cartório pra fazer a tal declaração de união estável. Assim, como quem vai até o parque fazer um piquenique, saímos debaixo de chuva pra assinar os papéis. A bestona aqui, nevosa, assinou errado e teve que refazer o cartão de assinatura. O moço do cartório ficou com pena e no fim aceitou; autenticamos, copiamos,  pronto. Casamos.

Aí eu contei isso no Twitter e senti o verdadeiro poder do buzz: os amigos queridos que fizeram parte dessa história toda ligaram, mandaram email, chamaram no msn, mandaram mensagem e me fizeram ficar emocionada com a idéia deles: não vão deixar passar em branco. Já me comunicaram que semana que vem tem festa. Eu não tenho dinheiro; eles também não. Vão fazer vaquinha, pedir pros amigos todos e reunir as pessoas queridas num local pra celebrar a bagunça. Não sei se vai ser churrasco, feijoada ou boi no rolete - mas também não me importo. Os amigos vão estar lá. A família vai estar lá. O meu marido vai estar lá.

E eu agradeço a eles, porque isso no fundo é importante pra mim. Agradeço à minha mãe, que gosta muito do genro dela. E agradeço ao Eric, que deve ser completamente maluco pra topar dividir o resto da vida dele comigo.

gabieric2

Adote uma Gatinha!

by Gabi ~ May 21st, 2009

Era uma vez uma menina muito legal que adorava gatos, chamada Lilhá. Ela visitava os amigos e brincava com os gatos alheios e morria de vontade. Aí um dia, num aniversário, apareceu uma gatinha chamada Clementine na vida dela. Essa parte da história eu já contei aqui. Se fosse um conto de fadas, Lilhá e sua gatinha viveriam felizes pra sempre.

lilha_clem

Mas não é, né?

Aí o irmão da Lilhá  ficou grávido e teve um filho lindo. Ela virou tia e madrinha de um barrigudinho, também responsável por mais essa vida. Até que um belo dia, descobriram que Arthur, o garotinho, tinha alergia a animais. Não só a animais, mas a pó, leite e mais mil substâncias. Só de visitar a tia, ele tinha crises alérgicas violentas e seriíssimas. Os pêlos da Clem, na roupa da Lilhá, faziam com que Arthur ficasse cheio de manchas vermelhas na pele. Foram feitos testes e foi constatado clinicamente: Arthur tem alergia a pêlos de gato.

Por isso, mesmo moída de pena e morta de dó, Lilhá vai ter que doar a Clem.Vejam um pedaço do email que ela me mandou:

Todavia, eu tô sofrendo, há 5 meses meu sobrinho não vem me visitar, ele não vem em casa. Sempre que eu tenho que visitá-lo preciso ir até a casa do meu irmão, ou quando a correria não deixa, tenho que ir onde ele está, como a casa da sogra, casa do meu pai, enfim. A situação está bastante insustentável pra mim, que como madrinha, tenho obrigação moral de fazer mais parte da vida dele, poder ficar com ele mais tempo, sabe?
(…)Minha cunhada fica triste e fala pra mim que quando ela estava grávida até sonhava com ele brincando e mexendo com a Clem na minha casa. Antes mesmo de saber que ele tinha alergia e ia na minha casa, a gente ficava vendo a reação da Clem e dele juntos, mas ele era muito pequenininho, ainda de colo e a Clem é daquele jeito, toda bundona e com medo de todo mundo hahahah

clem_louca

Isso me deixa triste, isso acaba comigo. Nem preciso dizer o quanto já chorei e choro por causa da minha decisão de não ficar com ela mais, e até parece que tô cometendo um crime, por outro lado, eu preciso do meu sobrinho comigo aos finais de semana, brincando, dormindo na minha casa e jogando vídeo game comigo.

Parte o coração, né? Então estamos procurando uma nova família pra essa gata maluquinha. Mas não pode ser qualquer um! Tem que ser alguém que goste muito de bichos; que esteja disposto a amar muito a Clem; alguém que depois deixe a Lilhá fazer visitas e matar as saudades da sua filhota.

clem_linda

Clementine tem 2 anos, está castrada, vacinada, vermifugada, pronta pra ser amada e ganhar uma familia nova. Quem se habilitar à adoção, pode mandar um email pra casadagabi@gmail.com ou pra lilianpimentel.lp@gmail.com. Tem mais fotos da Clem no Flickr da Lilhá! Fiquem com um vídeo da Clem sendo fofa, como sempre:

Profissional de Mídia Social

by Gabi ~ May 16th, 2009

Essa semana estive correndo muito no trabalho. Entre milhares de coisas, preciso contratar urgente duas pessoas. De cabeça cheia, meio maluca, soltei no Twitter que estou procurando um profissional de social media. Na correria, não dei detalhes. Os amigos retwittaram, os amigos dos amigos também, e muita gente soube da vaga. No meio do caminho, o Marmota me fez uma pergunta legítima, e eu, de mau humor, fui grosseira na resposta. Pedi desculpas, e elas foram aceitas na forma de um post excelente, onde ele conta um pedaço da sua experiência em redes sociais.

Essa discussão toda me deixou pensando um pouco na minha profssão e no que eu faço pra viver. Eu trabalho com mídia social. Dizer apenas isso seria vago. Midia social não é medicina, por exemplo. Quando alguém diz “sou um médico”, entendemos que é um profissional que trata e/ou previne doenças. Todo mundo entende. Um publicitário é um cara que vende produtos. Um professor ensina. E a tal mídia social, onde está? O que diabos nós fazemos?

Bom, no fundo a gente vende coisas. Não como um publicitário, mas através de pessoas. A gente monitora foruns e blogs pra ver se esta ou aquela marca é a favorita. Entramos nas conversações pra entender o que está sendo dito e de que maneira é melhor que a empresa converse com os usuários. Somos aqueles que ao invés de entrar no seu perfil do orkut e deixar um recado spammer dizendo “Limpe seu nome! Gatas nuas na cam! Festa do Farol!”, nos preocupamos em saber que sua banda preferida é tal - e te avisamos que o novo álbum dela já saiu.

Por conta disso, ficamos horas no orkut, no facebook, no twitter: essas são nossas ferramentas de trabalho. Também fazemos ações com formadores de opinião. Blogueiros, donos de foruns e comunidades. O grande desafio é fazer essas pessoas falarem da marca ou produto que queremos. Pra isso, tentamos sempre fazer com eles ações interessantes: levar fãs de música na passagem de som de um show muito legal; colocar blogueiros de moda pra assistir um desfile exclusivo; mandar uma nova campanha pros caras que falam de publicidade antes mesmo que ela vá pro ar.

Por conta dessas características, muitas pessoas acham que somos um bando de folgados, que vivemos o dia inteiro no orkut brincando, ou que fazemos festinhas pros nossos amigos. Não é verdade. As tais festinhas e bocas-livres não são pra dar de comer e beber aos amigos. São pra mostrar um produto, proporcionar uma experiência, causar impacto. Quem diz que estamos “comprando” alguém ao fazer isso nao sabe do que está falando.

Aliás, se o blogueiro se vender em troca de um prato de coxinhas e 3 copos de chope, eu nem quero a opinião dele. Quero opiniões sinceras, porque é assim que a gente vai conquistar os leitores desse cara. Não adianta achar que o Morróida, por exemplo, vai fazer um post bem bonitinho dizendo que a festa da bebida tal foi deliciosa. Ele vai falar que encheu a cara, vai contar da garota que ele pegou, vai fazer uma piada besta e colocar alguns palavrões no post. E se ele passar mal de ressaca, vai meter o pau na tal bebida. Ou achar que o pessoal do Meio Bit vai falar bem do celular que eu mandei pro teste se o dito-cujo não for bom. Se o celular for ruim, eu sei que eles vão falar mal. Por isso que a opinião deles é tão importante, aliás. Porque é assim que eles conquistaram o crédito junto a seus leitores. É assim que eles formam opiniões, e não simplesmente dizendo “a Gabi é muito legal e me levou numa festinha!

Mas ainda assim, muita gente não nos respeita. Entendo que como em todas as profissões, tenho colegas de ramo que não são corretos. Assim como há médicos malintencionados, professores burros, escritores obtusos e porteiros sem-vergonha, há profissionais de mídia social incompetentes. Pode ter gente fraudando resultados, ou se preocupando mais em chamar os amigos pra balada do que em chamar quem realmente combina com o produto. Eu não sou assim, e conheço muita gente que não é assim. Então me ofende quando começam as gracinhas, piadas e comentários negativos a respeito da minha profissão. Não estou falando de humor: o SurfHype me faz rir. Mas é como se você chegasse pra classe dos dentistas e dissesse: “vocês não manjam nada de dentes e só são dentistas pra fazer receitas de medicamentos controlados!” ou algo assim. Não é humor. É ofensivo e me incomoda demais.

Só peço respeito pra mim e pros meus colegas. Não precisa gostar de mim nem necessariamente aprovar o que fazemos. Mas respeite nossa profissão. É assim que eu ganho meu salário, honestamente, trabalhando todos os dias. É com esse trabalho que compro ração pros meus gatos. Meu trabalho não prejudica, machuca ou ofende as pessoas. É só um trabalho.

E por isso que na hora do nervoso eu ofendi uma pessoa que não merecia: o Marmota, pego no fogo cruzado entre meu stress e o bando de infelizes que não entendem patavina sobre o mercado de mídia social. Desculpa de novo, André. Agora, em forma de post.
(agradeço também ao Chico Barney que me deu a idéia dos dentistas safardanas)

Eu sou uma Luluzinha!


 

Passado

Categorias

Adicionar aos Favoritos BlogBlogs
Add to Technorati Favorites
PageRank
OnePlusYou Quizzes and Widgets
OnePlusYou Quizzes and Widgets
OnePlusYou Quizzes and Widgets